steliochitlhango

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Filho do DEUS Humano

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O pedaço meu poético

O pedaço meu poético

Veste-se de rã, lagarto, lagartista
Explora a camuflagem ao máximo, é artista
O meu eu poético é assim....

É fome que flameja, que dorme faminto
É sede de ar, diante a floresta
É firme, por dentro sinto
É eixo do sol

É a potência a cima do frenético
So quer sair, e ir, pra fora de mim
Sim!!!
O meu eu poético é assim...

(*O meu eu falando)
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Poemas

5

2000 depois dos primeiros 20

2000 depois dos primeiros 20

Dois mil anos depois
Alguns anos-luz se passaram
Caminhando vácuos e paraísos
Procurando o compatível vector da luz

Dois mil anos depois
O mundo pariu a mim
O hospedeiro reluz
Que a profecia prometeu

Dois mil anos depois
Surgiu o ser de capuz
Que pôs a praga do tempo
Cá dentro, em dois mil e vinte
-------------------
O ano da morte

Dois mil anos depois
O mundo treme
E pára tudo
Sintetiza crime
Separa tudo….

Dois mil anos depois
O mundo treme
Treme pelo meu nome
E sussurra-o dizendo, covid-19
47

O mundo malvado

O mundo malvado


O mundo não se resume apenas no globo azul de verde
Tem também o vermelho de fogo
Que arde até na noite, procurando a quem assolar
Para o dormir

O mundo verdadeiro tem garras
Do leão e cede do vampiro
Que caminha entre nós dando tiros
Destruindo sem puder contar o numero das guerras sofridas pela terra

Conhecer o universo não é conhecer o mundo
Que eu conheço
Que te dá, só para te arrancar como preço
Este mundo é mudo irmão
Se tem medo do cão, então não desfile nesse portão
Senão, se arrependerá de ter nascido neste mundo
33

Por ser uma estrada

Por ser uma estrada

Caminhavam e me pisavam com pernas estragadas
Com arco vestido de preto, como se fosse um nada
Desdenhavam e zombavam com bocas de rodas
Como se soubessem que era uma estrada
De verdade

Gritavam e saltavam quando me chamavam de covarde
Diminuto, só porque era mestre de bodes
E ainda me chamavam de tractor verde
Sou porque não me cansava, pela minha virtude
Única

Que fez de mim, um ser que cria os dias
Não porque tenho sempre as claras, tenho também as sombrias
Assim como qualquer um que caminha
Em busca da verdade que se esconde
Nas artimanhas de andorinhas.
40

Seu Demónio louco

Seu demónio depravado

O odeia
O único que merece ser amado
Considerando tudo que fez por ti
Mesmo assim
O odeia em vez de ama-lo

Por que você é assim?
Seu ingrato.
Você o chama de demónio louco?!
Só porque te impede de brincar com seu amigo indecente
E de sair a noite
Só por isso?

Hoje é demónio louco
Quem te ama incondicionalmente
Quem te faz sorrir
Quem te ajuda e te dá de comer
E ainda o chama de palhaço atrasado.

Seu demónio louco.


Seu demónio depravado

E ainda o chama de palhaço atrasado?!
Quem te ajuda e te dá de comer
Que te faz sorrir
Quem te ama incondicionalmente
Hoje é demónio louco

Só porque te impede de sair a noite!
E de brincar com seu amigo indecente!
Você o chama de demónio louco
Só por isso?
Seu ingrato.
Por que você é assim?

O odeia em vez de ama-lo
O único que merece ser amado
Considerando tudo que fez por ti
Mesmo assim
O odeia.

Seu demónio louco.
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《Só quando ela se foi》

Quando ela se foi, consegui distinguir
O riso da felicidade
A luz da luminosidade
O diferente da diferença
E outros enigmas da mesma raça

Quando ela se foi, senti agulha de horrores
Perfurando o meu peito, como se estivesse a sondar
O meu coração, sufocou-se com dores
Levantou-se com o pranto, e começou a andar
Com um tom, que não valia o provento
Desesperado, arranquei-o do peito
E lancei-o ao alto
Só para verificar arrasto

De repente senti dor, de não sentir mais dor
Amargurado, coloquei-o de volta
Não porque sentia falta
Mas talvez dor, de não tê-la de perto

Quando ela se foi
Eu também me fui
Em mente e em coração, morri
Como quem ama o que se perdeu
No mesmo dia que se ganhou.
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