tristeza de outono

tristeza de outono

n. 2002 BR BR

eu perdi a minha conta de início chamada outono, então postarei meus textos e poesias nesta novata

n. 2002-03-23

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fragmentado

eu quero mais que um coração fragmentado
mas é inevitável
inevitável não ter o coração partido
partido em pedaços
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Poemas

71

fragmentado

eu quero mais que um coração fragmentado
mas é inevitável
inevitável não ter o coração partido
partido em pedaços
239

a eterna gratidão

a eterna solidão
guardo somente a minha enorme gratidão
no peito
a levo comigo por onde vou
em meus pensamentos
adentrando minhas entranhas
oh minha querida instropecção...
que me resta no mundo
a não ser contemplar o meu próprio universo?
534

maldito mar

eu quero tanto escapar
eu quero tanto fugir
se esconder
desse maldito mar imenso
de decepções
coberto de sentimentos límpidos
que eu preenchi
mas percebo que aos poucos
ele está se esvaziando...
ou estão o corrompendo novamente com suas lindas mentiras?
oh, meu maldito e límpido mar...
não se deixe lavar,
não se deixe desacreditar
que a vida é um conto de fadas
e que ao viver o fim não é a morte
não deixe que te purifiquem, belo mar
você é tão lindo preenchido de decepções
nunca supridas
de uma alma que sempre esteve vazia,
oh, meu querido eu tão desconhecido e longínquo
me mostre uma saída,
me dê uma solução
eu quero que a dor evapore,
feito a alma quando se encontra e dança com a morte
eu quero um mundo suportavel,
com pessoas que acreditem em mim
e não desacreditem em quem poderei vir a me tornar
eu quero fazer parte da loucura que é sonhar,
sonhar estar junto das estrelas
mesmo me conhecendo como a lua
sonhar em te encontrar meu querido eu
o temido desconhecido e longíquo eu,
eu quero que me ensines a amar
me faça aprender a ser amada
me torne alguém que eu nunca fui
mas que gostaria de ser
supra o vazio que habita dentro do meu ser
a dor nunca consolada
as feridas que permaneceram ali...
nunca reparadas,
em mim verás que só habitam folhas caídas do outono...
mas faça-as se tornarem flores puras que ao início da primavera florescerão
e que vão desabrochar
algo novo no ar
o meu novo eu, meu querido eu
tão esperado, mas nunca compreendido...
eu quero te sentir em minha pele
te sentir em meu sangue,
te sentir em meu coração
eu quero enxergar o mundo
senti-lo como uma alma pura de criança
olhar ao redor e perceber
como tudo mudou,
que a mesmice desvaneceu-se
e que o mistério do "novo" no ar pairou
permaneceu
faça morada, meu querido eu
não me abandone,
nem agora e nem nunca
fique
fique ao meu lado, permaneça comigo até o fim
não ouse me deixar,
não como aqueles desconhecidos com os corações despedaçados fizeram
eram tão frustados e mascarados
não buscavam a luz no fim do túnel
se afundavam cada vez mais no abismo sem fim
e queriam te levar junto, meu querido eu tão desconhecido e longíquo
mas você não se deixou levar
você permaneceu
e assim preencheu o maldito e límpido mar...



235

percebia

e eu te direi como ela se sentia
tão cansada e vazia,
perdida nos seus próprios pensamentos
e ao abrir os olhos
colocava-se a olhar pela janela
o esplendoroso e grande mundo
que ela temia
e quanto mais pensava, percebia
que o mundo era grandioso demais para ela
para alguém tão pequena como ela
mas ela recordava-se de que um dia havia dito
de que pequenas pessoas,
ironicamente tornavam o mundo maior.,
e ela percebeu que tudo bem não estar bem,
soltou um belo sorriso ao pensar...
e um dia ao olhar as estrelas
ela perceberá,
aprenderá
que não importa o tamanho da escuridão,
e sim o tamanho da imensidão que você resplandece sobre ela
217

o que eu deixei de ser quando cresci?

"o que você deixou de ser quando cresceu?"
o que eu deixei de ser quando cresci?
é algo que eu não sei explicar
algo que ninguém conseguiria explicar
mesmo que tentasse
seria uma tentativa falha,
pois se nem eu, que estou questionando a mim mesmo, sei a resposta
por que alguém, que julga saber o bastante
e conhecer o suficiente
conseguiria explicar?
o que eu deixei de ser quando cresci?
eu venci a escuridão ou me deixei ser vencida por ela?
eu me aperfeiçoei
ou
retrocedi?
minha alma turva e longíquoa ainda anseia por mudança
ela quer ser transformada
tem esperança
o que eu deixei de ser quando cresci?
desde o início eu nunca fui uma criança igual as outras
e conforme eu crescia,
percebia que o mundo era cruel
o mundo era cruel
pois as pessoas o fazia parecer assim
para não assumirem a culpa por terem cometido erros
e eu desde o início sempre tive consciência de que
não queria ser uma dessas pessoas
mas eu me pergunto
o que eu deixei de ser quando cresci?
o que eu perdi?
o que eu ganhei?
o que eu recuperei?
não deixei de ser
apenas cresci
apenas me aprimorei
adquiri o saber
o que eu perdi?
257

metamorfose

as borboletas na janela me recordam
da metamorfose ambulante que eu sempre fui
me demonstram que a vida é um prelúdio do amanhã
que está previsto para não acontecer
lembram-me de que eu sou a minha própria casa
a dona do meu casulo
o meu grande mundo
245

corações que me pertencem

eu não sei a onde pertenço
a que vim
o porque vim
eu não pertenço a lugar algum
eu me desconheço
desconheço o mundo em que vivo
eu busco encontrar a guarida
em corações que me pertencem
eu quero que a tristeza se vá
458

se me desejas

se me desejas, assim terás, mas não cabe a mim dizer onde e quando, cabe a ti ceder seus instintos e desejos íntimos, não cabe somente a mim dar-te-á ti
228

estações

não me queira-me somente quando sou primavera
ar puro na pele
dias em tons pasteis
queira-me também quando sou inverno rigoroso
frio ardente na pele
que descasca e seca
dias em tons escuros
me queiras quando sou outono
folhas secas que caem no chão
vento áspero que percorre a pele
e que arrepia até o amâgo da alma
dias em tons marrons
474

me diga

como se faz eco numa alma vazia
infinita
me diga,
como se faz eco dentro de um coração
fragmentado
partido em milhões de pedaços
me diga,
como se mover estando presa as correntes,
como nadar contra a maré
me diga,
como não cair no buraco solitário chamado escuridão
como não afundar nesse mar
nessa imensidão
me diga.
238

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CORASSIS

Te adotei , poeticamente falando