Tarsila de Oliveira Nascimento

Tarsila de Oliveira Nascimento

n. 1999 BR BR

n. 1999-02-21, São Paulo

Perfil
5 963 Visualizações

Eu queria... - 22 de agosto de 2015

Eu queria... queria saber o que passa na sua mente. Do que lembra qunado sorri para o nada. O que te causa angústia. O que formula seus mais profundos pensamentos. O que te faz tão único. Que cara faz quando escova os dentes. O que sonhou na última noite. O que acha de filosofia. O que conversa com seus amigos. Onde arranjou esse sotaque. Por que olha tanto pra ela. Por que faltou hoje. As suas manias que ainda não sei. Como é a última folha do seu caderno. Como dorme no verão, no inverno. O que você e sua família conversam no almoço. O que poderia cozinhar para o seu café da manhã.

Queria falar... do seu olhar. Da sua risada exagerada. E da mais tímida. Dos seus poemas. Da música que você tocou no meio da aula. Do seu jeito de sentar. Do seu cheiro de antigo. De você nos meus sonhos. Doa dia em que tocou meu braço. Da sua sensualidade em todos os gestos. Do seu talento de afetar minhas notas.

Queria que soubesse... que eu gosto de canela. Que eu não sou tão emotiva. Que sinto aflição só de ouvir a palavra bolota ou furinho. que gosto de contar moedas. que assisto reality-show sul-coreano. Que eu iria até seu bairro te ver. Como fico quando vejo meu cachorro. Que gosto do cheiro do papel de extrato do banco. Que gosto de brincadeiras como "lá vai o ganso". Que imito aqueles dubladores de placas nos filmes.

Queria que soubesse que eu vejo você. Tento te compreender e sei que não é compreendido, como eu não sou na maioria das vezes. Que somo diferentes, por isso tão iguais. VOcê é a peça sem cantos ou curvas, perfeita. No meio de um quebra-cabeças, faz se muitíssimo inútil.

Eu realmente queria saber o que me fez ser tão covarde.
Ler poema completo

Poemas

50

05 de julho de 2018

no maior temporal, você passou
e com você, a chuva foi embora
todas as plantas fracas morreram
as fortes ficaram, esteve tudo normal
a vida se acostumou como escasso
o solo preferiu o solitário e seco
mas a mesma água voltou
servindo de refresco para as plantas
que nem se deram a falta
até sentirem-na socando e enxarcando cada grão de terra
tão entretidas estiveram que nem perceberam...

não era um temporal, mas chuva
por mais verônica que fosse
fez a discórdia de afogá-las suavemente
sem culpa de nada...

e morreram felizes para sempre
173

06 de abril de 2018

o remédio para domar o amor: durma de 16 em 16 horas
111

10 de abril de 2018

quero te ver sorrir
mesmo sabendo que estou bravo
cada um com sua razão no bolso
e a nossa razão no braço
156

aquele chapéu que era da vó - 10 de abril de 2018

lindos cabelos queimado pelo verão
estão mais que belos!

a luz de outono cora sua pele
está tão saudável!

o frio de inverno me sopra longe

achei outro alguém, nunca vi quem é
só sinto cores e vejo flores
é primavera!
118

é o que tem pra hoje - 10 de abril de 2018

do pão que eu era
e que agora sou só farelo
logo eu, que pensava ser pra ela a última fatia de bolo
ainda sou uma entre umas monte
sou tão lembrado quando meio limão na geladeira
125

20 de março de 2018

eu fico bem perto
fico muito bem longe
aturo tudo enquanto estou te vendo
por isso é bom quando me afasto
me dá férias de um esforço bipolar
que é te ver feliz com outra pessoa
161

05 de abril de 2018

está aqui
bem nas minhas palmas em concha
pesado demais
frágil demais
morno
eu olho para um lado
um outro
está aconchegado em minhas mãos
não quer voar
não pode cair
só vai ficar...
... bem aqui
148

05 de abril de 2018

tudo parecia normal, eu nem desconfiei
você seguiu sozinho na estrada

bondade sua as migalhas que deixou pelo caminho
até então, nem senti sua falta
mas senti do pão que não estava na cesta

saí te procurar sozinha
segui sua trilha de farelos e te encontrei

rimos um da cara do outro: eu traí a mim
166

05 de abril de 2018

um xícara quente
calafrio matinal
quatro pássaros e a gente
323

28 de março de 2018

vejo meu hwayangyeonhwa indo embora
como se fosse gelo nas minhas mãos quentes
de tormento, intrêmulas
como se fosse areia da ampulheta
se transformando afoita num montinho desabrigado
141

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.