eu quero mais que um coração fragmentado mas é inevitável inevitável não ter o coração partido partido em pedaços
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a eterna gratidão
a eterna solidão guardo somente a minha enorme gratidão no peito a levo comigo por onde vou em meus pensamentos adentrando minhas entranhas oh minha querida instropecção... que me resta no mundo a não ser contemplar o meu próprio universo?
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maldito mar
eu quero tanto escapar eu quero tanto fugir se esconder desse maldito mar imenso de decepções coberto de sentimentos límpidos que eu preenchi mas percebo que aos poucos ele está se esvaziando... ou estão o corrompendo novamente com suas lindas mentiras? oh, meu maldito e límpido mar... não se deixe lavar, não se deixe desacreditar que a vida é um conto de fadas e que ao viver o fim não é a morte não deixe que te purifiquem, belo mar você é tão lindo preenchido de decepções nunca supridas de uma alma que sempre esteve vazia, oh, meu querido eu tão desconhecido e longínquo me mostre uma saída, me dê uma solução eu quero que a dor evapore, feito a alma quando se encontra e dança com a morte eu quero um mundo suportavel, com pessoas que acreditem em mim e não desacreditem em quem poderei vir a me tornar eu quero fazer parte da loucura que é sonhar, sonhar estar junto das estrelas mesmo me conhecendo como a lua sonhar em te encontrar meu querido eu o temido desconhecido e longíquo eu, eu quero que me ensines a amar me faça aprender a ser amada me torne alguém que eu nunca fui mas que gostaria de ser supra o vazio que habita dentro do meu ser a dor nunca consolada as feridas que permaneceram ali... nunca reparadas, em mim verás que só habitam folhas caídas do outono... mas faça-as se tornarem flores puras que ao início da primavera florescerão e que vão desabrochar algo novo no ar o meu novo eu, meu querido eu tão esperado, mas nunca compreendido... eu quero te sentir em minha pele te sentir em meu sangue, te sentir em meu coração eu quero enxergar o mundo senti-lo como uma alma pura de criança olhar ao redor e perceber como tudo mudou, que a mesmice desvaneceu-se e que o mistério do "novo" no ar pairou permaneceu faça morada, meu querido eu não me abandone, nem agora e nem nunca fique fique ao meu lado, permaneça comigo até o fim não ouse me deixar, não como aqueles desconhecidos com os corações despedaçados fizeram eram tão frustados e mascarados não buscavam a luz no fim do túnel se afundavam cada vez mais no abismo sem fim e queriam te levar junto, meu querido eu tão desconhecido e longíquo mas você não se deixou levar você permaneceu e assim preencheu o maldito e límpido mar...
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percebia
e eu te direi como ela se sentia tão cansada e vazia, perdida nos seus próprios pensamentos e ao abrir os olhos colocava-se a olhar pela janela o esplendoroso e grande mundo que ela temia e quanto mais pensava, percebia que o mundo era grandioso demais para ela para alguém tão pequena como ela mas ela recordava-se de que um dia havia dito de que pequenas pessoas, ironicamente tornavam o mundo maior., e ela percebeu que tudo bem não estar bem, soltou um belo sorriso ao pensar... e um dia ao olhar as estrelas ela perceberá, aprenderá que não importa o tamanho da escuridão, e sim o tamanho da imensidão que você resplandece sobre ela
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o que eu deixei de ser quando cresci?
"o que você deixou de ser quando cresceu?" o que eu deixei de ser quando cresci? é algo que eu não sei explicar algo que ninguém conseguiria explicar mesmo que tentasse seria uma tentativa falha, pois se nem eu, que estou questionando a mim mesmo, sei a resposta por que alguém, que julga saber o bastante e conhecer o suficiente conseguiria explicar? o que eu deixei de ser quando cresci? eu venci a escuridão ou me deixei ser vencida por ela? eu me aperfeiçoei ou retrocedi? minha alma turva e longíquoa ainda anseia por mudança ela quer ser transformada tem esperança o que eu deixei de ser quando cresci? desde o início eu nunca fui uma criança igual as outras e conforme eu crescia, percebia que o mundo era cruel o mundo era cruel pois as pessoas o fazia parecer assim para não assumirem a culpa por terem cometido erros e eu desde o início sempre tive consciência de que não queria ser uma dessas pessoas mas eu me pergunto o que eu deixei de ser quando cresci? o que eu perdi? o que eu ganhei? o que eu recuperei? não deixei de ser apenas cresci apenas me aprimorei adquiri o saber o que eu perdi?
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metamorfose
as borboletas na janela me recordam da metamorfose ambulante que eu sempre fui me demonstram que a vida é um prelúdio do amanhã que está previsto para não acontecer lembram-me de que eu sou a minha própria casa a dona do meu casulo o meu grande mundo
245
corações que me pertencem
eu não sei a onde pertenço a que vim o porque vim eu não pertenço a lugar algum eu me desconheço desconheço o mundo em que vivo eu busco encontrar a guarida em corações que me pertencem eu quero que a tristeza se vá
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se me desejas
se me desejas, assim terás, mas não cabe a mim dizer onde e quando, cabe a ti ceder seus instintos e desejos íntimos, não cabe somente a mim dar-te-á ti
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estações
não me queira-me somente quando sou primavera ar puro na pele dias em tons pasteis queira-me também quando sou inverno rigoroso frio ardente na pele que descasca e seca dias em tons escuros me queiras quando sou outono folhas secas que caem no chão vento áspero que percorre a pele e que arrepia até o amâgo da alma dias em tons marrons
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me diga
como se faz eco numa alma vazia infinita me diga, como se faz eco dentro de um coração fragmentado partido em milhões de pedaços me diga, como se mover estando presa as correntes, como nadar contra a maré me diga, como não cair no buraco solitário chamado escuridão como não afundar nesse mar nessa imensidão me diga.