Mais uma vez estamos aqui Deparados na mesma de muitas outras Minhas mãos tremulas Coração acelerado Simplismente não consigo parar Vi o dia clarear E em cima de você tudo vale És minha melhor companhia Quem muda minha rotina Nos embebedamos de nós mesmos Com você tudo posso Não vejo limites Fico nua, sem sensura Caminho pela casa inteira sem me preocupar Mais bonito não há! Apenas sinto pesar Quando a folha em branco é totalmente preenchida E preciso virar a página... Amo-te em meio a tantos rascunhos Borrões de tinta da caneta cansada De suportar o peso de minhas memórias
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Minha infancia
Minha alma que sempre chora Inunda-se em sentimentos que pesam As vezes parece que não vou suportar Como posso sonhar? Em meu rosto nao possuo as marcas desse cansaço Na verdade, inda criança Que enquanto escuta a ciranda Nega-se à descalçar os sapatos brancos de vernis Minhas tranças longas e perfeitas Impõe os cuidados dados Mas não consigo sonhar... Em meio a tanto movimento ao redor Fico calma... calma... calma... inércia. Só preciso voltar Sinto que estou fora do esquadro Não pertecente ao que vivo Sinto-me ingrata Por mais que me deem amor Eu não consigo sonhar Me cobro, me rasgo, mato Só quero me encaixar na roda Girar e cantar a mesma cantiga que hoje me atormenta Viver a tal infância, sem trama Mas não consigo sonhar.
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Vagalumes
Não me iludo Apenas fico muda Quando lembro do seu beijo E fico a vagalumear... São lembranças acesas na memória Recente de quem se fez presente Sem titubear...
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tolices
Já não sei mais viver aqui sozinha Estou acompanhada da razao q se tornou meu parceiro em vão Ficamos ele e eu Aqui perdidos em mim... Pensamos no que nos espera quando nos ausentamos do presente Para viver o que se sente
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Segredo
Sinto-me pressionada com meus próprios sentimentos Eles afloram e saem pelos poros Silenciar o que sinto é como matar algo em mim à cada novo pensamento Me contento em apenas adimirar você Sentada em sua cama observo cada movimento Riu por dentro, é tanto sentimento... Mas não vou me ridicularizar, Vou continuar me matando a cada novo pensamento. Eufórica minha alma dilacera Multidão em mim se faz presente quando me toca Não sei como não percebe o que acontece em mim Quando me beijas e sinto cheiro de jasmim Agora estamos a sós, perdidos nesses leçois É o encontro da noite com o dia Do silêncio com a euforia Fecho meus olhos e agradeço ao sagrado Pegastes no sono, não corro o risco de ser ouvida Assim não fugirás de mim Quando perceber a multidão que habita aqui.
25/06/18
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Povo de Rua
Sem sono, sem dono, sem embaraço Nem sei o que faço, é tanto disparate Que me ponho à procura Saio pelas ruas quase nua Meus brincos soam a euforia Bate no peito e ela gira Um moço belo lhe sorria Dizias trazer o encanto da noite Cercando cada esquina Ele toma conta da gira Bebo o que me derem para beber Nao me importo com o que vai acontecer Deu meia noite, mas também deu meio dia Gargalhada explore com o romper do dia Vem morena de olhar sereno, na estrada Trazendo junto dela seu Sete Gargalhada Moço esguio, moço intenso Traz no terno um lenço Enxuga todo sofrimento Em sua companhia a Mulher da Rosa Tão formosa, ela chega dengosa Traz o acalento para meu sofrimento Ouço a roda da carruagem parar Seus pés pequenos e descalços a trazem Suas moedas de ouro pôs no meu caminho Reluz a Estrada, abre a Porta de um Cabaré Vejo uma bela Moça em pé Dizias me trazer um amor Dizias pra eu ter fé Acreditasse que as noites de mazelas Viraram luzes no cabaré Dizias que em minha porta tinha sentinela Ele era Tranca Rua De Embare Que aqueles que me fizeram chorar De joelhos iriam ficar Fez se a promessa sob a luz da lua E na chegada do dia Eu nao acreditava, eu ria! Pude comprovar! Quem põe dúvida, ganha dívida É no alto do cruzeiro As Almas estao a aguardar...
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Que hoje a brisa me toque Que sua voz me embale Que a saudade se cale Que meu coração dispare Que meu corpo dance Que eu tome banho de elevante Que a má sorte se espante E vá embora agora Que meu pão não esfrie Que minha meia me aqueça E VC não se esqueça de mim Que a preguiça que agora sinto Saia desse recinto Preciso colocar meu riso Começar meu dia Transformar o tédio em alegria A dieta em parceria E no final do dia VC esteja aqui
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Acordar com a sensação que um espaço ficou vazio, que a música parou de tocar. Estou meio sem chão, me resta o caderno como companheiro e uma velha caneta como conselheiro. Tentar organizar meus vagos sentimentos em alinhamentos, traçar o que sinto em pensamentos, saudar minha saudade em alento, e cortar meus pulsos na tentativa de não escrever uma despedida. Tento sair dessa cama que me prende, preciso começar o meu dia. O relógio que anuncia em tormento, faltam dez para o meio dia. Vontade de correr no tempo. Me encontrar com você nesse momento. Descansar no seu peito em silêncio. Fazer no seu sorriso minha moradia. Seu olhar verdejante meu jardim ofegante. Enlaçar me nos seus braços, viver livre dos tormentos que agora tenho. Engraçado como existem manhãs em que agradeço a Deus pela vida, outras implico em apenas suspirar porquês... A caneta falha nesse momento, talvez nem ela mais me aguente. Sao erros de concordância, de tolerância, sem pontos finais, deixando a dúvida de que ainda sou capaz.
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Rio
Vontade de pegar minhas roupas ( q nem são muitas), meus amores ( esses sim ocupam muito espaço em mim), e ir morar num lugarzinho muito longe daqui! Meus fantasmas, eram antes, o medo de errar. Dar passos em falso, de me iludir com sentimentos ilusórios e decepcionar aqueles que faço questão de ter perto de mim. Além desse medo que acorda e adormece em mim, tenho que conviver com a falta de humanidade do meu próximo, presenciar assaltos e me sentir feliz e egoísta por não ter sido dessa vez mais uma vítima, de acordar não ao som dos pássaros ( esses voam longe daqui), mas aos disparos de fuzis. As paredes são frias. Como o ar que paira sobre a fumaça dos meus pensamentos ensangüentados. Presa dentre as quatro paredes brancas do meu quarto, que gelam, sinto um frio soberbo me assolar. A porta esta aberta, falta a coragem de atravessar. Meu único movimento são os pensamentos que perpassam e falta a coragem de presenciar. Estouros que vem de fora me faz recobrar que ainda estão por lá. Nem um passo. Nem um movimento. Apenas a espera de tudo cessar. Rio de janeiro está em luto! Crianças estão sendo mortas. Não podem sair nas ruas à brincar. Infância se perde em agilidade, saber para onde correr, já quem não tem ninguém que possa os defender. Pneus de carros cantam, anunciando que vem mais um dia longo... Corre neguin, os atletas do rio estão já estão em atividade. Levantaram a tocha de desigualdade, celebramos no final do dia, porque alem da partida conseguimos chegar e findar mais um dia. Tiraram nos o direito de ir vir. Você vai ou fica. Se joga no chão ou desequilibra. Na marra VC aprende a manhã para sobreviver mais um dia. #riodejaneiroemluto
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retorno
Meu dia chega ao fim, Penduro a paciência no prego atrás da porta Chuto a moralidade para debaixo do tapete Abro a garrafa da consciência, agora negra E coloco meus pés pro ar... LIGO a TV e mal entendo o que dizem Estou embriagada com tantas diretrizes Indignada, só se fala em crise Mas ninguém me pergunta como sobrevivi É o caos nas imediações da sensatez É a liberdade sendo presa Num jogo onde se ganha, quando se passa a vez