soniabrandao

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Sônia Brandão publicou Prenúncio, livro de poemas breves. Tem ainda um livro virtual, O muro e a flor, em que casa a poesia com a fotografia: https://issuu.com/jcmbrandao/docs/o_muro_e_a_flor

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Memória

As lembranças crescem no sangue

do sol poente.

O velho poço tira as estrelas lá

do alto.

A terra se mistura com o pó

dos pássaros e

das borboletas

e cega os olhos ressequidos dos velhos.

Todas as canções se

apagaram.

É terrível o silêncio na garganta dos mortos.

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Poemas

17

Dança

As botas do morto
dançam nas salas
da minha loucura
395

Limite

Roubava as asas dos anjos

mas tinha os pés presos na lama
414

Luz e sombra



A velhinha na janela

sorri

e acena para a morte

que estende a roupa

no varal.


379

As palavras queimam





O poema é uma fogueira acesa na garganta
429

Salvação



O anjo lhe propõe

a salvação

ele só se interessa em iludir

os peixes e os pássaros

com a solidão

do seu riso
373

A poesia

Um campo de girassóis entontecidos de luz.
377

Dor

Mataram as minhas borboletas azuis.
409

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Leveza e largura de pensamento, foi o que vi e li nestas páginas. Um abraço, Sônia, e obrigado pela visita. Darlan