tiamat

tiamat

Sinta a força dos sentimentos, conjure-os para fora.

n. , Aracaju/Se

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Ruído

O olho vagueia buscando no sentir o impronunciável pesar.
Abraçar sem abraço, cantar sem canção.
Triste solidão que nos faz permanecer sem estar.
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Poemas

41

Meu verão

Mergulhando em águas rasas
Perplexa no seu reflexo ensolarado
Sua beleza e alma raras
Serei sua...
Até que as sereias façam o chamado.
1 489

O Golpe

Desnudou minháalma
Procurando coisa alguma.

Escarrou em minha jura
Como quem paga a uma puta.

Transpassou minha armadura,
Lacerou novamente
Cicatrizes que já tinham cura.
1 541

O Rei lobo.

Tão bonita és a criança dentro de ti
Reflete a pureza digna dos bons
Nunca a deixe sucumbir.

Correr, caçar, amar
Essa é a sua natureza.
És um canídeo selvagem,
ou um Rei digno da nobreza?

Selvagem, quente e protetor
Sua matilha deixou
E num mundo assustador
Fez do caos seu próprio Lar.

Seja livre como um lobo
Seja amado como um Rei
Sorria até parecer bobo
Sempre assim te lembrarei.
1 585

Boy

O fim da tarde chegava como o fim de uma era.
Era pra acontecer. 
Seu toque fazia meu corpo responder em silêncio, difícil não ficar confusa naquele momento... pois era gentil, como se tocasse a minha alma além do corpo, não havia pretensão em convida-lo a permanecer, mas quando percebi ele já estava lá.
E eu queria um pouco mais.
281

Soturno

Triste maldição descompensada...
Ora êxtase corriqueiro, ora a apatia diante do extraordinário.
Nem sei mais o que sou, me sobra pouca escolha, diante da minha programação 
A intensidade me cobra um preço alto demais, ando escolhendo não vivenciar.
258

A outra boca.

Que gosto tem a outra boca?
O gosto do mais puro e doce mel.
E o que ela te disse?
Sejas boa para mim, e assim serei para sempre sua.
O que você respondeu?
Respondi que para sempre é tempo demais.
947

O perfume da rosa.

O cheiro da fruta fresca
A boca que anseia 
O êxtase do teu sabor

A febre da promessa,
A saudade do gozo tão nosso
E então o findado parecer...
Não era eu e nem você
Existíamos, mas agora no plural.

Não era como antes...
Perdendo o controle do tempo, 
nas tardes que cintilavam. 
A escura noite, que de surpresa se anunciava 
tercendo sobre nós a cruel despedida.

A desídia nos condenou a um mortífero fim...

As feridas que os espinhos infringiam a carne, para ti perdiam a dor,
diante da grandeza de segurar nas mão a rosa que tanto desejou.

Te vi sorrir, enquanto observava a minha dor
isso foi o bastante para entender.
Todo fim é uma chance de recomeço.

Aquilo que me destes
Foi o mesmo tanto daquilo que me tirou
A ti nada devo ou sequer agradeço.
949

A consciência.

A minha pele é branca,
Mas a minha consciência é negra.
Sou fruto de uma união praguejada.
A praga ecoava...
Que o olho azul prevaleça,
Que a pele dos meus descendentes não enegreça.
Mas, do amor que tudo pode, eu nasci.
Da minha avó branca herdei a cor.
Da minha avó negra herdei o amor.
E meus olhos negros, como um belo reflexo de sua existência. 

A minha consciência é negra.
O meu amor é negro.

Ainda assim 
Sinto-me culpada pelo que não fiz
É como se na alma carregasse uma maldita cicatriz
Proibida de falar de igual para igual
Por um privilegio que eu não pedi. 

Antes as correntes nos afastavam,
Hoje são as feridas que restaram.
Não esqueçamos que somos todos humanos
Todos com sangue negro.
Nas veias ou nas mãos. 

974

Dona de mim

Ela quis e aconteceu
Descobriu que podia voar,
mas, ainda assim, quis ficar.

Olhou tudo que lhe parecia defeito
E decidiu continuar
Não negou nenhum erro,
Tinha a real intenção de mudar.

Te contaram mil histórias
Ainda assim quis pagar para ver
Tudo guardado na memória
O que não mata te ensina a viver.




990

Nefilim

Você já encarou um demônio?
E os seus demônios?
Assustador demais!?
Queima só de imaginar chegar até eles...é como jogar sal numa ferida aberta.
A vontade é empurra-lo pra baixo da cama e se cobrir numa coberta beeeem grossa...com desenhos de unicórnios e nuvens ensolaradas.
Talvez, assim como eu você já tenha fugido como o diabo da cruz desse encontro.
Digo o que sei; neeeeeeem tente. E sabe do que mais? Deixem-os saírem, permita que esses miseráveis caminhem pela casa, sentem ao seu lado na mesa e adormeção no seu sofá, escovem os dentes com você e metam o bedelho sobre um possível encontro amoroso logo mais.
Os tinhosos se alimentam do seu medo, do seu coitadismo, da sua fulga, da sua culpa, dos seus vícios e da sua pequenês diante do que eles possam parecer.
Eles não são tão assustadores quando você para de alimenta-los, ficam feios e fracos... é de dar dó.
Você terá vontade de rir quando lembrar de como se sentia diante deles...
Sorria mesmo, gargalhe alto...deixe que eles escutem o seu deboche.
O perigo é real, a dor é real, a morte é real, todavia o medo só toma a forma que você o molda, ele crescerá na medida em que você o alimenta e o esconde.
Meus agradecimentos a cada um dos meus demônios...
O encanto do meu viver vem de cada um de vocês que vejo e já vi partir...os que teimam em ficar, ainda temos muito o que conversar.
Vocês são meus fregueses, voltem sempre que der para um papo sobre nós!
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Comentários (5)

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Tiamat

Fico muito agradecida! ??

Tiamat

Obrigada por sua visão sobre mim ainda que superestimada. ??

Tiamat

Obrigada querido!

ane_getirana

Uma mente genial aprisionada em um corpo de guerreira ! Amo vc s2

EDUARDO POETA

PARABÊNS TIAMAT,BELOS POEMAS! Abraços EDUARDO POETA