Lista de Poemas

Raciocino do Filosofo


Na política não existea sociedade civil

Apenas existe a falsidadedas pessoas

Porque todo o homemenquanto ser

É considerado políticopelas suas acções.

Sanjo Muchanga


544

Um Poema à Minha Mãe.


Mãe!Alguns vão me condenar

Outrosvão tentar me procurar

Sereiintimado pelos tribunais

Masantes disso acontecer, vou falar

Porquejá me sinto intimado pelo silêncio

Queme julga dia pois dia, mesmo calado

Esem direito a defesa me condena.

Mãe,lembra quando te falei da política

Dissee repito que todo o político é igual

Quantaspromessas receberam na campanha

Equal foi a resposta da vossa confiança

Umamúsica gravada periodicamente

Paravos cegarem a vista com diálogo.

Mãe,as promessas nascem a cada quinquenal

Parao nosso povo cego e analfabeto

Quemesmo injustiçado ainda aposta neles

Comoa mãe tem feito e me obriga a fazer.

Mãe,já leu as leis e decretos, são todos anais

Afectadospelas hemorróides ambiciosas

Parauma sociedade desenformada e pacifica

Naqual também faço parte infelizmente

Porqueescrevo, falo e nada vejo a mudar

Senãomortes e sequestros que assisto na Tv.

Mãe,hoje ao recordar as promessas chorou

Nãode emoção mas de dor e tristeza

Poisdói saber que no coração de alguém

Cabetodo o Mbique só teoricamente

Porquena prática, só cabe as riquezas do Mbique

Comotenho visto e assistido diariamente.

SanjoMuchanga

531

Política e Filosofia



Eu sou anti –partidário de natureza

Não quero nem tão poucoprender

A minha consciência a favorda política.

Prefiro ser livre paraviver a crítica.

Aqueles que sãofiliados a partidos

São prisioneiros dosmesmos em ideias

Não tem visõescontrárias senão uniformes

Sob pena de seremchamados impostores.

Sanjo Muchanga

526

Filosofia Politica


O mundo político paramim é injusto quanto a sua acção

Pois preocupa-se muito maisna instrumentalização

Das pessoas que neleacredita a favor de outrem

Ou eu estou equivocadomas é a minha opinião pessoal.

Sanjo Muchanga

564

Fofoqueira

Fofoqueira

Quando eu te amava

Fazia a serenata na hora

Em que o gato miava

No ritmo de tristeza

Cantava a tua saudade

E o teu sorriso na tela pintava

Com as cores vivas das aguarelas

O teu bailar em meu peito

Sufoca cada olhar meu na janela

A casa onde tatuaste

O teu amor ao vento

Ficou quebrado com o telhado

De sonhos meus...

SanjoMuchanga

569

Aos Incorporados de Gente

Aos Incorporados

Vaquiti, lhalelane moya ya Mbique

Terra de humildadedesconfortada

Pátria da paz ameaçadaanualmente

Pátio dos debates semprodutividade.

As vezes canto as saudades deontem

Das filas prolongadas nacooperativa

As horas do trabalho vigilanteno bairro

E das denúncias e renúncias dobanditismo.

Vaquiti, lhalelane moya ya Mbique

Terra dos conflitos armados malarrumados

Campo do crime organizado não desmantelado

Cinema de tráficos e sequestrosnão evitados

As vezes dizem que não temos apolicia

Senão vigilantes dos carros emlugares incertos

Ah… tem vergonha de içar abandeira a toa

Para celebrar o que acho quenão existe irmão.

SanjoMuchanga

708

Poema das Minhas Referencias

Sentado entre a beira mar leio
Mil vezes as mesmas cartas de amor
Que me causaram melancolia
Do tempo em que também escrevia
Cartas de amor iguais a do Pessoa
Também ridículas que este tempo.

E por puro medo de errar as palavras
Errei o meu sentimento com você
Que tantas vezes foi maravilhosa comigo
Não por que quis brincar contigo
Como brinco comigo
Quando leio os meus próprios erros.

Porque sou um vazo vazio
Que se quebra com facilidade
Prefiro não ter preferência disto
Que não é isto e nunca será isto
Para ser sozinho em meu leito
Bebendo o conhaque das suas lágrimas.

Porque estavas aqui a corrigir os meus erros
Ao ler as suas cartas de amor
Que ficaram espalhadas em meu íntimo
Como agora que estou quebrado
Entre o telhado do meu pensamento
De quer o que bem quero para ti
Que escrevi este poema.

Agora vou me embora
Antes que jazem os mares
E me levem junto de ti
Minha falecida inspiração
Que busco na ilusão dos ventos
Das vozes noturnas da Bahia
Para te escrever poemas
Que um dia serão teu consolo.

Quando já não haver tempo
De os ouvir da minha boca
Que treme toda vez que chama
Pelo seu nome Lina
Minha esperança de ouvir
A chegada da minha partida.

E se me resta algo agora
Antes de partir, que seja isto
Adeus, até para sempre
Minha prematura inspiração!

Sanjo Muchanga
292

Poesia de Combate III

É tempo de arrumar as minhas malas

Cansei de fazer a caneta vomitar

E nada mudado na sua consciência

Vou a aprender a pegar a espingarda

 

Para disparar na hora do regresso

Não quero matar o cão tinhoso

Quero denunciar as minas retardadas

E as comadres da democracia.

 

Quero disparar as balas da liberdade

Quero disparar a luta pela justiça

Quero gritar o bum, bum

Ao crime organizado

 

Se morrer a minha espingarda

Entreguem ao meu filho cassúla

E todos os meus poemas escritos

Servirão como conforto da minha morte.
68

Amor Eterno

Foi Para ti
Que cessei o meu discurso
Para ti
Procurei a melhor música no silêncio
e naufraguei no vazio
Para ti
Parei o tempo pelos olhos
E despertei o grito da sua alma
Para ti
Troquei o amor pela solidão
E me guardei na memória dos livros
Para ti
Deixei de ser o que era
Para ser esta opéra de lembranças
E não é isto
Que o tempo vai chamando de poeta
Aos olhos do seu coração

Para ti
Recusei ser o que a sua boca
Se nega chamar de amor.

Sanjo Muchanga

58

Aos Meus Amigos





Não tenho nenhuma intenção de dar aulas e nem de criticar a ninguém por se achar poeta ou escritor, pelo contrário quero aprender e ver a minha geração de poetas e escritores a crescerem literalmente e chamar atenção aos ignorantes que o fim da ignoração é a busca do saber que muita das vezes pode ser tarde, se não analisado com crítica e autocritica.

Já que temos que deixar o povo ser o que nem ele sabe ser, quem sou eu para dizer que isto que escrevemos não é nada se há gente que gosta e nos motiva a escrever? E para não passar vergonha ao escrever ridiculo e ser considerados poeta ou escritor, não descarto o que disse na minha análise: "é preciso tempo para que o jovem poeta ou escritor seja digno de ser o que pensa que é". Esquecem a pressa isso é um assunto já antigo que sempre terminou assim.

Já que ao falar da crítica literária toco a sensibilidade dos poetas ou escritores autoproclamados por si próprios, deixo a minha ignorança de chamar assuntos à coisas banais que podem ser chaves do progresso da nossa literatura que está em constante transformação, aliás existe no seio dos jovens poetas, alguns com visões claras duma boa literatura, assim como também existem outros que são prematuros até ao escrever o que pensam sobre a literatura.

Se tomarmos em conta as palavras do Alvaro Fausto Taruma, que disse que o assunto por mim levantado achava que era um não assunto, assim como diria o amigo poeta Amosse Mucavele, mas se quisesse aprofundar melhor poderia lhe encontrar no lançamento de Música Extensa do poeta Luís Carlos Patraquim e que mais não dizia, percebi que não queria tocar as sensibilidades dos demais, como tambem notei que seria perca do tempo falar nisso nas redes socias, porque as palavras ditas são parasitas de percepções dos desprercebidos.

Meus amigos, tem sido erros de todos pensarmos no lugar das pessoas, porque não querermos aceitar uma chamada de atenção. Olhem, aqui nas arterias da cidade de Maputo existem varios movimentos que movimentam pessoas que gostam de gastar tempo ouvindo-nos a dizer absurdos e a lhes iludir os tipanos de palavras suaveis que no fim merecem aplausos, assim como acontece quando publicamos um texto no facebook, onde voltados dois minutos recebemos linkes, aplausos e bravos... agora pergunto porquê tudo isso... escrevi bem? Rimei perfeitamente ou toquei o eu poetico existente nessas essas pessoas?

Uma coisa que também aprendi desde que comecei a ler poemas e poetas romances e romancista, prosas e prosistas, percebi que o que nos difere desses todos é que eles tem tempo de ler o que eles mesmos escrevem, é certo também que para quem escreve merece ser lido, elogiado e ser chamado escritor se necessário, mas também merecer ser criticado quando precisar. Poetas! Escritores! Sem leitores que merda...

É preciso chocar o ovo

Para que dê pintos

Um ovo não chocado

É um peido do egoismo.

Se deixarmos de pensarmos que o fulano e o betramos estão com inveja ou porque tenho mais livros que eles nas bibliotecas, estaremos sempre num estado em que as nossas referências são importadas e nunca são nossas.

O nosso melhor professor é a nossa vontade de quer sermos o que realmente queremos ser.



Sanjo Muchanga





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Sanjo Muchanga, nascido aos 4 de Março de 1986, em Moçambique, província de Maputo, residente na Cidade de Maputo, Bacharel em Teologia Livre, Curso Literatura e Cinema, Administração de Recursos Humanos, Funcionário Público, Poeta e Escritor, com participações em Antologias de Solar de Poetas, Som de Poetas, Palavras de Veludos, ALPAS…, Colectânea Horizonte, Colectâneas Leveza da Alma, o Mundo dos Sonhadores, Espaço de Poeta…, Revistas Literárias Trupe Reticências em Versos, Folhinha Poética, Entrementes, Soletras Revista de Ouro... Distinguido duas vezes pela Solar de Poetas e reconhecido com mérito pela Solar dos Poetas e Espaço de Poeta Jorge Guedes, certificado pela Sociedade Mundial de Poetas pela participação na colectânea Leveza da Alma, destacado pelos Poetas que Amam e Choram e duas vezes pela Academia Virtual de Letras e Artes e Cultura. Vencedor em 1º lugar do Concurso de Conto de Casino VegasMaster, vencedor em 1º lugar do Apogeu de Poético da AVL, Vencedor em 3º lugar do Concurso Literário da Casa de Cultura Brasil e Portugal de São Paulo, um dos 10 vencedores do Concurso de Poesia ICMA/CCFM, vencedor duas vezes em 3º lugar e uma vez em 2º Lugar no concurso mensal de Apogeu Poético da AVL, membro da Academia Virtual de Letras-AVL, concorrente do Prémio Miau 2017, concorrente do Prémio Fernando Leite Couto 2017. É Presidente e Membro criador do Movimento Literário Ensaísta Kamubukuane .