Ricardo Barras

Ricardo Barras

n. 1994 PT PT

Boas! Já escrevo há bastante tempo, num estilo que me é muito meu. Gosto de ler poesia de outros, especialmente se for nova e diferente, e dela absorvo o melhor. Espero que gostem de me ler :)

n. 1994-06-28, Lisboa

Perfil
4 430 Visualizações

Só falo por mim as ideias do José e do Camões

(Tentativas para não inventar não faltam
Pena é que às vezes a pressa da verdade
Tudo corrompa, e a mentira torna-se
A realidade da imaginação.)

Pois hoje sou um poeta lírico
Como diria José Régio:
Daqueles que perdem totalmente a cabeça
Focando-se na cousa amada.

E o eixo em que gira essa cousa amada
Sendo a minha própria condição de suspirante
Torna-se risonha e de arte
Nas mãos da imaginação.

Esperemos que não nos engula inteiros
Este corrupção para a visão da felicidade.
Depois, sabendo-se incerto o verdadeiro
Tudo tem término num criado mal.
Ler poema completo

Poemas

2

Um galão e um croissant na espera do café

Seriam as metas objectivos?
Os objectivos querem-se dificeís,
Mas de alcance indisputável,
Fitas vermelhas a pedir uma tesoura na mão.

E cada pedra, afinal, é calçada,
Um desenho feito para ser pisado,
Decorado de tijolos sobrepostos e varandas regurgitadas
Para um vazio aéreo de olhares atentos.

Cada suspiro, cada laço, cada horizonte
Amontoa-se a juzante, na foz, no imenso.

Objectivos inalcançáveis
Até se ter um barco.
759

Tomo outro, que demora

Três e meia.
E eu,
Ainda aqui, no café

Desenhando cafés em guardanapos
Sujos
Por borras de paciência.

Tostas de esperas eternas,
Espalhadas em
Migalhas de decepção.

(Só espero mais 10 minutos.)

E eis que chegas, ensopada
Abres os dentes e pedes um leite
Para tingir o granito dos teus lábios.

Pedes desculpa pela demora,
E eu digo: "não faz mal",
Mas os meus lábios sabem a café.
596

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Agata
Agata

Feliz aniversário <3