O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
A vantagem de gostar de um compositor quase desconhecido e distante do “mainstream” é que jamais haverá o constrangimento dele expor suas falibilidades num “reality show” tipo ‘Big Brother’ ou ‘A Fazenda’. Qualquer mito não se sustenta no primeiro episódio.
Sei que nunca vou surpreender o artista que admiro passando vergonha num programa besta de auditório, participando de alguma gincana de subcelebridades ou numa propaganda de refrigerante. Pretendo estar certo de que nunca precisarei assistir a um programa enfadonho de entrevistas.
Esta é uma das vantagens de apreciar somente a obra de um artista. Quando, como neste caso, é a música, a vantagem é ainda melhor, pois a obra pode ser reproduzida. Outro benefício é sua rara aparição vir com algum ineditismo.
Woody Allen, Roman Polansky e Michael Jackson, entre outros, não resistiram a pouca ou muita exposição. Falando no Michael Jackson, sempre foi improvável encontrá-lo na rua. Numa farmácia a possibilidade aumentaria consideravelmente, mas ainda assim as chances seriam remotas.
No entanto, como talento e fama podem ser inversamente proporcionais, minha incomum estética musical gerou um episódio positivo. Gostando de canções que falam de “Chuva na Montanha”, “vento solar e estrelas do mar”, “Trem Azul” e “Paisagem na Janela” e com harmonias, digamos, complicadas, me livrei de ouvi-las entre “as 10 ” ou “A preferida do ouvinte”.
A visita aos pais, o filho chorando porque queria um chocolate, essas simples sucessões de acontecimentos ocasionaram um encontro que não ocorreria com algum astro inalcançável. Portanto, um acontecimento prosaico, que pode ser chamado de coincidência ou sincronicidade, fez eu conhecer o artista.
Foi assim que conheci Lô Borges do Clube da Esquina, num espaço geográfico que nunca foi clube, mas, literalmente, uma esquina. Numa rotina, em vez do assessor encontrei o músico no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Teresa em Belo Horizonte.
Música encrustada nas montanhas: tem que ser garimpada.
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🔴 Vicky Vanilla, o satanista da família brasileira
Vicky Vanilla se apresenta como Mestre Luciferiano e oferece os serviços de amarração amorosa, pacto de riqueza e tarot on-line. Como podemos ver, até o Coisa-ruim promove o amor entre as pessoas. Porém, não se engane, isso cheira a falcatrua.
Pois bem, nas eleições presidenciais de 2022, o satanista Vicky prestou seus serviços espirituais ao Lula. De maneira inexplicável, o petista venceu. Agora, acredito que livre da possessão demoníaca, portanto, sem influência do Mal, o menino se arrependeu.
O eterno satanista camarada voltou. O tal satanista surgiu, ano passado, para ilustrar nosso inclusivo panorama eleitoral. Contudo, esse personagem reapareceu, parece que, para desmoralizar o Capiroto. Todo o misticismo que envolvia a imagem do Cramulhão se desfez quando surgiu o cara que nos ameaçava com os poderes ocultos.
O ocultista com nome artístico e aspecto de dançarino de grupo de forró, que só deve impressionar com uma pirotecnia de Festa Junina, constatou que fez ressurgir uma energia maligna incontrolável. Vicky Vanilla se arrependeu. Convencido de que invocou forças terríveis e, ao dar uma forcinha para a vitória do sindicalista, provocou um Mal à Humanidade jamais visto. A brincadeira foi longe demais, mas agora é tarde, a conta chegou!
Quando chega a temporada eleitoral, como todo político, Lula, se pudesse, seria católico, muçulmano e judeu; cultuaria Jesus, Alá e Javé; visitaria igrejas, mesquitas e sinagogas; leria a Bíblia, o Alcorão e a Torá. Entretanto, para garantir a influência da mandinga, ele recorreu ao Tinhoso. Ou seja, “quando lhe convém, até o Diabo cita as Escrituras”.
O presidente invocou a Legião do Mal. Para dificultar a identificação, a Legião, espalhada no Executivo, Legislativo, Judiciário, ministérios, sindicatos etc, repete as palavras “democracia” e “paz”. Mas não se engane, praticam a maldade, dizendo que o amor venceu. Ele fez o pacto, você entrega a alma.
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🔴 Autor moral
A senadora Eliziane Gama apresentou o relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro. O calhamaço foi considerado uma piada, porque a suposta investigação foi tão falha que, em “home office”, eu faria melhor. No entanto, a constatação do “golpe de estado moral” abre uma brecha judicial, um precedente, uma jurisprudência, para eu reivindicar litígios já esquecidos.
Em 1978, a Argentina precisava ganhar a Copa disputada em casa. A ditadura “torceu, torceu, torceu” e a anfitriã levantou o troféu. A seleção brasileira assistiu a torcida do ditador argentino e se contentou em ser o campeão moral.
A seleção brasileira de futebol de 1982 sempre foi a campeã moral da Copa do Mundo. Jogando o que se chamava de futebol arte, para muitos, essa foi a última Copa do “País do Futebol”. Tempos remotos, quando testemunhei lágrimas futebolísticas sem achar aquilo tolo,
Nessa jurisprudência boba, aquele Corinthians de 2013 deveria ser considerado o vencedor do jogo contra o Boca Juniors. Vencedor moral ele sempre foi, já que o juiz operou (roubou) deliberadamente e escancaradamente, o clube brasileiro. Considerar “vencedor moral” sempre foi um jeito de esfriar a cabeça e deixar a injustiça para trás.
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Só tratando com galhofa a seriedade com que a senadora anunciou o término do ridículo relatório. Só ela não enxergou o circo que foi aquela Comissão. Imaginando-se um Ulisses Guimarães, fez sua cena democrática.
Na cara de pau, a maranhense foi escolhida para blindar tudo o que fosse do governo, escondendo o que era flagrante, que a tropa governista montou uma armadilha, que os “patriotas” caíram.
Eliziane Gama parecia brincar de relatora. Forjando seriedade ao compor perguntas estúpidas. A moça, interpretando um detetive de hospício, construía piadas involuntárias, achando que havia colocado o inquirido em contradição.
Com o absurdo resultado, os parlamentares, incrédulos, prepararam um relatório paralelo, porém, verossímil.
É óbvio que o relatório (governista) foi redigido para ser propositalmente fantasioso; não dando em nada, ele torna inócua a CPMI que nem queriam que existisse.
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🔴 Caixa de Pandora
Caçando um viés de confirmação para chamar de seu, a, à época, jornalista da Folha de São Paulo, Giovana Madalosso, achou algo que elucidaria tudo. Superestimando sua perspicácia, a moça se apressou em qualificar um achado como nazista: um telhado com a palavra alemã “Heil”. Como a descoberta foi em Santa Catarina, a jornalista usou seu privilegiado aprendizado. Associou o estado conservador ao presidente Jair Bolsonaro e... ZAS! Com a cegueira ideológica, a jornalista achou que bastava escrever os horrores que testemunhou. Na sua cabeça, esta era a “bala de prata”. Enfim, o resquício nazista, num estado com uma enorme colônia alemã e apoiador do ex-presidente genocida!
A matéria trazia o título: “Fui surpreendida por uma possível saudação nazista”. Porém, o que parecia um reflexo da Segunda Guerra Mundial foi recebido com uma espantosa incredulidade. A palavra “Heil” foi interpretada como a saudação nazista “Heil, Hitler”, porém o termo alemão significa a singela saudação “Olá”. No entanto, para particularizar mais a informação, a palavra escrita no teto da casa era o sobrenome de uma família. Além de publicar o “achado” jornalístico, Giovana caiu no ridículo da “teoria da conspiração” persecutória.
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Com a explosão da guerra de Israel e a organização terrorista Hamas, o real antissemitismo surgiu. Justamente, vários daqueles sujeitos que ganhavam a vida acusando os outros de nazistas e fascistas são os que revelaram sua face antissemita. Estes, xingavam assim até crianças que entenderam o significado da ofensa como se fossem chamados de bobo, feio ou cara-de-melão. Não se sabe se por desconhecimento histórico, por inépcia ou a velha estratégia do “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”.
Choveram exaltações a Adolf Hitler, declarações neo-nazistas e gritos de guerra sugerindo o extermínio do povo judeu. Lembrando um cenário dos anos 30, moradias e comércios foram marcados com a Estrela de Davi. No passado, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães captou o “zeitgeist” (espírito do tempo) e colocou em prática tudo o que sabemos. Parece que as ideias nazistas, latentes, sejam maiores do que parecia.
O tempo (78 anos), filmes, documentários e livros não foram suficientes para sepultar o que há de pior no ser humano. Pior, veio acompanhado da hipocrisia.
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🔴 Para inglês ver
Acabou a farsa. Entretanto, durou o suficiente para a turma do PT (Partido dos Trabalhadores) “vender” a ideia de que era honesto e faria um bom governo. Embutida nessa conversa, a Marina Silva entrou como um símbolo do meio ambiente. Pelo menos, para a elite europeia.
O protecionismo e, concomitantemente, o freio ao Brasil, foram disfarçados como “pauta ambiental”. Por possuir a maior parte da Floresta Amazônica, o Brasil se tornou um escravo voluntário desse neocolonialismo. Sempre, um presidente subserviente às agendas ambientalistas da ONU (Organização das Nações Unidas) será apoiado efusivamente pelas autoridades interessadas. Obedecendo a esses interesses, ONGs (Organizações Não-Governamentais) governamentais e “ambientalistas” estrangeiros tomam conta de cada metro do solo amazônico. Pregando a perene falácia do “opressor e o oprimido”, criaram o mercado ecoterrorista. Nesse panorama, fabricaram o mito Marina Silva.
A ministra do Meio Ambiente apresenta um aspecto esquálido, como uma árvore seca; um fiapo de fala, como alguém prestes a entrar no soro; e um aparente cansaço, típico de quem trava uma luta humanitária e inglória. Isso é tudo que as autoridades europeias precisam para impor seus interesses. Falando em nome de uma entidade abstrata, denominada como “os povos da floresta”, o Brasil vem sendo controlado dos salões europeus e da ONU.
A nossa heroína, a ministra, deu azar. Contrariando todo o simbolismo envolvendo Marina, a floresta está em chamas. Como efeito colateral, Manaus está como Cubatão nos anos 80: difícil de respirar. Os exagerados e recordistas números de queimadas e desmatamento seriam o quadro perfeito para figurinhas entrarem em cena.
Diante desse cenário, Greta Thunberg, Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo poderiam desempoeirar o falso alarmismo ambiental. No entanto, é óbvio que a pauta ambientalista é falsamente alardeada porque está na moda (portanto, pega bem) e virou um meio de vida. Claramente, a dupla de atores obedece uma pauta política contra tudo o que é de “direita”; a menina Greta, apesar de abraçar a causa ambiental para agir politicamente, sempre foi controlada para atender a interesses obscuros. Como já não é mais criança, quem peitará um republicano capitalista como Donald Trump e vociferará para os adultos: “How dare you?”. (Como vocês ousam?).
O grande perigo da ausência do divino é algo como o ambientalismo assumir o “status” de religião. Isso aumenta a probabilidade de seguir um falso guru.
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🔴 Quem lacra não lucra
As propagandas apenas precisam vender. Porém, o medo do cancelamento e de ser associado a alguém que propague algo identificado como “discurso de ódio”, bem como a “obrigação” de seguir algumas agendas, criou algumas amarras que limitaram a criatividade.
Duas dessas amarras são as agendas 2030 e ESG. A Agenda 2030 lembra uma propaganda do PT, ou seja, promete coisas fofinhas impossíveis de cumprir. Entretanto, é o terrorismo ambiental que é o principal. A data para “salvar a Humanidade” é 2030.
ESG —“Environmenmtal, social e governance” (meio ambiente, social e governança). Além do sequestro imediato por uma ideologia oportunista, obedecendo os mandamentos ESG, a empresa tem seus movimentos restritos a determinada cartilha. Nas mãos da diretoria ou da turminha do marketing, seguir os mandamentos do ESG pode ser bonitinho, mas termina sendo catastrófico.
‘Bud Light’ cerveja. Mais fraca que a bebida, só a propaganda. Alguém teve a infeliz ideia de colocar um travesti tomando a bebida que é muito consumida pelo sujeito com o perfil “caminhoneiro”. A ideia da inclusão é válida, mas o “mercado” não entende isso, portanto, é cruel. Resultado: as vendas despencaram e o produto é ignorado pelo consumidor.
Alguém no ‘Bradesco’, tentando decifrar a mente dos jovens, querendo parecer “engajado” nas questões ambientais ou simplesmente “pagar de moderno”, contratou algumas influenciadoras para ensinar a Humanidade como viver. Cheias de razão e de si, elas recomendaram que as pessoas comessem menos carne. Conclusão: para um banco que fomenta o setor agropecuário, isso foi “um tiro no pé”.
O automóvel ‘Polo’, da Volkswagen, “derrapou”, achando que tinha que sinalizar para o politicamente correto, colocou um casal do mesmo sexo como consumidor do carro. Tudo bem, mas é claro que o dono do carro ficaria estigmatizado. A turminha, despejada no mercado de trabalho, disseminando os malefícios da doutrinação escolar, não contente em destruir o lançamento de um veículo, atuou na imprensa militante, chamando o fracasso de: “ataque homofóbico”. Foi uma solução semântica, embora ilusória, para um programa real, já que o mercado não é politicamente correto.
Recentemente, o “youtuber” Felipe Neto passou a recomendar o chocolate ‘Bis’. Porém, antagonizando tudo e todos, ele não suportou a quantidade enorme de inimigos que se voltaram contra ele. Pior, a marca de chocolates sofreu um boicote pesado. Pior ainda, a marca concorrente ganhou um inesperado e gratuito impulsionamento. Como “convite” para a empresa se afastar da influência do influenciador, foram divulgados dois “posts” que o “youtuber” avisava dos malefícios causados pelo consumo de chocolate industrializado. Conclusão: por preguiça de não pesquisar o garoto-propaganda, doutrinação escolar ou “lacração” o departamento de marketing errou feio, então, o que seria apenas uma campanha de incremento das vendas, precisará de uma estratégia de reposicionamento da marca.
Alguns produtos já erraram tentando ditar regra. “Lacrar” é como ficou conhecido esse método, e esse verbo e os desastrosos resultados inspiraram a frase: “Quem lacra não lucra”. Com o tempo e os erros ficou claro que, por exemplo, uma lanchonete tem a obrigação de fritar hambúrgueres, não de promover a engenharia social.
Ato deliberado da diretoria das empresas ou ingerência de um departamento de marketing militante? A direção da empresa, mais madura, procura atrelar sua marca a números pujantes; frutos da doutrinação escolar, esses “zumbis” invadem o mercado de trabalho e, com campanhas desastrosas, levam à bancarrota empresas. Em ambos os casos, a marca é induzida ao erro.
Para uma empresa, qualquer sinalização de virtude é apenas uma estratégia para obter maiores lucros e ainda parecer bacaninha, moderninha, limpinha, legalzinha...
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🔴 Diga-me com quem andas...
A primeira vítima de uma guerra é a verdade. Mas foi justamente por causa da guerra que a verdade foi revelada. A resposta de Israel aos ataques do grupo terrorista Hamas revelaram quem tentava disfarçar numa dissonância cognitiva oculta.
A dissonância cognitiva dos que insistiam em chamar a turma do “Golpe do Algodão-doce” de golpista e terrorista deu um nó ao se espalharem vídeos do verdadeiro terrorismo sendo praticado pelo Hamas. Entretanto, dobrando a aposta (mesmo tendo um jogo fraco), quem usava a palavra “terrorista” fora de contexto caiu numa contradição inepta. A falta de palavras para descrever as coisas tal qual elas são revela uma limitação semântica, e isso é imperdoável para um jornalista. Mas, como vimos, foi pura falha de caráter e suicídio de credibilidade.
Os jornalistas, esquecendo seu juramento, puseram a ideologia como prioridade em detrimento da verdade. Abusando do livre arbítrio editorial, os jornalistas esgotaram o adjetivo “terrorista” (para os patriotas de 8/1). Conclusão: o terrorismo do Hamas foi atenuado com: “ataques e ofensiva”; e o próprio grupo como: “combatentes, militantes e resistência.
Quando há concessões ao bom senso, vêm precedidas das conjunções adversativas “mas, porém, no entanto, entretanto etc. Ou seja, muitas vezes, essas conjunções desdizem a frase anterior, para, depois.trazerem a real intenção.
Os estudantes também classificaram velhinhos, crianças e animais de estimação, que não barbarizaram ninguém, como terroristas. No entanto, a infantilidade de uma turminha que sacoleja uma bandeira da Palestina, como se estivesse com uma bandeira de futebol, exagerou. A galerinha, alimentada com ‘Quick’ sabor morango e biscoitos ‘Passatempo’, apesar de vibrar em apoio a grupos terroristas, correm de medo na primeira discussão de trânsito.
O governo federal evidenciou aquilo que quem jamais pensou nessa turma em Brasília, já imaginava como uma das suas facetas: o apoio mútuo PT/Hamas. A reação do PT e seus asseclas foi como a de baratas debaixo de uma telha removida: correu cada um para um lado. Sempre atenuando as coisas, nosso governo emitiu uma nota tratando assassinato como falecimento e, como a ONU, evita chamar o Hamas de grupo terrorista.
Guilherme Boulos foi um que correu tentar apagar os rastros terroristas. Ao Boulos convém maquiar-se para “ajudar a imprensa a ajudá-lo”, se é que você me entende. O incendiário de estimação quer ser prefeito de São Paulo, e a imprensa está disposta a edulcorá-lo.
Em todos os casos, o apoio à Palestina é um modo socialmente aceitável de defender o Hamas e ser contra Israel. Como sempre, elegem um opressor e um oprimido para, novamente como um time futebol, torcer.
Paradoxalmente, o próprio Jornalismo já vinha armando a arapuca que anteciparia o suicídio. A internet vem preparando a morte do antigo Jornalismo, mas, não abrindo mão do protagonismo, ele faz questão de acelerar o processo. Se o Hamas não convenceu o que significa “terrorismo”, o Hezbollah poderá convencê-los.
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🔵 Sempre rir
Existia um programa, pretensiosamente classificado como, de humor chamado ‘Zorra Total’. A vinheta que anunciava o início do programinha soava como um macabro sepultamento do sábado à noite. Mesmo não fornecendo minha audiência ao humorístico, a vinheta significaria que minha noite de sábado se resumiria a um motoboy entregando uma pizza de frango com catupiry e quatro queijos e uma ‘Coca’ dois litros.
Já resignado com o desperdício da noite de sábado, animadamente, eu corro para o banheiro enquanto as pipocas estouram. A musiquinha do ‘Supercine’ é a senha para correr para a frente da televisão. Pronto. Equipado com uma tigela com pipocas, eu tento descobrir quem é o assassino no filme. Tudo isso é muito triste. Definitivamente, eu preferiria passar o final de semana jogando Tranca com a minha avó.
***
Não tive saída, ‘fazendo sala’ para uma amiga, esperando alguns amigos chegarem, assisti ao ‘Zorra Total’, acompanhando a família da garota. A reação coletiva parecia uma convulsão, um ataque epilético e uma possessão demoníaca. Todos eles talvez realmente achassem aquilo engraçado, fato que me fez sentir em companhia dos ‘Simpsons’.
Contudo, não foi difícil gargalhar com a situação. Talvez eu tenha sido o que mais riu. Repito: não gargalhei das odiosas esquetes, mas do cenário inusitado. Embora, eu realmente desconfio se aquela família também considerava aquilo a morte do humor e uma subcultura imbecilizante, portanto, ria para não me deixar sem graça. Assim, eu me diverti com as reações absolutamente hilárias.
Aquela família deveria liberar doses acachapantes de algum neurotransmissor ultrapotente desconhecido. Diluído nessa plateia, eu me entreguei a bordões e personagens forçadamente estereotipados.
***
Mais estranho foi uma família que acompanhava as histórias dos comerciais. Como, obviamente, as historietas eram demasiadamente repetidas, foram decoradas. Então, os acontecimentos eram previstos com entusiasmo: “Olha lá, olha lá”. Eu apenas obedecia e prestava atenção. Tratava-se de uma experiência interessante: eu estava enxergando com outro olhar o que antes eram enfadonhos filmetes com o único objetivo de vender. Antes, esses intervalos significavam o momento de conferir outros canais, beber água ou ir ao banheiro. Como herança da plateia das propagandas, eu passei a prestar atenção a anúncios de sabão em pó, mistura para bolo ou pasta de dente.
‘Casos de Família’, ‘Teste de Fidelidade’ e as pegadinhas do João Kleber parecem programas escancaradamente combinados, porém eu adoraria assistir no meio de uma turma simploriamente empolgada com aquilo.
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🔴 Não deem atenção para o que esse senhor diz
Diferente do que tenho ouvido sobre os ataques do grupo terrorista Hamas a Israel, eu jamais ousaria tentar dar meus pitacos sobre algo tão complexo. Entretanto, me considero especialista em banalidades. Sempre atento ao que ninguém se importa, eu me reputo autorizado a comentar algo que não pode passar em branco.
Não tenho a pachorra de opinar sobre a guerra do Oriente Médio. No entanto, Lula opinou, e como eu entendo quando um ébrio discursa em praça pública, me senti confortável ao desmascará-lo. Como sempre, Lula e sua turma não conseguem separar os acontecimentos da “caixinha esquerdista”. Falta de caráter, cara de pau ou cegueira moral? Descubra (ou fique com mais dúvidas).
Lula cai em contradição ao condenar os ataques, sendo que, historicamente, ele defende tudo que é contra Israel, inclusive o Hamas. O eterno sindicalista insiste em manter “cada pé em uma canoa”, porém, a “memória” da internet está aí para mostrar toda a sua hipocrisia. Com o contra-ataque de Israel é previsível que, mesmo que timidamente, vão tentar culpá-lo. Parece óbvio, mas em pouquíssimo tempo Lula (“et caterva”) vai relativizar e justificar os ataques a Israel. O Hamas parabenizou Lula pela eleição em 2022; como “uma mão lava a outra”, de algum jeito, ele tem que retribuir.
O nosso presidente só age se o resultado é o próprio benefício. Tudo o que ele pronuncia envolvendo a geopolítica é visando a um desimportante, mas simbólico Nobel da Paz. Como já foi comentado, ele quer ser o novo Mandela, sendo que o único acontecimento que os iguala é terem sido presos.
Contribuindo com essa falácia do Lula líder mundial, está a repetição da palavra “paz”. Lembrando a Pax Romana, Lula promove o “nós contra eles” enquanto pede paz. Em tempo: durante o período chamado Pax Romana, o Império Romano cometeu arbitrariedades e expandiu seu território e poder. Ou seja: paz aparente.
O que difere um ébrio comum do Lula é que aquele deposita sua bile no vaso sanitário; e este, em microfones, diante de câmeras.e/ou em notas à imprensa.
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⚫️ O espetáculo do farol
Não teve jeito. Percebi que eu estava fora de sincronia com os faróis. Não adiantou acelerar o carro para passar o cruzamento no sinal amarelo. “Roleta-paulista” é muito arriscada, pois, um acidente pode consolidar o atraso, e o desastre mortal pode desmarcar o compromisso definitivamente.
Mas aquele semáforo vermelho me capturou, portanto, eu fui obrigado a parar e esperar o início do espetáculo. O ‘Programa Circo-escola’ gerou uma modalidade de praga urbana talentosa. A população formada na iniciativa da Prefeitura, em vez de seguir carreira na China, França ou Canadá, infestava as ruas da cidade.
De repente, uma turminha colorida invadiu a faixa de segurança e formou uma pirâmide humana. Como aquela maldita lâmpada vermelha tinha um temporizador mancomunado com a galerinha acrobata, deu tempo para um segundo número. Foi quando um garoto começou a atirar bolas de tênis para o ar; me senti superior àquele garoto, pois, além de saber fazer a mesma coisa eu possuía um emprego. Parecendo que lia minha mente desafiadora, ele sacou um faqueiro e fez igual. Achei aquela habilidade muito difícil e perigosa. Assisti.
Esquecendo da pressa, distraído, hipnotizado e resignado, admiti que o para-brisa virou uma tela, e a trupe era uma espécie mal remunerada de ‘Cirque du Soleil’ ou ‘Circo Imperial da China’.
A estratégia agora era outra, eu tinha que fazer cara de quem não estava gostando nem um pouco daquilo, até impaciente e com pressa para dar o fora dali. Escondi as moedas do console e exibi uma expressão de quem estava habituado com aqueles truques.
Temendo a inevitável cobrança, não consegui disfarçar o entusiasmo e despejei o que considerei justo às habilidades demonstradas naquele palco improvisado e compulsório. A turminha recolheu os badulaques. O sinal verde me libertou.
A partir dali, eu tentava ser retido por um farol e assistir como foi o aprendizado do ‘Circo-escola’.