Sanjo Muchanga

Sanjo Muchanga

n. 1986 MZ MZ

Sanjo Muchanga, nascido aos 4 de Março de 1986, em Moçambique, província de Maputo, residente na Cidade de Maputo, Bacharel em Teologia Livre, Curso Literatura e Cinema, Administração de Recursos Humanos, Funcionário Público, Poeta e Escritor.

n. 1986-03-04, Cidade Maputo

Perfil
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Um Poema à Minha Mãe.


Mãe!Alguns vão me condenar

Outrosvão tentar me procurar

Sereiintimado pelos tribunais

Masantes disso acontecer, vou falar

Porquejá me sinto intimado pelo silêncio

Queme julga dia pois dia, mesmo calado

Esem direito a defesa me condena.

Mãe,lembra quando te falei da política

Dissee repito que todo o político é igual

Quantaspromessas receberam na campanha

Equal foi a resposta da vossa confiança

Umamúsica gravada periodicamente

Paravos cegarem a vista com diálogo.

Mãe,as promessas nascem a cada quinquenal

Parao nosso povo cego e analfabeto

Quemesmo injustiçado ainda aposta neles

Comoa mãe tem feito e me obriga a fazer.

Mãe,já leu as leis e decretos, são todos anais

Afectadospelas hemorróides ambiciosas

Parauma sociedade desenformada e pacifica

Naqual também faço parte infelizmente

Porqueescrevo, falo e nada vejo a mudar

Senãomortes e sequestros que assisto na Tv.

Mãe,hoje ao recordar as promessas chorou

Nãode emoção mas de dor e tristeza

Poisdói saber que no coração de alguém

Cabetodo o Mbique só teoricamente

Porquena prática, só cabe as riquezas do Mbique

Comotenho visto e assistido diariamente.

SanjoMuchanga

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Biografia
Sanjo Muchanga, nascido aos 4 de Março de 1986, em Moçambique, província de Maputo, residente na Cidade de Maputo, Bacharel em Teologia Livre, Curso Literatura e Cinema, Administração de Recursos Humanos, Funcionário Público, Poeta e Escritor, com participações em Antologias de Solar de Poetas, Som de Poetas, Palavras de Veludos, ALPAS…, Colectânea Horizonte, Colectâneas Leveza da Alma, o Mundo dos Sonhadores, Espaço de Poeta…, Revistas Literárias Trupe Reticências em Versos, Folhinha Poética, Entrementes, Soletras Revista de Ouro... Distinguido duas vezes pela Solar de Poetas e reconhecido com mérito pela Solar dos Poetas e Espaço de Poeta Jorge Guedes, certificado pela Sociedade Mundial de Poetas pela participação na colectânea Leveza da Alma, destacado pelos Poetas que Amam e Choram e duas vezes pela Academia Virtual de Letras e Artes e Cultura. Vencedor em 1º lugar do Concurso de Conto de Casino VegasMaster, vencedor em 1º lugar do Apogeu de Poético da AVL, Vencedor em 3º lugar do Concurso Literário da Casa de Cultura Brasil e Portugal de São Paulo, um dos 10 vencedores do Concurso de Poesia ICMA/CCFM, vencedor duas vezes em 3º lugar e uma vez em 2º Lugar no concurso mensal de Apogeu Poético da AVL, membro da Academia Virtual de Letras-AVL, concorrente do Prémio Miau 2017, concorrente do Prémio Fernando Leite Couto 2017. É Presidente e Membro criador do Movimento Literário Ensaísta Kamubukuane .

Poemas

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Aos Meus Amigos





Não tenho nenhuma intenção de dar aulas e nem de criticar a ninguém por se achar poeta ou escritor, pelo contrário quero aprender e ver a minha geração de poetas e escritores a crescerem literalmente e chamar atenção aos ignorantes que o fim da ignoração é a busca do saber que muita das vezes pode ser tarde, se não analisado com crítica e autocritica.

Já que temos que deixar o povo ser o que nem ele sabe ser, quem sou eu para dizer que isto que escrevemos não é nada se há gente que gosta e nos motiva a escrever? E para não passar vergonha ao escrever ridiculo e ser considerados poeta ou escritor, não descarto o que disse na minha análise: "é preciso tempo para que o jovem poeta ou escritor seja digno de ser o que pensa que é". Esquecem a pressa isso é um assunto já antigo que sempre terminou assim.

Já que ao falar da crítica literária toco a sensibilidade dos poetas ou escritores autoproclamados por si próprios, deixo a minha ignorança de chamar assuntos à coisas banais que podem ser chaves do progresso da nossa literatura que está em constante transformação, aliás existe no seio dos jovens poetas, alguns com visões claras duma boa literatura, assim como também existem outros que são prematuros até ao escrever o que pensam sobre a literatura.

Se tomarmos em conta as palavras do Alvaro Fausto Taruma, que disse que o assunto por mim levantado achava que era um não assunto, assim como diria o amigo poeta Amosse Mucavele, mas se quisesse aprofundar melhor poderia lhe encontrar no lançamento de Música Extensa do poeta Luís Carlos Patraquim e que mais não dizia, percebi que não queria tocar as sensibilidades dos demais, como tambem notei que seria perca do tempo falar nisso nas redes socias, porque as palavras ditas são parasitas de percepções dos desprercebidos.

Meus amigos, tem sido erros de todos pensarmos no lugar das pessoas, porque não querermos aceitar uma chamada de atenção. Olhem, aqui nas arterias da cidade de Maputo existem varios movimentos que movimentam pessoas que gostam de gastar tempo ouvindo-nos a dizer absurdos e a lhes iludir os tipanos de palavras suaveis que no fim merecem aplausos, assim como acontece quando publicamos um texto no facebook, onde voltados dois minutos recebemos linkes, aplausos e bravos... agora pergunto porquê tudo isso... escrevi bem? Rimei perfeitamente ou toquei o eu poetico existente nessas essas pessoas?

Uma coisa que também aprendi desde que comecei a ler poemas e poetas romances e romancista, prosas e prosistas, percebi que o que nos difere desses todos é que eles tem tempo de ler o que eles mesmos escrevem, é certo também que para quem escreve merece ser lido, elogiado e ser chamado escritor se necessário, mas também merecer ser criticado quando precisar. Poetas! Escritores! Sem leitores que merda...

É preciso chocar o ovo

Para que dê pintos

Um ovo não chocado

É um peido do egoismo.

Se deixarmos de pensarmos que o fulano e o betramos estão com inveja ou porque tenho mais livros que eles nas bibliotecas, estaremos sempre num estado em que as nossas referências são importadas e nunca são nossas.

O nosso melhor professor é a nossa vontade de quer sermos o que realmente queremos ser.



Sanjo Muchanga





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Celebração





A dia faz a festa

Olha que não manifesto

Este protesto igoista

Que me dá fermento



A lua brilha ao pomar

Os gatos miam ao redor

A gitarra ginga ao amor

Que transborda ao luar



A madrogada embriaga

Todos ao meu redor

Os corpos suam ao assobio

Desta estupida cantiga



É festa todo mundo dança

Menos eu e a minha solidão

No brinde da modesta canção

Que morre sem vingar a taça.



Sanjo Muchanga
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Ao PCA de EDM





Senhor Presidente, sei que muitos presidente não dão ouvidos as seus povos quando reclamam ou choram sobre um determinado assunto. Mas como sei que o senhor sai deste povo que hoje chora no seu mandato, quero através desta minha humilde carta pedir que tenha misericórdia de nós caso não pelo menos tenha compaixão apesar de saber que esta última quem o teve foi Cristo. Porque também tenho a certeza que é crente e confia no mesmo Deus e no seu filho Cristo quero esperar que me oiça.

Por varias vezes as coisas aqui no nosso país tende a subir e nunca descem, antes alegavam a subida do dólar, ora as divida ocultas que nós como povo não sabemos nada isso, porque em nossas casas não matabichamos, almoçamos e nem jantamos com a politica. O que nos interessa é ter um pão para chá e uma xima para jantar o resto que se dane.

Agora voltado 10 meses o senhor agravou a tarifa de energia a unica coisa que levamos anos a pensarmos que era nossa mas que afinal de conta não era nossa coisa nenhuma. O que me deixa mais fustrado é que os senhores e os vossos trabalhadores tem uma percentagem diferenciada de o resto do povo, afinal nós os sem terra ou patria como vamos viver se tudo para nós esta ser dificultado!

Os senhores incluíram os descontos de taxa de radio, lixo automáticos na compra de energia mas nunca vi ninguém de vós a vir recolher o lixo na minha casa e para piorar nem radio tenho em minha casa para pagar a tal da taxa da radio. Para alem disso tudo tenho de lamentar que na minha casa não tenho nada que polui o ambiente tanto sonoro tanto natural senão suportar o meu vizinho que modernizou o batuque pelos microfones que também são de usos de diabos ou maus espíritos que manifestas naquela tal de igreja.

Senhor presidente por favor poupe-nos desta escravidão não declarada que dia pois dias nos coloca numa condição desfavorável e sem norte, deixe nos sentirmos o que os nossos pais deram as suas vidas a tentar nos trazer para que nós os sem patenças posamos rescaldar em nome da democracia e dão da hipocrisia.

As vezes digo que era melhor a EDM quando estava na gestão dos portugueses ou alias certas coisas foram bem geridos pelos portugueses do por nós moçambicanos. Sei que muito vão me interpretar muito errado mas os factos revelam isso porque muitos de nós somos movidos de ganancias e poderes e vontades de ver os outros na miséria para lhes pisar.

Desde o dia que se declarou que a Cahora Bassa era nossa vi que que a desgraça era nossa e o patrão era o escravo que nunca saio da senzala que se se achar Senhor dos seu irmãos.



Sanjo Muchanga
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O Poeta e o Patrono






Ao Affonso Romana Santanna



Ao meu grande amigo e poeta de todos os tempos Affonso Romano Santanna, que me acompanha sempre nos caminhos da leitura e da escrita.

Primeira, quero agradecer a essa gente querida que nos tem lido e visto como pessoas do outro planeta o que não somos, embora compartilhamos de pensamentos e filofofias que criam a magia na poesia que escrevemos ou temos o prazer de levarmos nas pessoas que nos amam a lua em imaginação. Não quero aqui dizer que somos extraterrestres ou deuses da literatura moderna ou contemporanea, muito pelo contrário somos tão aprendizes quanto os que busca estilos e figuras nas suas civilizações imaginárias em cada escrita.

Affonso, podem até me questionar como temos conversados sobre as nossas criações literárias ou filosoficas, uma vez que se trata de duas pessoas ou personalidades, se é que somos, com formações, profissões bem como culturas e continentes diferentes. Ora não é pragmática a minha resposta aos que procuram lugares em coisas ou coisas em lugares que não existem. Realmente somos formados e exercemos profissões diferentes, uma vez que me Formei em Teologia e sou Funcionário Público e o Affonso é professor, Ensísta, Cronista e formado em Jornalismo. Mas como a literatura não tem limites e nem sabe nada da cultura, raça, civilizações e outras ciências da vida ou da filosofia.

O certo é que temos a tecnológia que nos transforma em mágicos e deuses sem sabermos fazer a mágia e operarmos milagres, não somos ilusionistas, nem somos sonhadores, embora o que nos assemelha aos sonhadores e aos ilusionistas é o minuto que temos para pensar na vida que nos é digna de viver. Hoje tenho a honra de lhe estudar como meu patrono, amanhã alguém me estudará assim como lhe estudo e não importa se me compreenderá assim como não lhe compreendo, porque a literatura é uma profecia e a regra da vida é circular.

Não damos importancias a coisas banais ou a mundos dos egos e ilusionistas mas das vidas e criamos o mundo para esses egos e coisas, por isso que ninguem nos entende ou compreende, porque profanamos verdades aos homens que se deixam cegar com as vaidades e paixões da estagnação mental e intelectual.

Affonso não sei quando voltaremos a falarmos destes absurdos que fazem as nossas vidas serem vidas e lendas de poesias, poemas, cronicas, ensaios e até mesmo entrevista, porque onde cruzam os vulcões há vestigios sugiro que deixemos nossas mentes falare literalmente ao mundo que nos faz sermos nós.

Sanjo Muchanga
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