Sbbshahaba

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n. , Porto

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emotiva



Não sei o que quero 

Nem o que espero 

Vivo todos os dias 

Sem aparente razão 

Não tenho ninguém que me espere

Ninguém que valorize a desgraça 

Que me consume e me amassa 

Dia após dia sem descanso 

Quanto mais viver me custa 

Mais eu emotiva eu danço 
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Poemas

17

Amanhã é outro dia

Deixa o choro 
Acaba com o pranto 
Mata essa dor que te arde no peito
Sorri a pensar no quanto ele te fez sorrir
Relembra todo o bem que já foi feito 
Dorme e ignora a tristeza 
Lembra te dele e da sua beleza 
Adormece na covardia 
Finge a felicidade 
Ignora o quanto a vida é fria 
Na esperança que amanhã seja outro dia
304

sem titulo

Queria ter uma mente banal 
Feliz com o essencial 
Pouco importada com a alma e o espiritual 
Não vejo benefícios em assim ser 
Ser assim só me priva de viver 
Não sei o que se passou no meu intelecto 
Sinto me usada 
Sinto me um objeto 
Usada por esta sociedade imoral 
Estou desiludida e revoltada 
Com a vida no geral
274

sem título

A arte é tão imensa 
E eu insignificante 
Perco me nela
Em cada instante 

Sou imatura,
Sou insegura 
Transbordo emoção e não sei aplicá la,
Sinto a raiva mas não sei pensá la
Não há esboço 
O piano não o ouço 
Música parou
Disco não gira 
Menina de cantar deixou 
Menina jamais sorrira 
A menina naquele dia só chorou 
309

Sem título

Não sei o que mais hei de pensar
Que linha tênue entre o que está certo ou errado
Estou revoltada,
Estou com o punho cerrado
Estou perdida
Tenho que me encontrar
É o que mais digo
É o que mais exijo
Talvez ainda não esteja na idade
Talvez me lamente por vaidade
Mas que desconforto
Não saber quem sou
Espírito morto
Alma desaparecida,
Voou
280

Sem título







No dia em que morrer
O que haverá para valorizar ?
Nunca soube o que ser
Será que alguém nota no esforço
Que é pra mim viver ?
Se representar a minha vida num esboço
Desenharei me a arder

Todos têm pena
Da moça que sente demasiado
Todos dizem que passa
A dor que senti no passado
Todos me falam
Mas nenhum sente os traumas que tanto me abalam
Não me digam o que sentir
Sou sensível
Sou frágil , fácil de partir
Talvez previsível
As minhas queixas não mudam
Mas as feridas também não se curam
São fundas ,
Profundas
Mágoa ao olhar para trás
É como uma faca
A dor já não me incomoda
É me indiferente ,aliás



305

Sem título

Se amasses
Amarias me ?
Se chorasses
Chorarias me ?

Disseste me para partir
Porque não aguentavas mais o meu sofrimento
Disseste me para ir
porque já não suportavas mais o meu lamento
Talvez por teres empatia,
Palavras são escassas
para expressar oque por ti sentia

Jamais entenderei a tua alma
Não que as almas sejam de entender
Não que as almas sejam de perceber
Mas não houve nada que me aproximasse
Nada que te fizesse meu
A tua dor que é minha também
Fez de mim refém
Porém continuo a desconhecer
O que tanto te impede e faz sofrer
Questiono como dei tudo
A alguém que no amor é mudo
Estou rota sem rota
Estou cansada de viver
Estou morta
280

gótica de coração

Mesmo usando a mais viva cor  

Sou a mais gótica  

Não é preciso preto

É só preciso rancor 

Ser gótica 

É ser caótica no interior 

Obscura e sem amor

Coração sombrio  

Mesmo usando o mais ordinário branco 

Serei sempre a mais gótica 

A Mais confusa e psicótica 

Estou interiormente ofuscada 

Não importa o quanto esteja eu iluminada 

Não há cura para o escuro do meu coração 

Não há quem me valha 

Não tenho possível salvação 

Vivo em ilusão 

Vivo sem conformação 

Sou gótica de coração
655

emotiva



Não sei o que quero 

Nem o que espero 

Vivo todos os dias 

Sem aparente razão 

Não tenho ninguém que me espere

Ninguém que valorize a desgraça 

Que me consume e me amassa 

Dia após dia sem descanso 

Quanto mais viver me custa 

Mais eu emotiva eu danço 
651

Sem título

Transbordo covardia 

Sofrer já é mania 

Por maior que seja a desolação 

Ao teu lado tudo é ténue (suave)

Não há dor que me faça chorar 

Não há dor que me faça falar 

Não há mais espinho que se crave 

Nestas minhas costas já tão cravadas

Depois de tantas mágoas sentidas 

Quero te deixar para trás 

Quero de volta a minha paz 

Não sei se tamanha revolta vem de dentro de mim

Ou se vem de dentro do rapaz
618

Sem Título

Talvez me cruze com alguém com modos que realmente me agradem 

Para se juntar a mim e às minhas desolações,

Às minha inúteis reflexões 

Durante os longos invernos e repentinos verões 

Partilharíamos cigarros 

Pensamentos bizarros 

Enumeraríamos cometidos erros passados

Falaríamos da arte

E talvez do amor 

Falaria da dor que foi amar te 

E do vazio que sinto desde de que decidi deixar-te 
624

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