renato ferraz souza

renato ferraz souza

n. 1958 BR BR

n. 1958-02-16, Delmiro Gouveia - Alagoas

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MALQUISTA

MALQUISTA

Renato Ferraz

 

Sobre a morte, silêncio!

Ninguém gosta de falar.

Prefere-se que fique quieta.

Enquanto ela dorme, 

a vida tira proveito.

A morte é uma intrusa 

que persegue a vida,

desde que se nasce,

até um dia conseguir vencê-la.

Tenho dúvida se seria melhor

conhecê-la um pouco mais.

Quanto menos se pensar nela,

o presente será vivido melhor.

A morte e a vida, lado a lado,

uma é a sombra da outra e passará,

já a outra ficará.

Quando a morte sorrir,

A vida chorará.

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Poemas

12

A BUNDA

A BUNDA
Renato Ferraz


A bunda tem duas bandas
que formam uma bunda.
Uma é direita. A outra, não.
Ela sabe sorrir e passeia como ninguém.
A bunda veste-se de acordo com a ocasião.
Há bundas mais amostradas que outras.
Se ela sorrir ou retribuir o olhar
eis um bom começo de paquera.
Toda bunda sabe dançar e mexer como ninguém.
Ela é uma moça comportada.
Senta-se à mesa com formosura.
Há bundas tão exibidas e outras tão tímidas.
Há bundas tão tristinhas e outras tão festeiras.
A bunda sabe paquerar, sabe namorar
e também sabe amar.
Quando a bunda passa,
é um momento de reverências, há todo um ritual.
Se o olhar dirigido a ela,
Mesmo sendo dubiamente respeitoso,
for bem recebido, ela fica agradecida e faceira.
Porém se é olhada com desdém
ou lhe dirigem palavras chulas,
aí ela fica brava e vai-se embora para nunca mais voltar...
A bunda gosta de carinho. 

Ela é tão boa que suas bandas jamais se separaram.

porque conseguem viver em harmonia.

É admirável essa união

A bunda gosta de se vestir bem e de ficar elegante.
Da mesma forma se sente bem, ficando à vontade

Outras vezes ela prefere ficar sem roupa. 

De todo jeito ela é charmosa e querida.

Por isso viva a bunda!

 

11/03/2012

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AQUELE POEMA

AQUELE POEMA

Renato Ferraz

 

Há um espelho em cada verso, 

naquele poema.

Eu olho para cada um e me vejo

fazendo-o para ela.

Se eu conseguir, deslumbrado

porque também me vê,

fazê-la lembrar aquele pôr-do-sol, 

considero ter valido a pena.

Ao ler-me, verá para quem é que eu olho.

Se o seu coração consentir o que vê,

direi que ele refletiu o que pensei

e logo o meu fará uma festa.

Os meus sentidos estão satisfeitos 

e agradecem, 

porque em cada verso que vê, 

tem seu cheiro, tem seu olhar;

tem seu toque e tem sua voz.

Essa imagem reproduzida

que vem dar luz às estrofes, 

fará o poema brilhar, 

mesmo que não entendam assim.

 

 

 

 

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