Lista de Poemas
Raciocino do Filosofo
Na política não existea sociedade civil
Apenas existe a falsidadedas pessoas
Porque todo o homemenquanto ser
É considerado políticopelas suas acções.
Sanjo Muchanga
Um Poema à Minha Mãe.
Mãe!Alguns vão me condenar
Outrosvão tentar me procurar
Sereiintimado pelos tribunais
Masantes disso acontecer, vou falar
Porquejá me sinto intimado pelo silêncio
Queme julga dia pois dia, mesmo calado
Esem direito a defesa me condena.
Mãe,lembra quando te falei da política
Dissee repito que todo o político é igual
Quantaspromessas receberam na campanha
Equal foi a resposta da vossa confiança
Umamúsica gravada periodicamente
Paravos cegarem a vista com diálogo.
Mãe,as promessas nascem a cada quinquenal
Parao nosso povo cego e analfabeto
Quemesmo injustiçado ainda aposta neles
Comoa mãe tem feito e me obriga a fazer.
Mãe,já leu as leis e decretos, são todos anais
Afectadospelas hemorróides ambiciosas
Parauma sociedade desenformada e pacifica
Naqual também faço parte infelizmente
Porqueescrevo, falo e nada vejo a mudar
Senãomortes e sequestros que assisto na Tv.
Mãe,hoje ao recordar as promessas chorou
Nãode emoção mas de dor e tristeza
Poisdói saber que no coração de alguém
Cabetodo o Mbique só teoricamente
Porquena prática, só cabe as riquezas do Mbique
Comotenho visto e assistido diariamente.
SanjoMuchanga
Política e Filosofia
Eu sou anti –partidário de natureza
Não quero nem tão poucoprender
A minha consciência a favorda política.
Prefiro ser livre paraviver a crítica.
Aqueles que sãofiliados a partidos
São prisioneiros dosmesmos em ideias
Não tem visõescontrárias senão uniformes
Sob pena de seremchamados impostores.
Sanjo Muchanga
Filosofia Politica
O mundo político paramim é injusto quanto a sua acção
Pois preocupa-se muito maisna instrumentalização
Das pessoas que neleacredita a favor de outrem
Ou eu estou equivocadomas é a minha opinião pessoal.
Sanjo Muchanga
Fofoqueira
Fofoqueira
Quando eu te amava
Fazia a serenata na hora
Em que o gato miava
No ritmo de tristeza
Cantava a tua saudade
E o teu sorriso na tela pintava
Com as cores vivas das aguarelas
O teu bailar em meu peito
Sufoca cada olhar meu na janela
A casa onde tatuaste
O teu amor ao vento
Ficou quebrado com o telhado
De sonhos meus...
SanjoMuchanga
Aos Incorporados de Gente
Aos Incorporados
Vaquiti, lhalelane moya ya Mbique
Terra de humildadedesconfortada
Pátria da paz ameaçadaanualmente
Pátio dos debates semprodutividade.
As vezes canto as saudades deontem
Das filas prolongadas nacooperativa
As horas do trabalho vigilanteno bairro
E das denúncias e renúncias dobanditismo.
Vaquiti, lhalelane moya ya Mbique
Terra dos conflitos armados malarrumados
Campo do crime organizado não desmantelado
Cinema de tráficos e sequestrosnão evitados
As vezes dizem que não temos apolicia
Senão vigilantes dos carros emlugares incertos
Ah… tem vergonha de içar abandeira a toa
Para celebrar o que acho quenão existe irmão.
SanjoMuchanga
Poema das Minhas Referencias
Mil vezes as mesmas cartas de amor
Que me causaram melancolia
Do tempo em que também escrevia
Cartas de amor iguais a do Pessoa
Também ridículas que este tempo.
E por puro medo de errar as palavras
Errei o meu sentimento com você
Que tantas vezes foi maravilhosa comigo
Não por que quis brincar contigo
Como brinco comigo
Quando leio os meus próprios erros.
Porque sou um vazo vazio
Que se quebra com facilidade
Prefiro não ter preferência disto
Que não é isto e nunca será isto
Para ser sozinho em meu leito
Bebendo o conhaque das suas lágrimas.
Porque estavas aqui a corrigir os meus erros
Ao ler as suas cartas de amor
Que ficaram espalhadas em meu íntimo
Como agora que estou quebrado
Entre o telhado do meu pensamento
De quer o que bem quero para ti
Que escrevi este poema.
Agora vou me embora
Antes que jazem os mares
E me levem junto de ti
Minha falecida inspiração
Que busco na ilusão dos ventos
Das vozes noturnas da Bahia
Para te escrever poemas
Que um dia serão teu consolo.
Quando já não haver tempo
De os ouvir da minha boca
Que treme toda vez que chama
Pelo seu nome Lina
Minha esperança de ouvir
A chegada da minha partida.
E se me resta algo agora
Antes de partir, que seja isto
Adeus, até para sempre
Minha prematura inspiração!
Sanjo Muchanga
Poesia de Combate III
Cansei de fazer a caneta vomitar
E nada mudado na sua consciência
Vou a aprender a pegar a espingarda
Para disparar na hora do regresso
Não quero matar o cão tinhoso
Quero denunciar as minas retardadas
E as comadres da democracia.
Quero disparar as balas da liberdade
Quero disparar a luta pela justiça
Quero gritar o bum, bum
Ao crime organizado
Se morrer a minha espingarda
Entreguem ao meu filho cassúla
E todos os meus poemas escritos
Servirão como conforto da minha morte.
Amor Eterno
Que cessei o meu discurso
Para ti
Procurei a melhor música no silêncio
e naufraguei no vazio
Para ti
Parei o tempo pelos olhos
E despertei o grito da sua alma
Para ti
Troquei o amor pela solidão
E me guardei na memória dos livros
Para ti
Deixei de ser o que era
Para ser esta opéra de lembranças
E não é isto
Que o tempo vai chamando de poeta
Aos olhos do seu coração
Para ti
Recusei ser o que a sua boca
Se nega chamar de amor.
Sanjo Muchanga
Aos Meus Amigos
Não tenho nenhuma intenção de dar aulas e nem de criticar a ninguém por se achar poeta ou escritor, pelo contrário quero aprender e ver a minha geração de poetas e escritores a crescerem literalmente e chamar atenção aos ignorantes que o fim da ignoração é a busca do saber que muita das vezes pode ser tarde, se não analisado com crítica e autocritica.
Já que temos que deixar o povo ser o que nem ele sabe ser, quem sou eu para dizer que isto que escrevemos não é nada se há gente que gosta e nos motiva a escrever? E para não passar vergonha ao escrever ridiculo e ser considerados poeta ou escritor, não descarto o que disse na minha análise: "é preciso tempo para que o jovem poeta ou escritor seja digno de ser o que pensa que é". Esquecem a pressa isso é um assunto já antigo que sempre terminou assim.
Já que ao falar da crítica literária toco a sensibilidade dos poetas ou escritores autoproclamados por si próprios, deixo a minha ignorança de chamar assuntos à coisas banais que podem ser chaves do progresso da nossa literatura que está em constante transformação, aliás existe no seio dos jovens poetas, alguns com visões claras duma boa literatura, assim como também existem outros que são prematuros até ao escrever o que pensam sobre a literatura.
Se tomarmos em conta as palavras do Alvaro Fausto Taruma, que disse que o assunto por mim levantado achava que era um não assunto, assim como diria o amigo poeta Amosse Mucavele, mas se quisesse aprofundar melhor poderia lhe encontrar no lançamento de Música Extensa do poeta Luís Carlos Patraquim e que mais não dizia, percebi que não queria tocar as sensibilidades dos demais, como tambem notei que seria perca do tempo falar nisso nas redes socias, porque as palavras ditas são parasitas de percepções dos desprercebidos.
Meus amigos, tem sido erros de todos pensarmos no lugar das pessoas, porque não querermos aceitar uma chamada de atenção. Olhem, aqui nas arterias da cidade de Maputo existem varios movimentos que movimentam pessoas que gostam de gastar tempo ouvindo-nos a dizer absurdos e a lhes iludir os tipanos de palavras suaveis que no fim merecem aplausos, assim como acontece quando publicamos um texto no facebook, onde voltados dois minutos recebemos linkes, aplausos e bravos... agora pergunto porquê tudo isso... escrevi bem? Rimei perfeitamente ou toquei o eu poetico existente nessas essas pessoas?
Uma coisa que também aprendi desde que comecei a ler poemas e poetas romances e romancista, prosas e prosistas, percebi que o que nos difere desses todos é que eles tem tempo de ler o que eles mesmos escrevem, é certo também que para quem escreve merece ser lido, elogiado e ser chamado escritor se necessário, mas também merecer ser criticado quando precisar. Poetas! Escritores! Sem leitores que merda...
É preciso chocar o ovo
Para que dê pintos
Um ovo não chocado
É um peido do egoismo.
Se deixarmos de pensarmos que o fulano e o betramos estão com inveja ou porque tenho mais livros que eles nas bibliotecas, estaremos sempre num estado em que as nossas referências são importadas e nunca são nossas.
O nosso melhor professor é a nossa vontade de quer sermos o que realmente queremos ser.
Sanjo Muchanga
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