Silva

Silva

n. 1987 BR BR

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n. 1987-11-19, Nova Iguaçu

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Chá das três

Chá das três

 

Tornei-me quem um dia acreditava nunca poder ser

Tornei-me inteira com você

Contornamo-nos feito um laço

O medo ficou atrás daquela porta

Renunciamos nosso passado

Deixamos nossos pés descalços

Vejo seu leve sorriso, sorrio

Sinto a leveza do seu lar, agora meu

Acomoda-me junto aos seus sonhos, não mais medonhos

Ganhamos infância, nossos dias incendeiam

Quando coloco à mesa mais bonito não há

Meu chá das quinze horas

Fico a esperar-te

Como a passagem de um livro

Fico presa neste capítulo

Não quero avançar

Quero reviver-te quantas vezes forem precisos

Reler-te até meu chá esfriar
Ler poema completo

Poemas

4

Rede

Tentas me reproduzir
Desenhar meus traços
Circular cada passo
Tentas me imobilizar
Entender nos causam tormento
Mas, entre vc e eu, existem
Cristal, touch, bytes 
Conexão de alta geração
Um sorriso curto
Dedos perdendo digitais
Horas a fio se perdendo
E estamos imóveis 
Atravessando à barreira fria cibernética
Que não nos deixam muitas brexas
Ed Sheeran em Perfect
Vou te encontrando...
Já são quase onze horas
Preciso voltar a realidade
Te jogo embaixo do travesseiro
Quase um suicídio, proterido
Vou me indo...


259

Nesta manhã morri em mim

Mais uma vez o sonho acabou
Desci do teu carro e não olhei para atrás
Ouvi você se distanciar, e levou consigo meu sonho
Tentei ser forte, tentei não chorar
Senti minha alma se rasgar
Fingi que estava tudo bem
Que foi apenas casual
Um passo de cada vez para seguir com minha rotina
Nunca foi tão longa a subida naquela passarela
O peso de não poder olhar para atrás
Ter que seguir em frente, ser forte
Quase me levou a morte
Senti os segundos parar
Metrô cheio, pouco espaço para o peso morto
Meus pensamentos voaram para longe
E não voltaram mais para mim
Estão todos perdido, sem fim


209

Perigo

Me refugio na poesia
Não me atento a hora
Se já deram onze da matina
Ou se estou perdida na esquina
Quando sinto que estou em perigo
Sinto a morte, medo, quase suicidio
Corro para a janela branca
Me jogo e vejo tinta
Muitas estrelas rascunhadas
Estão jogadas na calçada
Está lá mais um corpo atirado
Mais uma de mim acaba de morrer
Deixo as minhas cascas jogadas
Já estão empoeiradas
Cascas, corpo, estrelas
O peso de viver acaba de renascer
Em um novo amanhecer
204

Trilhar

Faça da sua vida a grande trilha, caminhar mesmo quando o chão estiver úmido e escorregadio, nas costas carregar o peso da experiência e ergue a cabeça e olhar sempre em direção ao cume mais alto! Celebrar a vida a cada passo dado, sorrir quando o suor escorrer, contemplar ao seu redor sempre que parar para descansar e manter a serenidade dentro de vc.
E.S.
213

Comentários (3)

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Dulciney Verediano
Dulciney Verediano

Maravilhoso

Silva

me adc no insta spina.eunice

silveira

Ótima poesia. Me reflete.