Beautiful Moon, don't cry
The crescent gibbous Moon cries with relief at night,
As she feels, deeply in her craters, the consummation
Of her prophecy; as she feels the waxing brighter light,
Cleansing the Universe's blur, through deific purification.
Completely insanely absorbed by blazing, cathartic hope,
She seeks for guidance among the stars, while horoscopes
Are being sunk in the depths of light-scattered seas by her
- the only astral tides she continues to love being a voyeur.
Despite the purification wave, the Moon has a dark secret
Remarkably, nicely and deeply hidden in her taciturn core
- what she doesn't know is that even the silent and deepest
Seashells, during a storm, can be brought by a wave to shore.
As the storm subsides, and the truth emerges from the deep,
Moon embraces her shadow, no longer afraid to be eclipsed.
Still, she shines with a newfound light, both dark and bright,
And dances, in the sky, whole in this purgatory cosmic night.
o meu mundo intacto/ a minha bola de cristal
Admiro, perdidamente, o vívido e belíssimo mundo
Através dum frio, emocionalmente nulo e insensível
Vidro, enquanto sonho no dia em que será possível
Parti-lo inteiramente, e sentir, final e intensamente,
Cada molécula; cada átomo; cada eletrão.... e
Aquela leve e calmante brisa na minha dormente,
Nua e áspera pele.
Não obstante, mas de forma irónica, acabo por graças
Dar aos Céus, por me manterem aqui resguardada,
Na minha própria bola de cristal, pois vejo lá fora
O completo caos e apocalipse implementados nas
Mentes mais desumanas, pela sanidade atribulada
E consumida pela sede insaciável de poder tomadas.
Talvez sinta a minha pele áspera e sedenta por alguma
Imanência da vida,
Mas é melhor sentir a aspereza na pele, do que o sangue
Na boca.
o meu mundo intacto/ a minha bola de cristal
Admiro, perdidamente, o vívido e belíssimo mundo
Através dum frio, emocionalmente nulo e insensível
Vidro, enquanto sonho no dia em que será possível
Parti-lo inteiramente, e sentir, final e intensamente,
Cada molécula; cada átomo; cada eletrão.... e
Aquela leve e calmante brisa na minha dormente,
Nua e áspera pele.
Não obstante, mas de forma irónica, acabo por graças
Dar aos Céus, por me manterem aqui resguardada,
Na minha própria bola de cristal, pois vejo lá fora
O completo caos e apocalipse implementados nas
Mentes mais desumanas, pela sanidade atribulada
E consumida pela sede insaciável de poder tomadas.
Talvez sinta a minha pele áspera e sedenta por alguma
Imanência da vida,
Mas é melhor sentir a aspereza na pele, do que o sangue
Na boca.
uma coisa de um outro mundo
A angélica radição do Sol,
Situada na região do visível,
Incide nesse teu sereno olhar
E nele reflete o quão incrível
É amar-te.
O cintilante e cândido fulgor
Pertencente à cara e doce Lua,
Desentenebrece qualquer dúvida
E evoca-me que nada é superior
A ser tua, e somente tua.
As sublimes e infinitas marionetas
Do destino e universo, por serem as
Da pura ventura as próprias letras,
Escrevem todas as noites que
Nos pertencemos, para sempre.
Os nossos corações juntos carregam
Todos os universos possíveis, como
Se, desde sempre, se completariam
Pela força do destino, ou do próprio cosmos.
Quero olhar-te; redescobrir-te; conhecer-te
Quero olhar-te; redescobrir-te; conhecer-te
Esse teu tão misterioso e aliciante interior.
Quero-me apresentar aos teus demónios e, até,
Abatê-los, valentemente, se preciso for.
Quero tocar-te, porém, não como tu pensas:
Quero tocar-te sem tato - apenas mera conexão.
Quero beber-te a alma, e, pela voraz saciação,
Se for preciso, devorá-la até à tua existência.
Eu quero perder-me na mística dimensão
Que tu és, de olhos fechados e coração
Aberto; quero que partilhemos o cosmos.
Quero a Marte, sem ses, apenas com os nossos
Espíritos fundidos num só - e se for
Preciso, faço o Sol girar à nossa volta, amor.
Rodeia-me, com uma formosura fascinante,
Rodeia-me, com uma formosura fascinante,
O filho cerúleo de Póseidon, recalcitrante,
Através de angélicas, ainda que brutalmente
Mortíferas, ondas, pela verdade transparentes.
Elas, através da sua clareza e sonoridade,
Relatam-me todas as suas vivências e
Os segredos das criaturas que fazem de
Lar os lugares mais profundos, desde sempre.
Utilizo uma concha como caneta, afim de,
Nas sobreviventes e esculpidas rochas,
Eternizar o seu mais belo testemunho.
Não obstante que a gravura seja pelas ondas
Revitalizada, perdurará sempre o alicerce
Das profundezas do mar; do mundo; tudo.
Até a Lua, de tamanha suprema divindade
Até a Lua, de tamanha suprema divindade,
Deixa-se consumir pela extrema soledade
Ao refletir a luz do Universo, e desaparece
Por breves momentos; foge; desiste; eclipse.
Até o vento, tão forte e intenso, ardente,
Deixa-se enfranquecer ao perder a areia,
Que com tamanha dedicação passeia,
Num milésimo de segundo, perdidamente.
Não obstante,tu prometes que me queres
E que me amas eternamente; para sempre,
Independentemente do seu real significado.
E eu, embora todos os trágicos precedentes,
E perante a ingenuidade ao amor subjacente,
Acredito, do meu corpo, bocado a bocado.
Tempo precioso que não se adianta nem se atrasa
O contínuo e completamente alheio do mundo
Passar dos eternamente efêmeros segundos
Deixa-me exacerbadamente desorientada,
Por saber que, transcendentemente, tudo
Se lhe encontra interligado, tal como
Qualquer casa eletricamente estruturada:
Basta, apenas, que um fio fique desafixado
Para toda a luz se deixar substituir pela
Escuridão;
Basta um só segundo a mais ou a menos
Para tudo se deixar substituir por nada;
Tudo em vão.
Deixo-me, ainda, absorvida por uma outra
Escuridão - esta sendo uma característica
Do espaço desconhecido, por uma típica
Incerteza, com que me encontro deparada
Com uma certa frequência.
O ciclo de não ir e o deixar; o que já acabou
Por ir e o que ainda está por vir, de imanência
Escassos. Estes momentos fazem-me viver presa
No pensamento constante relativamente
A todos os momentos que a minha presença
Teve e terá, e que jamais; nunca,
No tempo de agora tem, no momento tão presente.
E esse presente é o único momento radiante,
Por nada ser tão genuíno como o instante
Nosso e só nosso.
O passado é da fraca memória vítima,
E o futuro é pela fértil imaginação
Sonhado.
E, no entanto, não encontro conforto
No que vivo. Encontro, somente,
No retorno, ou previsão do meu fado
- mas estes são tão soturnos.
Pelo constante medo de matar o que vivo,
Nem sequer a deixar-me viver arrisco.
Deixei-me, de forma inconsciente, capturar
Neste paradigmático e labiríntico limbo.
E não sei como dele me resgatar.
Serás tu afinal uma estrela disfarçada?
Serás tu afinal uma estrela disfarçada?
Somente me encontras de madrugada,
Quando o fulgor do luar incide nos teus
Olhos estrelados, e encandeia os meus.
Serás tu afinal uma estrela disfarçada?
O teu toque deixa-me desesperada
E a arder por ti, como se algo tão distante
Como tu pudesse colidir-me; reinventar-me.
Enquanto eu tento re iluminar-te, desvias-me
A mim própria para as poeiras e estrelas
Que, num aglomerado, criam o teu brilho.
Porque é quando eu menos espero, que te
Denotas num buraco negro e me levas
Nesse inferno consumidor de luz contigo.
Enquanto deambulo numa clara noite
Enquanto deambulo numa clara noite,
Uma curva do mais puro esclarecimento
Atravessa, magicamente, a minha mente,
E torno-me possuidora do teu segredo.
Tu és como a Lua, já que, naturalmente, e
A partir do teu acutilante e belo semblante
Enganas quem te olha inocentemente:
Tu não és crescente; tu és minguante.
Viver constantemente a partir de ânsias
Recalcitrantes é a tua sorte, escrita
Nas estrelas do mundo mais longínquas.
Eu sempre saberei quem és e quem serás,
E por tal profeta e iluminada prerrogativa,
É que te espero onde, uma noite, chegarás.