shadowoftheworld

shadowoftheworld

n. 1999 BR BR

n. 1999-11-12, Sao paulo

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Keeping myself silent
While I see you disappear
How can you fight violence 
When your feelings are near?

I beg and cry
I am treasured by your soul
I can't understand why
Why can't we be alone

My words are guiding me
Where is the voice I can't find?
My eyes could deeply see
My soul fights away my mind

I feel you here
I find the voice underneath my soul
While I disappear
Your soul is ready to go
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Arcturiana/orioniana
Infj

Poemas

18

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No hinduísmo, renascer
No budismo, despertar
Para Nietzsche, deixar morrer
Para Aurora é cantar

Em corpo crístico procure entender
O que é em sua exatidão
Ser ou deixar de ser
Se perder na imensidão

Na astronave viajar
Em multidões se esconder
Da tristeza se embriagar
De si se esquecer

De diferentes modos, posso dizer
O que é esse processo?
Sempre volta a aparecer
Sempre cai em retrocesso

Talvez só caiba a intenção
Tudo o que basta é recomeçar
Abre-se uma nova dimensão
Procura-se um novo lar
335

Vago

Procuro profundamente
Procuro entender 
Caminho intensamente
Quero a minha alma reacender

A vida me deixou ansiosa
Tudo aos poucos me entristece
Encarecidamente despretensiosa
Procuro entender o que acontece

Não olhei perto o suficiente 
Na verdade estava dormindo
Meu estado era inconsciente
Da verdade estava fugindo

Só, estabeleço uma conexão comigo
Penso, paro e tento
Na ausência de um amigo
Sinto novamente o vento

Não fico nervosa
Nada há de restar, afinal
Há uma alma caridosa
E com ela me encontrarei no final
181

Morrer

Hei de morrer um dia
Talvez esse dia chegue em breve 
Não quero que o sofrimento me persiga
Deixarei que a energia me leve

Hei de morrer um dia
Não conseguirei me entristecer
Talvez esteja lá para ver 
Meu verdadeiro eu, conhecer

Me pergunto como seria
Tudo escuro, paz completa
Êxtase e uma luz veria
Tudo certo, coluna ereta

Hei de morrer um dia
Talvez velhinha estarei
Hei de sentir alegria?
Ora, pelo menos tentei

Enquanto penso em minha morte
Ora, penso como seria
Talvez com um pouco de sorte
Com vida, sairia
1 164

Ser que habita em mim

O ser que habita em mim
Me pega desprevinida a qualquer hora
Veio como um mal súbito ruim
E logo foi embora

Ele é meio desajeitado 
Ainda que seja amigável
Meu corpo tomou emprestado
Minha alma tornou amável

Tomou conta de tudo por um instante
Me tirou o ar, também
Tive de tomar um calmante
Sua caminhada era um pouco além

Com um chacoalhão foi embora
Foi um aviso do Universo
E como vai sem demora
Partiu-se sem verso

Me lembrou de algo importante
Me lembrou e foi embora
A tudo que há em um instante
Estive no agora
1 109

Uma parte de mim

Sinto sua falta
Já não a sinto tão boa
Já não a sinto tão alta

Por um deslize te perdi
Em meio ao caos, chorei
Em tiras, reparti
E um pouco mais cortei

Não consigo mais falar,
Ainda que tanto amei
Não consigo mais cantar
Ainda que tanto tentei

A pior das mortes é a que vivo
Meio viva, viva-morta
Não sei mais se consigo
Ainda te espero na porta
1 121

2018

Pensei que não voltaria 
Depois de tanto problema que causou 
Ao citar Ustra, ria 
Nosso país deslizou 

Procurando os direitos do Brasil 
Olhava para o céu amedrontado 
Em seu estado mais pueril
Enquanto um ria o outro, calado 

Recentemente jogaram os pontos 
Seu envolvimento estava notável 
Marielle entre os mortos 
Seu crime, justificável

Indígenas mortos, florestas devastadas 
Estavam cegos o tempo inteiro 
Conservando sangue de tribos destroçadas
Tudo o que importa é dinheiro
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Abduzido

6
Por milhares de segundos, uma voz ecoa
Traga de volta nossa nobre pessoa
Já fazem milênios que não vem
Estariamos esperando um ser do além?

Fernando fora abduzido!
Ora, será que está ferido?
Hei de encontrar o meu marido!

Dona Rosa mal sabia
Esperançosa, ela ria
Depois de tantos anos
Tamanha felicidade não se cabia

Novamente, a voz ecoou
Em sua sórdida existência, Dona Rosa chorou
Fernando nunca existira
O remédio o matou
364

Perdeu-se

Perdida estava em seus caminhos
Há tempos que não visitava sua morada 
Seus pés andavam sozinhos
Como era feliz sua caminhada

Visitava agora terreno estrangeiro
Tudo o que ficou, sumiu
Em seu perfume lisonjeiro
Na caminhada da sorte, subiu

Como quem sente cheiro de mato,
A paz esboçava-se em seu ser
A caminho de cometer o ato
Tudo esperava desconhecer

Por descuido do acaso, tropeçou
Caiu e não sabia onde encontrar
O caminho, recomeçou
Agora desaprendia a falar

A brisa sentiu em seu peito
Acalmava o coração 
Não conseguia pensar direito
Tudo era uma ilusão

"Por aqui hei de ficar"
Em meio a relva mergulhou
Logo começara a procurar
Logo perdera o que começou

Há pouco, desaprendeu
O que na mente tanto cabia?
Seu eu então morreu
Algo novo renascia
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Comentários (4)

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CORASSIS

Adotei a grata poetisa poeticamente falando

shadowoftheworld

Muito obrigada! ^_^

nilza_azzi

Lirismo pleno, num poema muito bem trabalhado. Aproveito o ensejo para agradecer a visita.

CORASSIS

sua vocação é ser poeta