Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
Lista de Poemas
Sinais
Sinais,
Além de sorriso,
Uma tristeza,
Sutilezas de si,
Encontros do tempo,
Desencontros do eu,
Diágolo de falas infinitas,
Na face de outras faces,
Profundo silêncio,
Em seus gritos causais,
Lábios do medo,
Do ser emudecido,
Castigado em suas dores,
Confidente denúncia,
Clamor de mãos estendidas,
Ainda que apenas com o olhar,
Diga:Socorra-me!
Mas a morte,
Travestida de indiferença,
Sepulta a última esperança.
324
Júbilo
A luz da tua face que me adoras,
Este colo meigo que me aninha,
Lampejos do paraíso em teus braços,
Cada vez que nossos lábios se tocam,
Imitando o silêncio de tanta suavidade.
Teu coração é um deleite,
Castelo de afetos infindáveis,
Onde me abrigo repleto de amor,
Poetizando a eternidade dos teus versos,
Rimas do teu eu que me revela,
Na beleza dos sentimentos vívidos,
A desabrochar entre as estações.
Este colo meigo que me aninha,
Lampejos do paraíso em teus braços,
Cada vez que nossos lábios se tocam,
Imitando o silêncio de tanta suavidade.
Teu coração é um deleite,
Castelo de afetos infindáveis,
Onde me abrigo repleto de amor,
Poetizando a eternidade dos teus versos,
Rimas do teu eu que me revela,
Na beleza dos sentimentos vívidos,
A desabrochar entre as estações.
378
Distúrbio
Existência,
Um pôr do sol a cada dia,
Vaidade sem ensaios,
Solidão dos heróis esquecidos,
Versos mortos de um combate,
Singular manifesto das mentes,
Excitações mortais da certeza.
Abrem-se as portas,
Escancaram-se as janelas,
Gritam em fúria,
Perdidos em seus embates,
No meio da multidão enlouquecida,
Pisoteando encruzilhadas sombrias.
Tantas rasuras num único traje,
Balançando a bandeira da morte,
Em uivos de fome,
Feito lobos raivosos,
Devorando insanidades,
Regurgitando medo.
Vai a ordem as avessas,
Derrubando gigantes,
Ferindo inocentes,
Certo que no fim de tudo,
Restarão apenas cinzas.
Um pôr do sol a cada dia,
Vaidade sem ensaios,
Solidão dos heróis esquecidos,
Versos mortos de um combate,
Singular manifesto das mentes,
Excitações mortais da certeza.
Abrem-se as portas,
Escancaram-se as janelas,
Gritam em fúria,
Perdidos em seus embates,
No meio da multidão enlouquecida,
Pisoteando encruzilhadas sombrias.
Tantas rasuras num único traje,
Balançando a bandeira da morte,
Em uivos de fome,
Feito lobos raivosos,
Devorando insanidades,
Regurgitando medo.
Vai a ordem as avessas,
Derrubando gigantes,
Ferindo inocentes,
Certo que no fim de tudo,
Restarão apenas cinzas.
404
Agonia
Esta túnica sobre o mundo,
Meu ser encolhido grita,
Reveses de mim,
Desaguando incertezas,
Águas turvas do anoitecer,
Rio de lágrimas caudalosas.
Beija-me o vento,
Entre lábios que se revelam,
No instante de um íntimo querer,
Se transformando em tempestade,
Ao despedir-se apressado,
Louca paixão do tempo.
Tíbio compasso me agita,
Adaga do destino em meu peito,
Rogando-me confidências,
Sussurrando ao silêncio,
A última fala do meu discurso.
Meu ser encolhido grita,
Reveses de mim,
Desaguando incertezas,
Águas turvas do anoitecer,
Rio de lágrimas caudalosas.
Beija-me o vento,
Entre lábios que se revelam,
No instante de um íntimo querer,
Se transformando em tempestade,
Ao despedir-se apressado,
Louca paixão do tempo.
Tíbio compasso me agita,
Adaga do destino em meu peito,
Rogando-me confidências,
Sussurrando ao silêncio,
A última fala do meu discurso.
303
Fera
Que alma esconde?
Nesta humanidade desumana,
Inteligência dúbia,
Contradições entorpecidas,
Que fere e mata,
Ao primeiro caos condizente,
Do ódio adormecido.
Que alma esconde,
Além da noite e do dia,
Açoites mortais do pensamento,
Dilacerando o coração em agonia,
Infernos silenciosos que queimam,
O mais valente do ser.
Onde habita o ensandecido,
Neste corpo de máscaras?
Quem és após a queda,
Da razão em desatino?
Meramente humano?
Eis a fera em sua voracidade.
Nesta humanidade desumana,
Inteligência dúbia,
Contradições entorpecidas,
Que fere e mata,
Ao primeiro caos condizente,
Do ódio adormecido.
Que alma esconde,
Além da noite e do dia,
Açoites mortais do pensamento,
Dilacerando o coração em agonia,
Infernos silenciosos que queimam,
O mais valente do ser.
Onde habita o ensandecido,
Neste corpo de máscaras?
Quem és após a queda,
Da razão em desatino?
Meramente humano?
Eis a fera em sua voracidade.
342
Inquietação
Vejam as rosas,
Não deixam de ser flor,
Se diferentes forem,
As cores de suas pétalas,
Que por assim serem,
Não deixam de ser belas,
Continuam sendo rosas.
Triste humanidade,
Diferentes entre si,
São iguais tão desiguais,
Selvagens em suas razões,
Pluralidades controversas,
De emoções empedernidas,
Vomitando paz e amor,
Em seus vícios silenciosos.
Diga-me quem sois besta-fera;
Nesta árida sabedoria,
Escondendo-se nos escombros,
Lapsos d'alma em decadência.
Não deixam de ser flor,
Se diferentes forem,
As cores de suas pétalas,
Que por assim serem,
Não deixam de ser belas,
Continuam sendo rosas.
Triste humanidade,
Diferentes entre si,
São iguais tão desiguais,
Selvagens em suas razões,
Pluralidades controversas,
De emoções empedernidas,
Vomitando paz e amor,
Em seus vícios silenciosos.
Diga-me quem sois besta-fera;
Nesta árida sabedoria,
Escondendo-se nos escombros,
Lapsos d'alma em decadência.
356
Amor confesso
Neste olhar de amor imenso
Que eu guarde tal afeto,
Sinta de ti o incenso,
Perfume de ares tão belo.
Em versos de brilho intenso
Gotas cristalinas em mar aberto,
Socorra este que ama, jogue o lenço;
Lágrima de amor atesto.
Jura de amor fiz ao certo
Lindas canções em real portento,
Nosso segredo em noites peço.
Dos teus agrados consentimento
Este brilho da alma imerso,
Beleza etérea em corpos impressos.
Que eu guarde tal afeto,
Sinta de ti o incenso,
Perfume de ares tão belo.
Em versos de brilho intenso
Gotas cristalinas em mar aberto,
Socorra este que ama, jogue o lenço;
Lágrima de amor atesto.
Jura de amor fiz ao certo
Lindas canções em real portento,
Nosso segredo em noites peço.
Dos teus agrados consentimento
Este brilho da alma imerso,
Beleza etérea em corpos impressos.
393
Felicidade
Seja para mim o que te revelo,
Este amor de renúncias,
Em favor de tua felicidade,
Que também sendo minha,
Abraça em nós a fidelidade,
Juras de amor de nós proferida.
Sigo-te sem medo,
Nesta imensidão da vida,
Certeza da sua cumplicidade,
Ao encher-me de zelo,
Nesta paixão infinita em seus laços,
Ternos beijos dos teus abraços,
Veneração de tu'alma de encantos.
Este amor de renúncias,
Em favor de tua felicidade,
Que também sendo minha,
Abraça em nós a fidelidade,
Juras de amor de nós proferida.
Sigo-te sem medo,
Nesta imensidão da vida,
Certeza da sua cumplicidade,
Ao encher-me de zelo,
Nesta paixão infinita em seus laços,
Ternos beijos dos teus abraços,
Veneração de tu'alma de encantos.
335
Simbiose
Ao mais resoluto dos desejos,
Um querer constante em conformidade,
Partes mútuas sublimes em alinho,
Findando-se no esmerar dos sentimentos.
Nestas pétalas de tão cara flor,
A beleza vai se moldando,
Ao perfume tão terno de almas luzentes,
Enquanto o amor sussurra segredos,
Sonhos entre sonhos,
Realidade e pensamentos,
Prelúdio de altas vozes;
Ventura de corações despertos.
Prova de um enamorar-se contínuo,
Traz o tempo sobriedades,
Afinidades num caro porvir,
Nas tempestades e na brisa leve.
Um querer constante em conformidade,
Partes mútuas sublimes em alinho,
Findando-se no esmerar dos sentimentos.
Nestas pétalas de tão cara flor,
A beleza vai se moldando,
Ao perfume tão terno de almas luzentes,
Enquanto o amor sussurra segredos,
Sonhos entre sonhos,
Realidade e pensamentos,
Prelúdio de altas vozes;
Ventura de corações despertos.
Prova de um enamorar-se contínuo,
Traz o tempo sobriedades,
Afinidades num caro porvir,
Nas tempestades e na brisa leve.
410
Namorados
Namorar é se perder em carinhos inefáveis,
Deslumbrar-se em gestos inesquecíveis,
Encontrar-se no olhar mais apaixonado,
Se desfazer em loucuras por amor,
Acariciar a alma em fantasia,
Lançar-se nos braços de quem ama;
Eterno desabrochar,
Onde flores de saudade brotam a cada minuto,
Ser mais que poesia,
Inspiração solta no ar que irradia e alucina,
Embriagar-se de encantos,
Tornar eterno até mesmo um simples momento;
Se afogar no mar de sonhos,
Imaginar delícias em corpos que se fundem,
Descobrir tudo que não pode ser dito em palavras,
Mas vivido, sentido e admirado,
Em atos que florescem do verbo amar.,
Mergulhar no infinito.
Eternizar o sentimento,
Lapidando-o com ternura,
Sem jamais perder o tino.
Deslumbrar-se em gestos inesquecíveis,
Encontrar-se no olhar mais apaixonado,
Se desfazer em loucuras por amor,
Acariciar a alma em fantasia,
Lançar-se nos braços de quem ama;
Eterno desabrochar,
Onde flores de saudade brotam a cada minuto,
Ser mais que poesia,
Inspiração solta no ar que irradia e alucina,
Embriagar-se de encantos,
Tornar eterno até mesmo um simples momento;
Se afogar no mar de sonhos,
Imaginar delícias em corpos que se fundem,
Descobrir tudo que não pode ser dito em palavras,
Mas vivido, sentido e admirado,
Em atos que florescem do verbo amar.,
Mergulhar no infinito.
Eternizar o sentimento,
Lapidando-o com ternura,
Sem jamais perder o tino.
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Palavras que saem do coração
Belos escritos. Adelante!