Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

n. 1972 BR BR

Um homem apaixonado por poesia.

n. 1972-04-14, Minas Gerais

Perfil
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Teu olhar


Ao teu olhar meu coração se aquece, 
Fogo que minh'alma incendeia, 
Abrasar contínuo de tal afeto, 
Que não se acaba com a morte, 
Consorte de amores de afago finito, 
Memórias da eternidade, 
Joia do amor padece. 

Ao teu olhar, 
Basta-me o teu querer, 
Solene confissão da intimidade, 
Segredando a beleza, 
Desta existência em vendavais, 
Imitando a serenidade das coisas, 
Nos ventos incompreensíveis. 

Ao teu olhar me encontro, 
Reinvento-me feito poesia,
A cada verso afeito em sonhos,
Em seus paralelos humanos, 
Premissas dos borbotões da vida,
Descalços pelo caminho.

Sirlânio Jorge Dias Gomes(R)
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Biografia
Abre a mente ao que eu te revelo e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri) Um homem apaixonado por poesia. Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)

Poemas

391

mortem

Não tenha medo,
Desembainhe a espada,
Revista-se de coragem,
Lute contra estes monstros,
Devoradores de almas,
Ao longo dos séculos,
Mostre onde está a sua honra,
Rompa as barreiras da escuridão,
Além da consciência do abstrato,
Reverenciando o altar da luz,
Bebendo no cálice da imortalidade,
Enigmática flor da continuidade,
A vida em seus paralelos,
Segredo universal do infinito,
Não tenha medo,
A batalha será vencida,
Ainda que não compreenda,
A dor será sua liberdade,
Fé absurda aos olhos dos loucos,
Paralelo de mundos complexos,
Visão suprema do inexplicável,
Lúgubre passagem para eternidade.
341

Sinais

Sinais,
Além de sorriso,
Uma tristeza,
Sutilezas de si,
Encontros do tempo,
Desencontros do eu,
Diágolo de falas infinitas,
Na face de outras faces,
Profundo silêncio,
Em seus gritos causais,
Lábios do medo,
Do ser emudecido,
Castigado em suas dores,
Confidente denúncia,
Clamor de mãos estendidas,
Ainda que apenas com o olhar,
Diga:Socorra-me!
Mas a morte,
Travestida de indiferença,
Sepulta a última esperança.
333

Fera

Que alma esconde?
Nesta humanidade desumana,
Inteligência dúbia,
Contradições entorpecidas,
Que fere e mata,
Ao primeiro caos condizente,
Do ódio adormecido.
Que alma esconde,
Além da noite e do dia,
Açoites mortais do pensamento,
Dilacerando o coração em agonia,
Infernos silenciosos que queimam,
O mais valente do ser.
Onde habita o ensandecido,
Neste corpo de máscaras?
Quem és após a queda,
Da razão em desatino?
Meramente humano?
Eis a fera em sua voracidade.
348

Agonia

Esta túnica sobre o mundo,
Meu ser encolhido grita,
Reveses de mim,
Desaguando incertezas,
Águas turvas do anoitecer,
Rio de lágrimas caudalosas.
Beija-me o vento,
Entre lábios que se revelam,
No instante de um íntimo querer,
Se transformando em tempestade,
Ao despedir-se apressado,
Louca paixão do tempo.
Tíbio compasso me agita,
Adaga do destino em meu peito,
Rogando-me confidências,
Sussurrando ao silêncio,
A última fala do meu discurso.

309

Distúrbio

Existência,
Um pôr do sol a cada dia,
Vaidade sem ensaios,
Solidão dos heróis esquecidos,
Versos mortos de um combate,
Singular manifesto das mentes,
Excitações mortais da certeza.
Abrem-se as portas,
Escancaram-se as janelas,
Gritam em fúria,
Perdidos em seus embates,
No meio da multidão enlouquecida,
Pisoteando encruzilhadas sombrias.
Tantas rasuras num único traje,
Balançando a bandeira da morte,
Em uivos de fome,
Feito lobos raivosos,
Devorando insanidades,
Regurgitando medo.
Vai a ordem as avessas,
Derrubando gigantes,
Ferindo inocentes,
Certo que no fim de tudo,
Restarão apenas cinzas.


412

Inquietação

Vejam as rosas,
Não deixam de ser flor,
Se diferentes forem,
As cores de suas pétalas,
Que por assim serem,
Não deixam de ser belas,
Continuam sendo rosas.
Triste humanidade,
Diferentes entre si,
São iguais tão desiguais,
Selvagens em suas razões,
Pluralidades controversas,
De emoções empedernidas,
Vomitando paz e amor,
Em seus vícios silenciosos.
Diga-me quem sois besta-fera;
Nesta árida sabedoria,
Escondendo-se nos escombros,
Lapsos d'alma em decadência.
368

Química do amor

Num instante um olhar despropositado,
Um toque inesperado,
Encontros não planejados,
Pensamentos inusitados,
Coração acelerado,idéias a flutuar.
Num instante rostos colados,
Beijo molhado,mistérios no ar.
358

Amor confesso

Neste olhar de amor imenso
Que eu guarde tal afeto,
Sinta de ti o incenso,
Perfume de ares tão belo.

Em versos de brilho intenso
Gotas cristalinas em mar aberto,
Socorra este que ama, jogue o lenço;
Lágrima de amor atesto.

Jura de amor fiz ao certo
Lindas canções em real portento,
Nosso segredo em noites peço.

Dos teus agrados consentimento
Este brilho da alma imerso,
Beleza etérea em corpos impressos.
402

Egrégio

Distinto sorriso que te adornas,
Olhar terno em teus segredos,
Atentamente sou devoto,
Ao querer em teus lábios,
Doce manancial são teus caprichos,
Menestréis de versos encantados,
A cantar o sol que te ilumina,
Em tons de música celeste.
Vãos meus passos seguindo-te,
Seduzido por sua melodia,
Invisível sereia no imenso oceano,
A devorar amantes desprevenidos.
Em meu peito o ardor da emoção,
Vontade insana tempestuosa,
Ondas de um mar agitado,
Profusões em sentimentos obstinados;
Meu ser navega em ti,
Águas misteriosas que me conduz,
No caminho do seu desconhecido,
Enquanto o sol se põe no findar de um dia,
Cálida confissão meu corpo encerra,
Quando me perco em pensamento,
Alimentando vaidades ensandecidas.
355

Namorados

Namorar é se perder em carinhos inefáveis,
Deslumbrar-se em gestos inesquecíveis,
Encontrar-se no olhar mais apaixonado,
Se desfazer em loucuras por amor,
Acariciar a alma em fantasia,
Lançar-se nos braços de quem ama;
Eterno desabrochar,
Onde flores de saudade brotam a cada minuto,
Ser mais que poesia,
Inspiração solta no ar que irradia e alucina,
Embriagar-se de encantos,
Tornar eterno até mesmo um simples momento;
Se afogar no mar de sonhos,
Imaginar delícias em corpos que se fundem,
Descobrir tudo que não pode ser dito em palavras,
Mas vivido, sentido e admirado,
Em atos que florescem do verbo amar.,
Mergulhar no infinito.
Eternizar o sentimento,
Lapidando-o com ternura,
Sem jamais perder o tino.
385

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Zuleica
Zuleica

Palavras que saem do coração

dionesbatista

Belos escritos. Adelante!