robsoncamilo

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n. 1982 BR BR

Nascido e criado em Uberlândia, me formei autodidata aos 12 anos como escritor, e aos 17 anos omecei o meu primeiro livro de poemas dedicado a minha avó que sonhara em me ver atuando nesta profissão, Palavras Q T Faltei é o primeiro livro oficial que fiz em sua homenagem. veja no site minhas obras.

n. 1982-05-07

Perfil
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Te vejo em tudo

Te vejo em tudo, oh poesia em desvaria

Te vejo naqueles nobres absurdos 

Te vejo entre o desalinhar da grafia 

Te vejo na mímica do palhaço mudo

 

Te vejo nas roupas customizadas

Te vejo no cântico das aves urbanas

Te vejo na quentura das ruas asfaltadas

Te vejo nas preces das meretrizes profanas

 

Te vejo nas gaitas dos loucos 

Te vejo no gracejo de uma criança 

Te vejo no cantar do galo rouco

Te vejo como necessária esperança

 

Te vejo nas anedotas sem graça 

Te vejo enquanto se faz maestria 

Te vejo entre os jovens na praça 

Fazendo de você uma essencial poesia
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Poemas

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Te vejo em tudo

Te vejo em tudo, oh poesia em desvaria

Te vejo naqueles nobres absurdos 

Te vejo entre o desalinhar da grafia 

Te vejo na mímica do palhaço mudo

 

Te vejo nas roupas customizadas

Te vejo no cântico das aves urbanas

Te vejo na quentura das ruas asfaltadas

Te vejo nas preces das meretrizes profanas

 

Te vejo nas gaitas dos loucos 

Te vejo no gracejo de uma criança 

Te vejo no cantar do galo rouco

Te vejo como necessária esperança

 

Te vejo nas anedotas sem graça 

Te vejo enquanto se faz maestria 

Te vejo entre os jovens na praça 

Fazendo de você uma essencial poesia
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Vou-me embora



Vou-me embora a passos largos

Velejar meus sonhos aos confins

Levar meu corpo sem afagos 

Ali onde dormem os querubins

 

Levarei a harpa dos nossos sonhos

E os inacabados poemas sem simetria

Levarei entre os cânticos tristonhos 

Os erros de nossa ortografia

 

Levarei os sonetos de Camões

E aquelas sonatas de nossos cantos

Vou levar o fogo de nossas paixões 

E os livros de Álvaro de Campos 

 

Vou-me embora por ora

Querendo em seus braços ficar

Vou ouvir e entender a aurora

Onde ainda resplandece o verbo amar
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