Abaixaria a arma, de Cabisbaixo eu me renderia Não lutaria por ela A trocaria pela pílula, e alguns papeis de samora
Me mictarria no mesmo dia que me engoli Gritaria até no ouvido do silente, que não quero parir-me Não nesta vida, talvez na próxima que virá.
(*Cansado de viver na miséria)
Autor: El-pintor
67
Se eu sobesse...
Se eu sobesse...
Abaixaria a arma, de Cabisbaixo eu me renderia Não lutaria por ela A trocaria pela pílula, e alguns papeis de samora
Me mictarria no mesmo dia que me engoli Gritaria até no ouvido do silente, que não quero parir-me Não nesta vida, talvez na próxima que virá.
(*Cansado de viver na miséria)
Autor: El-pintor
28
O meu erro
O meu erro
Errei no dia em que vi Que errar é uma forma de aprender Por não gritar que o mundo tem que errar Errei no dia... Em que me neguei De ser tentador e presistente
Errei no dia em que sonhei dormido Acordei, dormi Errei no dia em que sonhei E não acordei o sonho
Mas que errar O meu erro supremo foi de não querer errar.
(*O que percebi depois de errar)
Autor: El-pintor
73
Nesta vida... eu sim...
Nesta vida... eu sim...
Era um mero ajudante Mas já vi muito pra ser perito Eu cai, levantei, várias vezes eu sofri Sou frida, sou tereza, sou tristeza Sim!!! Nesta vida já fui tudo
Eu sim.... Se ainda canto o viver É que pactuei com a fenex Renasço quando fingo escrever
Autor: El-pintor
66
2000 depois dos primeiros 20
2000 depois dos primeiros 20
Dois mil anos depois Alguns anos-luz se passaram Caminhando vácuos e paraísos Procurando o compatível vector da luz
Dois mil anos depois O mundo pariu a mim O hospedeiro reluz Que a profecia prometeu
Dois mil anos depois Surgiu o ser de capuz Que pôs a praga do tempo Cá dentro, em dois mil e vinte ------------------- O ano da morte
Dois mil anos depois O mundo treme E pára tudo Sintetiza crime Separa tudo….
Dois mil anos depois O mundo treme Treme pelo meu nome E sussurra-o dizendo, covid-19
47
O mundo malvado
O mundo malvado
O mundo não se resume apenas no globo azul de verde Tem também o vermelho de fogo Que arde até na noite, procurando a quem assolar Para o dormir
O mundo verdadeiro tem garras Do leão e cede do vampiro Que caminha entre nós dando tiros Destruindo sem puder contar o numero das guerras sofridas pela terra
Conhecer o universo não é conhecer o mundo Que eu conheço Que te dá, só para te arrancar como preço Este mundo é mudo irmão Se tem medo do cão, então não desfile nesse portão Senão, se arrependerá de ter nascido neste mundo
33
Por ser uma estrada
Por ser uma estrada
Caminhavam e me pisavam com pernas estragadas Com arco vestido de preto, como se fosse um nada Desdenhavam e zombavam com bocas de rodas Como se soubessem que era uma estrada De verdade
Gritavam e saltavam quando me chamavam de covarde Diminuto, só porque era mestre de bodes E ainda me chamavam de tractor verde Sou porque não me cansava, pela minha virtude Única
Que fez de mim, um ser que cria os dias Não porque tenho sempre as claras, tenho também as sombrias Assim como qualquer um que caminha Em busca da verdade que se esconde Nas artimanhas de andorinhas.
40
Seu Demónio louco
Seu demónio depravado
O odeia O único que merece ser amado Considerando tudo que fez por ti Mesmo assim O odeia em vez de ama-lo
Por que você é assim? Seu ingrato. Você o chama de demónio louco?! Só porque te impede de brincar com seu amigo indecente E de sair a noite Só por isso?
Hoje é demónio louco Quem te ama incondicionalmente Quem te faz sorrir Quem te ajuda e te dá de comer E ainda o chama de palhaço atrasado.
Seu demónio louco.
Seu demónio depravado
E ainda o chama de palhaço atrasado?! Quem te ajuda e te dá de comer Que te faz sorrir Quem te ama incondicionalmente Hoje é demónio louco
Só porque te impede de sair a noite! E de brincar com seu amigo indecente! Você o chama de demónio louco Só por isso? Seu ingrato. Por que você é assim?
O odeia em vez de ama-lo O único que merece ser amado Considerando tudo que fez por ti Mesmo assim O odeia.
Seu demónio louco.
55
《Só quando ela se foi》
Quando ela se foi, consegui distinguir O riso da felicidade A luz da luminosidade O diferente da diferença E outros enigmas da mesma raça
Quando ela se foi, senti agulha de horrores Perfurando o meu peito, como se estivesse a sondar O meu coração, sufocou-se com dores Levantou-se com o pranto, e começou a andar Com um tom, que não valia o provento Desesperado, arranquei-o do peito E lancei-o ao alto Só para verificar arrasto
De repente senti dor, de não sentir mais dor Amargurado, coloquei-o de volta Não porque sentia falta Mas talvez dor, de não tê-la de perto
Quando ela se foi Eu também me fui Em mente e em coração, morri Como quem ama o que se perdeu No mesmo dia que se ganhou.
61
As flores que quer tê-las, mas não sê-las
As flores que quer tê-las, mas não sê-las
Amar é crime no entender delas Bonitas que são, todo ser oposto quer tê-las, Mas pertence-las não Por algumas horas sim, mais que isso não O percurso pertence as celas Duma prisão de prazeres permanentes Onde todo visitante, inocente é o que não é Dela, sair é possível, mas querer sair não Obrigatório era entrar, mas permanecer é com elas Pela sensação, são trituradas em moelas A fragmentação não é sentida por elas Só sentem dor quando não é proporcionada a elas O privilégio de despedaçá-las, todo oposto aprecia Famintas que são, nem com dez pratos saciam Sim….falo daqueles seres Ambulantes de prazeres.