Shantall Tuiche

Shantall Tuiche

Jornalista, artista plástica, escritora, membro da Academia Jahuense de Letras.Vivendo da arte, ousando ser além de apenas existir. Mãe de pet e colecionadora de histórias.

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Perfil
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Ideias sequenciais de um eu-âncora indexado no Planeta de Gavetas Bagunçadas




main NOP

gavetas bagunçadas
mente de gavetas bagunçadas
cidade das gavetas bagunçadas
alma das gavetas bagunçadas

tudo rui ao redor
ruidosamente
tudo rui
ruidosamente nessa mente
de gavetas bagunçadas

device null

rios que não fluem
em um eu fora de mim
estrangulado
um outro eu fora de si
ruindo ruidosamente
controlado

escritos e tratados
engavetados
mente bagunçada
e engavetada
ventos que não movem nada
ou quase nada

tempestades neurais

R1 P1 R2 P2

árvores plantadas no ar
sou eu
galhos neurais
transtornos obssessivos compulsivos
sou eu
- Já já vai passar, meu bem.

gavetas bagunçadas
Nanotecnofagia - disse ela

dados indexados que não fluem
em um eu-âncora fora de mim
um eu-satélite artificial
um simulacro mais real que o real
um bem querer não mais que o que mesmo?

"Santa Clara Poltergeist" - estava escrito no Converse da garota

thundervideodrome
- Fiat Lux - disse a máquina
ruidosamente engavetada

- Eu não ligo se você não ligar.
transtorno dissociativo de personalidade
multiusuário
multitudinário
Luther Blisset ex machina
Era isso e mais nada.

viu? eu disse... ideias bagunçadas.

ideias projetadas
no planeta das ideias ancoradas

gavetas bagunçadas
mente de gavetas bagunçadas
cidade das gavetas bagunçadas
alma das gavetas bagunçadas

logoff

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Biografia

 

Poemas

3

Lembra-me

Uma vaga, uma onda, uma ideia, uma lembrança.
Ela.

No infinito flutua, alma errante a vagar,  
Buscando por algo, nos confins do sonhar.  
No labirinto do tempo, sem rumo encontrar,  
Entre sonhos e realidade, se vê desdobrar.  

Em constelações dançantes, o ser se dissolve,  
Entre Arcanos e inércia, a paixão se resolve.  
O amor, platônico, a alma sublima e envolve,  
Num intrincado jogo cósmico, o destino a absolve.  

Já sem culpa, vaga.

Entre véus e mistérios, anseia a verdade,  
A luz etérea, guia da terna jornada.  
Mas a paixão a consome, carnal e encarnada,  
Perdida na vasta e  imensurável eternidade.  

Como chama etérea que nunca se apaga,  
Sua essência irradia, nas sombras propaga.  
No derradeiro ato, épica saga,  
Repete os primeiros versos, como uma lembrança vaga.

Ainda sem rumo, ainda sem nada.
69

Jazz

Na penumbra, o jazz ecoa
Solitude, o vazio devora
Palavras perdidas, noite sem lei
Luzes piscam, blues na aurora

Consciente na doce solidão
Navegando a maré da desordem
Palavras dançam, saltitantes, na mente
o dadaísta e as emoções latentes

Amor peculiar, sem  parâmetros
Uma pintura surreal, se transmuta
Tons dissonantes e harmônicos lutam
Caos organizado, que me arrebata e seduz

Na penumbra do jazz, ressoa o eco
Da solitude que devora, insaciável
Palavras dispersas, na noite sem lei
Luzes cintilam, eu sou o blues que se recria
22

Fuck off


Não precisa ser impuro
podre, pobre, burro,
decadente e nem à margem de.

Pra ser obscuro, tênue
subcutâneo e inerte.

Não precisa ser muro,
murro, rota sem rumo
e nem àgua ardente.

Pra ser uno, louco,
nulo e indecente.

Pode apenas ser
surdo, incerto, puro
e inseguro.

Pra ser rente, fingir que é
chegar perto, impreciso e urgente.

Eu te aceito, assim, sem precisar.

 

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Comentários (1)

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Silene
Silene

horrivel infantilizada