Rodrigo_A_Cardoso

Rodrigo_A_Cardoso

n. 1981 BR BR

n. 1981-11-15, São Paulo

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Vanessa

Amar é maravilhoso
E esquecer do impossível
Acreditar no improvável
E o que é sonho se torna real
E a esperança se faz presente
E a fé me torna forte
Faz crer que a alegria existe
A alegria anda de mãos dadas com o divino
E o que é divino não se toma
Não se possui nem se domina
Tem que merecer e conquistar
E é por isso que eu luto
E é por isso que tenho fé
Pelo divino
Por você
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Poemas

67

Donos de nós

Quantas desculpas devem bastar
Pra expressar o meu pesar
Sinto pelo julgamento alheio
Peço perdão porque não consigo me perdoar
A loucura toma conta quando o sangue ferve
E os olhos já não conseguem enxergar
O cérebro para e os sentidos tomam conta
Mas no chão os pés sempre voltam a pisar
E o julgamento vem dos que não estavam lá
A vida é de quem a vive
Ninguém sabe como nós nos sentimos
Não sabe o que a pele pode causar
Errado nessas horas e não satisfazer
Algo tão forte errado não deve estar
Nós só podemos viver o que e nosso
E quem não sente não pode apontar
Não sabem que mesmo quando durmo
Você sempre continua lá
A mulher dos meus sonhos
A mulher do meu real
721

Aprendendo

Que de passado se torne o presente
Que no futuro estejam meus melhores momentos
Que desse marasmo mórbido tire proveito
Que nele descanse meus anseios
E repouse minha flagelação
Que o tempo passe mas que leve o açoite
E a autopunição se torne ficção
Que me torne mais nobre
E perdoe o que tivera feito contra mim mesmo
Pois de punição não se moldou meu orgulho
Tolo orgulho sem ponderação
Que dos erros humanistas eu me perdoe
E aprenda a correção
Que dos erros desnudos eu sobreviva
E que de perdão se extingui minha divida
Comigo e com os que do orgulho usei
Para me afastar e me fazer distante
Que eu me perdoe por ser humano
E aceitar que errei e errarei
Mas que aprenda a minimizar minhas atitudes
Que eu me aceite como humano
E que aprenda a afastar o orgulho
Que eu aprenda e saiba quando pedir perdão
773

Não Ter

O que e certo não se molda
Não se afasta
Nem se escapa
O que é certo não se escolhe
E lhe dado
Entregue em mãos
Não é engano
Nem tem volta
O que é certo não se doma
Não se domina
Nem se perde
É o que esta
É o que se vê
O que e certo não se joga fora
Você faz o melhor
Faz o que tem que ser feito
Você sobrevive
Se esta certo, certo esta
Aceite de cabeça em pé
Seja forte como se deve
Seja o que for preciso
O que e certo, di certo, a di passar
745

Percorra seu caminho

Não adianta rugir
Bradar contra o mundo
Um dia a conta seria paga
Não culpe o oculto
As coisas são como você as fez
Não puna os inocentes
Foi você que semeou sua horta
O que você teve é o que buscou
O peso nas costas foi posto por si mesmo
Seus olhos derramaram pagando sua conta
Não chore por centavos
O preço é justo
O que perdeu foi o que precisou pagar
Sem excessos ou abusos
Recolha o que deixou cair
O barqueiro ganhou suas moedas
E o seu destino foi você que escolheu
O caminho é longo e solitário
Chegou a hora de traça-lo
Não a sobre peso em você
Você esta levando junto a ti
Tudo o que você mereceu
694

Hei de ser

Hei de te amar fraternalmente
Hei de te amar intensamente
Hei de te querer privativamente
Hei de gritar seu nome aos sete ventos
Hei de querer ti ao meu lado
Hei de desejaste partindo
Hei de ser acalento
Hei de acorda ti em trovoadas
Hei de te querer quente e polvorosamente
Hei de me tornar fogo
Hei de te aguçar com meu jogo
Hei de tirar o meu véu
Hei de te mostrar o meu lado mais fiel
Hei de te mostra-me coração
Hei de te transformar em meu coração
Hei de te inocênciaHei de te fazer mulher com plena inconseqüência
Hei de desejar sua busca incessante de privações
Hei de ser seu ninho
Hei de te tirar do descaso incessante
Hei de buscar incessantemente a parca de emoções
Hei de ser o que nunca fui
Hei de ser calmaria
724

Perdido emudeço

Perdido emudeço
Não tem segredo
Basta olhar para que possam ver
Não escondo marcas incapaz que sou de evitar
E o prato vazio já satisfaz
Sei quando o sol se põe a oeste e nasce a leste
Sempre no meio da noite bate desespero
Deitado chamo o seu nome
Baixo de mais para poder ouvir
A mão busca o que carregará seu nome
E a vontade é de migrar
Loucos entenderão
Sabem o que senti
A vontade de olhar com no vento o que dei
Nada mais normal que estar onde quer tanto
O sol nasce mais quente por pouco a esperar
Que pensem o que forem capazes de pensar
É sentindo que vivo
Sinto mais do que conseguia pensar
474

Anata ga suki

Da penumbra partiu a esperança

A espera em fim recompensada

Perseverança pode ser um caminho justo

Encontrar o que sua mente, mão e coração alvejavam

Trilhar o caminho respeitando as normas impostas

Marginal não seria regalo na jornada

A final o tempo já levara muitas alegrias

Amargura não se tem sem um dia após o outro

Mas o caminho até o contentamento já percorrido

E o que resta é esperar pelo que tanto foi pedido

Tempo ao lado voa rápido

Nada como a maciez e a delicadeza escancarada

A vontade aos poucos saciada

Um pouco de areia em suas mãos segurada

Nada que não volte a ser motivo de outra jornada

No inicio da luz os sorrisos são distanciados

Uma manhã feliz deixada para traz

Mas trazendo comigo uma nova esperança

Sabendo que junto ao longe por baixo da ponte

Partia a minha suki
444

Melhor é flutuar

Quem nunca quis o que deixou passar
Voltando, buscando onde o braço não vai alcançar
O que o as luas deixaram distante só o pensamento pode alcançar
Vento que o fez balançar já não pode te refrescar
Coisas tão lindas que pensamos em viver
Amor vivido, excedido, transbordado
Deixa só o que é de melhor gravado
Em um mundo montado perfeito para caber
Nossas esperanças e crenças de que assim sempre teria felicidade
Caminhando nossos passos levando para longe
O caminhar poucas vezes nos leva pra onde queríamos chegar
Só conhecemos o caminho quando já estamos nele
O aprendizado é saber lidar onde nossos pés estão a pousar
Viver o presente faz o chão pisar
Mas é tão bom sentir-se flutuar
E no final sabemos, não vai durar
Retornando pra onde nossos pés foram pousar
361

Sem margem

O mundo onde o homem criou linhas não podemos morar

Não viveríamos entre barreiras

Ultrapassá-las seria um jogo simples para nós

Desmedida talha nosso encontrar

Criando em volta de tudo o que somos fronteiras

Conter-se ainda não fez parte imaginar

Vivemos além molduras imaginarias

Riscadas tortas onde só nos cabe pisar

Marcas só as que ficam depois de nos encontrar

Provando o que veio após o antes

Imaginando o que será o depois

Buscando o que nunca iremos vocalizar

Pois o nosso só nos cabe a nós

Que reste aos outros o que suas mentes puderem alcançar

Pois de passar vontade não será nosso arrependimento

O julgamento que nos cabe é de nossa felicidade

E no nosso mundo é onde ela sempre está

458

E se vai

Tentar domar a vida afasta a razão

Fazendo muros que sobre ventos não se sustentarão

Porque nossas ações voltam sempre no inicio do circulo

Derrubando-nos de joelhos segurando o que veio ao chão

Tornando o céu mais longe outra vez

Deixando sobrar o que conhecemos tão bem

Incontido eclodindo onde a cobra se alojou outra vez

Segurando as ruínas em suas mãos

Amaldiçoando o vento que só desfez o que faltou razão

Sabendo que bradar ao vento não te tira das mãos

Não faz o muro se erguer do chão

Que em sua solidão te culpa a moção bradada

Mas que em ti mesmo deveria apontar a espada

Pois o sopro não pode derrubar nada

Que por devaneio já foi mal sustentada

Erguido em solo onde nada jamais germinará

Solidão não te sustenta nem os pés

Não queira construir sua morada

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Comentários (2)

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Parabéns pelo seus belos pensamentos!!

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Muito bom seus poemas, adorei !!!