Sou um viajante do tempo, em busca de meus sonhos; na minha caminhada costumo ser alegre... rio, choro, me emociono com o olhar de uma criança, com o brilho do sol, da lua; o cantar dos pássaros. Sou um simples mortal que acredita na imortalidade da essência do Ser, do espírito . . As coisas que eu gosto? ... são as mais simples que existem. Gosto de ver o sol nascer, se por... ver a lua bailar no infinito espaço, e as estrelas enfeitando o manto negro e majestoso da noite... (e só de pensar que viemos e iremos ainda para alguma delas, chega a dar saudade ... !) Ver o rio correr tranqüilo seguindo seu curso sem reclamar, ouvir o sussurro do vento, o som dos pardais ao entardecer, o sorriso de uma criança, a sensualidade feminina, e tantas outras coisas mais que nos rodeiam!Como eu vejo as pessoas? ... Vejo as todas companheiras de viagem, indo em busca de algo; são viajantes das mais diferentes origens, oriundas de algum lugar do Universo e na maioria das vezes perdidas sem saber para onde irão e o que buscam ! Isto é triste! Sonhos ? ... sou um eterno sonhador ! " Sei, que n'algum lugar, muito além dos horizontes... nossos sonhos realmente acontecem! " Vou-me embora para PASARGADA , sonho de todo poeta, ir se embora para Pasárgada,..... Sinto-me privilegiado possuidor das chaves deste lugar, entretanto, sei que nada vale a pena se não for fruto de nosso próprio esforço... Do que adianta ser amigo do rei, ter tudo que se imagina e não ser feliz ? Prefiro seguir meu caminho, colhendo todas as pedras que encontro na estrada e utiliza-las para meu caminhar. Quem quiser ... acompanhe-me e caminhemos juntos!
Caminhando pela calçado central de uma movimentada avenida de Suzano, a Avenida Ver. João Batista Fittipaldi, imediações do Atacadão quando deparei com um Cão, Pastor Alemão, esquelético com aspecto faminto e maltratado tentando atravessar a pista em meio ao trânsito intenso. Vários motoristas cautelosos buzinavam na tentativa de afastar o cão inadimplente. Ele ameaçava voltar para a calçada mas instintivamente retornava à novas tentativas. Alguns motoristas tentavam, em vão empurrar o pobre cão para a calçada! Daí eu resolvi intervir e logo percebi a boa vontade dos caminhões e carros que pararam para que eu fosse em socorro do pobre Animal com certa dificuldade consegui leva- lo em segurança para calçada enquanto ele, mesmo sem forças, tentava retornar à pista. Foi aí que a certa distância observei na porta de um galpão comercial um senhor que estava a observar a cena. ⁃ O cão é do senhor? (Perguntou ele). ⁃ Não, não é meu! Eu apenas estou tentando mantê-lo fora do perigo de ser atropelado. ⁃ Ah, ele está faminto! E com sede! Deixe- o aqui no galpão que vou alimenta-lo e saciar sua sede! ⁃ Ah muito obrigado, ele precisa muito de nossa ajuda! Agradeci e segui meu trajeto feliz por ter ajudado aquele pobre cachorro e agradecido por ter encontrado aquele senhor de bom coração, assim como os vários motoristas que de um modo de outro contribuiu para a proteção deste animal, um nosso irmão aos olhos do Criador!
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Viagem insólita
Inverno de 2016 (experiências extra corporal)
Madrugada de sexta feira recolhi me em minha cama e como estava frio coloquei dois cobertores e logo peguei no sono. De repente senti me fora de casa, fora de meu corpo e num lugar distante, sombrio e pude logo enxergar duas meninas de pouco mais de 10 anos. Ambas estendiam os braços pedindo por ajuda. Avancei me um pouco à frente tentado me aproximar mais das duas crianças mas um frio imenso tomava conta de meu corpo e nisso me vi de volta à minha cama, a minha casa. Enrolei me novamente nos dois cobertores e logo me aqueci novamente e em pouco tempo me vi naquele lugar com as duas meninas me estendendo as mãos e pedindo por ajuda. Senti me fragilizado ... mas tentava a todo custo descobrir o que queriam para poder ajudá-las, em vão! O frio aumentava e sentia estar regressando ao meu quarto, ... antes porém uma senhora me estendeu as mãos oferecendo me uma xícara de chá para eu tomar. Fui de imediato estendendo meu braço e tentei pegar a xícara mas minhas mãos ultrapassava por através dela e por mais que tentava nada acontecia. Frustado deparei-me novamente detido em minha cama quando meus dedos tocaram na parede ao tentar pegar o chá. Assim, três idas a este lugar se sucederam e por duas vezes me foi oferecido o chá e em vão escapou-se de minhas mãos. Era como se minhas mãos atravessassem o pires e a xícara que me era oferecido por aquela senhora. Dela me recordo apenas que se apresentava sempre numa penumbra. Uma tênues silhueta me recordo enquanto as crianças se apresentavam naturalmente. De certa forma depois de tudo voltei, situei me em minha cama com uma bela sensação de ter de uma forma ou de outra ajudado aquelas crianças. ◦ Ficou aquela sensação de paz e cumprimento de meu dever apenas o chá ficou apenas na lembrança, não pude trazer o gosto e nem o aroma do mesmo.
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Perdas
"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que cheguem os dias difíceis e se aproximem os dias da velhice em que dirás: “Não tenho mais satisfação em meus dias!”
Lembra-te que um dia virá a solidão E nada mais terá sentido em sua vida E sentirás com tristeza o peso nos ombros Da intolerância impensada de outrora.
Virá o dia em que perceberás o tempo Que perdeste em teimosias e desvelos Quantos sorrisos, abraços e afetos Se perdem no espaço e no tempo se vão.
A Ingenuidade que habitava a criança que foste A impetuosidade da adolescência vivida Os sonhos mal sonhados de sua mocidade A maturidade que chegou de repente....
Ah se soubéssemos aproveitar cada minuto Cada segundo, cada sensação percebida.., Preocupamos em conquistar muitos bens materiais Mas o mais importante deixamos passar em vão.
E com pesar dirás a cada amanhecer e anoitecer "Não tenho mais satisfação em meus dias!” Mas nestes dias, nada mais haverá a fazer Senão beber da taça que abasteceu em vida.
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Brinde
Brindei, ...hoje brindei a minha vida, Brindei não aos meus milhares de "amigos virtuais", Que ao menor toque... se dispersam no espaço cibernético, Não aos meus amigos "irmãos" consanguíneos, que caminham egoisticamente alheios à tudo... pensando mais em suas necessidades e ambições e interesses ! Brindei com minha taça solitária com vinho representando o sangue que derramei em minhas batalhas, Brindei saboreando solitariamente o vinho represento o suor que derramei. Brindei a esta noite àqueles "amigos" que estão e estarão com certeza estão e estarão de pé e a ordem quando estiver em apuros sabem e estenderão a mão. Brindei a estes "amigos", "irmãos" que estão sempre atentos a minhas necessidades físicas e emocionais. Brindei aos amigos e familiares que com certeza não ocupam todos os dedos de minhas mãos. Brindei a estes que manterei anônimos por questão ética! E eu agradeço a Deus por colocá-los no meu caminho! Brindei a esta noite, ao meu lar, a minha companheira. Brindei a esta noite a meu gato de que dedica amor e carinho incondicional! Mas a vida é assim, só Deus sabe de nosso destino por isso Brindei a Deus o nosso Pai que a tudo nos assiste e dá!
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Danças comigo?
Estávamos eu e Andreza, minha esposa, num ambiente espaçoso, me pareceu um Sopping, admirando algumas vitrines com manequins e um chamou me atenção pela beleza do modelo e do vestido longo em tom vermelho. Qual não foi minha surpresa quando fui surpreendido com o pedido: "danças comigo" por uma senhora linda de vestido vermelho, longo enodados. Sem mesmo poder decidir...fui levado para o centro do salão e fui tomado nos braços numa dança suave e melódica. Aí percebi que eu estava nos braços de mamãe e fomos naqueles passos suaves por um logo tempo apenas sentindo a música é aquela sensação de amor e carinho mas sem ao menos consegui soltar uma palavra sequer até que ela disse as únicas palavras : ...."vai...agora chama a *dona" olhando fixa para Andreza. E sem esforço algum ela correu para atender o pedido de mamãe e continuaram a dançar da mesma forma em silêncio e por longo tempo. Já estava certo que tudo não passava de um sonho, de uma outra realidade, um outro plano é que logo estaria em nossa casa e em nossa cama continuando o sono da madrugada. Mas estava muito feliz é certo que quando acordasse no dia seguinte lembraria aqueles doces momentos e relataria e escreveria sobre o sucedido! Realmente ao acordar veio aquela sensação de paz, alegria ...mesmo sabendo que tudo tenha ocorrido noutro plano.... Demorei algumas horas para que ainda tomado pelo emoção contasse para Andreza o ocorrido e para que eu pudesse traduzir em palavras isso que aconteceu nesta madrugada de 28 de maio de 2018.
• dona: Port.: expressão fem. de tratamento, terceira pessoa singular. Forma carinhosa de tratamento, regionalismo, Minas, São Paulo. Maneira carinhosa de tiramento que mamãe se utilizava para referir se a pessoas de sua estima.
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Osso da sorte
Domingo na roça … Nos tempos de criança os almoços na roça eram frequentes ora na sede da fazenda da vovó,ora na fazenda do tio Orozimbo, ou nalguma outra fazenda de parentes e amigos. Uma coisa era certa eu e meus primos ” Tonho”, Jane, Ariete, Cida, Denise frequentemente estávamos juntos. Após o almoço o osso da sorte, geralmente uns três ou quatro já desossados eram colocados no sol ou na chapa do fogão a lenha para secar e depois tirar a sorte. Sorte? Sorte de quê? Não sei! Mas antes mesmo de ficar a posto para a disputa, a ansiedade era era grande. – Eu vou ganhar. ( dizia Adauto) – Não quem vai ganhar sou eu. ( em voz chorosa dizia Tonho.) Assim era os momentos angustiantes antes de ter os ossos secos e prontos para a disputa. Geralmente. Jane por ser mais velha era a juíza. Mas as vezes tio Orozimbo ou mamãe fazia o papel de coordenadora. Chegada a hora… Olhos fixos no osso… Aguardava a contagem. Um… Dois… Três …já! O momento chegava… Independente do resultado… O perdedor sempre reclamava. Uns choravam, outros ficavam emburrados. Mas a tradição era perpetuada e com o tempo a tradição foi ficando apenas na lembrança, por falta da presença dos jogadores que uns partiram pra bem longe, outros separados por longos kilomentros. Assim é o mundo encantado das crianças… Pequenos eventos, costumam fazer a diferença. É muito importante perpetuar tradições, costumes e passar através da escrita para gerações futuras.É muito importante perpetuar tradições, costumes e passar através da escrita para gerações futuras.
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Ver tente
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Um alerta.
Certa manhã do verão de 2016 acordei e chamei minta esposa pedindo-a para guardar uma palavra que acabara de ouvir num sonho, “máuuua” algo assim que ainda não conseguia definir como escrever. No sonho: estava eu e minha mulher numa ampla casa numa colina numa região bem arborizada e na sala onde estávamos as janelas estavam com suas veneziana abertas…quando de repente observei objetos vindo pelo ar em direção dela. Corri…corri para defendê-la e foi quando ouvi uma voz que alertava com uma palavra que soava mais ou menos com este som que tento reproduzir por escrito “máuuua..” assim que ainda soa nos meus ouvidos. Mas eu nem ela fomos atingidos. Os objetos eram em forma de discos escuros e com um bico numa das borda, semelhante à um pino. Em pouco tempo eu estava de volta ao meu quarto e ao despertar veio na lembrança tudo que aconteceu e logo imaginei se tratar daquelas coisas (armas) usadas pelos “ninjas” ou outros grupos orientais. Será algo como um “alerta” ? Pensei! A primeira coisa ao levantar foi ver que estávamos todos bem e correr ao computador e acessar o GOOGLE e pesquisar algum nome que pudesse assimilar àquele som que ouvira. Mas em minhas buscas nenhum resultado. Pesquisei o que os ninjas utilizam e vi que são na maioria em forma de estrelas e não na forma circular e menos ainda com o pino num lado da circunferência! Dias depois resolvi compartilhar este “sonho” com uma amiga, médica e sensitiva através de e-mail. A resposta veio de imediato que tal relato tratava-se de um aviso, uma advertência. A palavra que eu mal consegui decifrar era na verdade sussurros que diziam aos meus ouvidos: “mau ar”… “mau ar”… Explicou me ela ainda que hoje em dia é comum receber tais mensagens…pois estamos numa dimensão mais aberta a outros “mundos”. Os “mundos” estão operando numa sintonia mais fina. Esta é mais uma das experiências que vivenciei dentre elas uma das mais intrigantes e significativas.
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Se...
SE ... meus pais não tivessem se mudado para São Paulo em 1960... talvez ... teria criado raízes em minha terra natal...
SE ... se em 1962 eu não tivesse ido para o Seminário na cidade de Itajubá, Sul de Minas Gerais ...
SE ... se em 1969 eu não tivesse me apresentado voluntariamente para o Serviço Militar...
SE ... se no início de 1970 eu tivesse aceito seguir carreira Militar em Agulhas Negras ou outras Armas ...
SE ... se em 1971 eu não tivesse saído do Escritório Lerosa, meu primeiro emprego para ir trabalhar no Banco Andrade Arnaud ...
SE ... se em junho de 1971 eu não tivesse ido a festa de aniversário da Eloisa Maria Pisati ...
SE ... se em 1972 eu não tivesse mudado minha opção de vestibular de exatas para humanas...
SE ... se em 1974 eu tivesse aceito a continuar minha carreira de bancário ...
SE ... se em 1975 eu não tivesse iniciado minha carreira na Rede Oficial de Ensino ...
SE ... se em agosto de 1990 eu não tivesse aceito o convite para almoçar na casa de um amigo ...
SE ... se eu não tivesse aprendido a navegar na Internet ...
EU ... simplesmente não estaria aqui, Bush provavelmente não teria sido eleito e re-eleito, o curso da história seria bem diferente... para melhor ou pior... quem sabe!
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Poeta
“O poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.”