Epílogo
Epílogo
Julguei que na distância te esquecia...
Sem dor, sem qualquer ressentimento
Mas no tempo que passa dia, a dia
Nunca tu me sais do pensamento.
Não tenho mais prazer, ou alegria
Nem a luz do sol me dá algum alento
E o meu olhar que sempre te sorria
Só tem nos dias de hoje sofrimento
Sempre que lembro o jeito do teu ser
E a ternura que tinhas ao me ver
E o doce reluzir do teu olhar ...
Amargo a minha desventura
Fecharam-se as portas da ventura
Que a vida tem só tristeza p'ra me dar.
Porquê ?
Porquê?
Porque me deixas só de mãos vazias
Sobre meu peito
Em gesto desesperado?
Porque não vens amor,
Encher meus dias
E com teus beijos
Envolver-me em doce encanto?
Porque persiste em mim
Esta agonia...
E no meu peito este meu choro,
Este meu pranto?
Cada dia que passa
é mais um dia,
Que a morte lentamente
Vem buscando.
FIM
FIM
Sinto-me só
Na madrugada que morre ...
Não durmo!
Da janela do meu quarto
Espreito o céu,
Uma nuvem define-se no horizonte
Agora, mais escura ...
Vai tapar o céu.
Toma os contornos de um rosto,
Que dirá ela ?
é comigo? - pergunto -
E a nuvem chora,
é por mim que chora!
é por ti que chora!
Pelo nosso amor que morreu.
Quero
Quero
Quero ser como o sol
Para te aquecer;
Quero ser como a lua
Iluminando a escuridão;
Quero ser como o vento
Para afastar de ti
Essa solidão.
Quero ser Mulher
Para te amar
Quero ser como tu
O MEU SOL E O MEU LUAR!
Solidão
Solidão
Quantos dias
Sem amor eu já vivi...
Mesmo tendo a meu lado
Outro alguém!
Quantos dias de amor
Eu já perdi...
Quantas lágrimas sozinha
Eu chorei...
Quantas vezes
Para mim mesmo, menti.
Não quero amar, dizia:
Eu sou feliz assim.
Mas a minha alma
Disfarçando a dor
Morria a pouco e pouco
Sem amor.
Chegou num abraço a madrugada
Chegou num abraço a madrugada
Chegou num abraço a madrugada
Envolta em languidez tamanha
Trazendo, vinda não sei de onde
A cadência de uma sinfonia estranha
O brilho das estrelas reluzindo
Desce do céu em doce companhia
Sendo os teus olhos, a luz que alumia
Que aquece e incendeia, a minha poesia
Esta amizade que entre nós flutua
Cúmplices, vivendo de um amor antigo
Eternamente presos a uma só verdade
Embora longe sinto, estás comigo
Quero-te tanto mesmo não sendo tua
Meu terno amor, minha infeliz saudade
A minha pequena janela
A minha Janela pequena
Tenho na minha casinha
Uma pequena janela
Que engana quantos passam
Quando olham para ela!
É que da minha janela
Vejo mais que o horizonte:
Vejo as estrelas do céu,
As árvores, o rio e o monte
Pela minha janelinha
Entra a luz do sol a rodos,
Entra o luar à noitinha
E as canções do vento em sopros
E quando vem o Inverno,
Bate a chuva miudinha
Não entra, porque a não deixa,
A janela pequenina
Metarmofose
Metamorfose
Odeio SIM!
Odeio o amor!
O amor é peçonha, é reles
O amor é amargo como o fel
O amor mente, é ilusório
É ridículo e cruel
O amor mata!
O amor Não Existe!
O amor é uma trapaça!
VIVA O ÓDIO
Elejo-te bastião da minha vida
Odeio tanto quanto já amei
Odeio as pessoas e tudo quanto existe
Odeio a vida e tudo o que ela encerra
O- D- E- I- O - M E
E sinto que renasço e me renovo
Em cada dia, em cada ÓDIO.