Amor a distância.
Quantas vezes já não toquei o vazio, na esperança de te sentir, tantas vezes já ergui meus braços pra te abraçar.
O tempo passava veloz
Teu sangue fervia,
queimava a areia branca sob nós.
e naquela tarde chuviscava,
gotas silenciosas da nossa voz.
Do melódico cantar das gaivotas sobressaía
uma romântica e bonita melodia.
O tempo, esse passava veloz,
fazendo ainda maior o amor que senti por ti,
naquela linda praia da Figueira da Foz...
Luzerna, 23.02.2023, João Neves.
Procurei o amor
Andei toda a minha vida
à procura do universo do amor
no planeta da paixão,
e encontrei-o cá dentro do meu coração.
Pois o amor é mesmo assim,
cresce como se fosse um jardim,
cá bem dentro de mim,
floresce como a mais bonita flor,
tudo isso se chama "Amor".
Luzerna, 22.02.2021, Joao Neves
O sol é o mais bonito poema de amor
A morte bateu a porta Turquia e Síria
Naquela tarde os passarinhos deixaram de chilrear,
só as aves voavam misteriosamente sobre a cidade,
em voos absurdos onde se escutava seu agustiado grasnar.
A cidade vestia silêncio, se sentia uma atormentada calma,
que assustava, penetrava no mais profundo da alma.
Já com o cair da noite o medo era ensurdecedor,
cães uivavam ferozmente precentindo a morte e a dor,
foram horas de aflição, gritos, tortura que teimava não ter fim.
a força da natureza não perdoa ela é assim,
forte como balas dum canhâo que não pára de mutilar,
uma região inteira, sem piedade, nem pesar.
Com o passar das horas a vida se declinava,
o frio e a neve que caía na cidade em nada ajudava,
o sofrimento era maior, deixava um país num pesar profundo,
natureza porque és assim? porque destróis o mundo?
Ao ouvir aves que entoavam cânticos tristes em desarmonia,
pequei no meu já cansado lápis e escrevi esta triste poesia.
Luzern, 15.02.2023, João Neves
Perguntei por ti
Perguntei ao vento por ti
ele não me soube contestar
Perguntei à lua onde estavas
tampouco me soube repostar
perguntei ao meu coração
e ele me disse está dentro de mim.
Luzerna, 13.02.2023, João Neves
Viver sem viver
Viver sem viver
Chorar sem querer
Faz parte de um inverno
Onde ao sol custa aparecer.
Luzerna, 13.02.2023, João Neves.
A felicidade
Não sei se na vida possa parar,
ou mesmo voltar pra trás,
Muitos diram que estou louco,
outros dizem que é uma loucura,
continuar pela noite à sua procura,
sabendo bem onde ela está!
Procuro de bar em bar
não encontro, mas não deixo de procurar,
Procuro nem sei bem o quê!
Só sei, que vive dentro da minha mente,
por vezes ficamos ali frente a frente,
E ao ver-la ali, fico feliz finalmente...
Luzerna, 13.02.2023, João Neves.
República Dominicana
Um dia fui à República Dominicana,
e não queria mais regressar,
ao ver na praia uma bonita morena,
ali fiquei parado a sonhar.
Era tão bonita a mulata,
se banhava na linda praia de Puerto Plata,
lhe chamavam a princesa do mar,
caminhava ao longo da praia,
seu corpo fazia delirar,
um sorriso sublime que delumbrava,
e suas ancas não paravam de menear.
Quero também recordar aquela mesa farta,
de abrir a celha e aquelas gambas vermelhas,
cor pôr do sol que estava a chegar,
ali ficava eu a observar a cor mel do seu luar;
baía azul esverdeada tem beleza sem par,
e o mar tem a maior calma no seu farfalhar.
Nunca irei esquecer tanta coisa bonita,
muito menos vou esquecer um calor que nos arrebita,
das noites mornas pra fazer amor,
seja em casa ou em qualquer lugar,
ou mesmo na areia da praia ali juntinho ao mar.
Mar que rola lentamente na areia,
e arrasta com ele toda a tristeza,
país que nos alegra com a sua beleza,
a vida vai passando e eu fico a pensar,
no olhar, daquele pescador,
que sentia pelo seu mar, um grande amor.
Luzerna, 11.11.2000, João Neves.
A Morte não é nada é apenas uma simples troca de morada
"A Morte não é nada
é apenas uma simples troca de morada"
Apenas passei pró outro Mundo,
que dizem que é a morado do defunto.
Contínuo a ser pra ti tudo aquilo que és pra mim.
Trata-me como sempre me tratas-te,
fala-me como sempre me falaste.
Nunca mudes o tom da tua voz,
pra um triste ou solene clamor,
Continua rindo e falando-me de amor.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo,
que eu rezarei aqui do meu jazigo contigo.
Fala muito de mim, mas sem realçar nada,
diz apenas que era forte como a pedra duma calçada,
O amarrilho da união não se quebrou,
só jogamos às escondias e tu não me encontrou.
Não estou longe meu tudo, minha amada,
estou no fim dessa que foi a nossa estrada.
Imploro a Deus pra que fiques bem
e tu reza por mim também.
Quando a brisa soprar forte, receberás um beijo meu,
com o mesmo vento, quero sentir na minha face um beijo teu.
Até já meu amor...
Luzerna, 10.02.2023, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!