Lista de Poemas

Sorrir bastará

Sorria sempre que o dia for chuvoso
Um sorriso pode mudar o mundo
Trazendo vida de volta a terra morta
Rejuvenescendo quem achou que estaria velho demais
Sorria sempre que a mão te for negada
O destino cuida dos que não cuidam de mais ninguém
Aos egoístas o tempo tratará de mostrar o pecado
A terra receberá todos como iguais no final
Sorria sempre que não tiver ninguém para compartilhar
Nem sempre terá alguém para perguntar sobre seu dia
Às vezes as vozes que ouvirá estarão em sua cabeça
Só não pense que estar só deva te bastar
Sorria sempre que a vontade for chorar
Escolha sempre alegria ao invés de tristeza
Não podemos sorrir o tempo todo
Mas podemos escolher o que demonstrar
Sorria mesmo que a palavra ouvida não te agradar
Dar o que querem a quem não se importa não irá ajudar
Deixe que fiquem com a decepção da reação inesperada
Não deixe lágrimas para quem quiser tira-las de você
Sorria sempre que sentir vontade
De matar boas vontades se faz lembranças
Lembrar é bom para a vida
Quem lembra pode aprender
E quem aprende passa pela vida preenchendo a alma
Levando junto mais do que tinha ao chegar
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Enforcar da esperança

A espera é o enforcar da esperança
Esperança morrendo aos poucos vendo as horas passar
O tempo passa te deixando no vazio
Marcando mais um dia que nada mudou
Levando embora a esperança com o ocaso
O cair da noite sempre deixa um gosto de merecer mais
De querer ir além do que foi
Mas o dia terminou e nada foi feito
Tempo perdido não volta
Sabemos disso deis de que nos nasce a consciência de fim
Como então explicar o conformismo
Deixando que nos tirem o tempo que nunca voltará
E quando só se tem seus pensamentos de companhia
As promessas que as coisas mudaram no dia que vai começar
Que os erros serão novos e não os mesmo
Sábios são os que assim vivem a vida
Errando erros novos
Aprendendo com os que já cometera
Sábio assim sei que não sou
Pois aqui estou mais uma tarde
Perdida por alguém que não se importou
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Voltou a girar

Nos mais sombrios dias fui jogado
Quando a esperança era só um mantra citado
A luz não fazia mais parte do meu mundo
A terra tinha parado de girar
Não ouvia mais os pássaros cantar
Quando meu mundo foi chacoalhado
Nada parecia mais no lugar
O mundo a minha volta não mais reconhecia
Tornando poucas as vontades
E mais nada de bom vinha ao pensar
Caminhar não avia mais pressa
Andar sozinho era a imagem no horizonte
Quando o mundo tornou a mudar
Movimentado mais uma vez a vida
Trazendo aos ouvidos um ritmo novo
Fazendo o dia voltar a brilhar
E andar sozinho não era mais uma certeza
O que parecia o destino a vida tratou de mudar
Vida que volta por um soar de asas
Que trouxe de longe meu mundo
Que pôs a vida de volta no lugar
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Junto a alma

Os sonhos esquecidos voltam a assombrar
Fechando os olhos os sonhos ela vão buscar
Achava que já avia passado por isto
Adormecer sem ela a me esperar
Mas a vida não quis assim
Quando adormeço ela voltou a estar lá
Acordar não alivia o sentimento
E torço para que as horas do dia a levem
A amada que na vida não está
Quando a noite vem o sono não me acolhera
O medo do que escondo do dia o sono trará
E por isso não quero mais os olhos fechar
As horas passam e o dia vem
Os sonhos não vieram, pois acordar não precisei
Mas a vida não se faz sem acordar
E ninguém passa a noite sem sonhar
Fugir não encontrara lugar para chegar
O que resta é dizer a si que
Nos sonhos que fique ela
A amore que a vida não mais esta
Que os sonhos só trouxeram de volta
Quem nunca da alma deixara
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Aço retorcido

As coisas começam a derrapar
Como num flash vejo o fim se aproximar
A vida às vezes toma um rumo que não podemos controlar
Quando as coisas terminam
Às vezes não tem como voltar
Tudo passando diante dos olhos
A noite que nunca vai terminar
Então é assim que se sente no final
O segredo revelado no fim
Sonhar não dá mais medo
Não se sonha no final
O medo já não existe mais
Fechar os olhos na hora final
A ultima coisa é um flash
E tudo abandonado no final
Nenhum gosto mais sentido
Nenhum sentimento vazio
No final é você e mais ninguém
No final nada mais será
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Entre nadas

O passado bate a porta cobrando o que poderia ser
É tão difícil seguir seu caminho sabendo o que deixou para traz
Mas parar a vida não para o relógio
O tempo não espera você se sentir melhor
E a escolha óbvia e dar-lhe a mão e seguir em frente
Deixando para traz o que o tempo não deixou
Mas de obviedade não se faz a vida
São as incertezas que nos tomam os pensamentos
E de incerto, o certo sempre irá fracassar
Não busque coerência de quem vive pelo coração
Não espere menos que loucura de quem dela vive
E de loucuras viverei a vida
Deixando o óbvio pra quem dele se contenta
São das loucuras que retiro os sorrisos no meio da tarde
E louco como sou, vivo entre loucuras
Às vezes buscando o óbvio só para descansar
Pois da vida eu busco o contrário
Quero o oposto
Amarei sempre como se tudo fosse pelo amor
E por ele que faço loucuras
É tudo o que me faz sorrir entre nadas
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Dias frios

Buscamos sentidos em atos corriqueiros
Entretidos com sonhos que nunca serão
As coisas às vezes são o que são
O óbvio refletido nos olhos dela
Ela nunca mais irá te amar
A vida é feita de dias frios
Saímos na chuva esperando ficar secos
Olhando para o céu vejo as nuvens apressadas
Fico a imaginar se você também as vera
As árvores passam em fleches
O caminho parece não acabar
Buscamos calor no colo mais seguro
Dois ouvidos agora podem bastar
Sentimentos ditos em vós alta doem mais
Mãos afagam os cabelos
Palavras poucos sinceras ditas
Verdades nem sempre podem bastar
A esperança é apenas te acalmar
Com o colo molhado ela não irá se importar
Tudo que tinha que ser derramado deixado ali
Você não foi o único a chorar
Imagino se a dor é tão grande que pode transbordar
Um afago e um adeus
A vida deve continuar
Mas o porquê eu me pergunto
Pois dias frios são o que viram
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Aprendendo

Que de passado se torne o presente
Que no futuro estejam meus melhores momentos
Que desse marasmo mórbido tire proveito
Que nele descanse meus anseios
E repouse minha flagelação
Que o tempo passe mas que leve o açoite
E a autopunição se torne ficção
Que me torne mais nobre
E perdoe o que tivera feito contra mim mesmo
Pois de punição não se moldou meu orgulho
Tolo orgulho sem ponderação
Que dos erros humanistas eu me perdoe
E aprenda a correção
Que dos erros desnudos eu sobreviva
E que de perdão se extingui minha divida
Comigo e com os que do orgulho usei
Para me afastar e me fazer distante
Que eu me perdoe por ser humano
E aceitar que errei e errarei
Mas que aprenda a minimizar minhas atitudes
Que eu me aceite como humano
E que aprenda a afastar o orgulho
Que eu aprenda e saiba quando pedir perdão
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Donos de nós

Quantas desculpas devem bastar
Pra expressar o meu pesar
Sinto pelo julgamento alheio
Peço perdão porque não consigo me perdoar
A loucura toma conta quando o sangue ferve
E os olhos já não conseguem enxergar
O cérebro para e os sentidos tomam conta
Mas no chão os pés sempre voltam a pisar
E o julgamento vem dos que não estavam lá
A vida é de quem a vive
Ninguém sabe como nós nos sentimos
Não sabe o que a pele pode causar
Errado nessas horas e não satisfazer
Algo tão forte errado não deve estar
Nós só podemos viver o que e nosso
E quem não sente não pode apontar
Não sabem que mesmo quando durmo
Você sempre continua lá
A mulher dos meus sonhos
A mulher do meu real
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Prescrito

Evoco agora tudo que foi proscrito
Tudo que e ancestral como o próprio mortal
Aquilo que sabe de tudo e de todos
Evoco agora as forças do meu espírito
Para acalentar esse meu pesar
Que essa minha insistência não possa se prolongar
Me ergam e me mostrem o rastro
E volte para o caminho que outrora estive
Avia me perdido
Nessa minha jornada rumo a mi encontrar
Evoco meus antepassados
E tudo que de sábio há
Peço que me mostrem onde caminhar
Que marquem o caminho errado com sangue
Para saber onde irei me machucar
E que se mesmo assim eu escolher por lá andar
Me levem para junto de vocês
Pois a dor será pior que não mais respirar
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