INATA
SUA GRANDIOSIDADE INCRÉDULA
VOCÊ É O PRÓPRIO CAOS
MAS TAMBÉM É CORAÇÃO.
VOCÊ É UM MAR REVOLTO
JUNTO A FORÇA DE UM FURACÃO.
TE DESBRAVAR É PARA QUEM NÃO TEM MEDO
DE CAIR EM ALGUMAS CURVAS OU PERCORRER O INFINITO.
Adeus, velha amiga.
E se eu pudesse viver tão somente mais um dia?
Eu queria morar no teu abraço,
Colocar minhas meninas para dançar por mais um tempo,
Sorrir daquelas velhas piadas que nunca perdem a graça,
E ser abençoada antes de dormir.
Mas e quanto ao julgamento divino?
Os erros? Cometeria o dobro.
Os acertos? O triplo.
Os amores? Infinitos...
Ninguém vive para sempre, e a vida é o agora.
Mainha
Essa teimosia de me amar mesmo quando não mereço.
De falar que eu dou conta mesmo quando eu desacredito.
De ver virtudes onde só me restam os vícios...
Você é minha ponte entre os mundos.
Meu elevador que nunca desce.
A Rainha soberana.
A mulher que eu quero ser em tantos aspectos e que ainda assim respeita minhas diferênças.
Papai
Como posso te cobrar um amor
que você nunca recebera?
Como posso mensurar sua dor
se você a sufoca por tanto tempo?
Sua forma de me amar é sutil em palavras.
Mas tão grandiosa em ações.
Os seus cabelos brancos muito tem de mim,
as suas rugas...algumas delas me pertecem.
Toda vez que eu fingia dormir no sofá só para que você me levasse em seu colo para cama...
e como era engraçado ver você disfarçar o riso ao me ver espreita-lo saindo do quarto.
Todas as vezes que me disse; Tenha cuidado! E ainda assim me esperou cair com minhas próprias pernas para me estender a mão.
Nosso sangue, nossa família, nossa lealdade...
Ahhh meu pai, essa minha rebeldia vem de ti... nunca vou desistir de ser feliz.
Hóspede
Eu não sou sua!
Eu não pertenço a ninguém além de mim.
Você, meu bem, esta só de passagem...
Aproveite a estadia, o tempo é muito curto para o desperdiçarmos fazendo planos futuros.
Veja bem...
Talvez eu só não mereça coisas boas. Ainda pago por crimes pelos quais não me lembro muito bem o motivo...mas me disseram que cometi...
Mas essa dívida não me assusta, não mais...eu irei paga-la.
Sou réu dos pecados da dor...
Que fecharão as portas do céu assim que minha hora chegar...
Que não me guardem nenhuma moeda para cobrir meus olhos na viagem final do veleiro incendiário...
Mas de uma coisa sei;
Juntos nós somos uma linda melodia que eu teimo em descompassar só para saber qual o motivo da dança.
Paciênte...me faz lembrar que eu gosto mesmo é de abraços apertados e sorrisos largos.
Desculpa por parecer distante certas horas...é que eu ainda preciso arrumar a melhor parte dessa casa bagunçada.
Mandei trazer de longe uma pessoa que quero muito que conheça! Eu me afastei dela por tanto tempo que achei que a tinha perdido...mas não, ela só precisa de um tempo para voltar.
Para q assim possamos habitar um ao outro.
Olá, velha amiga.
Minha velha amiga, cá estamos nós!
Você, como sempre, sem nenhum senso de humor...
E eu tentando dar risada de minha própria insignificância perante a ti.
Você jamais brinca, e se tento, se põe numa constância de lembrar o quão ridícula pareço...
nessa idade querendo acreditar que sou capaz de sorrir da dor.
Não, não, não...você não habita em meu sentido, mas esta ali, sempre no sentir...ou na ausência dele.
Já te conheço há quase duas décadas e você que de mim tudo sabe...já leu todos os livros de minha estante...viu todos os meus filmes preferidos e beijou todos a quem eu já amei.
Vestida em seu mais belo manto, sempre sabe quando e onde me encontrar, oferencendo sem pudor o seu abraço sínico.
Não existe razão para te deixar entrar em minha morada...
Eu não te quero!!!
Eu sei bem o que acontece na sua estadia... você não poupa nada nem ninguém.
Já te disse, gritei e escrevi longas cartas te pedindo para nunca mais voltar..mas vc sempre esteve aqui qnd eu precisei me esconder de tudo...
Vamos sua cobiçosa!
...não deixe a porta aberta, entre de uma vez...aproveite a partida dos anjos e espreite os cômodos,
sente-se...
vamos tomar aquele vinho...ler nossos melhores livros juntas...tenho muito o que te contar.
Mas saíba que eu não tenho amor por você, nem caminhando por as sombras mais profanas te desejei...
ainda que tenha eu tentado me manter no silêncio mais profundo...vc me escutou...
e logo se prontificou a me visitar... aqui estamos...meus olhos chovem e os seus refletem o apocalipse.
Acolheu-me sem precisar dizer uma só palavra.
Entrou e fez morada...
Dessa vez, você está só de passagem...espero que entenda.
Coloque aquela música que você adora me observar dançar...traga-me um gole daquela doce bebida vermelha...vamos brindar por hoje.
Amanhã, eu não te quero mais aqui!
Um grande brinde a minha eterna atração por você... nesse embriagante flerte melancólico...
O que você tem a me ensinar desta vez?
Não responda!
Eu acharei a resposta.
Paz
Abrace o céu.
Receba a dádiva.
Retire o negro véu.
E da resiliência esteja grávida.
Habite-se,
Sempre grata.
Levante-se,
O universo é sua morada.
De mãos dadas com o tempo
A clareza me inunda.
Cessando o sangramento
De feridas tão profundas.
Marte
O objetivo me consome,
Ao passo que me da vida.
A paixão como sobrenome,
De uma fêmea aguerrida.
Observo os mínimos traços ...
Uma testa a franzir...
Dois anjos em meus braços.
Vamos lutar, nunca fugir!
Eu serei o que preciso for
Tudo por os meus
Aquieto o meu fervor
Refletida nos olhos teus
Rolem os dados,
Lancem canções ao vento.
Nossos corpos marcados,
Por batalhas de outro tempo.
Mundana
Faz -me sentir,
qualquer coisa além da dor.
Prometo reagir.
Posso até fingir amor.
A minha escolha é você...
Em ti, há nuances de vida
Entre o morrer e o renascer
Me esvaindo a cada ida
Repousar minhas feridas
Toda mágoa a de partir
Suas mão me deixam nua
Meu corpo se veste de ti
Uma alma perdida
Em sua força se encontrou
Tirou-me todas as armas
E por um segundo o barulho se calou...
Um café
Um cafuné
Perdoe-me, não me resta mais fé.
Meu verão
Mergulhando em águas rasas
Perplexa no seu reflexo ensolarado
Sua beleza e alma raras
Serei sua...
Até que as sereias façam o chamado.