Do preto é vermelho quente que sou... Da raiz é a servidão eterna que broto Que cru? Que produz a lenha Barbaridades, me são sombras As habilidades que tenho. Quem dera?! Não ser árvore que sou.
Jorge Fendas, O azar do que é...
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Sonho
Carvão afiado e uma régua de varão
Me falta o lugar certo E o material certo Para ser eu mesmo Uso carvão, e varão sobre o bloco Arquitecto o pouco que toco Pela minha imaginação Me supero a cada dia, seguindo a mim mesmo Subo montanhas e atravesso mares, e tento chegar lá. Não canto dificuldades, porque é fácil quando se está de bravuras.
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Sonho
Eu vi uma pedra gigante no meu sonho No meu cantinho, me atrapalhava E me obrigava a não sonhar .......... Logo, logo.. .......... Perdi sono e acordei, porque quero sonhar.
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Eu na machamba e um pouco de orvalho
Eu na machamba e um pouco de orvalho
O chão húmido de matope faz-me escorregar Asseguro-me no entrenó do milho, luto pelo sustento Parte-se ao meio, lombo o chão, faço trezentos e sessenta graus de cilindro Enfim, levanto-me e faço uma limpada leve e começo a engatinhar Pouco a pouco saii da machamba de matope. Autor (…) Estudante: 8444 (2020/12/12)
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Carvão
Carvão afiado e uma régua de varão
Me falta o lugar certo E o material certo Para ser eu mesmo Uso carvão, e varão sobre o bloco Arquitecto o pouco que toco Pela minha imaginação Me supero a cada dia, seguindo a mim mesmo Subo montanhas e atravesso mares, e tento chegar lá. Não canto dificuldades, porque é fácil quando se está de bravuras.
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A flor da minha vida
A flor da minha vida
Aquela flor, não é uma flor Que murcha, que envelhece, que morre... Ela simplesmente Fulgura, rutila, tremula.... Estimula o sabor do odor
Aquela flor, não é uma flor Pois não tem pétala nem odor Mas, abalos produzem olor
Aquela flor, não...Não pode ser uma flor Polem-escuro, pétala-negra, sepata-incolor Não... ela só pode ser divinal
(*Significância )
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O pedaço meu poético
O pedaço meu poético
Veste-se de rã, lagarto, lagartista Explora a camuflagem ao máximo, é artista O meu eu poético é assim....
É fome que flameja, que dorme faminto É sede de ar, diante a floresta É firme, por dentro sinto É eixo do sol
É a potência a cima do frenético So quer sair, e ir, pra fora de mim Sim!!! O meu eu poético é assim...
(*O meu eu falando)
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Eu sou fogo...
Eu sou fogo...
Da lenha, do carvão, do gás... A minha chama arde, e assa As vezes coze
Eu sou fogo, e tenho voz Que chama, que grita quando queima Encolho-me no palito, a serviço do patrão
Eu sou fogo, e desejo queimar Esquentar o frio da montanha russa Eu sou fogo que sonha Por um dia, de esquentar o amor.
(*O meu eu falando )
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Lobisomem
Lobisomem
Sou lobisomem que não treme cheias Nem meias luas Sou lobo simplesmente por ser eu E sou homem apenas por ser lobo
É por mim mesmo que luto É pela vida que esquivo as armadilhas na floresta É por nada que me asusto Sou elefante mesmo sendo lobo. Sim!!! Eu tenho o "duplo eu".
(*O meu eu falando )
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Eu sou fogo...
Eu sou fogo...
Da lenha, do carvão, do gás... A minha chama arde, e assa As vezes coze
Eu sou fogo, e tenho voz Que chama, que grita quando queima Encolho-me no palito, a serviço do patrão
Eu sou fogo, e desejo queimar Esquentar o frio da montanha russa Eu sou fogo que sonha Por um dia, de esquentar o amor.