O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
Foi engraçado ver uma molecada recepcionando Bolsonaro nos aeroportos. Sob as palavras de ordem “1,2,3... 4, 5, 1000, queremos Bolsonaro presidente do Brasil”, eu tinha certeza, estavam tirando um barato para postar no ‘Facebook’. Afinal, o “Capitão” era “vendido” como um truculento filhote da Ditadura segurando uma granada sem pino.
Pois, aquele militar folclórico, mais caricato do que temido, que frequentava o programa “trash” ‘Superpop’ e era praticamente um humorista do CQC se tornou super popular, reunindo multidões.
Embora tentem grudar a imagem de um terrorista pronto para destruir a democracia com um golpe, o povo já entendeu que é justamente o contrário (os golpistas são os que acusam) e lota o caminho do ex-presidente.
O Lula, contrariando as expectativas, não exibe a leveza de um presidente recém-eleito. Pessoalmente, ele não possui a existência plena e bem resolvida de um senhor de 78 anos bem vividos, recém-casado e cheio de filhos e netos. Diferente do que seria óbvio, Lula se mostra uma criatura raivosa, vingativa, “um pote até aqui de mágoa”. Diagnóstico à distância: em vida, essa alma jamais terá sossego.
O “Sapo Barbudo” sempre povoou seu palanque com uma claque disfarçada de diversidade (uma diversidade confeccionada na 25 de Março). O eterno líder sindical cospe suas mentiras (“o Brasil tem 735 milhões de pessoas passando fome”) e é aplaudido por uma parede de focas amestradas (dispostas a ovacionar qualquer absurdo). Com a falácia lulista, seus eleitores estão desembarcando da nau sem rumo. Pois eu prevejo, cansada de bater palmas para um celerado mitômano, sua plateia selecionada começará a apupá-lo.
Um povo pacífico, empreendedor e conservador teve que aceitar um mandatário beligerante, xenófobo, retrógrado e estatista. Isso não poderia dar certo. Alguns jornalistas e grupos de comunicação insistem em disfarçar os erros governamentais porque são irrigados com “milhões” de motivos para fazê-lo.
O petista tem um decisivo litígio com sua primordial razão de vida; mas como seguiu as facilidades de trilhar um caminho sedutor, mas errado, exibe a intranquilidade existencial.
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🔵 Uma noite em Las Vegas
Era a primeira vez que eu veria aquele cover. Geralmente, os imitadores do músico falecido se caracterizavam com perfeição e arrastavam uma procissão de fãs. Fãs do próprio imitador. Pela idade, a plateia, assim como eu, era composta por jovens que nasceram quando o cantor já havia morrido. Exercendo a minha enganosa autoridade musical, eu julgava o que veríamos, uma atração para pessoas de meia-idade ou mais, portanto, incompatível com minha juventude anárquica.
Meus pais assistiam àquelas apresentações do cantor original com um entusiasmo saudosista. Enquanto eu via um cara inchado, transpirando muito, se arrastando pelos palcos, se apresentando num “resort” para uma audiência mais madura e milionária. Uma coisa meio “especial de fim de ano do Roberto Carlos”, “cruzeiro marítimo no navio do Julio Iglesias” e “excursão da terceira idade nas Cataratas do Iguaçu”. Aquele senhor não parecia o mesmo carinha elétrico que, segurando um violão, cantava rock para uma plateia repleta de adolescentes em chamas.
Na grande noite, o artista cover surgiu, e eu pude confirmar o que já suspeitava. A impressão inicial realmente era cheia de estereótipos, mas a visão que eu construí não permaneceria após uns 5 minutos de espetáculo.
Não sei se o carisma fazia parte do macacão cheio de brilho, dos óculos escuros, das correntes, das ótimas canções ou daquele farsante que estava vestido de Elvis Presley. Quando começou o show, me senti numa noite em Las Vegas, fiquei sério e me esforcei para não fracassar cantando a frase “kiss me quick” (quando o Elvis me franqueou o microfone).
Pelo que sempre vi, esperava algo caricato, achei que iria rir do começo ao fim do espetáculo. A imagem que eu tinha, era de um decadente programa de televisão levando um “tiozão” para visitar a mansão do astro em Menphis. O visitante, fã do “Rei do Rock”, arranhava ‘Blue Suede Shoes’ e ‘Love me Tender’ nas horas vagas.
No entanto, por serem fãs, “os Elvis” espalhados pelo mundo provavelmente fazem um ótimo show. Inesquecível, como aquele, num barzinho de Las Vegas, digo, Guarulhos.
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🔴 Euforia e exaustão
Essas musiquinhas institucionais quase nunca geram emoção ou despertam algum engajamento. Porque logo trazem a desconfiança de que escondem uma iniciativa partidária. A picaretagem é facilmente desmascarada com uma conferida no elenco e uma análise da letra, das técnicas de filmagem e das performances.
Isso mudou com ‘We are the world’, música do projeto ‘USA for Africa’, composta por Lionel Richie e Michael Jackson, que foi gravada em janeiro de 1985, portanto, completou 39 anos. Eu assisti ao documentário ‘A noite que mudou o pop’. O diretor não teve muito trabalho, além de escolher momentos imperdíveis da grande noite.
O maior desafio foi reunir Michael Jackson, Lionel Richie, Ray Charles, Stevie Wonder, Diana Ross, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Cyndi Lauper e outras estrelas (total de 45) no mesmo estúdio. Além das agendas, a cerimônia do American Music Awards, no mesmo dia, tornava tudo mais difícil.
Quincy Jones escreveu o bilhete “Deixem seus egos na porta”. Se os artistas leram, não obedeceram. Ainda bem, eles correram o risco de deixar o ego junto com o talento. Além de tudo, o artista tem que ter um bocado de ego, vaidade e exibicionismo para não se tornar alguém que apenas canta bem na festa de fim de ano da firma. Sem essas características, o Michael Jackson não teria sido o “rei do pop”, mas, sim, apenas um carinha problemático, frágil e digno de dó. A intenção era humanizar essa galera, mas essa tarefa ficou com muitas horas (23h às 6h) de estúdio.
A gravação proporcionou detalhes como: a embriaguez e os semitons (desafinadas) de Al Jarreau, Stevie Wonder guiando Ray Charles ao banheiro (ambos são cegos), lágrimas coletivas e, num momento “Toca Raul” histórico, todos cantando ‘The Banana Boat Song’ de Harry Belafonte. Conclusão, o recado não deixou o ego ultrapassar o limite que o estrelato começa a parecer arrogância e falta de educação.
Vendo as sessões como o Quincy Jones, eu tinha certeza quando o “take” não havia ficado perfeito. Sempre tive essa mania. Sinceramente, acredito que várias pessoas têm o costume de bancar o produtor vocal quando assistem aos “reality shows” vocais. Na verdade, devido às muitas vezes que vi o clipe, eu sempre soube a entrada, o nome do cantor, o timbre e a tessitura vocal de cada participante.
Como resultado, a campanha arrecadou U$ 63 milhões até 1986 (hoje, o cálculo seria muito maior), reuniu uma constelação única de cantores e virou um “hit” que marcou uma época.
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🔴 Chuchu beleza
Joaquim Teixeira é o tiozão da internet. Ele sabe disso. Convicto desta condição, ele age como tal: com piadas de tiozão. Pela autenticidade das suas observações, esse personagem faz a molecada gargalhar.
Diferentemente do Geraldo Alckmin, que é o tiozão querendo ser jovenzinho. O vice-presidente foi apelidado de “picolé de chuchu” por ser sem graça (insosso).
Pois, esse senhor, tentando disfarçar a nulidade do seu cargo e engajar um novo lote de eleitores, começou a publicar “posts” nos quais flerta com a cultura “nerd”. Porém, as postagens são tão constrangedoras que lembram memes para zoá-lo ou um site sendo barbarizado por um hacker malvadão.
Quando eu tinha uns 31 anos de idade, arrisquei ir a uma casa noturna onde tocava “indie rock”. Cercado por uma galerinha esperta e sem boletos para honrar, saquei que aquele ambiente não era mais pra mim. Fugi de lá antes que abrisse um clarão na pista para eu me sentir um dançarino de “twist” ou alguma menina com 18 anos me chamasse de tio.
É isso que falta para Geraldo Alckmin, descobrir que seus tempos de meninão não voltam mais. Triste se for um caso de infância e/ou juventude perdida. Imaginando que ele possa superar essa carência, ainda dá tempo de abandonar os memes com mangás e as meias divertidas.
As piadinhas que escreve deveriam gerar uma descontração, uma aproximação, um engajamento jovem e algum riso. No entanto, Alckmin perdeu a credibilidade quando abriu mão de princípios e valores quando o atalho do poder lhe franqueou o acesso. Além disso, ele carrega uma mistura de seriedade e timidez que impedem a comicidade. Definitivamente, o Doutor Geraldo não é engraçado.
É possível que ele esteja convicto de que está lidando com gerações semi-analfabetas e infantilizadas. Entretanto, apesar da Educação e da programação televisiva, o político demonstra um cálculo errado, podendo terminar, apesar da idade, sendo o único infantilizado.
Anestesiado, o vice-presidente demonstra sua inutilidade no governo e dá séria preocupação se é uma boa alternativa ao governo Lula.
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🔴 Mascote politicamente incorreto
O Saci, mascote do Internacional de Porto Alegre, foi denunciado. Supostamente, o Saci-pererê alegrão assediou sexualmente uma mulher. Na verdade, a agressão ganhou um eufemismo para chamar de seu: importunação sexual.
A fantástica lenda folclórica já sofre discriminação por ser afrodescendente, tabagista e portador de necessidades especiais. Com essa atitude, o sacizinho macho tóxico será atirado na vala comum dos cancelados. Sem dúvida, os jornalistas vão tentar desqualificá-lo. No velho ataque “ad hominen”, o nosso amiguinho colorado logo deve ser tachado de bolsonarista, nazista, fascista, misógino, de extrema-direita e capitão do mato.
Esses personagenzinhos pareciam inofensivos quando alegravam o dia a dia infantil vendendo algodão-doce e empurrando carrinhos de sorvete de Santos à Praia Grande. No entanto, atrás de Bananas de Pijama amarrotados, Patos Donald encardidos, Cebolinhas com caxumba, e Piu-pius com encefalite se escondiam potenciais predadores sexuais.
Debaixo dum sol escaldante, sempre desconfiei que aquele sorriso estampado na cara dos personagens de desenhos animados era um truque de confecção; na verdade, aquelas fantasias fofinhas e coloridas escondiam um marmanjo mal pago, mal-humorado, suado e claustrofóbico. Com muito azar, como no caso do serelepe Saci, poderia haver um sujeito que não via o mundo como um lugar inocente, alegre e encantado.
O boneco mais animadão do Brasil se entusiasmou com o gol do “Inter” e abraçou uma repórter, porém, ela não ficou feliz e procurou uma delegacia. A graça acabou, e o funcionário que interpretava o Saci foi afastado.
O encantado baluarte do imaginário popular esqueceu da magia e do encantamento, pois comemorou o gol com a primeira mulher que encontrou. A criançada, logicamente, ficou horrorizada com a performance do outrora infante brincalhão.
O animado animador de torcida se empolgou ao ultrapassar os limites que deram uma Humanidade nefasta a alguém que deveria restringir sua atuação às quatro linhas.
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🔴 Apenas um instante no universo
A Amazônia continua torrando, entretanto, a ativista ambiental não está a caminho do Brasil. Algo continua me dizendo que a menina estava sendo usada como instrumento político. Como as eleições norte-americanas e brasileiras funcionaram de acordo com a agenda, não precisaram acionar a garota.
Mas a ameaça Trump pode voltar, quem sabe surja um novo bibelô para encantar um mundo sedento por heróis. A idade precisa ser pouca, não só para causar um encantamento materno e paterno, mas também para surgir equipada com uma inimputabilidade para desafiar Trump e outros grandes líderes mundiais com a pergunta: “How dare you?” (Como vocês ousam?).
Javier Milei não representa ameaça suficiente para desencadear o deslocamento do aparato disfarçado de preocupação ecológica. Mesmo que confessadamente política, a movimentação pode causar um desembarque, geograficamente enganoso, no Rio de Janeiro.
A defesa da natureza é uma “Cortina de Fumaça” para esconder interesses que a própria Greta nem sequer suspeita. Como um mágico, olhamos para uma mão, enquanto a outra executa o truque. O alarmismo apocalíptico faz a sua parte: já ameaçou a Humanidade com o “Efeito Estufa”, “Aquecimento Global”, “Mudanças Climáticas”... Estou esperando ansiosamente uma iminente catástrofe para comprar uma geladeira nova, dessas que, apesar de caras, não ameaçam o clima.
O ser humano é muito egocêntrico a ponto de achar que ele é responsável pela variação climática. Eu, no entanto, digo minhas besteiras com a certeza de que não estarei aqui para prestar contas. Certo de que não serei espancado pelo Greenpeace, WWF e Peta, eu estou satisfeito por ser tachado de negacionista.
Greta Thunberg foi uma boa menina. Porém, como uma mulher de 21 anos, ela perdeu a graça pueril de quem matava aulas para interpretar o papel de protetora do meio ambiente. Ela, como um “Zé do Apocalipse”, que sobe num caixote e anuncia o fim dos tempos, cumpriu sua função.
Algum grupo, interessado politicamente, precisa substituir um símbolo “café-com-leite”.
70
🔴 “Um museu de grandes novidades”
Os aplicativos apontavam uma direção para o Brasil, um país empreendedor, que tinha tudo para despejar, no mercado de trabalho, jovens ansiosos a começar a trabalhar na sua própria empresa. Nessa época, “start-up” caiu na boca do povo, de modo que o anglicismo praticamente foi incorporado ao Tupi-guarani. As palavras empreendimento, empreendedor e empreendedorismo gastaram tanto que pareciam papo de “coach” e pegava super mal repetir um termo (e suas variações) que havia virado modinha e podia ser sinal de alerta de que era golpe.
Nas faculdades, bastava juntar um grupinho de uns 5 geniozinhos ou uma turminha com uma boa ideia, muita iniciativa e com energia suficiente para botar a mão na massa, para uma empresa surgir ou uma ótima ideia ser financiada ou vendida por milhões.
Alguns aplicativos deram certo e giraram a economia durante a pandemia. Enquanto o mundo foi convencido a não sair de casa, “motoboys” traziam comida na porta. Quando alguém precisava ir do outro lado da cidade, o motorista levava. A comida e o transporte por aplicativo foram incorporados ao planejamento de vida, e as novas gerações urbanas abandonaram a “obrigação” de comprar um automóvel.
Mas chegou o governo que quer acabar com isso. Bitolado no estatismo de Getúlio Vargas, o “gigante faminto”, apelidado de governo federal, se julga o “papai” e para justificar sua existência, cultiva um povo dependente e grato pelas migalhas distribuídas.
Sindicalizado e amarrando com supostos direitos trabalhistas, o governo encarece o empregado do aplicativo, desencoraja a admissão, dificulta a demissão e inflaciona o produto. O raciocínio de Lula e seu ministro do Trabalho (“ministro do Atrapalho) parecem dispostos a criar o “programa Datilografia Popular”. O governo “imposto” é composto de incapazes capazes de tudo, por isso, é necessário neutralizar a vanguarda do atraso.
Se depender do bloco do atraso, “essa gente bronzeada não vai mostrar o seu valor” e amargará um primeiro emprego fritando hambúrgueres ou uma existência inteira no Banco do Brasil ou nos Correios.
⬛️ “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”
(Benito Mussolini)
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🔴 O mundo de Nárnia
O brasileiro começou a prestar muita atenção no que acontece dentro do STF (Supremo Tribunal Federal). Os ministros não se prepararam para isso. O povo ficou assustado com o que viu. Eles estão com saudades de um Brasil semi-analfabeto, quando nosso orgulho era o reconhecimento como: “Pátria de chuteiras” ou “O país do futebol”.
Meu conhecimento histórico impede de confirmar que essa composição é o pior STF. Realmente, é difícil acreditar, mas pode ter havido pior. Sendo que para vários cargos públicos existe um certame concorrido (concurso público), era esperado que a última instância da Justiça fosse composta pelos melhores juízes. Mas não é assim. Sabemos que a sabatina no Senado é um teatro, portanto, na prática, a única exigência para compor a Corte é ter cursado Direito.
Mas não é só isso. Um único ministro, avaliando o grau de de complexidade cultural do brasileiro mediano ou gastando o máximo das suas referências, citou: uma partida de futebol entre Corinthians-SP e Internacional-RS, a luta entre Popó e Bambam e a estória ficcional ‘As crônicas de Nárnia. É até simpático citar a cultura pop e acontecimentos cotidianos, porém, isso pode revelar um raciocínio extremamente infantilizado para um magistrado.
O império das leis deu lugar às leis do “império”, de modo que vivemos a incerteza da insegurança jurídica. Sem saber se vale o que está escrito (ironicamente, diferente de uma contravenção penal chamada ‘Jogo do Bicho’), eu escrevo sem fulanizar ninguém. Tudo o que fazemos parece regulado e submetido a olhos que tudo veem. Ditadura, insanidade ou probleminhas afetivos (ou tudo isso), esperamos 40 anos para viver a distopia ‘1984’.
A luta quixotesca inventou inimigos, que supostamente cometem “atos antidemocráticos” ou “atentados ao Estado democrático de direito”, que não sabem o que pode ser considerado ato criminoso. Portanto, senhorinhas, com força suficiente apenas para segurar a Bíblia, correm o risco de ser enxergadas como terroristas e golpistas.
A assertividade arrogante e vazia evidencia que o farol, que deveria servir de guia, conduz ao “naufrágio”. Continuando com a metáfora naval, o navio está sem comandante. O pior é que estamos a bordo desse navio fantasma chamado Brasil.
61
🔴 A pior propaganda do mundo
A rede de lanchonetes Burger King “cometeu” a propaganda dos sonhos para seu maior concorrente, McDonad’s. O BK exibiu uma, err... bem... ãnn... peça publicitária na qual um ator pornográfico, conhecido como Kid Bengala, vá lá, estrelou. A... ideia doentia foi associar a quantidade de... argh... carne do lanche com os atributos do tal Kid Bengala.
É difícil acreditar, mas a... ideia... foi apresentada pela equipe de marketing e aprovada pela diretoria da empresa. Logicamente, o comercial foi recolhido, mas o estrago já havia sido feito. A maneira da marca (diretoria) se abster de responsabilidade, bem como, vitimizar-se, foi culpando a péssima aceitação do comercial pelos conservadores, mas o principal motivo é que a ideia foi péssima.
Não se engane, a reprodução da marca, mesmo que involuntária, não é positiva. A automática recordação do ator pornô mantém os clientes menos depravados afastados do restaurante. A automática associação ao trabalho desse senhor torna a simples procura por uma lanchonete para matar a fome, “carta fora do baralho”. Quiçá, a visita ao Burger King se torne uma nova modalidade de parafilia.
Ou as agências de marketing têm equipes preocupadas em “lacrar”, ou os dirigentes, com a ansiedade de respeitar as diretrizes ESG (Environmental, Social e Governance; Ambiental, Social e Governança, respectivamente), estão esquecendo suas atividades precípuas e dando “tiros no pé”.
O banco Bradesco já havia recuado quando lançou um comercial estimulando o não consumo de carne. Alguém lembrou que o banco oferecia empréstimo aos pecuaristas. A imposição de regras, o “dedo na cara” e a lacração geraram péssima aceitação, e a peça foi retirada do ar. Com esse exemplo, já sabemos que a estupidez impediu que os donos da marca Burger King aprendessem com o erro dos outros.
O Kid Bengala ganhou seu dinheiro inusitado e pode ser escolhido como o funcionário do mês do McDonald’s. E o Burger King lançou a pior propaganda do mundo.
Texto com vídeo no blog:
Gazeta Explosiva
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🔴 A imprensa e a manifestação
Luís Roberto Barroso ficou encantado com os, por assim dizer, poderes mediúnicos de João de Deus (me livre!); como advogado de um terrorista italiano, acreditou na inocência do seu cliente; com fôlego para ser enganado novamente, num congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), sentindo que estava sem ambiente por causa das vaias, ele sacou o brado retumbante: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. A manifestação do dia 25 de fevereiro, convocada pelo Bolsonaro, mostrou que o ministro é ruim de prognósticos.
No geral, as emissoras e jornais tentaram esconder o evento, fingindo que futebol, criação de tartarugas e outras amenidades eram mais urgentes que o que ocorria (e ocorreu) na Avenida Paulista. No entanto, a velha imprensa deveria marcar o território enquanto possui equipamentos melhores, porque os canais de internet aproveitaram o vácuo e transmitiram praticamente sozinhos.
Mas o que mais me chamou a atenção, foi o comportamento da imprensa vendida e/ou militante. Impossibilitada de negar o óbvio, ela saiu de fininho, desqualificou a manifestação e os manifestantes ou fingiu demência. O jornal ‘O Globo’ quis fingir que não estava acontecendo nada e que não havia nada para ser visto, mas tudo foi tão gritante, que o jornal teve que escrever umas notinhas marotas.
Houve uns jornalistas que acharam legítima a ação truculenta (sem agressão física) de alguns torcedores da Gaviões da Fiel. As vítimas eram supostos bolsonaristas, mas a burrice e a cegueira partidária impediram os torcedores de raciocinar que havia são-paulinos, palmeirenses, corintianos, santistas etc.
Eu sou corintiano, mas desaprovo a covardia daqueles que se encorajam e agem em grupo (comportamento de manada). A relação saudável com um time de futebol é torcer, durante os 90 minutos, como se não houvesse outra coisa; porém, como o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes, após a partida, é vida que segue. Entretanto, para quem agride por um time, acha que obteve uma vitória quando berra: é campeão. Só que não é uma conquista pessoal... Infelizmente, a aprovação jornalística estimula esses episódios.
Uma jornalista perguntou ao Lula, quais foram suas impressões sobre o 25/02, no entanto, ele não respondeu e fugiu. Faz sentido. O presidente já havia agido assim, quando disse não ter entendido uma portuguesa que fez uma pergunta embaraçosa. Normal, melhor Lula calado, quando ruge, algo que não pertence a este mundo se manifesta.
A imprensa internacional, apesar das limitações geográficas, fez uma cobertura mais honesta. Até cansei de percorrer o que foi publicado no exterior. A repercussão internacional foi muito importante para o mundo saber da nossa realidade, apesar de se esforçarem para esconder.
Fora isso, foram apenas insultos e distorções dos fatos, o que evidenciou que acusaram o golpe e expuseram a militância e o amadorismo da nossa imprensa que insiste em deixar a predileção política suplantar o profissionalismo.