Souza Gomes

Souza Gomes

n. 1978 BR BR

Sou um escritor iniciante no ramo da poesia.

n. 1978-11-10, Goiânia

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Norte ao norte

Norte, a própria sorte, morte.
Mas, com tanto porte e forte?
Note, anote, denote e conote
que, sem aporte, não tem norte.

Quem sabe um dia apareça
e faça valer a crença
de quem um dia foi honra e força
mantendo a esperança e o fim da matança.

Caso contrário, aguarda a guarda
que novamente virá, açoitará e levará
às barcas a tribo toda amontoada.

E aí sim se findará
a história pouco contada e escutada
do Ajuricaba, que nem acabará ou começará.



Souza Gomes
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Poemas

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Belezas Literais

Presam aqueles que ficam ao leste,
homenageiam os que estão a oeste,
povo cheio de empáfia esses do Sudeste.
Mas por que tanto julgar o Nordeste?

Que tanto contribuiu aos demais,
seja num conto fugaz ou uma poesia à la Vinicius de Moraes.
Por que ao invés de criticar, não se espelhar em Ferreira Gullar?
Deixemos de regionalismos e fiquemos com o popular, que tal José de Alencar?

 Sem contar nas belezas naturais que atrai turistas por demais.
Sujar as praias assim fica complicado, o que pensaria Jorge Amado?
Compreendo que não seja fácil, ainda mais com tantos feriados.

 Desculpa pelo tom feroz, ainda posso citar Raquel de Queiroz?
São tantos os bons exemplos que haverá arrependimentos.
Mas ainda há tempo. Essa é uma hora inoportuna e finalizo com Suassunaz...
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Azar dos que se vão

Perde-se um engenheiro,
um médico, um juiz
e mesmo que seja um jovem aprendiz,
mas o preocupante são os ocupantes
que assumem o lugar destes faltantes,
que mesmo sem pretenderem,
acabam por desfalecerem.

Vagando uma lacuna
que não deixa de ser inoportuna,
pois escancara uma abertura
para um caminho vicioso
que pode levar a um rumo desastroso,
um país até vistoso,
que muitos dizem ter um futuro lindoso,
mas que nunca se prevalece,
pois, muita das vezes esquece
que temos um quadro horroroso.

Perde-se um jardineiro,
um faxineiro, um enfermeiro
e muita das vezes até mesmo
quem faz o papel do coveiro,
mas o desespero
é saber o motivo do entrevero
que acabou por findar tão cedo,
tão nobre guerreiro.

Vidas que um dia serão lembradas,
sempre em tabelas mal-arranjadas...
Gráficos, números, estatísticas,
nem mesmo um simples pesar
para aqueles que um dia tentaram ajudar
a estes, o país carregar.

Esta é uma guerra injusta,
onde perde-se um policial,
um general e por que não, um serviçal.
Chega a ser jocoso,
perder tão nobre ser honroso
em troca de um tipo monstruoso
que cada vez mais se prolifera
nesta nossa nação tão severa.
                                             
Esperemos sobreviver,
ou melhor... viver,
e cada vez menos perecer,
sofrer, compadecer, esmorecer
e às vezes até desaparecer
sobre formas tão vis que acostumamos a ouvir,
assistir e até mesmo aplaudir,
atos daqueles que a meu ver,
também nos farão falecer.
 
Ó Pátria mãe gentil,
saía das letras e seja mais presente
para que esse povo carente
perceba mais evidente
o que se prega no antecedente,
presente e
Posteriormente.

Souza Gomes
190

Curta vida, vida curta...

Começa bem devagar,
para alguns, pode até acelerar,
o mais importante é delirar,
antes mesmo de acordar.

Que importa os laços?                                                 
Se o importante é ter em maços.
No caminho ocorrem estardalhaços,
Mas nada se compara aos arregaços.

De ver que tudo se passou,
mesmo acreditando que nada mudou,
talvez pela viagem que nunca acabou.

Mas, sempre há tempo para mais uma queda,
seja no abismo de uma ou outra erva.
Findando-se no fumar de uma pedra...

Souza Gomes
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Capital

Cidade nascida num dos grandes feitos,
concordo que mesmo com alguns defeitos,
 em boa parte definidos nos pleitos,
os contorna em traços perfeitos.

Heresia seria dizer
que responde pelo mal fazer
do restante que chegam a crer
que a mesma deveria perecer.

Aos que a mau agoura
sinto muito lhes dizer
que seria fácil agora

Não tentar compreender
que o que tarda em nós é a demora
em entender que devemos florescer.

Souza Gomes
130

Norte ao norte

Norte, a própria sorte, morte.
Mas, com tanto porte e forte?
Note, anote, denote e conote
que, sem aporte, não tem norte.

Quem sabe um dia apareça
e faça valer a crença
de quem um dia foi honra e força
mantendo a esperança e o fim da matança.

Caso contrário, aguarda a guarda
que novamente virá, açoitará e levará
às barcas a tribo toda amontoada.

E aí sim se findará
a história pouco contada e escutada
do Ajuricaba, que nem acabará ou começará.



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