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ORO

A noite vai longa,
E sopra um vento vindo do norte, esquizofrénico.
Oro descontido, cumplice de um amor silencioso... túrgido de significados,
De "fodidos" medos...
O de morte
O da morte...

A noite vai longa,
Calórica nas emoções, aguçada de semântica,
Enquanto no meu palácio, quatro olhos puros me focam, se me conectam...
Continuo a ter os "fodidos" medos...
Medo de que a luz se apague,
E que a alma se despegue,
Que eu tenha de fazer uma petição a Deus...
Para que a oração da esperança não tenda a desobedecer-me,
Não me force,
Não me tente,
Não me seduza...
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Poemas

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ORO

A noite vai longa,
E sopra um vento vindo do norte, esquizofrénico.
Oro descontido, cumplice de um amor silencioso... túrgido de significados,
De "fodidos" medos...
O de morte
O da morte...

A noite vai longa,
Calórica nas emoções, aguçada de semântica,
Enquanto no meu palácio, quatro olhos puros me focam, se me conectam...
Continuo a ter os "fodidos" medos...
Medo de que a luz se apague,
E que a alma se despegue,
Que eu tenha de fazer uma petição a Deus...
Para que a oração da esperança não tenda a desobedecer-me,
Não me force,
Não me tente,
Não me seduza...
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Padroeiro

Sou poeta colorido,
O amante das colinas,
Sou memória de aventuras
Em conversas com ardinas
Sou escadas, ruelas, pátios e sardinhas
Sou cor, sou sol, sou gaivota num tejo meu.
Sou poeta colorido,
malabarista do clarinete.
Sou o vizinho de alfama,
O Alfaiate do bairro
O modista da madragoa
Sou Santo...
António, de meu nome,
Padroeiro de Lisboa
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TU

De todas as amulheres que gostei, tu estás em todas.
157

Lisboa

Lisboa,
És cúmplice dos sinais, os meus.
numa saudade de olhos cerrados, os teus.
És ventura, a minha,
maestra da sinfonietta, a tua.
Que me toca, mestiça, num vento que vem do mar.
És Íntima do teu Tejo, também meu.
Das gaivotas que te contam segredos, mas só a ti.
Lisboa vestida, nua , no amor com a saudade, a minha.
Lisboa das luzes, das mulheres, dos amores.
Lisboa mocinha...
eu sou teu como tu nunca serás minha.
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