shadowoftheworld

shadowoftheworld

n. 1999 BR BR

n. 1999-11-12, Sao paulo

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Keeping myself silent
While I see you disappear
How can you fight violence 
When your feelings are near?

I beg and cry
I am treasured by your soul
I can't understand why
Why can't we be alone

My words are guiding me
Where is the voice I can't find?
My eyes could deeply see
My soul fights away my mind

I feel you here
I find the voice underneath my soul
While I disappear
Your soul is ready to go
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Biografia
Arcturiana/orioniana
Infj

Poemas

6

As ondas de possibilidade começam ao anoitecer

Aos poucos entendi
Aos vestígios que senti
Elas voltaram a aparecer

A dança espiral
Formou-se transcedental
Ao sol, à lua, aos céus

A serpente
Que começa na gente
Tentou aparecer

Em lua crescente
Com um som aparente
Conseguimos a deter

Enquanto aos deuses começamos a chamar
Voltamos a cantar
A música que ouvimos

Ancestrais tiveram coragem
De estabelecer essa viagem
Que inconscientemente sentimos
439

Caverna

Sair da caverna
Faz-se mais difícil do que parece
Em um mundo cercado por sombras
Demasiado faz-se o sofrer

O manto de ilusões nos cobre por inteiro
A vida torna-se escura
Tudo se torna perecível
Apenas nos resta o saber

Na ausência a vida se torna evidente
Aqui tudo se torna igual
Tudo de essencial se faz equivalente
A tudo que não podemos ver

Das brechas que se abrem pouco se vê
Das vozes que se partem pouco se ouve
As luzes permanecem quase sempre apagadas
Há sempre como retroceder

Mas sempre que a luz retorna, faz morada
Despe-nos de tudo
Das nuvens foscas, dos olhares amedrontados, do som que nos carece muito
E tudo volta-se a aprender
E isso hei de reconhecer
419

Refúgio

Lá no fundo
No centro do universo
Próximo ao oceano ancestral
Onde o mundo fazia-se disperso
De tudo fez-se colossal

Ouviram a triste sinfonia
Da fome e da carência
As cores perderam harmonia
De cinzas fez-se sonolência

Caminharam em sintonia
Tiraram o véu da ilusão
Entregaram-se à harmonia
Desprenderam-se da razão

Pertenciam a solo estrangeiro
Aos poucos as fizeram caminhar
Em um lugar verdadeiro
As flores retornaram ao mar
153

Sofrer

É como um violino tocando incessantemente
Tudo que ressoa é eterno sofrer 
É como se a vida se fizesse permanente
E ela não conseguisse mais viver
950

Encontro

A levei tão suavemente
A carreguei por toda uma dimensão
A entreguei encarecidamente
Novamente, para sua imensidão

Não me esqueci completamente
Não me esqueci de estar
Não me encontro mais dormente
Aos poucos reaprendi a ficar

Aos poucos comecei a ir
De novo aprendi a falar
Lentamente comecei a sentir
Agora volto a pensar

Alto, então
Agora, ao que precisar
Os caminhos não foram em vão 
Estou de volta ao lar
448

Perder a razão

Em estrelas estou a divagar
As razões pelas quais passei se esvairam 
Não olho muito a procurar 
Novas questões surgiram 

O estar é tudo que tenho
O amar é o que me resta
Dos céus é de onde venho
Minha alma caminha com pressa

Penso e penso sem notar
Até às paredes estou a perguntar
Querendo ir e estar
E me contentar ao que restar

Caminho sem saber por quê
Danço perdendo os passos
Daqui nada se vê
Tento redesenhar os traços

As coisas se perdem na escuridão
Não sei mais ao que temer
Criei barreiras na imensidão 
Talvez um dia poderei ser
Talvez um dia me perca a razão
Talvez um dia volte a ver 
Talvez um dia tenha permissão
300

Comentários (4)

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CORASSIS

Adotei a grata poetisa poeticamente falando

shadowoftheworld

Muito obrigada! ^_^

nilza_azzi

Lirismo pleno, num poema muito bem trabalhado. Aproveito o ensejo para agradecer a visita.

CORASSIS

sua vocação é ser poeta