shadowoftheworld

shadowoftheworld

n. 1999 BR BR

n. 1999-11-12, Sao paulo

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Keeping myself silent
While I see you disappear
How can you fight violence 
When your feelings are near?

I beg and cry
I am treasured by your soul
I can't understand why
Why can't we be alone

My words are guiding me
Where is the voice I can't find?
My eyes could deeply see
My soul fights away my mind

I feel you here
I find the voice underneath my soul
While I disappear
Your soul is ready to go
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Biografia
Arcturiana/orioniana
Infj

Poemas

13

Sozinha

Já que tudo há de ir, venho ficar
Ficar mais um pouco 
Sozinha
Ah, a calmaria!
824

Perdida

A cada dia que passa mais sinto
Minha alma anseia por calma
Eu não penso e não minto 
Já não consigo deixar minh'alma

É um medo que paralisa, que destrói
Tento me reconstruir pedaço por pedaço
Aos poucos o veneno de minh'alma me destrói 
Já não consigo redesenhar os passos
167

Canção

A voz do infinito ouvi cantar 
Seu som me carregou para toda a imensidão 
A ouço sem precisar falar
Me esqueço e me encontro mais um pouco, então
316

Azul

O azul me cobre por inteiro
Sinto sua fina camada partindo-se em minha pele, enfim
Me prendo e me esqueço em seu cheiro
Logo começo a olhar para mim

Aos poucos reencontro minha memória
Observo minha respiração nesse momento
Me deixo partir e crio uma história
Sinto suas cores preenchendo meu peito

A mais ínfima gota prende meus pés no chão
Ainda encontro sons que ressoam dentro de mim
Com a cabeça nas nuvens me retiro da escuridão
Descubro que por onde passo, nada há de ter um fim
382

Awakening of the soul

A cada nota, mais percebia
Via tudo o que dizia
Minha alma agora recebia
Minha pele já se partia

Tão iluminado fez o chegar
Tão simples foi a harmonia
Paralelas vidas vi passar
A solidão já não me preenchia

Entre minutos, pensei
Entre mundos, procurei
A cada verso mais amei
A minha essência derramei

Se pudesse dizer o que disse ao mundo
Se pudesse falar o que vivi
Em meu estado mais profundo
Em cada verso, reaprendi
650

Querer e não ser livre de mim

Sinto no princípio de meu ser um medo alarmante
Ele vai muito além de nossa essência
Ele faz barulho e é constante
Me tira de minha própria consciência

Medo que incapacita, que corrói
A vida que distribui segredos
A morte em vida é o que me dói
Da morte já não consigo mais ter medo

A oposição que carrego dentro de meu ser
Faço de mim uma história
De passados não consigo mais viver
Sou um fantasma sem memória

Vasculho as razões para me prender
Procuro razões para ficar
Me esqueço de me entender
Já não lembro de me encontrar

Sigo fugindo, tentando falar
Mergulhando entre o tempo
Esperando o fim
Procurando amar
Flutuando com o vento
1 055

Por um sinal

Presa novamente
Esquecida
Só, dormente
Sem vida

Encarcerada em minha própria solidão
Em garras de um medo constante 
Com vozes e emoção
Provindas de um futuro distante

Me perco
Aguardando sem ficar
Procurando sem saber
Flutuando sem passar
Vigiando sem ver

Sem nada a me esquecer
Sem rua ou lugar
Nada a se perceber
Apenas a se encontrar
820

Melodia

Em uma simples melodia 
Ressurgiu uma velha história
A cada nota mais sentia
Um passado sem memória

Em um lugar não muito distante
Onde minha vida dava um nó 
Não conseguia seguir adiante 
Me perdi e fiquei só 

Precisava voltar
Sem parâmetros para onde ir
Voltando a procurar
E o som começava a seguir

Por mil anos segui assim
Procurando 
A cada minuto sem fim
Encontrando 

Em todas as vezes em que voltar
Não me preocuparei
Uma hora hei de encontrar
Encontrar aquilo que deixei
223

Mais do que um credo

Pelas águas do caminho deslizei
Um pouco mais segui
Entendi o que era e não o que pensei

Que fosse!
Deixei partir, então
Segui em frente
Sem amor e sem razão

Pensei seguir adiante
Com um sentimento inconstante
Sem perceber

Continuei à deriva
À busca viva
E adentrava mais para ver

Perante meus olhos
Já partidos pela emoção
Voei alto
E em cada salto
Caí em contradição

Precisei perceber
Nessa ocasião não bastava ser
Perdi a direção

Passei pelos meus medos
Viajei por horas a fio
Sem perceber que toda fala
A que mais cala
Deixa de lado a razão

Vi cores infinitas no amanhecer
Ouvi
Sons que pensei já estarem extintos
Senti
A cada minuto paz na imensidão
E parti
247

Fuga de mim

Caindo em sono profundo
Extasiada pelo silêncio 
Só, por um segundo
Penetrando o medo
Segurei a balança do tempo
E por um breve momento
Não tive de partir

Como tudo tende a ir
Segurei-me inteiramente
Precisava logo seguir

Em meu estado de vigia
As luzes se apagaram
Não conseguiria seguir assim
Segurei as partes que preenchia
Para que não seguisse sozinha

As cartas do tempo caíram, então
As vozes começaram a aparecer
Meus demônios me seguiram
E mais uma vez voltei a me prender

Carreguei toda a existência
Pensei em fugir, enfim 
Em minha impermanência 
Comecei a fugir de mim 
304

Comentários (4)

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CORASSIS

Adotei a grata poetisa poeticamente falando

shadowoftheworld

Muito obrigada! ^_^

nilza_azzi

Lirismo pleno, num poema muito bem trabalhado. Aproveito o ensejo para agradecer a visita.

CORASSIS

sua vocação é ser poeta