Sanjo Muchanga, nascido aos 4 de Março de 1986, em Moçambique, província de Maputo, residente na Cidade de Maputo, Bacharel em Teologia Livre, Curso Literatura e Cinema, Administração de Recursos Humanos, Funcionário Público, Poeta e Escritor, com participações em Antologias de Solar de Poetas, Som de Poetas, Palavras de Veludos, ALPAS…, Colectânea Horizonte, Colectâneas Leveza da Alma, o Mundo dos Sonhadores, Espaço de Poeta…, Revistas Literárias Trupe Reticências em Versos, Folhinha Poética, Entrementes, Soletras Revista de Ouro... Distinguido duas vezes pela Solar de Poetas e reconhecido com mérito pela Solar dos Poetas e Espaço de Poeta Jorge Guedes, certificado pela Sociedade Mundial de Poetas pela participação na colectânea Leveza da Alma, destacado pelos Poetas que Amam e Choram e duas vezes pela Academia Virtual de Letras e Artes e Cultura. Vencedor em 1º lugar do Concurso de Conto de Casino VegasMaster, vencedor em 1º lugar do Apogeu de Poético da AVL, Vencedor em 3º lugar do Concurso Literário da Casa de Cultura Brasil e Portugal de São Paulo, um dos 10 vencedores do Concurso de Poesia ICMA/CCFM, vencedor duas vezes em 3º lugar e uma vez em 2º Lugar no concurso mensal de Apogeu Poético da AVL, membro da Academia Virtual de Letras-AVL, concorrente do Prémio Miau 2017, concorrente do Prémio Fernando Leite Couto 2017. É Presidente e Membro criador do Movimento Literário Ensaísta Kamubukuane .
Lista de Poemas
Aos Amigos dos Meus Amigos
Nasci com sede de fazer alguma coisa que preste, por isso escolhi a literatura para me aturar, mas não sei o que pode ser certo para mim, porque ao escrever sofro muita crítica, desde a prosa, a poesia, a trova, o ensaio e os outros estilos literários. Alguns exigem sempre de mim muita leitura, mas como posso ler se não tenho livros para ler. Se um dia me desse a oportunidade de ter o meu próprio livro editado com perfeição, talvés me seria muito grato ao ler-o ene vezes sem o deixar empobrecer de correcções e analises.
Mas como não me foi dada a oportunidade de o ter, e porque ainda nao escrevi nada que o possa compor, ao menos me deem a oportunidade de lerem os meus pobres escritos, que no meu ver nao carregam nenhum ressentimento, nenhuma solidao, nenhum vario e muito menos desperta curiosidades de serem analizados como regem os as caracteristicas literarias e academicas, pela simplicidades que os identifica como o proprio autor.
Se por ventura acharem uma aventura neles, agradeço a franqueza de me anunciarem para que nao me venha a renuncia precoce, como a que tenho visto dos outros jovens poetas ou escritores que alias, inspiram os outros jovens poetas e escritores, os ditos poetas emergentes: uma designação muito opaco no meu ponto de vista para a nossa geração de faz de conta sou isto que nao isto, porque nao sei o que é isto que acho que não é nada.
Porque ninguem pode aconselhar aos outros a deixarem de ser isto que muitos pensam que é melhor serem, talves me recomendam uma emenda nos meus escritos como o fez o Reiner Maria Rilke ao jovem poeta Franz Kappus, nao disse que nao escrevi poemas, nao deixou se perder ao que viria a ser com criticas infudadas de escrever mal, ou queimar os seus pobres escritos como muitas das vezes o fazemos aos actuais jovens poetas e escritor.
Também resalvo a importância de alucidar aos meus jovens amigos que amanhã seremos poetas ou escritores, se de facto sabermos porque escrevemos, qual é a razão dos nossos escritos, sera que escrevemos para merecermos aplausos, links ou o nome de que somos o que na verdade não somos? Pode ser muito cansativo ler tantas vezes as mesmas porcarias de um desequilibrado que tenta ganhar equilibrio ao que tem escrito, mas digo vale apena ser louco ao enves de ser psiquiatra ou pscoloco que a maior loucura reside no saber os motivos de ser louco, logo sofrem essa epedemia de razão que nao lhe pertence e ficam loucos.
Já que é notório o rompimento de busca de conselho dos mais velhos na nossa literatura como o Franz Kappus o fez ao Reiner Rilke, quando lhe confiou os seus textos para que o dissesse se estava num bom caminho de ser poeta ou não se a resposta fosse negativa renunciava a sua vontade de quer o ser, o que não aconteceu, talves posso aqui me ariscar a falar dum aspecto muito importante no meu ponto de vista, que é muito fustrante, isto é, aqui politicalizamos a literatura de geração em geração, fora a isso cortamos as asas de quem tem votande de um dia ser poeta ou escritor.
Assim como também estragamos o rumo do desenvolvimento da nossa literatura quando excluímos a leitura e a critica do que escrevemos antes de o fazermos chegar aos nossos leitores como o caso desse texto que me arrisco a vos enviar. Existe Maquiaveis, Aristotiles, Platões ou por outra filosofos e criticos da nossa literatura juvenil para o seu efatismo e existem academicos para darem meritos e glorias a nossa literatura adulta, afinal filho de um afibio afibio é e porque desse tratamento diferenciado:
1º aspecto, O critico do Barcelona e adepto do Real
2º aspecto, O professor do meu filho é meu aluno ou foi meu aluno.
3º aspecto, Não existe urgencia ao um pobre de todos aspectos.
Para terminar a minha loucura e vontade de escrever sempre estas coisa, digo o rico pode ser atendido na clinica e o pobre numa unidade sanitaria rural, o certo é que ao morrerem vao ao mesmo cimiterio e sofrerão a mesma decoposição.
Escrever é uma vontade
Ler é uma obrigaçao
Critica é uma certificação
Do que relamente escrevemos!
Sanjo Muchanga
296
Ao PCA de EDM
Senhor Presidente, sei que muitos presidente não dão ouvidos as seus povos quando reclamam ou choram sobre um determinado assunto. Mas como sei que o senhor sai deste povo que hoje chora no seu mandato, quero através desta minha humilde carta pedir que tenha misericórdia de nós caso não pelo menos tenha compaixão apesar de saber que esta última quem o teve foi Cristo. Porque também tenho a certeza que é crente e confia no mesmo Deus e no seu filho Cristo quero esperar que me oiça.
Por varias vezes as coisas aqui no nosso país tende a subir e nunca descem, antes alegavam a subida do dólar, ora as divida ocultas que nós como povo não sabemos nada isso, porque em nossas casas não matabichamos, almoçamos e nem jantamos com a politica. O que nos interessa é ter um pão para chá e uma xima para jantar o resto que se dane.
Agora voltado 10 meses o senhor agravou a tarifa de energia a unica coisa que levamos anos a pensarmos que era nossa mas que afinal de conta não era nossa coisa nenhuma. O que me deixa mais fustrado é que os senhores e os vossos trabalhadores tem uma percentagem diferenciada de o resto do povo, afinal nós os sem terra ou patria como vamos viver se tudo para nós esta ser dificultado!
Os senhores incluíram os descontos de taxa de radio, lixo automáticos na compra de energia mas nunca vi ninguém de vós a vir recolher o lixo na minha casa e para piorar nem radio tenho em minha casa para pagar a tal da taxa da radio. Para alem disso tudo tenho de lamentar que na minha casa não tenho nada que polui o ambiente tanto sonoro tanto natural senão suportar o meu vizinho que modernizou o batuque pelos microfones que também são de usos de diabos ou maus espíritos que manifestas naquela tal de igreja.
Senhor presidente por favor poupe-nos desta escravidão não declarada que dia pois dias nos coloca numa condição desfavorável e sem norte, deixe nos sentirmos o que os nossos pais deram as suas vidas a tentar nos trazer para que nós os sem patenças posamos rescaldar em nome da democracia e dão da hipocrisia.
As vezes digo que era melhor a EDM quando estava na gestão dos portugueses ou alias certas coisas foram bem geridos pelos portugueses do por nós moçambicanos. Sei que muito vão me interpretar muito errado mas os factos revelam isso porque muitos de nós somos movidos de ganancias e poderes e vontades de ver os outros na miséria para lhes pisar.
Desde o dia que se declarou que a Cahora Bassa era nossa vi que que a desgraça era nossa e o patrão era o escravo que nunca saio da senzala que se se achar Senhor dos seu irmãos.
Sanjo Muchanga
332
Celebração
A dia faz a festa
Olha que não manifesto
Este protesto igoista
Que me dá fermento
A lua brilha ao pomar
Os gatos miam ao redor
A gitarra ginga ao amor
Que transborda ao luar
A madrogada embriaga
Todos ao meu redor
Os corpos suam ao assobio
Desta estupida cantiga
É festa todo mundo dança
Menos eu e a minha solidão
No brinde da modesta canção
Que morre sem vingar a taça.
Sanjo Muchanga
259
O Poeta e o Patrono
Ao Affonso Romana Santanna
Ao meu grande amigo e poeta de todos os tempos Affonso Romano Santanna, que me acompanha sempre nos caminhos da leitura e da escrita.
Primeira, quero agradecer a essa gente querida que nos tem lido e visto como pessoas do outro planeta o que não somos, embora compartilhamos de pensamentos e filofofias que criam a magia na poesia que escrevemos ou temos o prazer de levarmos nas pessoas que nos amam a lua em imaginação. Não quero aqui dizer que somos extraterrestres ou deuses da literatura moderna ou contemporanea, muito pelo contrário somos tão aprendizes quanto os que busca estilos e figuras nas suas civilizações imaginárias em cada escrita.
Affonso, podem até me questionar como temos conversados sobre as nossas criações literárias ou filosoficas, uma vez que se trata de duas pessoas ou personalidades, se é que somos, com formações, profissões bem como culturas e continentes diferentes. Ora não é pragmática a minha resposta aos que procuram lugares em coisas ou coisas em lugares que não existem. Realmente somos formados e exercemos profissões diferentes, uma vez que me Formei em Teologia e sou Funcionário Público e o Affonso é professor, Ensísta, Cronista e formado em Jornalismo. Mas como a literatura não tem limites e nem sabe nada da cultura, raça, civilizações e outras ciências da vida ou da filosofia.
O certo é que temos a tecnológia que nos transforma em mágicos e deuses sem sabermos fazer a mágia e operarmos milagres, não somos ilusionistas, nem somos sonhadores, embora o que nos assemelha aos sonhadores e aos ilusionistas é o minuto que temos para pensar na vida que nos é digna de viver. Hoje tenho a honra de lhe estudar como meu patrono, amanhã alguém me estudará assim como lhe estudo e não importa se me compreenderá assim como não lhe compreendo, porque a literatura é uma profecia e a regra da vida é circular.
Não damos importancias a coisas banais ou a mundos dos egos e ilusionistas mas das vidas e criamos o mundo para esses egos e coisas, por isso que ninguem nos entende ou compreende, porque profanamos verdades aos homens que se deixam cegar com as vaidades e paixões da estagnação mental e intelectual.
Affonso não sei quando voltaremos a falarmos destes absurdos que fazem as nossas vidas serem vidas e lendas de poesias, poemas, cronicas, ensaios e até mesmo entrevista, porque onde cruzam os vulcões há vestigios sugiro que deixemos nossas mentes falare literalmente ao mundo que nos faz sermos nós.
Sanjo Muchanga
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