O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
As tentativas de estragar a festa extrapolaram as raias da razoabilidade, chegando à insanidade. Tentativas: ameaça de intervenção de torcidas organizadas, judicialização das manifestações, um veículo invadindo o Palácio do Alvorada, a espera de uma chuva que viria como um balde d’água fria e a derradeira e tresloucada retenção de um jornalista português. O desespero petista para esconder a ditadura, bem como, evitar a exibição da popularidade oposicionista, só ajudou a hipertrofiar o evento.
Algum vilão atrapalhado teve a infeliz ideia de reter o jornalista português, Sérgio Tavares, no aeroporto internacional de São Paulo. Essa tentativa desesperada de “melar” a cobertura internacional se revelou um “tiro no pé”. A repercussão transformou o português num ”popstar”, adiantou e potencializou o objetivo. Pois, o jornalista europeu não poderia armar um roteiro tão perfeito para reportar o que está acontecendo aqui. O que era para passar despercebido tornou-se um incidente diplomático, e a PF (Polícia Federal) involuntariamente fez uma reparação histórica: presenteou Portugal com uma enorme piada de brasileiro.
O jornalista português pôde experimentar o que muitos brasileiros estão acostumados; ele foi tachado de blogueiro, bolsonarista e extrema-direita. Esses rótulos carimbam as pessoas que devem ser desqualificadas, portanto, o que dizem e o que mostram não pode ser levado a sério. Esta técnica covarde, chamada de “argumentum ad hominem”, encerra qualquer debate. Exemplo: Alguém que não concorda com a vacina COVID-19, de início é estigmatizado como “negacionista”.
Prontamente, com algum interesse monetário ou político, algumas personalidades populares, acusando o golpe, invadiram as redes sociais. Essas almas podres xingaram pessoas que eram tão normais como quaisquer parentes ou amigos que não sofrem de cegueira ideológica. Para alguns, pode parecer estranho indivíduos — sem a fantasia (boné, camiseta e bandeira) ideológica, que não representam sindicatos, associações classistas ou partidos — aceitarem comparecer sem a promessa de mortadela, busão fretado e cachê.
A imprensa comprada, como de costume, foi uma vergonha. Sem vergonha, o “dedurismo” das redações, numa jogada ensaiada com o governo federal, cobriu as manifestações apenas para “pegar algum escorregão” do Bolsonaro e bolsonaristas. Por dinheiro (o cala a boca pecuniário), militância, algo não descoberto ou tudo isso junto, a imprensa resolveu esconder os fatos. Portanto, é mais recomendável se informar na mesa de um bar ou com qualquer pessoa no supermercado, no ponto de ônibus ou na sua rua; enquanto um economista ou os especialistas da TV ou do jornal podem aliviar as notícias econômicas — porque se é amigo do ministro.
Ministros não podem ser fonte jornalística; no entanto, aqui, eles fazem uma tabelinha com os jornalistas (chamada de fonte) que, claro, atendem ao “toma lá, da cá” e obedecem aos interesses. Este exemplo escancara o conflito de interesses, bem como, a subserviência de jornalistas que têm compromissos inconfessáveis, não com a verdade. A relação, promíscua, entre veículos de comunicação, cidadãos com interesses escusos e governo fazem uma vítima: quem estava na Avenida Paulista.
A quantidade de presentes ao ato variou de acordo com a narrativa: 180.000, 500.000 ou 750.000 pessoas. A mais honesta das avaliações disse que a “Paulista” estava lotada. Para quem viu a Avenida Paulista lotada de pontos amarelos, cada pessoa significa um número; entretanto, daqui a uns 50 anos, filhos, netos e sobrinhos herdarão um país livre, conquistado pelos seus ascendentes.
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🔵 ”Toda vez que a bruxa me assombra, o menino me dá a mão”
Um sábado empinando quadrado (pipa) na laje não alterava o ritmo de uma incipiente vida, sendo que a sequência de compromissos era jogar bolinha-de-gude e rodar pião. A realidade: sem documentos, boletos, profissão e leis, somente a lei da gravidade.
A impressão de vida eterna fazia laje e chão parecerem iguais, de modo que a altura era praticamente ignorada. Pois, terminado o estoque de maranhões, peixinhos e quadrados no céu ou boiados (pipa com linha cortada), no rodízio de desafios pueris, era chegada a hora da bolinha-de-gude.
Eu desejava chegar rápido lá embaixo. Na verdade, o precoce espírito competitivo me obrigava a ser o primeiro. Meus dois amigos propuseram um desafio: “O último a chegar é mulher do padre”. Pronto, a partir da aposta, já não havia amigos, eram concorrentes. Então, vencer era questão de honra e perder significava a humilhação eterna.
O jeito mais rápido de vencer os dois metros e meio de altura da laje era pulando numa telha mais baixa e descer os últimos degraus da escada, tudo conforme eu já estava acostumado. Rapidamente, calculei a manobra e comecei o “le parkour” infantil. Porém, a ansiedade de alcançar o solo antes de todos se tornou uma perigosa realidade. A telha de amianto partiu... Nesse momento, eu apaguei.
Não houve nenhuma experiência fantástica, nenhum relato fabuloso, sem luz no final do corredor, nada da experiência de quase morte, sem a mão amiga de algum ancestral, apenas um apagão (deve ter sido um desmaio). A memória registrou o antes, de modo que eu não sei como caí, nem como sentei encostado no muro. Acordei, sem nenhum arranhão, sem entender o desespero estampado no rosto da mãe do meu amigo, levantei e fui brincar. Para me sentir vivo não bastava abrir os olhos, era necessário sair correndo.
É um bom motivo para acreditar em proteção ou, numa linguagem mais simples, Anjo da Guarda. Difícil de acreditar na simples sorte.
⚫️ “Há mais coisas entre o céu e a Terra do que pode supor nossa vã filosofia”.
(William Shakespeare)
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🔴 Os “passapanistas” e a “lucianohuckzação” do jornalismo
As colunas escritas, na tarefa de ajustar o comentário de acordo com a intenção, vêm na fórmula “absurdo entenda”. Exemplos: O aumento da inflação é bom, entenda; Aumento de impostos é positivo, entenda. A própria imprensa sempre mostrou que o aumento da inflação, bem como, dos impostos é prejudicial, portanto, uma péssima notícia. A solução para transformar isso numa boa noticia é terminar a manchete com o “entenda”. O “entenda” é um subterfúgio semântico e psicológico de conduzi-lo à dúvida. Ou, até com mais arrogância, convencê-lo que se você acha que inflação e imposto são ruins, você precisa entender. Eles têm que explicar. Portanto: entenda.
O “duplo twist carpado” retórico e o contorcionismo semântico são esforços “passapanistas” (“passar pano). É tão válido quanto a crítica acompanhada de uma conjunção adversativa: mas, entretanto, porém, contudo etc. O que se quer realmente dizer está após a conjunção adversativa. Exemplo: Eu sou contra a corrupção, mas a Lava Jato está extrapolando.
No mandato de Bolsonaro, a imprensa até que começou normal, afinal, ela tem que criticar o que houver de errado no governo. Porém, logo se viu que aquilo era perseguição. Chamá-lo de nazista, fascista, genocida, canibal etc era insano, é claro que havia histeria.
A torcida ficou escancarada durante o período eleitoral. Mas foi na gestão Lula que a edulcoração e o eufemismo ganharam proporções “passapanistas”. Ignorando a credibilidade e a audiência, a imprensa, cega como uma torcida organizada, assumiu um lado. Antigamente, havia uma piada que dizia: Por dinheiro a imprensa faz qualquer coisa, até diz a verdade. Pois, para a anedota se tornar mais atual, só está faltando a verdade.
Para “passar um pano” para Lula (o antissemita), os “jornalulistas” da ‘GloboNews’, com fidelidade canina e genuflexão condescendente, gaguejaram muito. Porém, mentiras sinceras nunca me interessaram. Então, essa assessoria de imprensa que eles se dedicam a exercer não presta para se obter informação sincera.
A “persona non grata” é um senhor de 78 anos de idade, no entanto, depois das besteiras que diz, insistem em aliviar a gravidade. A “persona non grata” não tem conserto: ele é e continuará sendo preconceituoso, mal-educado, grosseiro, mal-caráter...
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🔴 Um maluco solto na África
Lula age como alguém que sai falando e cometendo besteiras, só que em dimensão global. A imprensa amiga trata o presidente como uma criança que está em processo de formação, fazendo uma alquimia criativa que transforma absurdos em gafes, ofensas em deslizes e ódio em equívoco. Frase descuidada, fala indevida, comparação infeliz, exagero e erro; enfim, muitos eufemismos. Entretanto, ele é um senhor com 78 anos de idade.
O “maluco solto na África” (o título de comédia dos anos 80 é autoexplicativo) envergonhou o Brasil e, pior, as bobagens antissemitas que falou tornam o nosso país um possível inimigo tipo-exportação. Como disse Benjamin Netanyahu: “Ele deveria ter vergonha de si mesmo”. Parabéns, porque ele disse o que a nossa imprensa “passapanista” não tem coragem de dizer. No entanto, desconfio, até a GloboNews e a Folha de São Paulo não tiveram como edulcorar (“passar um pano”) a viagem do ex-presidiário. Ilusão: a imprensa vendida foi irrigada com dinheiro suficiente para abrir mão de credibilidade e da audiência.
O velho método de adjetivar adversários como “nazistas” não colou no exterior, porque a leitura, o conhecimento histórico e a proximidade com os efeitos da 2ª Guerra fizeram com que recebessem as besteiras que o Lula diz como elas realmente são: bravatas.
O presidente do Brasil comparou a ação de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto. Israel declarou Lula “persona non grata”. Ainda bem que foi só o Lula, porque a maioria dos brasileiros não concorda com esse senhor.
O egresso do sistema carcerário mais famoso do Brasil, de maneira quixotesca, insiste que corre o mundo limpando a imagem do Brasil. Mas todos estão vendo, juntamente com ele, o País está se tornando um pária internacional.
Ele não prescinde de remédios, o problema dele é falha de caráter (que é congênita) e senilidade (que tende a se agravar). Sua fala é uma agressão na forma e conteúdo, a linguagem silenciosa (postura corporal, movimentação e expressões) é um desacato (uma convocação para uma guerra fratricida), bem como, as microexpressões revelam as mentiras.
O sindicalista-mor é o malandro que voltou para enganar novas vítimas. Eu acredito que é aceitável pessoas que ainda não conhecem esse canalha e caiam na sua lábia, porém, é inacreditável que um marmanjo insista em apostar na honestidade dessa alma irrecuperável. Só há comparação com quem insiste, achando que ficará rico, numa pirâmide financeira.
Lula tem razão quando planta uma oliveira e deseja colher uvas, pois ele plantou vento e irá colher tempestade.
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🔴 Um país carnavalizado
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) compôs o ‘Samba do Crioulo Doido’ em 1966. Um dos motivos da composição do “Samba” foi satirizar a obrigatoriedade de exaltar fatos históricos. Os sambas-enredo são, atualmente, satirizados porque tacitamente seguem uma fórmula que tem que conter palavras como: brilho, fantasia, navegou, libertou, apogeu, e outras abstrações que não significam nada. Sendo assim, qualquer biquíni com umas penas grudadas, na cabeça de um carnavalesco, pode representar uma crítica ao poder repressor ou a exaltação ao deus justo que libertou o povo altivo quando o céu resplandeceu e raiou a liberdade que fez vislumbrar um futuro alvissareiro e com galhardia...
Pois bem, essa festa pode ser enxergada e noticiada pelos acontecimentos positivos ou negativos, de acordo com os interesses ou a realidade. E com a predominância de fatos altamente negativos, no Carnaval, onde teoricamente tudo é permitido, passa despercebido, sambando e andando: malandro e trabalhador e bandido com político. Enquanto isso, “coisas acontecem”.
Durante o Carnaval, o presidente viajou à terra natal do mosquito Aedes Aegypti; uma... cantora... que exaltou marginais pediu ajuda à polícia após ter um colar de R$ 100 mil furtado; um presídio de segurança máxima “teve uma saidinha de Carnaval” e “facilitou” a fuga de 2 presos, que agora serão chamados de soltos; a escola de samba Vai-Vai deu uma aula de “bandidolatria”, fantasiando uma ala com policiais/diabos; criminosos e políticos desfilaram juntos e misturados (se é que você me entende); Daniela Mercury xingou muito; e, no ponto alto desse Carnaval, Baby do Brasil “exorcizou” Ivete Sangalo.
Joãosinho Trinta eternizou a frase “Quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta de luxo”. A frase é correta, mas faltam umas atribuições que a “elite”, preconceituosamente, tenta jogar para os pobres: a desonestidade, a criminalidade e a idolatria a bandidos (“bandidolatria”).
Favela, para quem está na Vila Madalena e Leblon, é “imersão cultural” com vista para o mar, para o favelado é moradia precária, risco de deslizamento e falta de saneamento e outros serviços públicos; bem como, para uns, usar uma roupa que tenha origem numa etnia diferente da sua é apropriação cultural, para outros, é usar o que tiver. Definitivamente, a arquibancada está muito distante da passarela e o trio elétrico, do chão.
Esse é o novo ‘Samba do Crioulo Doido’ ou, num tempo politicamente correto, “samba do afrodescendente com problema psiquiátrico”.
69
🔴 Caiu a ficha?
Uma notícia mal difundida me induziu ao erro. Ao ver que, nesse Carnaval, haveria a distribuição do celular do ladrão, logo concluí que haviam institucionalizado o roubo e furto do telefone móvel.
Lula já falou em “humanizar” o crime e justificou o roubo de celular (“para tomar uma cervejinha”); uma filósofa petista confessou que é a favor do roubo; e Flávio Dino já demonstrou muita iniciativa para implantar uma política de desencarceramento.
Como franquear o telefone, apesar de desastroso, era mais fácil, achei que havia chegado o momento que eu temia: premiar essa categoria do lumpemproletariado com o plano de governo ‘Bolsa Celular’. A “bandidolatria”, num plano de governo oculto, fez com que a ideia do tal celular do ladrão não fosse atribuída a uma realidade fantástica.
Entretanto, não era isso. Uma cervejaria resolveu explorar uma mazela do Carnaval e entrou nos blocos fazendo barulho. A estratégia de marketing serviu de crítica enquanto divulgará, involuntariamente, a marca. No fim, vi que a ideia da ação promocional da cerveja é sensacional! O aparelho foi fabricado para ser, igual a cerveja, tomado. Além de o celular vir com a logomarca da bebida, essa “novidade” carregou e carregará a marca por jornais, revistas, telejornais e internet. Deverá divulgar a cerveja na mão de foliões e, se tudo correr normalmente, na mão da bandidagem.
A peça, que tem tudo para virar um valioso item de colecionador, é publicitariamente chamada de ‘Brahma Phone’, mas a turma da internet já consagrou seu apelido: ‘Celular do Ladrâo’.
Respondendo à pergunta óbvia: não é mais fácil deixar o aparelho em casa? A resposta é não. A aparente solução impossibilita o principal benefício, bem como, a mais necessária intenção de se aventurar a encarar a “via crucis” de se meter num bloquinho de Carnaval: tirar uma fotografia. Festivais de música também são assim: o importante é tirar uma “self” e ostentar uma camiseta com a estampa “Eu fui”. Ir em festival de música para ouvir música é coisa de tiozão.
Se fosse atitude da Pasta de Justiça e Segurança Pública, o “Celular do Ladrão” seria inócuo; no entanto, como é uma ação publicitária, é espetacular!
59
🔴 Um frango de paletó
O jornalista da GloboNews, Valdo Cruz, nos presenteou com um momento “vergonha alheia” que ficará marcado por vários carnavais. Ainda não sei se devo agradecê-lo por me fazer gargalhar ou amaldiçoá-lo por fazer algo tão desprezível.
O profissional surgiu no estúdio fantasiado e dançando um frevo. De início, aquilo foi tão horrível que eu custei a acreditar que aquela cena estava acontecendo; mas, logo depois, achei tudo aquilo triste, esteticamente estereotipado, de humor forçado e desnecessário. Valdo Cruz é sem graça — ele já deveria saber disso ou algum amigo deveria ter avisado —, por isso, a, digamos, entrada humorística saiu nada autêntica.
A GloboNews vem querendo implantar um bate-papo mais espontâneo, humanizado e informal. No entanto, o resultado do conjunto é a militância política, as gargalhadas ao noticiar acontecimentos ruins aos adversários (como quem diz “se deu mal”), os esforços edulcorantes de “passar um pano” para o governo federal e a iníqua manipulação a fim de realizar uma engenharia social ao seu gosto.
Isso tudo escancara a tresloucada atitude da emissora imitar a internet (sua concorrência). A GloboNews pode até fingir que nem se preocupa com o fantasma da internet, dizendo que seu concorrente é outro canal de notícias; entretanto, talvez o maior erro seja não reconhecer quem é o seu maior inimigo e sua força.
Os debatedores e apresentadores, querendo ser mais importantes que a notícia, é fatal, além da perda de credibilidade, porque o fato é tratado como algo menor. Esse tipo de jornalismo que a GloboNews tem “cometido” prescinde de carisma, portanto, a transmissão ganha conteúdos dramáticos e espanta e causa uma desconexão com a audiência, como no episódio protagonizado pelo corajoso Valdo Cruz. Uma das causas disso é uma bolha, na qual jornalistas frequentam as mesmas festas, encontram as mesmas pessoas, todos concordam e elogiam todos e, lógico, ninguém critica ninguém.
Valdo Cruz pertence àquela nova categoria profissional: o jornalista trans — que se sente jornalista, mas é militante (extrema-esquerda militante de redação). Ou, os que mesmo prejudicando a carreira, mentem a favor do Lula: os “jornalulistas”. Mas há uma categoria vergonhosa, que qualquer pessoa se esforçaria para não manifestá-la: os “jornazistas”. O neologismo é bem apropriado para ilustrar aquele sujeito que não consegue segurar a manifestação que entra em erupção, expondo tudo o que era mantido escondido no porão de sua alma: daí surge um desejo intrínseco de assassinato, decapitação, agressões e outras maneiras de demonstrar ódio a Bolsonaro.
No seu esforço para parecer engraçado, Valdo Cruz conseguiu, no máximo, imitar um frango de paletó. E, acredite, isso é o melhor que ele pode fazer.
⚫️ Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem
(Santo Agostinho)
Texto com vídeo no blog:
Gazeta Explosiva
92
🔴 O podre do padre
O padre José Eduardo de Oliveira e Silva sofreu busca e apreensão pela PF (Polícia Federal). Diferentemente do que possa parecer, a ação não aconteceu para dar legitimidade à operação, chamada “Tempus Veritatis” (latim); a suspeita é que ele faça parte de um suposto núcleo jurídico do “Golpe do Algodão-doce” (8/1).
Como um quebra-cabeça da autocracia, essa junção bizarra de provas, que serve de instrumento para comporem algo que justifique a narrativa do golpe e dos terroristas, está permitindo buscas e apreensões arbitrárias.
A temporada de pesca probatória (fishing expedition) está aberta, mas a “bala de prata” ainda não foi achada. Por enquanto, só foram “pescados”: titias, titios, vovós e vovôs com bíblias, vendedores ambulantes, gente à procura de um prato de comida e um padre. Dizem, mas não há confirmação, crianças e animais de estimação também. Fora alguns “terroristas”, que apresentavam um potencial para destruir uma vidraça, os mais dispostos a ameaçar o estado democrático de direito ostentavam acessórios, disfarces, vestimentas e “modus operandi” que levantam, até hoje, fortes suspeitas de que havia muitos infiltrados.
Pois é, quiseram capturar perigosos terroristas, no entanto, encontraram um convescote da terceira idade. Mas a realidade não poderia contradizer aquela narrativa montada, portanto, prenda-se. Como numa pesca de arrasto, quando, revolvendo o solo marinho, vem muita fauna acompanhante (frutos do mar sem valor mercadológico). Voltando para o 8 de Janeiro, a Justiça apanhou tudo o que não corroborava com aquela narrativa dos terroristas.
Enquanto isso, “Padre” Júlio Lancelotti (LanceLOST), o “padre” que fazia com a mão direita o que a esquerda não poderia saber, está encrencado com muitas acusações de pedofilia. Antes disso, com uma simples citação do seu nome para depor numa CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), surgiu uma curiosa e engajada ideologicamente (à esquerda) rede de proteção das profundezas dos segredos mais recônditos.
O ápice da desmoralização é investigar um padre. Não que um padre simbolize uma conduta ilibada, taí o “padre” Júlio Lancellotti. Mas este é estranhamente intocável, protegido por forças supremas.
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🔵 O doutrinador
O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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🔴 O humor mal-humorado
A bola estava quicando na cara do gol. Bolsonaro foi lá e chutou. Eu usei esta ridícula e previsível metáfora futebolística para lembrar da risível acusação de “importunar uma baleia”. Esperto, Bolsonaro inverteu a situação, transformando o que seria um depoimento à PF (Polícia Federal) de São Sebastião, cidade litorânea de São Paulo.
O evento bolsonarista lotou e, o principal motivo deste texto, contou com a presença de uma baleia inflável. Bolsonaro fez de um limão uma limonada. Mas quem levou a baleinha no evento, tenho certeza, causou risos e gargalhadas em quem viu a cena. Com essa simples e infalível brincadeira, o zombeteiro fez o que humoristas perderam a oportunidade de fazer: esfregar na cara das autoridades o quanto é ridículo “o caso da baleia importunada”.
De outro lado, quando o Lula perambula pelos palanques, parece um “stand-up comedy” do demônio. Há uma alteração total: assume uma postura arqueada, sua expressão fica franzida, o rosto avermelhado, a voz gutural e o conteúdo da fala é odioso. Vociferando e espumando ódio, ele gasta seu exíguo tempo maldizendo — do fundo da alma, com forças vindas das profundezas do submundo — seu adversário (inimigo?) político. Parece tratar-se mesmo de uma possessão demoníaca.
Lula, presidente que é, estranhamente não é alvo de comediantes, ainda que seja um manancial de humor involuntário. Os piadistas a favor estreitam muito o alvo humorístico quando excluem “essa ou aquela” categoria e, principalmente, o mandatário, que naturalmente seria a vítima principal por representar o poder.
Para piorar, medidas teratológicas, histórico de corrupção frenética, gastança irresponsável, apoio a ditadores e terroristas e incompetência grupal contam com um silêncio e o beneplácito medroso e condescendente dos bobos que obedecem essa corte. Talvez seja o medo de contrariar a “beautiful people” do humor; talvez seja só bajulação mesmo.
Infelizmente, estamos assistindo a um suicídio coletivo de uma geração de humoristas que parecia ser promissora. Enquanto isso, fica esse hiato de criatividade sucedendo Chico Anysio, Jô Soares etc.