Vivenciamos todos os dias momentos diferentes; diariamente novas emoções nos visitam, assim amadurecemos, crescemos. Momentos que recebo e guardo como presente divino. Nesses momentos, ora sonhados, ora vividos, um pouco de minha essência escorre por minhas mãos
Olhe bem para mim: Sou uma mulher, Muito mas que um corpo, Um porto, Que te espera, Que te procura Em ondas de ternura. Ancora aqui a tua amargura. Não tenhas medo do meu chamego. Na tua vida corrida Esta faltando um enredo, Um caso de amor incurável... Que leve à vida Irremediável Feito ferida benigna, Que não mata mas avisa Que o tempo vai como o vento, Esteja em cada momento, Não te escondas dessa onda, Dessa chama nas entranhas, Desse chamego entre almas, Dessa ternura, dessa calma Considerada antiguada Mas continua Contida, Nua, Pura.
(Poema do ano de 1988- por Regina Célia de Jesus - regininhailhabela)
Vivenciamos todos os dias momentos diferentes; diariamente novas emoções nos visitam, assim amadurecemos, crescemos. Momentos que recebo e guardo como presente divino. Nesses momentos, ora sonhados, ora vividos, um pouco de minha essência escorre por minhas mãos, ficando aqui palavras minhas para a memória do tempo.
Dezembro Eu te abraço! Afago, enterneço. Nas ruas as luzes Começam a brilhar... Adormeço Cintilando borboletas, Esperando fervilhar Esse novo começo, Esse "voar" do Planeta Querendo reavivar Ações, cores, momentos... Compartilhamentos! Correndo a ampulheta, opaca, a incitar: _Já é hora de reviver, De rumar, de alegrar! Deliciosamente sonhando Viajo "àquele meu lugar" Onde desperto "O Ser Particular", Que flui serenamente, Sem pressa, Gota a gota, E nesse dimanar Que a alma pode olhar Esqueço lacunas, Teço dias à observar Sol, Chuva, Vida... Crio noites à inspirar, Paz, Alegrias, Comunhão... Dezembro eu te abraço, Te celebro, te vivo! Absorvida nesse espaço, Sinto-me semente Brotando esperança, Verdejando primavera, Sorrindo verão! Mãe-Gaia me paquera E entre dois mundos, Como guiada por um fanal, Desperto a alma Para "ser amanhecer", Deixando os sonhos segredados À divindade do silêncio... Horizonte de mim mesma! Acordo "dezembrando" Em uma brisa de amor, Enfeitada por dentro, Abraçando vida; Olhando amor; Colhendo alvorecer. Dormindo novembro, Despertando dezembro! Dançam luzes ao anoitecer, Encantos que se sente, Brilhos refletindo cores! Dezembro é meu presente! Dezembro eu te abraço!
(Poema de Regina Célia de Jesus / Regininhailhabela)
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TERNURA NUA
Olhe bem para mim: Sou uma mulher, Muito mas que um corpo, Um porto, Que te espera, Que te procura Em ondas de ternura. Ancora aqui a tua amargura. Não tenhas medo do meu chamego. Na tua vida corrida Esta faltando um enredo, Um caso de amor incurável... Que leve à vida Irremediável Feito ferida benigna, Que não mata mas avisa Que o tempo vai como o vento, Esteja em cada momento, Não te escondas dessa onda, Dessa chama nas entranhas, Desse chamego entre almas, Dessa ternura, dessa calma Considerada antiguada Mas continua Contida, Nua, Pura.
(Poema do ano de 1988- por Regina Célia de Jesus - regininhailhabela)
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GAIVOTA-VIDA
Amor, amigo meu, Queria tanto Contigo conviver, Soltar-se dos sonhos meus! Ah! _Vida minha menina, Presa nesse corpo-cela, Neste amontoado de células Que se agitam, Berram, Gritam... Eu entendo o teu recado; (é tão simples, é tão claro); _Queres brincar De Viver, De sair por ai, De ser! E choras por não poder, E gritas por não morrer. Vai, insista mais uma vez; Teima, teima até poder E esquecer-te de cansar... Vai, gaivota-vida Sobrevoa a minha dor, Solta-te do meu corpo; Continua a buscar Teu alimento Sagrado, Sangrento: O amor!
(Regina Célia de Jesus - Regininhailhabela)
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Divagando
Há pessoas que aprisionam, Há pessoas que dão asas...
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FECHADA PARA O MUNDO
Pai Com um beijo E uma palavra de sossego, De calma, De que tudo ficaria bem, O mundo chegou ao fim. Uma carícia No teu rosto Para levares a imagem de mim.
Não era aceitável, Nem imaginável. Mas era o fim . De ti, De mim. Ficou um gosto amargo, Minha alma perdida, Assim como se fôssemos Alma gêmea A vagar já sem companhia. Um misto De ternura E tristeza... E muita saudade.
Com um beijo Te sorri, Te amparei em meus braços, Acarinhei tua face.... Foste embora Eu fiquei. Um último olhar, Uma lágrima que não caiu... O Adeus, Meu sorriso triste Tentando passar-lhe segurança e paz. E o vazio! Minha lágrima precisa cair E eu te deixar ir. Ali, fiquei... Uma última vez Os teus olhos nos meus...
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SE FOR DIFÍCIL CAMINHAR
Eu vou te amparar E se for difícil caminhar Da-me a mão, estou aqui, Com fé e oração, Sorria a nova benção Que chega à ti.
Embora chores No desabafo do momento, A vida é feita de momentos Que temos que passar, Sendo bons ou ruins, A vida é perfeita Naquilo que tem que ser.
Não desanime nunca Afinal a batalha já esta ganha, A tempestade vai passar, E a vitória se aproxima! A fé em tempos de guerra, Essência para recomeçar. A capacidade de pedir ajuda, Traz aos teus pés a terra, O chão para pisar, Novamente se aprumar Para vencer e sorrir.
A certeza de que a vida, Embora seja labuta, Também é de felizes conquistas E sorrisos a florir. Momentos assim deixarão de ser dor E sera história de vida, Sera benção em seus caminhos De horizontes limpos e belos.
Deixo aqui minha benção De amizade e carinho. E afago sua alma Com luz e devoção, Pois vai passar a sua dor, A paz novamente reinará.
Em teu ser florescerá Tempos de agradecer A dádiva da vida Que tens em suas mãos. Conte comigo, amigo, Sempre que precisar, Minha alma sempre pronta A te proteger e afagar.