Vivenciamos todos os dias momentos diferentes; diariamente novas emoções nos visitam, assim amadurecemos, crescemos. Momentos que recebo e guardo como presente divino. Nesses momentos, ora sonhados, ora vividos, um pouco de minha essência escorre por minhas mãos
Olhe bem para mim: Sou uma mulher, Muito mas que um corpo, Um porto, Que te espera, Que te procura Em ondas de ternura. Ancora aqui a tua amargura. Não tenhas medo do meu chamego. Na tua vida corrida Esta faltando um enredo, Um caso de amor incurável... Que leve à vida Irremediável Feito ferida benigna, Que não mata mas avisa Que o tempo vai como o vento, Esteja em cada momento, Não te escondas dessa onda, Dessa chama nas entranhas, Desse chamego entre almas, Dessa ternura, dessa calma Considerada antiguada Mas continua Contida, Nua, Pura.
(Poema do ano de 1988- por Regina Célia de Jesus - regininhailhabela)
Vivenciamos todos os dias momentos diferentes; diariamente novas emoções nos visitam, assim amadurecemos, crescemos. Momentos que recebo e guardo como presente divino. Nesses momentos, ora sonhados, ora vividos, um pouco de minha essência escorre por minhas mãos, ficando aqui palavras minhas para a memória do tempo.
Através dos tempos e dos horizontes; da calmaria ou da tormenta; dos amores ou desamores; da amplitude ou da pequenez.... Estarei por perto, mesmo ao longe; estarei a amar e respeitar, fazer de seu dia mais belo, inesquecível e diferente, para que os nossos sorrisos se encontrem sempre, e sejam gravados em nossa memória... para sempre e um pouco mais! (de Regina Célia de Jesus - Regininhailhabela)
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SAUDADE OCULTA
Explode um vazio em mim e no meu corpo algo se inflama, é um grande amor sem fim, é a saudade em uma chama...
Vazio, algo sem sentido, agonia de uma vida, desejo do ser mais querido nesta dor sentida.
Tenho enorme felicidade por saber o que é o amor, porem esta saudade traz-me muita dor.
Em meu destino oculto espero encontrá-lo novamente: _No além vejo teu vulto, estremeço levemente...
De ti fui amor, amante... esse amor foi felicidade, hoje você é um anjo distante e desperta-me a saudade!
(Poema de regina Célia de Jesus / Regininha - lhabela.)
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PARA SEMPRE SENTINDO VOCÊ
Sinto teu amor me penetrar como estes raios de sol. Sinto sede desse amor em cada lembrança que tenho! Sinto teus carinhos, teus afagos nessa brisa que me alisa . Sinto o calor dos teus beijos em cada trago desse cigarro. Sinto tuas mãos por meu corpo nessas ondas do mar. Sinto que te encontro nas boas coisas da vida Sinto necessidade de você como do ar para respirar. Sinto-me esquecida da vida como essas conchas, na areia perdidas. Sinto você no meu pensamento como a ostra incrustada na pedra. Sinto você em tudo da vida pois aprendi o que me ensinou. Sinto minha alma ferida pois a morte te levou. Sinto grande saudade e choro a sua partida... O 'tempo' nos afastou como o mar na areia da praia. Sinto falta de vida em mim pois sem você não encontro sentido. Sinto meu coração cheio de dor, te gosto, te amo anjo meu! Vida, morte... apenas tempos diferentes... Pois sinto você dentro de mim como eu também dentro de ti... (Regina Célia de Jesus / Regininha - Ilhabela)
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VAZIO
Solidão... A luz que se apaga, a porta aberta... Na confusão das lágrimas, novamente a luz se acende. Necessidade de realização. Ânsia de prazer. A fome incontida, corpo cansado. Mente perturbada! A cama dura, o sono que não vem. O cansaço... Cigarro aceso e o coração preso. Solidão no coração... Faço uma oração. Não há, nesse momento, uma saída... Vejo-me perdida. O corpo jogado no colchão... Ilusão perdida na imaginação. O relógio anuncia um novo dia, e pensar que essa luta não termina. As gotas pingando da torneira, motivo para que eu diga asneiras. A roupa no chão, o quarto em solidão... Solidão, vazio que esta em mim e contagia tudo o que esta próximo; luta que faz sofrer, talvez que faz morrer. Alma repleta de dor, corpo querendo amor. Apenas o som dos carros na rua, cortando esse silêncio. Vida nua... Cinzeiro cheio... desespero!!! Vida-pesadelo... Sonho-paraíso... Deito no chão duro e frio... Estou com medo... Essa história não tem mais enredo... (texto poético de Regina Célia de Jesus/ Regininha - Ilhabela)
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CORPO A CORPO
Eu bebo em teu corpo o segredo do desejo, e em teu corpo vejo o brilho do amor. Quero te prender comigo por toda a vida e te fazer só meu por toda a noite... Prender você nesse momento e te viciar no meu corpo, ao som de gemidos roucos! Nós somos dois loucos que saciamos a sede do amor um no outro. Quero te encontrar no meu êxtase e te matar de desejo no brilho desse amor. Quero te sentir novamente e te amar seguidamente... Quero gritar ao universo sem controlar sentimentos; quero te matar ao te amar como a aranha mata o macho, após se acasalar... Quero sentir teu arranhar e em teu corpo saciar a sede de amar! Vou ficar assim por toda a noite... E nos meus sonhos vou fazer amor por toda a vida: _Sentindo o teu corpo junto ao meu no mais alto grau de amor... (Poema de Regina Célia de Jesus / Regininha-Ilhablea)
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MEU NOVO VELHO MUNDO
O que foi que aconteceu a esse velho mundo meu? Sinto que muito mudou, algo se transformou.... Porque tudo não volta ao normal? Não... Algo aconteceu ao meu mundo! Ou terei eu, mudado em algo, e não o meu velho mundo? (texto de Regina Célia de Jesus / Regininha-Ilhabela)
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ALGUMAS AMIZADES SÃO ASSIM
Hoje nos amamos e amanhã mal nos olhamos, nos esquecemos dos abraços, da solidariedade... Da união que até pouco nos prendia, do querer bem a troco de nada, das troca de palavras importantes em momentos essenciais, 'do conte sempre comigo'... Da simples pergunta: _Você esta bem hoje?... E das vezes que nos ajudamos... e assim - sem mais nem menos, por um puro capricho (seria de uma vida onde o interesse é apenas a existência material ?) ... Como o ser humano é engraçado, ama no presente,traça o futuro e esquece o passado, mas esquecem-se que embora o futuro seja importante e o resto de nossas vidas ... O presente e o passado é que nós somos hoje, e o que nos dignifica para uma vida mais feliz! (Frase de Regina Célia de Jesus / regininhailhabela;
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EMBRIAGUEZ DE AMOR
Vou me embriagar de loucura na fortaleza do teu corpo, vou me perder de amor na escuridão da noite! Sentir o teu abraço no meu corpo colado... Viver todo esse momento de nossos sentimentos; tragar os teus beijos no obscuro da madrugada e me sentir amada no calor da embriaguez. Beber o teu amor no calor do corpo teu, saborear o teu gôsto e morrer envenenada ao gemido do êxtase... Vou ficar tonta de desejo enquanto eu te vejo e te prendo em mim... No íntimo da escuridão, no descompasso do coração somos um só corpo embriagado... De amor absorto! (Poema de Regina Célia de Jesus/ Regininha Ilhabela)
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A RUA VAZIA, A AREIA QUE BRILHA!
A areia que brilha nessa rua deserta... Parece o mundo que cintila, que mostra sua porta aberta contendo uma pequena ilha onde esta minha vida incerta!
Uma rua que parece não ter fim, nela caminho a passos lentos ouvindo o desespero em mim... Compreendo o frio vento que ao meu ouvido diz assim: _Sua vida esta ao relento!
Na rua corre um pouco d'água que mistura-se ao meu pranto... Quero gritar minha mágoa por você estar me faltando, mas sinto-me impedida por essa lua que parece me culpar por estar amando! (Poema de Regina Célia de Jesus/ Regininha Ilhabela)
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LANTEJOULA
Pequeno brilho esquecido, no chão perdido... Brilho na noite escura, da fantasia púrpura. Que fazes aí na avenida? Choras por ter sido esquecida? Rastro das noites de folia, passagem de um sonho-alegria. Resto de um carnaval, lembrança de um alto-astral; recordação de um beijo qualquer, de um abraço que se quer. Lantejoula perdida no chão do quarto em solidão... Testemunha de loucuras nas noites escuras. Réstia de luz no juízo ausente, no desejo de sexo quente; na ânsia dos corpos suados necessitando sentirem-se amados, nos conflitos da libertinagem confundidos com liberdade. Brilho cego desta paisagem, vou dizer-te uma verdade: _Lantejoula, perdida num cantinho, tu és um pedaço de mau caminho!!!
(Poesia de Regina Célia de Jesus/ Regininha Ilhabela)