stefen

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autor independente. Mais de 12 livros publicados na Amazon.

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Nossa Noite

Ela entrou no meu quarto

ontem a noite e então

com sua blusa quadriculada

desbotoou um botão.

Antes que continuasse

disse: Hoje não.

Inconsciente e atrevida

fez meu apelo ser em vão.

Sorrindo sarcasticamente

ela veio até a mim;

Com sua beleza angelical

tentou me seduzir...

Desesperado, tentei resistir

pois já sabia onde terminaria.

Mas ela zombou de mim

tendo a certeza que não escaparia.

Se sentei ao seu lado

e tentei explicar o que é o amor.

Mas com um sorriso ela disse que podia curar minha dor.

Minha explicação foi interrompida
por sua boca macia.
Tentei impedir  que isso acontecesse
mas as palavras de sua boca
me invadia.

E no fim, quis estar arrependido,
mas acabei pedindo pra ela ficar.
Novamente com seu sorriso sarcástico,
prometeu que todos os dias
ia me amar.
(TODOS OS DIREITOS AUTORIAIS RESERVADOS AO AUTOR STEFEN MOONWALKER)
( ACOMPANHE O INSTAGRAM DO AUTOR: @escritorstefenmoonwalker)
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Poemas

42

Amor mutilado - Juramento

Enfim, definir o amor nunca foi a minha obceção, muito menos meu objetivo. Esse sentimento destruiu meu coração e hoje percebo que deveria ter sido um pouco mais compreensiva, em outras palavras, deveria ter sido uma pessoa melhor.

Mas do que adianta se lamentar, essa história já terminou, hoje se encontro em outro mundo e nem ao menos sei onde esta Peter para poder pedir perdão. Acho que é castigo de Deus, rezava tanto para que o dia de encontrar meu grande amor chegasse, e quando finalmente esse dia chegou, aproveitei para assassiná-lo.
Realmente não mereço perdão, magoei  minha mãe, meus amigos e meu namorado. A ironia do destino me faz sorrir da minha própia desgraça, todos me julgaram e hoje eu também me julgo.
As lágrimas que derramei poderiam formar um mar, não só de tristeza, mas de arrependimento e dor. Vou seguir pelo meu caminho, pisando nesse chão branco onde não tenho nenhuma companhia, não sei nem para onde vou, minha mente me desloca a encontro de alguém.
Surpreendentemente, em minha frente estava Peter me olhando, como era possível ele estar ali? Deus havia me dado uma oportunidade valiosa pra me redimir. E encorajada, abracei ele muito apertado e disse apenas uma coisa, repeti o nosso juramento.

- Te amo!

Nosso amor não terminou, a morte provou que nosso juramento é eterno, o meu amor será eterno.

por Stefen Hermenegildo
256

O mundo das mulheres

Tudo parece normal,
a vizinha está apanhando do marido
meu amigo acaba de ser assaltado
e mais um professor é agredido.

Meu irmão continua desempregado
minha mãe sem remédios
o meu pai continua morto,
e minha vida, o mesmo tédio.

Os assassinatos vão aumentando
a violência se expandindo
o preconceito se disfarçando
entre "piadas", surge o machismo.

Como criar uma mulher nessa sociedade
se ela nem poderá ser o que deseja?
Se vestir uma roupa que goste,
será confundida como carne na mesa.

É dificil ser homem em meios de machistas,
mas é fácil não ser um deles.
Respeito elas como merecem,
não sou um verme como eles.

Tudo parece normal,
mas na realidade, tudo está errado.
Os poderes não querem ver
por covardia, se mantém calados.

Não quero mais ver mulheres
com os rostos machucados.
Mas sim, vê-las felizes
com o seu verdadeiro amado.

Elas merecem um mundo melhor,
um mundo sem crimes e dor.
Merecem viver um conto de fadas
e não um filme de terror.

Você é a autora de sua história,
escreva um romance lindo e seja a atriz.
Mas não queira sofrer agora
aguardando o final feliz.

O momento é hoje
seja feliz e viva.
Olhe no espelho todos os dias
e sempre se ache linda.

Por Stefen Hermenegildo
161

Ensinar a ser feliz - Poema

Como é bom, olhar a chuva.
Como é bom, ter paz.
Pena que ele não é como eu,
pois o simples não o satisfaz.

Mostro motivos para sorrir
e leis para não chorar.
O dinheiro não o faz feliz
ele apenas te iludirá.

O lado bom da vida
é viver com a sorte.
Sorte de ter saúde e paz,
sem ter tempo para a morte.

O sol vai nascer amanhã
e a chuva pode voltar a qualquer dia.
O inverno já está acabando
e o verão logo virá, com sua melodia.

Não há nada para reclamar
lembre que você tem uma filha
É dela a foto que segura,
sai dela as coisas boas que lhe inspira.

Pular desta ponte não vai resolver nada
apenas perderá suas chances.
Sua família vai sofrer com o suicídio
e o pesadelo chegará em instantes.

Vamos, me dê a mão
e não tenha vergonha de ser assim,
pois é melhor ser um homem pobre
do que um rico infeliz.

Que bom que me ouviu
sua filha já chegou.
Corra e lhe de um abraço
pois você tem um amor.

Lhe invejo por essa regalia
e lhe obrigo a ser grato a Deus.
Eu só tenho a solidão ao meu lado
mas já tive um amor igual ao teu.

Volto sozinho pra casa
admirando o mundo e suas riquezas.
Cumprindo minha missão de ensinar
a valorizar o pão que tem na mesa.

Por Stefen Hermenegildo
287

Ilusões sociais.

Somos seres humanos, possuídos por valores
Somos seres humanos, preso a vícios.
Humilhamos amigos e irmãos
ostentamos alguns edifícios.

Compramos uma Ferrari
e logo postamos fotos em redes sociais,
fazemos inveja a todos
se alimentando do prazer de termos mais.

Não podemos esquecer da legenda
dizendo ser apenas um "brinquedo".
Construímos a nossa riqueza aos poucos,
sem dividir o nosso segredo.

Demonstramos uma vida feliz
para nossos amigos se iludirem,
pra ser feliz lhe peço
- por favor, me admirem.

Sou só mais um rico
metido a Deus.
Penso que meu dinheiro me salvará
da inveja dos filhos meus.

A ilusão que diverte tanto os outros,
acaba quando chego em minha mansão.
A riqueza se transforma em nada
me tornando vítima da solidão.

Em vés de me arrepender
no dia seguinte, faço tudo de novo.
Ninguém precisa saber
que de minha pessoa, eu só sinto nojo.

Ganho dinheiro sem parar
mas não encontro minha felicidade.
Vou morrer sozinho em meu quarto
sendo vitíma de minha infantilidade.

Mas enquanto a morte não me leva
vou continuar se exibindo cada vez mais.
Quero manter o respeito das classes,
aumentando a mentira nas redes sociais.

Por Stefen Hermenegildo

322

Dependência - Poesia

Cadê a minha independência?
Onde está a minha liberdade?
Me iludo a encontrá-la nas minhas drogas
se destruindo aos poucos pela maldade.

Saio na rua e sou desrespeitado
fico em casa e se escondo em meu quarto.
Fiz tudo que quis em minha vida
Vi minha mãe morrer pelo infarto.

É como lhe dessem toneladas de culpa
para carregar em suas costas.
Fui condenado neste tribunal
onde fecharam todas as minhas portas.

Fui criado em um bairro pobre
com sede de justiça,
saudades dos tempos de paz
e a fome como companhia.

Via meus amigos sonhadores
venderem bugigangas na rua
quando ouviam uma sirene
rapidamente, fugiam pela lua.

Muitos de meus amigos eram pegos
Levavam porradas, xingos
e ainda eram humilhados
como se fossem simples inimigos.

Mas inimigos de quem?
O que fizemos de mal?
O quanto de erros cometemos
pra sermos considerados um rival?

Vou crescer na vida
sair desse mundo e ir para outro.
Construir minha felicidade
e não ser mais vitima de um imposto.

"Independência ou morte!"
Acho que todos morreram,
pois a independência sumiu
mas a dependência, veio.

Vou mudar o país ou eu mesmo?
Ser mais um reclamão,
ou mais um lutador?
Mesmo sem coragem, escolhi a segunda opção.

Me diz o que fazeremos
para salvar as crianças?
Greves, manifestações,
ou votos com confiança?

Somos dependentes de tudo
Vícios, valores e medos.
Creio que um dia seremos
muito mais do que brinquedos.

por Stefen Hermenegildo


307

Amar um sonho - Poema

O que faz do amor um sonho?
O que faz de um sonho um amor?
Se ambos são tão importantes para mim,
porque só me trazem dor?

Vou louvar uma pessoa e admirá-la,
ela vai se enjoar de mim e fugir.
Talvez seja o azar que acabe com o amor,
ou algo que nos faça insistir.

Somos puxados por um ímã invisível
e talvez inexistente.
Há a existência de um poder supremo
que nos deixa paciente.

Esperamos a vida toda
sonhamos em ser felizes,
mas não entendo e não encontro
o motivo para sermos insistentes.

A minha esperança morreu primeiro,
mas meu sonho ainda permanece.
Meu desejo é ter uma família grande
e a paz que me enriquece.

É estranho pensar em desistir
porque continuamos firmes e fortes.
Não abandonamos o nosso sonho
mesmo sabendo que não nos acompanhará até a morte.

Como escolher entre amor ou sonhar
se eu posso sonhar e amar?
Como podemos confiar na esperança
sem saber para qual caminho ela nos levará.

Quem sonha precisa partir e lutar.
Quem ama precisa ter seu sonho, realizado,
pois não há nada pior para um ser
do que amar e não ser amado.

por Stefen Hermenegildo
248

encontro - Amor mutilado

- Calma, cuidado com essa arma!

- Cala a sua boca e senta no sofá agora. Se tentar chamar a polícia, ou a atenção de alguém, eu disparo!

Ver ele com medo das minhas ameaças era um prazer que não esqueceria jamais, e pra completar a festa, dei alguns socos e chutes, só para descontar minha raiva.

- Qual seu objetivo, me matar?

- Como você adivinhou? - disse, chutando Peter, o fazendo cair no chão.

- O que eu te fiz no passado deixa por lá, não vamos terminar da pior maneira.

- Jamais! Por sua culpa, eu me tornei esse lixo, virei uma drogada e quase matei minha mãe de desgosto. E agora vem tentar me convencer de que a sua morte não vai adiantar em nada? Eu não vou lhe ouvi-lo.

Revoltada, eu chutava ele e dava muitas coronhadas em sua cabeça. Quando vi o sangue descer por seu corpo, me senti um lixo, como fui capaz de fazer tão mal? Mas eu tinha que fazer isso, pois aquele sangue não se comparava 1 por cento da dor que eu sentia em meu coração por tudo que fez comigo.

Fiquei horas rodeando ele com meu revolver na mão, mostrando autoridade. Ver o idiota no chão, tremendo, me fazia gargalhar muito, tinha que ser sarcástica, mesmo que não o matasse, só o susto valeria a pena, até porque ele não teria coragem de chamar a polícia depois disso.

Quando já era 8 horas da noite, abri uma janela para poder ter um pouco de ar naquele apartamento, porque não estava mais aguentando o ambiente fechado. Mas ele, covarde como sempre foi, tentou correr até a janela para gritar, mas dei um murro em seu nariz o derrubando no mesmo momento. Pelo menos minhas aulas de boxe serviram para alguma coisa.
Inteligente, tentou me seduzir e o pior que quase conseguiu. Quando menos esperava, ele já estava com as mãos em minha cintura me encarando, desviei o olhar porque tinha medo de me apaixonar novamente, o que seria uma desgraça.

- Fica longe de mim, eu não estou de brincadeira!

- Diz que não me ama? Fala isso, porque aí eu deixo que me mate!

- Já disse, se afaste porque eu vou...

Antes que eu terminasse de falar alguma coisa, recebi um beijo que me levou aos céus, aquele lábio era o meu favorito, a forma como ele me beijava trouxe lembranças de tudo que prometíamos nos momentos bons, era nosso primeiro beijo e talvez o último.

A ironia da vida me fez ficar furiosa, quando imaginaria que nosso encontro seria assim? Não podia criar mais expectativas, precisava acabar com tudo aquilo logo, mas quando percebi, já estava na cama com ele. Despertando no dia seguinte, não pude acreditar e procurei por ele, mas óbvio, não encontrei.

Após procurar por todos os cômodos, fui ao banheiro e ele estava lá, se lavando, me surpreendi por ainda estar ali e não ter fugido.

- Porque ainda está aqui? Não encontrou as chaves?!

- Apesar de não ter encontrado, fiquei por outra razão.

Nem precisei perguntar porque em minha direção estava o meu revolver apontado para meu rosto, mas como sabia que ele era covarde e lerdo, avancei e o derrubei no chão, conseguindo pegar a arma de volta.

- Como pode pensar que poderia me ameaçar? Só por causa desse seu ato eu precisarei te matar!

- Faz isso, a polícia já está a caminho mesmo!

- Você não teria coragem.

Apesar de sempre achar que ele seria um covarde, me surpreendi com o comportamento dele, jogou o celular em minha mão com a ligação feita. Eu fiquei apavorada, seria meu fim, não podia morrer na cadeia, e apontei a arma na cabeça dele, com o dedo no gatilho prestes a matá-lo. Era meu único caminho.
290

Assassinato - Amor Mutilado

- Vamos Ana, perdeu a coragem?! Me mata agora!

Eu tentava apertar o gatilho mas não conseguia, meus dedos travavam, era o medo misturado com a decepção, naquele momento tudo que tinha cometido veio em minha mente, fiquei culpada sem ter cometido um crime. Não sabia o tempo que duraria pra que a polícia chegasse no apartamento, na realidade não sabia mais de nada, nem porque eu tinha que existir.

- Não sei como eu cheguei a te amar um dia, nunca imaginei que teria um desgosto tão grande assim.

- Eu também me decepcionei muito com você, quando terminou comigo dizendo que a culpa era da distância, fiquei mal, chorei muito e não sai de meu quarto. Você nem ligou pra dor que eu sentia naquele momento, depois disso me tornei frio.

Caminhei em direção a janela com a arma na mão para ver se alguém estava chegando, em seguida olhei para ele vendo suas lágrimas caírem. Só que dessa vez percebi que não eram lágrimas de medo, mas de tristeza mesmo.

- Eu cheguei a te amar tanto, você não tem ideia garota. Ficava noite e dia ansioso para nosso encontro, imaginando como seria, mas agora estamos aqui sendo frios um com o outro.

- Não adianta se arrepender mais, você me fez muito mal, só porque sou uma pessoa sensível.

- Sensível? Não, você é fria!

- Você também, nossos corações se encheram de ódio por culpa de nós mesmo, então não venha jogar a culpa em mim!

- Ah, chega! Não adianta mais, me mata logo, acaba com essa agonia e aproveita pra fugir antes que a polícia chegue!

- Eu não posso! Ainda te amo, não posso fazer isso!

Comecei a chorar compulsivamente, minha mão, tremia demais, ele também chorava e acabou me surpreendendo. Se aproximou de mim rapidamente e segurou o cano do revolver colocando na região de seu coração.

- Vamos, me mata logo. Acaba com tudo isso Ana!

- Eu não posso, se afasta!

- Não! Vamos Ana, me mata!

- Já disse pra se afastar!

Nós gritavamos muito, cada vez mais aumentando o tom de voz, o ódio entre nós era terrível, nem parecia que já tínhamos chegado a nos amar.

- Me mata Ana, meu coração já esta morto há muito tempo mesmo!

- Cala a boca!

Sem saber como fiz isso, apertei o gatilho e fechei os olhos, quando abri, vi Peter ajoelhado em minha frente com os olhos arregalados, sangrando muito e antes que pudesse ajudá-lo, me disse:

- Te amo.

E depois caiu sangrando muito, já sem respirar. A última frase que me disse foi TE AMO, lembrei da promessa que fizemos, me disse um dia que quando chegasse sua hora da morte a sua última frase seria "Te amo", fiquei mais abalada do que estava. O arrependimento veio como um tormento enorme em minha mente mas não adiantava mais, eu havia matado o amor da minha vida.

Por Stefen Hermenegildo
257

encontro - Amor mutilado

- Calma, cuidado com essa arma!

- Cala a sua boca e senta no sofá agora. Se tentar chamar a polícia, ou a atenção de alguém, eu disparo!

Ver ele com medo das minhas ameaças era um prazer que não esqueceria jamais, e pra completar a festa, dei alguns socos e chutes, só para descontar minha raiva.

- Qual seu objetivo, me matar?

- Como você adivinhou? - disse, chutando Peter, o fazendo cair no chão.

- O que eu te fiz no passado deixa por lá, não vamos terminar da pior maneira.

- Jamais! Por sua culpa, eu me tornei esse lixo, virei uma drogada e quase matei minha mãe de desgosto. E agora vem tentar me convencer de que a sua morte não vai adiantar em nada? Eu não vou lhe ouvi-lo.

Revoltada, eu chutava ele e dava muitas coronhadas em sua cabeça. Quando vi o sangue descer por seu corpo, me senti um lixo, como fui capaz de fazer tão mal? Mas eu tinha que fazer isso, pois aquele sangue não se comparava 1 por cento da dor que eu sentia em meu coração por tudo que fez comigo.

Fiquei horas rodeando ele com meu revolver na mão, mostrando autoridade. Ver o idiota no chão, tremendo, me fazia gargalhar muito, tinha que ser sarcástica, mesmo que não o matasse, só o susto valeria a pena, até porque ele não teria coragem de chamar a polícia depois disso.

Quando já era 8 horas da noite, abri uma janela para poder ter um pouco de ar naquele apartamento, porque não estava mais aguentando o ambiente fechado. Mas ele, covarde como sempre foi, tentou correr até a janela para gritar, mas dei um murro em seu nariz o derrubando no mesmo momento. Pelo menos minhas aulas de boxe serviram para alguma coisa.
Inteligente, tentou me seduzir e o pior que quase conseguiu. Quando menos esperava, ele já estava com as mãos em minha cintura me encarando, desviei o olhar porque tinha medo de me apaixonar novamente, o que seria uma desgraça.

- Fica longe de mim, eu não estou de brincadeira!

- Diz que não me ama? Fala isso, porque aí eu deixo que me mate!

- Já disse, se afaste porque eu vou...

Antes que eu terminasse de falar alguma coisa, recebi um beijo que me levou aos céus, aquele lábio era o meu favorito, a forma como ele me beijava trouxe lembranças de tudo que prometíamos nos momentos bons, era nosso primeiro beijo e talvez o último.

A ironia da vida me fez ficar furiosa, quando imaginaria que nosso encontro seria assim? Não podia criar mais expectativas, precisava acabar com tudo aquilo logo, mas quando percebi, já estava na cama com ele. Despertando no dia seguinte, não pude acreditar e procurei por ele, mas óbvio, não encontrei.

Após procurar por todos os cômodos, fui ao banheiro e ele estava lá, se lavando, me surpreendi por ainda estar ali e não ter fugido.

- Porque ainda está aqui? Não encontrou as chaves?!

- Apesar de não ter encontrado, fiquei por outra razão.

Nem precisei perguntar porque em minha direção estava o meu revolver apontado para meu rosto, mas como sabia que ele era covarde e lerdo, avancei e o derrubei no chão, conseguindo pegar a arma de volta.

- Como pode pensar que poderia me ameaçar? Só por causa desse seu ato eu precisarei te matar!

- Faz isso, a polícia já está a caminho mesmo!

- Você não teria coragem.

Apesar de sempre achar que ele seria um covarde, me surpreendi com o comportamento dele, jogou o celular em minha mão com a ligação feita. Eu fiquei apavorada, seria meu fim, não podia morrer na cadeia, e apontei a arma na cabeça dele, com o dedo no gatilho prestes a matá-lo. Era meu único caminho.
263

Amor mutilado - erros

Na minha estante que já estava velha, peguei alguns remédios e tomei, bebi vodka e diversas bebidas sem me preocupar com o amanhã. Não me satisfazendo, fui pra uma balada e dancei até me acabar, só que acabei cometendo o pior erro de minha vida.

Alguns garotos me ofereceram drogas e eu usei, estava muito abalada e não sabia direito a confusão em que estava me metendo. Aquela noite de "curtição" passou voando mais deixou sequelas em mim. Sempre fui mimada, filhinha de mamãe como muitos falavam, e a minha inocência acabou comigo de vez.

O tempo foi se passando e a necessidade daquela química me fazia bem, consequentemente, todos os dias comecei a usar cocaína e maconha. Sabia que estava acabando com a minha vida, tinha momentos que em san consciência, chorava feito uma criança e me cortava, tantas e tantas vezes tentei me suicidar, mas não consegui, até pra isso não sirvo.

Com medo que minha mãe soubesse de alguma coisa, trancava meu quarto e fechava as cortinas, mas meu azar foi tanto que um dia uma menina que também era dependente, abordou minha mãe na rua pra conversar.

Uma mãe ouvir de um desconhecido que sua filha, aquela bonequinha que sempre teve as melhores roupas, está usando drogas e jurada de morte por um traficante é pior do que levar um tiro. Naquele dia, não tive oportunidade de me explicar, levei uma surra que nunca mais esqueci.

Não suportando aquela humilhação, peguei minha mochila, enchi de roupas e sair de casa, deixando tudo que amava pra trás. Precisava fugir dos traficantes, pois se não, morreria. E fui para São Paulo, onde morava meu grande amor, afinal ele era culpado por tudo que havia ocorrido comigo, e se fosse pra me ferrar de vez, precisava me vingar desse infeliz.

E o que aprendi na marginalidade foi pagar um preço caro por algo que vale a pena. E matar esse idiota ou apenas dar um susto, vale a pena, depois que fizesse isso poderia morrer em paz. Determinada a fazer isso, guardei uma arma que havia ganhado e pesquisei na internet o endereço dele, depois de alguns dias persistindo, consegui encontrar.

Dei aquele sorriso sarcástico e coloquei meu revolver na camisa, partindo pra casa de meu amor.

Pra minha sorte não precisei bater muito na porta dele, pois logo me atendeu abrindo a porta. O susto que levou o fez se afastar pra trás bruscamente, tinha me reconhecido na hora, oque até me surpreendeu.

- Como me encontrou aqui Ana?

- Está surpreso né? Mas eu não vim para te ver não, vim cobrar tudo que você fez eu passar, seu infeliz!

Quando eu disse isso, tirei meu revolver e apontei para a direção do rosto dele. Era o momento que precisava curtir, ver ele com aquela expressão de medo quase implorando pra mim não fazer nada, era muito prazeroso.
por stefen hermenegildo
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