Jornalista, artista plástica, escritora, membro da Academia Jahuense de Letras.Vivendo da arte, ousando ser além de apenas existir. Mãe de pet e colecionadora de histórias.
Ideias sequenciais de um eu-âncora indexado no Planeta de Gavetas Bagunçadas
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gavetas bagunçadas mente de gavetas bagunçadas cidade das gavetas bagunçadas alma das gavetas bagunçadas
tudo rui ao redor ruidosamente tudo rui ruidosamente nessa mente de gavetas bagunçadas
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rios que não fluem em um eu fora de mim estrangulado um outro eu fora de si ruindo ruidosamente controlado
escritos e tratados engavetados mente bagunçada e engavetada ventos que não movem nada ou quase nada
tempestades neurais
R1 P1 R2 P2
árvores plantadas no ar sou eu galhos neurais transtornos obssessivos compulsivos sou eu - Já já vai passar, meu bem.
gavetas bagunçadas Nanotecnofagia - disse ela
dados indexados que não fluem em um eu-âncora fora de mim um eu-satélite artificial um simulacro mais real que o real um bem querer não mais que o que mesmo?
"Santa Clara Poltergeist" - estava escrito no Converse da garota
thundervideodrome - Fiat Lux - disse a máquina ruidosamente engavetada
- Eu não ligo se você não ligar. transtorno dissociativo de personalidade multiusuário multitudinário Luther Blisset ex machina Era isso e mais nada.
viu? eu disse... ideias bagunçadas.
ideias projetadas no planeta das ideias ancoradas
gavetas bagunçadas mente de gavetas bagunçadas cidade das gavetas bagunçadas alma das gavetas bagunçadas
Deixa acontecer de sorrir o seu no meu sorriso triste de rir de um amor que sequer existe.
que não é meu que não é meu e não me enternece que não é seu que não é seu, embora pudesse.
Esquece de lembrar de lembrar que não se insiste e se puder esquecer que não resiste a esse sorriso metálico e triste Deixa acontecer.
567
Foi
Talvez fosse o que não tem mais jeito, eu. Talvez fosse o que podia ter sido, eu. Talvez fosse o silêncio que ardia perdido, eu. Ou minha ausência emudecida, você.
559
O resto é Silêncio
A lucidez parece desaparecer perante esse escuro.
Esse, não outros.
Ouço as vozes por vezes uníssonos murmúrios:
"O próprio sonho não passa de uma sombra."
Altos muros de uma sanidade sem pertinência.
Ente desnudo unindo oamor e a ausência.
A lucidez se assemelha a areia de uma ampulheta quebrada.
Ouço vozes por vezes dissonantes sussuros:
"Dormir, dormir... talvez sonhar."
A morte é acordar.
568
Sobre Madeleine ( e um pouco sobre Ronnie)
ISTO impulso atividade cognitiva irracional, "Você está bem, meu bem?"
Termos deprovidos de relação formas incongruentes. "O que é que você tem?"
Do outro lado do espelho, ALGUÉM. um sonho. Quadrado preto sobre o branco - ausência Quadrado preto sobre o preto - ausência da ausência. Atitude beligerante, belicista, surreal e delicada. Soberania de um pensamento encarnado no desejo elemento de coesão, rota de colisão. tempo, tempo, tempo, tempo "Ela nunca pegou na sua mão, meu bem."
Planeta hostil colonizado por afetos projeções, ilusões, destino. Institucionalização do instinto paranoico e hostil, ilusório e hostil. Instauração do espaço comum impróprio corpo hermetico e instável órbita irregular. "ELA NÃO EXISTE."
Nunca será um objeto de apropriação. Ela é sua Tereza da Praia. impaupável. Afetos complementares, incidiosos, dessituados da estrutura do tempo, desprividos de rotina e tormento. "ESQUEÇA!"
O que não é representável, não é inexistente. Inadequado, talvez. Inseguro, talvez.
Como confiar no que não se constituiu?
Indesejavel? Jamais. Indefectível? Jamais. Desnecessário? Jamais
Existia nas fendas do tempo, esquecimento, e memórias auditivas. No ínfimo espaço vazio entre duas mãos,
guerra e paz. mesmo coração batendo uníssono ensurdecedor.
Alguns chamariam de amor. Todos chamavam de ilusão.
550
Além dos horizonte de eventos
- Glicose
Podia-se afirmar, com um grau alto de certeza, que era doce, violentamente doce. Como todas as abelhas rainhas deveriam ser.
- Temperatura
O sonho habitava o estreito limite entre o gelo e a lava. Não havia meio termo, não havia o café adoçado de maneira insuficiente, não havia meia palavra entre os dentes, qualquer coisa haveria de ser coisa alguma se assim fosse. E era.
O calor dos lábios outrora fora substituído por horas, incontáveis horas separando o sol de um outro sol, estrela nua.. Uma colisão sem luz, sem graça, sem a extrema desgraça da beleza mais brutal, mais singela, E binária.
- Pulso
Toda busca inútil por autoconhecimento deveria começar com a observação das veias esverdeadas, dos tendões sobressaltados e reativos aos impulsos.
Poderia ficar horas e horas e horas e mais algumas horas observando os ponteiros correndo em um relógio sem pertinência. Existia uma vida ali, correndo, agindo e reagindo, doçura e demência "e de nada valeria acontecer de ser gente", sabe como é. O pulso deveria ser a entrada para outro lugar desconhecido. E era.
O pulsar gira e gira e gira e gira, anda de mãos dadas com a vertigem uma estrela de neutrons qualquer que se preze aceita o colapso, como fato. Toda busca é inútil se não começar olhando para o que está na sua cara. O que faz seu pulso pulsar? Pulsar como um farol girando e girando e girando. Era a frequência pela qual se apaixonava, pelas mesmas coisas de sempre. E sempre, inesperadas.
O jeito certo de segurar alguém é pelos pulsos Toda aquela tempestade vai passar e carregar tudo para qualquer outro lugar, desconhecido, e nada vai ser o mesmo, além do que sempre foi como antes. Eu, inútil
- Respiração, saturação e consciência
Por definição ordinária respiração é um substantivo feminino que designa o ato ou efeito de respirar, movimento duplo dos pulmões, inspiração e expiração; fôlego.
Na prática foi diferente, tudo estava funcionando, mecanicamente perfeito, inspiração, expiração, o ar entrava, o ar saía, então porque a vista escurecia? porque o coração batia perfeito? perfeito, acelerando cada vez mais, mas perfeito.
sabe o que é um coração batendo perfeito no momento da sua morte, poetas ousariam rimar com sorte, mas era só, defeito. a vista escureceu, o corpo amoleceu, e desfaleceu, caiu, lentamente, caiu faltou o que fazia falta, o ar, e caiu. Faltava o sentido da vida. No corpo, que cai.
Tudo ficou escuro e quieto. Mas havia ainda um pensamento, um último instante de pensamento: “Morri”.
Um morri, curiosamente consciente sem desespero, sem conforto também, isso é verdade. Em meio a escuridão um pequeno ponto de luz apareceu, foi aumentando e havia ainda um pensamento, e em haver ainda um pensamento havia um conforto: “Ok, existo.” Não importava onde.
O corpo desfalecido, em repouso, necessitou menos oxigênio, o pouco ar que entrava agora, fora suficiente para recobrar a consciência. A luz foi aumentando, a imagem se formando a partir do centro, era uma luz luz do poste à frente, à cima sem túneis, sem eternamente.
Éter... o éter...pobre éter já não mais admitido pelos físicos.
Por definição: Viva.
- Pressão
Livro III: menciona o coração e os vasos sanguíneos. Era uma imagem escondida debaixo de um bolso de coração costurado a mão, fatto a mano. Um nó na garganta percorrendo 20km de veias e artérias até chegar ao zênite. O corpo celeste mais brilhante do céu naquele instante. Estradas bloqueadas, quatro pistas bloqueadas, sol reluzindo nas partes metálicas dos carros à frente, e tudo bloqueado. Artérias, arteríolas, vênulas, veias e capilares, vias coletoras, vias arteriais, vias expressas, vias locais, tudo parado.
Só a vida andava à revelia, as coisas aconteciam, iam e vinham, automático, automatizado, fazendo bem o seu trabalho, cumprindo bem o seu papel. Papel em branco, asurado de um corretivo que não corrigia nada. Ou quase nada. Tudo errado, embora parecesse o mais correto.
- Dor
Dor, dor... a dor que precede o sofrimento.
Dia-após-dia, um poema, um lamento, presente, falando de ausentes e distantes, fazendo não mais ter sentido aqueles retrato na estante.
Tudo passa, e passou.
Sobre o sofrimento eu não sei. Sei das noites e dos gritos de susto. Sei dos dias e dos instantes de medo Sei que era tarde ainda sendo tão cedo. Sei que debaixo de tudo que conto guardo um segredo.
Fui uma estrela de neutrons.
647
Nanotecnofagia - O futuro já não precisa de nós
645
Imantado
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atração ( variável oculta )
a vontade era menor que a velocidade de escape calor, suor, entrelace
aquele olhar singularidade inapropriada o traço branco na linha d'água
um horizonte de eventos nunca dantes explorados inócuos ondulatórios simultâneos instantâneos ilusórios marginalizados
- o poeta - a caneta - o abismo -
lineares olhares desviados similares a ensaios sonhos soslaios
a vontade era menor que a velocidade de escape inserindo valores indeterminados.
emaranhados sem escape ensimesmados e sem escape
principiando a incerteza e sem escape de quando em quando e sem escape
um traço branco na linha d'água a vontade era menor que a velocidade de escape