Norte, a própria sorte, morte. Mas, com tanto porte e forte? Note, anote, denote e conote que, sem aporte, não tem norte.
Quem sabe um dia apareça e faça valer a crença de quem um dia foi honra e força mantendo a esperança e o fim da matança.
Caso contrário, aguarda a guarda que novamente virá, açoitará e levará às barcas a tribo toda amontoada.
E aí sim se findará a história pouco contada e escutada do Ajuricaba, que nem acabará ou começará.
Souza Gomes
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Belezas Literais
Presam aqueles que ficam ao leste, homenageiam os que estão a oeste, povo cheio de empáfia esses do Sudeste. Mas por que tanto julgar o Nordeste?
Que tanto contribuiu aos demais, seja num conto fugaz ou uma poesia à la Vinicius de Moraes. Por que ao invés de criticar, não se espelhar em Ferreira Gullar? Deixemos de regionalismos e fiquemos com o popular, que tal José de Alencar?
Sem contar nas belezas naturais que atrai turistas por demais. Sujar as praias assim fica complicado, o que pensaria Jorge Amado? Compreendo que não seja fácil, ainda mais com tantos feriados.
Desculpa pelo tom feroz, ainda posso citar Raquel de Queiroz? São tantos os bons exemplos que haverá arrependimentos. Mas ainda há tempo. Essa é uma hora inoportuna e finalizo com Suassunaz...
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Azar dos que se vão
Perde-se um engenheiro, um médico, um juiz e mesmo que seja um jovem aprendiz, mas o preocupante são os ocupantes que assumem o lugar destes faltantes, que mesmo sem pretenderem, acabam por desfalecerem.
Vagando uma lacuna que não deixa de ser inoportuna, pois escancara uma abertura para um caminho vicioso que pode levar a um rumo desastroso, um país até vistoso, que muitos dizem ter um futuro lindoso, mas que nunca se prevalece, pois, muita das vezes esquece que temos um quadro horroroso.
Perde-se um jardineiro, um faxineiro, um enfermeiro e muita das vezes até mesmo quem faz o papel do coveiro, mas o desespero é saber o motivo do entrevero que acabou por findar tão cedo, tão nobre guerreiro.
Vidas que um dia serão lembradas, sempre em tabelas mal-arranjadas... Gráficos, números, estatísticas, nem mesmo um simples pesar para aqueles que um dia tentaram ajudar a estes, o país carregar.
Esta é uma guerra injusta, onde perde-se um policial, um general e por que não, um serviçal. Chega a ser jocoso, perder tão nobre ser honroso em troca de um tipo monstruoso que cada vez mais se prolifera nesta nossa nação tão severa.
Esperemos sobreviver, ou melhor... viver, e cada vez menos perecer, sofrer, compadecer, esmorecer e às vezes até desaparecer sobre formas tão vis que acostumamos a ouvir, assistir e até mesmo aplaudir, atos daqueles que a meu ver, também nos farão falecer.
Ó Pátria mãe gentil, saía das letras e seja mais presente para que esse povo carente perceba mais evidente o que se prega no antecedente, presente e Posteriormente.
Souza Gomes
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Capital
Cidade nascida num dos grandes feitos, concordo que mesmo com alguns defeitos, em boa parte definidos nos pleitos, os contorna em traços perfeitos.
Heresia seria dizer que responde pelo mal fazer do restante que chegam a crer que a mesma deveria perecer.
Aos que a mau agoura sinto muito lhes dizer que seria fácil agora
Não tentar compreender que o que tarda em nós é a demora em entender que devemos florescer.
Souza Gomes
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Curta vida, vida curta...
Começa bem devagar, para alguns, pode até acelerar, o mais importante é delirar, antes mesmo de acordar.
Que importa os laços? Se o importante é ter em maços. No caminho ocorrem estardalhaços, Mas nada se compara aos arregaços.
De ver que tudo se passou, mesmo acreditando que nada mudou, talvez pela viagem que nunca acabou.
Mas, sempre há tempo para mais uma queda, seja no abismo de uma ou outra erva. Findando-se no fumar de uma pedra...