Ricardo Barras

Ricardo Barras

n. 1994 PT PT

Boas! Já escrevo há bastante tempo, num estilo que me é muito meu. Gosto de ler poesia de outros, especialmente se for nova e diferente, e dela absorvo o melhor. Espero que gostem de me ler :)

n. 1994-06-28, Lisboa

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A sério que não tenho este fétiche

Os teus beijos
Criam passos.

São sons de bucólicos passos
Os passos que oiço
Enquanto te descalças à varanda do meu pensamento.

Oh, como olho os teus passos
Apressado em te ver as meias
E, depois, os pés nus

No meio disto tudo - paro
Para tocar os teus pés -
E caio para a frente, redondo.
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Poemas

2

Um galão e um croissant na espera do café

Seriam as metas objectivos?
Os objectivos querem-se dificeís,
Mas de alcance indisputável,
Fitas vermelhas a pedir uma tesoura na mão.

E cada pedra, afinal, é calçada,
Um desenho feito para ser pisado,
Decorado de tijolos sobrepostos e varandas regurgitadas
Para um vazio aéreo de olhares atentos.

Cada suspiro, cada laço, cada horizonte
Amontoa-se a juzante, na foz, no imenso.

Objectivos inalcançáveis
Até se ter um barco.
763

Tomo outro, que demora

Três e meia.
E eu,
Ainda aqui, no café

Desenhando cafés em guardanapos
Sujos
Por borras de paciência.

Tostas de esperas eternas,
Espalhadas em
Migalhas de decepção.

(Só espero mais 10 minutos.)

E eis que chegas, ensopada
Abres os dentes e pedes um leite
Para tingir o granito dos teus lábios.

Pedes desculpa pela demora,
E eu digo: "não faz mal",
Mas os meus lábios sabem a café.
600

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Agata
Agata

Feliz aniversário <3