Renata

Renata

n. 2001 PT PT

artista de casa

n. 2001-12-23, Porto

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Nós sabemos

Nós sabemos

Tão certamente

O que cada um sente.

 

Ainda que eu procure,

Pela viciada incerteza,

Tanto beijo dessa riqueza,

Desse espírito incontrolado,

Por que tanto fui assaltada

E a cada hoje se denunciava.

 

Nós sabemos

A linguagem de cor,

Vamos da lágrima ao suor.

 

Memorizamos os contornos,

Quase na dúvida da ilusão,

Para que nenhum fique na mão,

No toque alheio que não sente,

Que não cuida do nosso esboço,

Apenas o fere com um rasgo insosso.

 

Nós sabemos

Onde dobramos,

Pelo desejo não estalamos.


(Renata Silva)
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Poemas

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Nós sabemos

Nós sabemos

Tão certamente

O que cada um sente.

 

Ainda que eu procure,

Pela viciada incerteza,

Tanto beijo dessa riqueza,

Desse espírito incontrolado,

Por que tanto fui assaltada

E a cada hoje se denunciava.

 

Nós sabemos

A linguagem de cor,

Vamos da lágrima ao suor.

 

Memorizamos os contornos,

Quase na dúvida da ilusão,

Para que nenhum fique na mão,

No toque alheio que não sente,

Que não cuida do nosso esboço,

Apenas o fere com um rasgo insosso.

 

Nós sabemos

Onde dobramos,

Pelo desejo não estalamos.


(Renata Silva)
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O amanhã é nosso

Acumulam-se os dias
E eu derreto a pensar naquele
Em que me agarrei a ti.
Ainda com medo do futuro
E o peso do passado,
Mas o tempo cuidou de nós.
Qualquer espera ansiosa
E precipitação desmedida
Fez todo o sentido.
Fomos tão para ontem,
Que o amanhã é nosso.

(Renata Silva)
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Comentários (1)

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conta_gia

Sentido. Poesia que se lê e que se sente. gostei muito, beijinhos.