Descobri ser solitário
Hoje posso não saber quem sou,
ou o que vou ser daqui pra frente,
mas sei, que sou uma pessoa muito diferente,
daquilo que pensei que seria.
Descobri que ser solitário,
é a maneira mais elegante de ser,
aprendi também a viver com a solidão,
mesmo que não pareça,
ela vive aqui, dentro do meu coração,
por isso, enquanto houver uma caneta,
e um papel e o direito de escrever,
eu vou mesmo descrever que a lua chora,
e as estrelas não param mais de sofrer...
Luzern, 30-11-2017, João Neves...
Gaveta do desamor.
Meu amor antes da tua partida,
deixa-me um beijo, um beijo enorme,
longo como a viagem que tu vás fazer
e eu deixo pra ti um "Te amo" meu amor.
Recordo-me tão bem quando choravas por um beijo.
e agora a tua memória me mata,
Tu que sempre te sentistes tão segura ao meu lado,
e eu nunca pensei que iria sentir tanto a tua falta,
e jamais matutei que te amava tanto,
Onde estás meu amor?
Se tu soubesses o quanto sinto a tua ausência,
morrerias de tristeza e dor.
Sempre pedirei a Deus por ti,
sempre recordarei com saudade,
a mulher que conseguiu tirar o melhor de mim.
Meus olhos soltam pranto, por te amar tanto.
Dói-me profundamente a tua partida,
como dói mais ainda, amar-te em silêncio,
contento-me em te observar de longe
ou simplesmente que me falem de ti,
aí finjo que não estou interessado em saber,
mas o meu coração bate por ti sem medo,
como é grande este amor que ama em segredo.
Luzerna, 29 de novembro de 2011 "Memórias"
Apaga-me este fogo
Apaga-me este fogo, com o gelo do teu coração
Apagame el fuego
Apagame el fuego con el jelo de tu corazön
Quadras soltas, 10
Um dia pensei,
em te amar, sem temor,
e numa tela consegui pintar a tua dor,
com um lindo poema de amor.
Vem para a minha cama,
apagar este incêndio, esta chama,
vem, vem, meu amor,
apaga-me este fogo, por favor.
A noite se perde em ti,
também ja se perdeu em mim,
tuas mãos são a ternura,
que na calada da noite me levam a loucura.
E depois há dias,
que só me apetece correr e correr,
sair por aí e beber e beber,
e cada vez que chego a casa,
peço a solidão para me adormecer ...
Luzerna,29.11.2016, João Neves.
Se soubesse bailar, bailaria,
Se soubesse bailar, bailaria,
se eu tivesse uma linda voz cantaria,
como não sei bailar, muito menos sei cantar,
apenas te posso amar e amar de noite e de dia...
Adoraria saber!!
Eu adoraria mesmo era saber
se realmente não sentes mesmo nada
e se não queres saber mais de mim
ou se me amas tanto como eu te amo a ti.
7 Quadras soltas
Passaram os dias, que loucura
nem me apercebi do tempo a passar
agora ando sesesperadamente à procura
desses dias para voltar a amar.
Aceita-me esta linda rosa
não sejas tão mazinha
comprei-a com muito carinho
não sejas tão criancinha ...
Minha vida esta em pedaços
ao longe senti teus passos
isto é saudade meu Senhor
faz o coracão lagrimejar de dor ...
Não sei o que me passa
sinto uma pesada dor no coração
nunca mais pensei nela
mesmo assim sinto uma grande desilusão.
Há um testamento na vida
foi deus que o escreveu com a certeza,
ele fala de tudo, até fala de fadiga
fala mais da gente pobre, daquela que mendiga.
A muito não escrevia,
coisas que estão na minha alma,
reparem nesta noite escura e fria
Com ela vem a madrugada com sua maresia,
Jamais na vida serei um Rei,
muito menos sou um Mago,
adoro pelas noites percorrer,
este bonito e colorido Lago.
Luzerna, 28.11.2021, João Neves
Tsunami de Lágrimas
Minhas lágrimas ficaram
perdidas no chão.
Abandonaram o meu rosto
entristeceram meu coração.
São pedaços de mim,
que deixei partir em vão.
Elas não podiam partir assim,
muito menos me deixar na solidão.
Ó tristeza!
Sentiste as minhas lágrimas percorrer,
o meu rosto magro, triste e abalado
Eu prometi não desistir!
Venci a tristeza que sentia,
e senti a tristeza que venci.
As minhas lágrimas percorriam a minha face
vindas da tristeza que eu não terminava de sentir.
Mais tarde!
Quando a noite estava alta e não conseguia dormir
com meu rosto encharcado.
A Deus perdão pedi pelo meu pecado,
pra meu coração não nunca mais ser fustigado...
Luzern-10-04-2018 João Neves...
Vivi dias de medo!!!
Quantas e quantas vezes,
vivi dias quentes de fogosa paixão,
dias frios de tristeza, dias felizes de alegria,
dias de medo, dias de choro,
dias de solidão, dias de desespero,
dias de rir de felicidade.
De todos eles sempre trago um,
sempre trago os dias de medo...
Medo de me apaixonar,
medo de amar, medo de sorrir,
tenho medo de ajudar,
tenho medo de chorar...
Aliás será que realmente vivi estes dias?
Será que com medo se pode viver?
Sei que nesta ausência infinita,
tão profunda, ela chora, ela grita,
seja de noite ou de dia.
ó solidão maldita ...
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!