shadowoftheworld

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n. 1999 BR BR

n. 1999-11-12, Sao paulo

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Keeping myself silent
While I see you disappear
How can you fight violence 
When your feelings are near?

I beg and cry
I am treasured by your soul
I can't understand why
Why can't we be alone

My words are guiding me
Where is the voice I can't find?
My eyes could deeply see
My soul fights away my mind

I feel you here
I find the voice underneath my soul
While I disappear
Your soul is ready to go
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Biografia
Arcturiana/orioniana
Infj

Poemas

12

Sombra


Olhei e observei uma lembraça
O momento já não me faz falta
Em meu ser habita uma criança
Do além ouço uma voz alta

Da sombra que vejo, um alívio se torna
Quase que passa despercebida
Escrevendo, em minha alma reforma
Agora tenho de apreciar a sua ida
180

Não sei mais como sentir

Nas tristezas do mundo mergulhei
De noites escuras, fugi
A cada alma procurei
A cada pedaço, reparti

Em eterna escuridão meu ser permeia
A cada lampejo de luz me cubro de esperança
Sempre que as vejo meu coração anseia
Anseia por alguma mudança

Eu vi uma parte de mim que preferia não mostrar
Parece comigo, ainda que seja outro ser
Quero logo a mim encontrar
Quero a mim esquecer

A cada demônio que carrego
A cada dia que passa
A tudo me entrego
A tudo que minha alma faça
847

Cansada

De encontros tento me encontrar
De acasos começo a perder
Talvez uma hora, recomeçar
Ao que era, deixo de ser

Da maneira que vou, paro
Do jeito que penso, sinto 
Para mim não está claro
Sigo aquilo que permuto

Em meu céu não há paraíso
Em minha morada o não santuário
Talvez um dia perca o juízo
Talvez me encontre em meu obituário
1 106

Ainda te preservo

E se você não for o que pensava? 
E se eu estiver errada?
Devo reconhecer que não esperava
Não sei como te perder de novo

Devo perguntar o porquê
Para poder perceber 
Um pouco de mim em você
Em você aos poucos sem querer

Não consigo te reconhecer
Agora a observo
Você se foi há muito tempo
Meu amor a ti preservo

Ainda conservo o que antes era
Não te ouço chamando
Não aguarde a minha espera
O tempo está acabando

Antes lhe perder que me perder
Espero que não se esqueça de mim
Me perco ao me esquecer
Nisso hei de por um fim
363

Acordar

No hinduísmo, renascer
No budismo, despertar
Para Nietzsche, deixar morrer
Para Aurora é cantar

Em corpo crístico procure entender
O que é em sua exatidão
Ser ou deixar de ser
Se perder na imensidão

Na astronave viajar
Em multidões se esconder
Da tristeza se embriagar
De si se esquecer

De diferentes modos, posso dizer
O que é esse processo?
Sempre volta a aparecer
Sempre cai em retrocesso

Talvez só caiba a intenção
Tudo o que basta é recomeçar
Abre-se uma nova dimensão
Procura-se um novo lar
335

Vago

Procuro profundamente
Procuro entender 
Caminho intensamente
Quero a minha alma reacender

A vida me deixou ansiosa
Tudo aos poucos me entristece
Encarecidamente despretensiosa
Procuro entender o que acontece

Não olhei perto o suficiente 
Na verdade estava dormindo
Meu estado era inconsciente
Da verdade estava fugindo

Só, estabeleço uma conexão comigo
Penso, paro e tento
Na ausência de um amigo
Sinto novamente o vento

Não fico nervosa
Nada há de restar, afinal
Há uma alma caridosa
E com ela me encontrarei no final
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Morrer

Hei de morrer um dia
Talvez esse dia chegue em breve 
Não quero que o sofrimento me persiga
Deixarei que a energia me leve

Hei de morrer um dia
Não conseguirei me entristecer
Talvez esteja lá para ver 
Meu verdadeiro eu, conhecer

Me pergunto como seria
Tudo escuro, paz completa
Êxtase e uma luz veria
Tudo certo, coluna ereta

Hei de morrer um dia
Talvez velhinha estarei
Hei de sentir alegria?
Ora, pelo menos tentei

Enquanto penso em minha morte
Ora, penso como seria
Talvez com um pouco de sorte
Com vida, sairia
1 164

Ser que habita em mim

O ser que habita em mim
Me pega desprevinida a qualquer hora
Veio como um mal súbito ruim
E logo foi embora

Ele é meio desajeitado 
Ainda que seja amigável
Meu corpo tomou emprestado
Minha alma tornou amável

Tomou conta de tudo por um instante
Me tirou o ar, também
Tive de tomar um calmante
Sua caminhada era um pouco além

Com um chacoalhão foi embora
Foi um aviso do Universo
E como vai sem demora
Partiu-se sem verso

Me lembrou de algo importante
Me lembrou e foi embora
A tudo que há em um instante
Estive no agora
1 109

Uma parte de mim

Sinto sua falta
Já não a sinto tão boa
Já não a sinto tão alta

Por um deslize te perdi
Em meio ao caos, chorei
Em tiras, reparti
E um pouco mais cortei

Não consigo mais falar,
Ainda que tanto amei
Não consigo mais cantar
Ainda que tanto tentei

A pior das mortes é a que vivo
Meio viva, viva-morta
Não sei mais se consigo
Ainda te espero na porta
1 121

2018

Pensei que não voltaria 
Depois de tanto problema que causou 
Ao citar Ustra, ria 
Nosso país deslizou 

Procurando os direitos do Brasil 
Olhava para o céu amedrontado 
Em seu estado mais pueril
Enquanto um ria o outro, calado 

Recentemente jogaram os pontos 
Seu envolvimento estava notável 
Marielle entre os mortos 
Seu crime, justificável

Indígenas mortos, florestas devastadas 
Estavam cegos o tempo inteiro 
Conservando sangue de tribos destroçadas
Tudo o que importa é dinheiro
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Comentários (4)

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CORASSIS

Adotei a grata poetisa poeticamente falando

shadowoftheworld

Muito obrigada! ^_^

nilza_azzi

Lirismo pleno, num poema muito bem trabalhado. Aproveito o ensejo para agradecer a visita.

CORASSIS

sua vocação é ser poeta