Amor mutilado - erros
Na minha estante que já estava velha, peguei alguns remédios e tomei, bebi vodka e diversas bebidas sem me preocupar com o amanhã. Não me satisfazendo, fui pra uma balada e dancei até me acabar, só que acabei cometendo o pior erro de minha vida.
Alguns garotos me ofereceram drogas e eu usei, estava muito abalada e não sabia direito a confusão em que estava me metendo. Aquela noite de "curtição" passou voando mais deixou sequelas em mim. Sempre fui mimada, filhinha de mamãe como muitos falavam, e a minha inocência acabou comigo de vez.
O tempo foi se passando e a necessidade daquela química me fazia bem, consequentemente, todos os dias comecei a usar cocaína e maconha. Sabia que estava acabando com a minha vida, tinha momentos que em san consciência, chorava feito uma criança e me cortava, tantas e tantas vezes tentei me suicidar, mas não consegui, até pra isso não sirvo.
Com medo que minha mãe soubesse de alguma coisa, trancava meu quarto e fechava as cortinas, mas meu azar foi tanto que um dia uma menina que também era dependente, abordou minha mãe na rua pra conversar.
Uma mãe ouvir de um desconhecido que sua filha, aquela bonequinha que sempre teve as melhores roupas, está usando drogas e jurada de morte por um traficante é pior do que levar um tiro. Naquele dia, não tive oportunidade de me explicar, levei uma surra que nunca mais esqueci.
Não suportando aquela humilhação, peguei minha mochila, enchi de roupas e sair de casa, deixando tudo que amava pra trás. Precisava fugir dos traficantes, pois se não, morreria. E fui para São Paulo, onde morava meu grande amor, afinal ele era culpado por tudo que havia ocorrido comigo, e se fosse pra me ferrar de vez, precisava me vingar desse infeliz.
E o que aprendi na marginalidade foi pagar um preço caro por algo que vale a pena. E matar esse idiota ou apenas dar um susto, vale a pena, depois que fizesse isso poderia morrer em paz. Determinada a fazer isso, guardei uma arma que havia ganhado e pesquisei na internet o endereço dele, depois de alguns dias persistindo, consegui encontrar.
Dei aquele sorriso sarcástico e coloquei meu revolver na camisa, partindo pra casa de meu amor.
Pra minha sorte não precisei bater muito na porta dele, pois logo me atendeu abrindo a porta. O susto que levou o fez se afastar pra trás bruscamente, tinha me reconhecido na hora, oque até me surpreendeu.
- Como me encontrou aqui Ana?
- Está surpreso né? Mas eu não vim para te ver não, vim cobrar tudo que você fez eu passar, seu infeliz!
Quando eu disse isso, tirei meu revolver e apontei para a direção do rosto dele. Era o momento que precisava curtir, ver ele com aquela expressão de medo quase implorando pra mim não fazer nada, era muito prazeroso.
por stefen hermenegildo
encontro - Amor mutilado
- Calma, cuidado com essa arma!
- Cala a sua boca e senta no sofá agora. Se tentar chamar a polícia, ou a atenção de alguém, eu disparo!
Ver ele com medo das minhas ameaças era um prazer que não esqueceria jamais, e pra completar a festa, dei alguns socos e chutes, só para descontar minha raiva.
- Qual seu objetivo, me matar?
- Como você adivinhou? - disse, chutando Peter, o fazendo cair no chão.
- O que eu te fiz no passado deixa por lá, não vamos terminar da pior maneira.
- Jamais! Por sua culpa, eu me tornei esse lixo, virei uma drogada e quase matei minha mãe de desgosto. E agora vem tentar me convencer de que a sua morte não vai adiantar em nada? Eu não vou lhe ouvi-lo.
Revoltada, eu chutava ele e dava muitas coronhadas em sua cabeça. Quando vi o sangue descer por seu corpo, me senti um lixo, como fui capaz de fazer tão mal? Mas eu tinha que fazer isso, pois aquele sangue não se comparava 1 por cento da dor que eu sentia em meu coração por tudo que fez comigo.
Fiquei horas rodeando ele com meu revolver na mão, mostrando autoridade. Ver o idiota no chão, tremendo, me fazia gargalhar muito, tinha que ser sarcástica, mesmo que não o matasse, só o susto valeria a pena, até porque ele não teria coragem de chamar a polícia depois disso.
Quando já era 8 horas da noite, abri uma janela para poder ter um pouco de ar naquele apartamento, porque não estava mais aguentando o ambiente fechado. Mas ele, covarde como sempre foi, tentou correr até a janela para gritar, mas dei um murro em seu nariz o derrubando no mesmo momento. Pelo menos minhas aulas de boxe serviram para alguma coisa.
Inteligente, tentou me seduzir e o pior que quase conseguiu. Quando menos esperava, ele já estava com as mãos em minha cintura me encarando, desviei o olhar porque tinha medo de me apaixonar novamente, o que seria uma desgraça.
- Fica longe de mim, eu não estou de brincadeira!
- Diz que não me ama? Fala isso, porque aí eu deixo que me mate!
- Já disse, se afaste porque eu vou...
Antes que eu terminasse de falar alguma coisa, recebi um beijo que me levou aos céus, aquele lábio era o meu favorito, a forma como ele me beijava trouxe lembranças de tudo que prometíamos nos momentos bons, era nosso primeiro beijo e talvez o último.
A ironia da vida me fez ficar furiosa, quando imaginaria que nosso encontro seria assim? Não podia criar mais expectativas, precisava acabar com tudo aquilo logo, mas quando percebi, já estava na cama com ele. Despertando no dia seguinte, não pude acreditar e procurei por ele, mas óbvio, não encontrei.
Após procurar por todos os cômodos, fui ao banheiro e ele estava lá, se lavando, me surpreendi por ainda estar ali e não ter fugido.
- Porque ainda está aqui? Não encontrou as chaves?!
- Apesar de não ter encontrado, fiquei por outra razão.
Nem precisei perguntar porque em minha direção estava o meu revolver apontado para meu rosto, mas como sabia que ele era covarde e lerdo, avancei e o derrubei no chão, conseguindo pegar a arma de volta.
- Como pode pensar que poderia me ameaçar? Só por causa desse seu ato eu precisarei te matar!
- Faz isso, a polícia já está a caminho mesmo!
- Você não teria coragem.
Apesar de sempre achar que ele seria um covarde, me surpreendi com o comportamento dele, jogou o celular em minha mão com a ligação feita. Eu fiquei apavorada, seria meu fim, não podia morrer na cadeia, e apontei a arma na cabeça dele, com o dedo no gatilho prestes a matá-lo. Era meu único caminho.
Poema - Sinal Verde
Sinal verde, me assegura que você está viva
Sinal verde, me mostra que você
está conversando com outro
ou apenas tentando me esquecer.
Sinal verde queria lhe pedir uma coisa
leve a minha melhor cor
a que mais represente o meu amor
a esse coração que desistiu de mim.
Se quilômetros e desculpas
impedem você de me amar
e se é a minha melanina que lhe incomoda,
sinto muito mas o sinal verde
não pode me deixar incolor.
por stefen hermenegildo
encontro - Amor mutilado
- Calma, cuidado com essa arma!
- Cala a sua boca e senta no sofá agora. Se tentar chamar a polícia, ou a atenção de alguém, eu disparo!
Ver ele com medo das minhas ameaças era um prazer que não esqueceria jamais, e pra completar a festa, dei alguns socos e chutes, só para descontar minha raiva.
- Qual seu objetivo, me matar?
- Como você adivinhou? - disse, chutando Peter, o fazendo cair no chão.
- O que eu te fiz no passado deixa por lá, não vamos terminar da pior maneira.
- Jamais! Por sua culpa, eu me tornei esse lixo, virei uma drogada e quase matei minha mãe de desgosto. E agora vem tentar me convencer de que a sua morte não vai adiantar em nada? Eu não vou lhe ouvi-lo.
Revoltada, eu chutava ele e dava muitas coronhadas em sua cabeça. Quando vi o sangue descer por seu corpo, me senti um lixo, como fui capaz de fazer tão mal? Mas eu tinha que fazer isso, pois aquele sangue não se comparava 1 por cento da dor que eu sentia em meu coração por tudo que fez comigo.
Fiquei horas rodeando ele com meu revolver na mão, mostrando autoridade. Ver o idiota no chão, tremendo, me fazia gargalhar muito, tinha que ser sarcástica, mesmo que não o matasse, só o susto valeria a pena, até porque ele não teria coragem de chamar a polícia depois disso.
Quando já era 8 horas da noite, abri uma janela para poder ter um pouco de ar naquele apartamento, porque não estava mais aguentando o ambiente fechado. Mas ele, covarde como sempre foi, tentou correr até a janela para gritar, mas dei um murro em seu nariz o derrubando no mesmo momento. Pelo menos minhas aulas de boxe serviram para alguma coisa.
Inteligente, tentou me seduzir e o pior que quase conseguiu. Quando menos esperava, ele já estava com as mãos em minha cintura me encarando, desviei o olhar porque tinha medo de me apaixonar novamente, o que seria uma desgraça.
- Fica longe de mim, eu não estou de brincadeira!
- Diz que não me ama? Fala isso, porque aí eu deixo que me mate!
- Já disse, se afaste porque eu vou...
Antes que eu terminasse de falar alguma coisa, recebi um beijo que me levou aos céus, aquele lábio era o meu favorito, a forma como ele me beijava trouxe lembranças de tudo que prometíamos nos momentos bons, era nosso primeiro beijo e talvez o último.
A ironia da vida me fez ficar furiosa, quando imaginaria que nosso encontro seria assim? Não podia criar mais expectativas, precisava acabar com tudo aquilo logo, mas quando percebi, já estava na cama com ele. Despertando no dia seguinte, não pude acreditar e procurei por ele, mas óbvio, não encontrei.
Após procurar por todos os cômodos, fui ao banheiro e ele estava lá, se lavando, me surpreendi por ainda estar ali e não ter fugido.
- Porque ainda está aqui? Não encontrou as chaves?!
- Apesar de não ter encontrado, fiquei por outra razão.
Nem precisei perguntar porque em minha direção estava o meu revolver apontado para meu rosto, mas como sabia que ele era covarde e lerdo, avancei e o derrubei no chão, conseguindo pegar a arma de volta.
- Como pode pensar que poderia me ameaçar? Só por causa desse seu ato eu precisarei te matar!
- Faz isso, a polícia já está a caminho mesmo!
- Você não teria coragem.
Apesar de sempre achar que ele seria um covarde, me surpreendi com o comportamento dele, jogou o celular em minha mão com a ligação feita. Eu fiquei apavorada, seria meu fim, não podia morrer na cadeia, e apontei a arma na cabeça dele, com o dedo no gatilho prestes a matá-lo. Era meu único caminho.
Amor mutilado - Insegurança
Com o coração batendo a mil, me mantive fria tentando não demonstrar que estava emocionada ou apreensiva. E quando enfim, ele disse do que se tratava, eu derrubei o celular na cama e deitei, como se estivesse desmaiado. Não querendo dar um vácuo, logo me levantei pensando no que responder.
O que eu falaria naquele momento? O garoto que eu estava amando também sentia algo por mim?! Não daria pra explicar a emoção que estava sentindo. Porém como toda menina deve ser, coloquei em prática meu orgulho e escrevi apenas um "Sério?", tipo "estou chocada", "não me surpreende muito". Mas na realidade eu estava quase é pulando de alegria, sorrindo como um palhaço vendo seu circo lotado.
E pra me surpreender mais ainda, ele me pediu em namoro, e claro, eu disse sim. Só que fiquei preocupada com um detalhe que poderia prejudicar a relação futuramente e não querendo me sufocar com aquela dúvida, me encorajei e fiz a pergunta, mesmo temendo a resposta.
- Mas e a distância entre nós... não vai atrapalhar?
- Claro que não meu amor, nada vai nos separar! - respondeu colocando um emoji de coração no final.
- Ainda bem amor!
Aquela frase de que nada nos separaria, me deixou toda derretida, e aos poucos fui me soltando mais, declarando todo meu amor em aúdios e no status com aquelas frases de amor que todo apaixonado coloca.
Queria gritar para o mundo que estava apaixonada, mas não tendo coragem para isso, apenas contei para algumas amigas, só para as que considerava como irmãs. Dentre as três, só uma descordou, e pra piorar era a que considerava uma verdadeira irmã, a amiga que sempre me animava e apoiava nos momentos complicados.
- Amiga, eu entendo que você esteja apaixonada mas namoro a distância não dá certo. Acha que ele vai aguentar por quanto tempo ficar conversando apenas por uma tela de celular?
- Eu não sei amiga, não pensei nisso ainda.
- Pois pense bem, ainda há tempo de terminar.
Naquele momento senti raiva dela e de todos, tanto que fiquei por alguns dias trancada em meu quarto. Ele que não era bobo, percebeu a mudança repentina de meu comportamento e logo me interrogou, fez diversas perguntas, mas consegui me livrar de todas, só não conseguia me livrar da pressão que aumentava a cada dia em minha vida.
Eram amigos, inimigos e problemas que me sufocavam, não estava mais conseguindo controlar aquela ansiedade, se continuasse acabaria morrendo sufocada por toda aquela pressão. Então resolvi contar tudo o que realmente estava me aflingindo, mesmo que ele chorasse ou ignorasse, me odiasse pra sempre. Não podia mais conviver um minuto com aquela dúvida no meu coração e acorrentada a toda pressão que me enlouquecia aos poucos.
Seria melhor começar um relacionamento com a verdade, do que com uma mentira.
Amor Mutilado - Frieza
Enfim, disse pra ele tudo que realmente estava me sufocando, pedi o fim do namoro como forma de solucionar os problemas . Recebi uma resposta que me deixou angustiada, pensando que ele me xingaria, fazeria um escândalo ou algo do tipo, apenas disse "blz", nem ao menos escreveu a palavra BELEZA completa. Eu fiquei com uma dúvida infeliz em meu coração, naquele momento não sabia o que responder, tentava digitar mas meus dedos tremiam sem saber como agir.
Com meu orgulho no nível máximo, desliguei o celular e deitei em minha cama, deixando ele pensar e me acusar do que quissesse. Realmente, queria ser fria, mas não conseguia. Gostava dele ainda e comecei sem ter o que fazer, fiquei o dia inteiro com o travesseiro em cima de minha cabeça, ouvindo música sozinha, tentando esquecer o mundo e tudo que fiz. Afinal, ele era lindo, logo arrumaria uma namorada melhor do que eu, e nem estaria sofrendo com tudo isso, não era tão idiota pra ligar logo para uma menina problemática.
O tempo foi passando e não tive mais a coragem para chamá-lo, na realidade não se tratava de coragem mas de orgulho. Ele que tinha o dever de me chamar, se me amasse de verdade já teria vindo atrás.
Mesmo postando algumas coisas no facebook com o próposito de provocá-lo e escrever algumas indiretas em meu status, não adiantava em nada, parecia que havia me esquecido. Mas chegou um dia que meu orgulho parecia ter desaparecido, acho que era tanta dor que sentia no coração que consegui superar meu própio orgulho e chamei ele timidamente. Comecei a digitar e pedir desculpa pelo que tinha feito, agi sem pensar, mandei alguns aúdios para explicar melhor tudo que aconteceu comigo na semana sem ele, e sem querer deixei escapar um " Te amo". E surpreendentemente recebi uma reposta que me fez sorrir, também disse que me amava, e que tinha sentido muito a minha falta, e claro eu me aproveitei do momento e pedi pra voltar, pensei que receberia um não, mas felizmente me disse sim, me mandando milhares de coraçãozinhos.
Conseguindo resgatar minha relação, coloquei em minha mente que não tinha que dar satisfação a ninguém além de meu namorado, amava ele com todas minhas forças e não estava nem aí para a distância. Apesar de tudo, ele ainda tinha um carinho por mim, só que estava muito frio, não dizia que me amava mais, eu fazia textos apaixonados, verdadeiras declarações de amor, e ele apenas respondia com um emoji, me deixando muito mal.
Aos poucos fui percebendo que o amor que sentia não era o mesmo que o dele em relação a mim, me tratava como uma idiota, uma qualquer, saia para os lugares quase toda noite e não dava satisfação. Quando eu ousava a perguntar, me respondia grosseiramente.
- Amor, você vai sair denovo essa noite? Nem ao menos conversamos, ficou o tempo todo no face, sem me responder!
- Você quer o que? Eu tenho uma vida para cuidar, não posso dedicar meu tempo todo a você.
- Eu sei amor, mas devia ser mais carinhoso comigo.
- Sou como você merece, para de pegar no meu pé!
- Não fala assim comigo!
- Aff, me esquece menina. Vou sair, tchau!
Essas eram nossas discussões, sempre me deixava no vácuo, sozinha, e no outro dia em vés de ele me pedir desculpas, a idiota aqui falava que o amava e pedia milhares de desculpas, dizendo que sentia muita falta dele. Eu sei, eu sou muito idiota, se fosse outra já teria o deixado, mas eu o amava a ponto de perdoar tudo que fizesse.
Talvez eu estivesse incomodando ele, ou estaria se vingando. Pra continuar nessa relação, tentaria não falar mais nada pra evitar discussões, não queria perde-lo novamente. Mas aguentar tudo calada me fazeria muito mal, meu coração sangrava a cada dia. E havia outro problema mais sério, ele não sabia que eu me mutilava, fiquei com medo de contar porque todos que sabiam me chamavam de louca e isso doia muito, mas como forma de chamar atenção para perceber que realmente eu não estava bem, mandei uma foto do meu braço mutilado e expliquei. Antes mesmo de ser julgada, já tinha comeado a chorar aguardando a mensagem dele, muito angustiada.
por Stefen Hermenegildo
Amor Mutilado - Rotina
Quando sua vida é resumida em escola para o quarto e do quarto para a escola, você se sente uma droga. Ninguém te valoriza; realmente, apenas acham meu sorriso lindo sem saber que há uma imensa tristeza por trás de um abrir de boca.
Cada dia que passa eu fico muito pressionada comigo mesmo, não conseguia ser feliz nem ao menos disfarçar para minha família. Minha mãe já estava percebendo que eu estava me tornando uma pessoa triste, depressiva, mas a única coisa que ela me chamava era de louca, se fosse pelo menos de coitada, eu aceitaria, mas louca é um título que machuca muito.
Por isso, passei dias no meu quarto sem ir a escola, comecei a me cortar com uma lâmina de apontador. Aquele ato me fazia descontar os problemas e tirar a dor. O sangue escorrendo pelos meus braços me fazia chorar e tentar de algum jeito me refugiar nele, queria morrer, porque me sentia um lixo, uma droga que não devia estar vivendo. A minha sorte foi que minha mãe nunca via esses cortes,pois só andava com roupas com mangas cumpridas, ajudanso a camufrar os ferimentos.
Até que em um dia meio igual a todos, acordei um pouco animada, fiquei me estranhando, nunca mais tinha acordado assim. Como sempre, deitada em minha cama, era domingo não precisava ir a escola, eu mexia no meu celular tranquilamente, nisso um garoto me chamou, eu fiquei nervosa é claro, muleque abusado veio com uma desculpa que tinha meu número e queria conversar. Mas no decorrer da conversa, comecei a sorrir do nada, apesar de ele ser bem engraçado eu não sorria assim há muito tempo. Ao me ver sorrir, minha mãe se assustou e logo tratou de me interrogar.
- O que está vendo nesse celular que te faz sorrir tanto menina?
Eu meia envergonhada disse que era nada não. Os dias forão se passando e inacreditávelmente, fui parando de chorar atoa e comecei a sentir ânimo na vida. Na realidade em apenas dois dias eu estava sentindo uma coisa que não queria, AMOR!
Estava amando aquele garoto abusado em apenas dois dias, só que fiquei com medo de declarar isso e ele não acreditar, então guardei segredo torcendo pra que ele sentisse o mesmo.
Eu, depois de dias de sofrimento estava amando novamente, minha rotina tinha mudado repentinamente, pra melhor graças a Deus. Só que no dia seguinte, ele me chamou mandando uma mensagem que me deixou preocupada, pois não sabia do que se tratava, ele disse:
- Meu bem, eu preciso te confessar uma coisa, espero que não fique nervosa comigo.
Lógico que eu fiquei nervosa, não sabia o que ele queria dizer, e se ele tivesse uma namorada e ela estivesse com ciumes? Além de eu me decepcionar, ele pararia de conversar comigo, o que seria um pesadelo eterno! Mas meu pensamento estava errado, felizmente!
Continua....
por Stefen Hermenegildo
Direitos autoriais reservados ao autor Stefen Hermenegildo
pecar e pagar
Ficamos mais de 7 horas juntos
eu de um lado
ela do outro.
Como evitar?
Gostava de seus olhos e de seu cabelo,
admirava o seu modo de lidar com as pessoas
e isso só me fazia ficar apegado a ela
sem se preocupar com o seu namorado residente em Lagoas.
Em uma tarde fria,
convidei-a para sair.
Mesmo não querendo
ela aceitou, pois sabia que iria insitir.
Conversamos por algumas horas
e então disse o que sentia.
Sem me olhar se levantou
desconfiando do que eu queria.
Disse que era de coração
e sua resposta foi mostrar o seu anel
estava presa a outros motivos
apaixonada por um coronel.
Se distanciei por alguns dias
mas voltei a te perturbar
e em uma tarde também fria
o coronel veio me matar.
Sai correndo feito um covarde
prometendo a Deus que não faria mais
o dificil seria prometer
que seria feliz nos dias autuais.
Por Stefen Hermenegildo
Amor alcoólatra
Acordei, joguei uma água no rosto
voltei a deitar, olhando para sua foto.
Poderia ficar procurando um defeito em você
mas está não é a postura que adoto.
Deixo o porta retrato do lado e começo a pensar
onde foi que eu errei
será que fui muito chato com você
ou foi algo de errado que falei?
Levanto depois de duas horas e continuo a pensar
E se estivéssemos juntos?
E se cumpríssemos todas as promessas?
teria você agora em meus aposentos?
Mas ao beber um pouco de vinho
volto a ser o homem que você odiava
fico isolente, e sem se preocupar
cometia atitudes que lhe deixava brava.
Só o vinho mesmo para fazer eu lembrar
do homem que fui pra você.
Pensando bem,
é melhor a gente nem mais se ver.
Você é linda e terá companhias
já eu, sou um bebado
que mesmo insuportável
terei sempre meu vinho ao meu lado.
Você pediu naquela noite de Agosto
pra que eu escolhesse entre você e o vinho.
Fiz a escolha e você saiu gritando
chamando a atenção do vizinho.
Senhor Manuel, aquele tarado!
Sempre quis acabar com a nossa relação
e você separa de mim, abri a porta, e o abraça
destruindo meu coração. Que traição!
Deixo você ir e fico a olhar em sua foto
amo você todos os dias, mas também amo o meu vinho.
Pra não perder meu querido suco de uva,
escolhi ficar sozinho.
por Stefen Hermenegildo
direitos reservados ao autor Stefen Hermenegildo
o enterro das letras
As letras
os teclados
o rato eletrônico,
e as palavras mortas.
As cartas de amor,
os abraços
as mãos da amada e
seus beijos.
São ilusões digitadas.
Se o coração dela sentir o mesmo,
a insegurança será a mesma
as dúvidas serão constantes
e o amor, procurará um espaço.
Espaço que infelizmente, será anulado
nesse maldito teclado.
Com tantos recursos tecnológicos
ela me fez três pedidos.
Pedidos que jurei reálizá-los antes mesmo de ouvi-los.
O coração acelerado
aumentou a minha angústia.
Quando soube do que se tratava
soltei algumas lágrimas em meus emojis,
pois sabia que seus pedidos
não poderia ser realizados.
A tristeza se apossou de mim
confirmando que amor demais mata,
então bebi um litro de veneno
enterrando tudo que sobrou do nada.
A distância e os três pedidos
me acompanharam até a cova,
então me deitei dormindo
sem esquecer é claro, das letras mortas.