Esta vontade enorme de chorar
Não sou poeta,
sou um simples sofredor,
que a vida ensinou a escrever,
palavras amargas, cheias de dor,
e se dizem que escrever é só pós tristes,
ninguém me deve censurar,
hoje é um dia que eu escrevo,
com uma vontade enorme de chorar.
Luzerna, 19.10.2012, João Neves
Não sei o que é
Não sei o nome,
nem sei donde vem,
não tenho palavras pra descrever este tormento.
Talvez seja o que lhe chamam saudade,
talvez seja mesmo só um sentimento,
Sei que os olhos, se alagam,
e pela face sentem-se lágrimas a cair
com aquele saborzinho a mar.
Alvor, 20.10.2021, João Neves.
Viajar longe do teu olhar
Adoraria viajar longe do teu olhar,
onde jamais me pudesses ver,
pra que saísses de dentro do meu ser,
eu iria pro outro lado do mar,
pra estar bem longe desta grande desilusão.
Ai, meu amor, como feriste o meu coração,
nunca ouve uma razão, minha fofura!
Só quis ser teu tudo,
pra seres tu a minha maior loucura.
Luzerna, 05.10.2022, João Neves.
Aos que foram meus amigos.
Inicio de Outono
As folhas iniciaram a cair
e eu inocentemente não sabia pra onde ir.
Com os pés no chão,
sinto a humidade desta chuva miudinha,
que acarícia o telhado desta minha humilde casinha,
Já de lareira acesa,
aqueço minhas mãos,
neste fogo que embeleza.
Lá fora o vento sopra,
como se tivessem batendo á minha porta,
Levantei-me, abri,
não era o vento,
era mesmo o meu amor, que estava ali.
Luzerna, 05.10.2022, Joao Neves.
Me duele lalma.
Después de tantos dias hermosos,
Tantas noches maravillosas,
Quisiera yo saber porque me duele tanto el alma,
Los versos que el amor me dio,
Se los llevó el viento,
Hoy solo ay en mi,
tristezas, esperanzas, penas, flores destruidas
Ahora estoy en la ventana
Contemplando el tiempo, la brisa me toca la face,
No vale la pena esperar más,
Traté de devolver la fé a mi alma que esta moribunda,
Busqué la soledad del cuerpo que fue mio un dia,
Y ahora sin tenerte aquí,
Ya no hago poesía,
Tristezas, sufrimientos, hacen parte de mi dia a dia,
son penas que no las merecía...
Luzerna, 18.09.2022, João Neves.
Porque me arrasto a teus pés?
Porque me arrastei aos teus pés
Toda a gente viu, só tu não vês.
Quando quis despertar a teu lado,
me consideraste um pedaço de nada.
Me disseste!
Teus pés não são prá minha estrada,
Hoje eu maldigo a hora que te conheci,
poderia ser tão feliz sem ti.
Contigo até foi bonita a aventura,
Hoje posso te dizer que este amor que vivo
É um amor cheio de paixão e loucura...
Luzerna, 16.09.2022, Joao Neves.
A música soave da brisa
Fumando um cigarro,
tomando um café,
a chuva cai la fora,
adoro este cheiro do vento,
o silêncio da chuva,
o sabor da noite,
adoro o sintilar das estrelas,
com aquela música suave da brisa.
Luzerna, 25.08.2013, João Neves.
Lágrimas de solidão.
Cai, cai, chuva miudinha,
vai caindo até mais não,
para lavar minha pobre alma,
alagada com lágrimas de solidão.
Luzerna, 30.11.2015, João Neves.
Quando a tristeza me inundar
Quando a tristeza me inundar,
quero ser eu mesmo,
sento-me na areia juntinho ao mar,
e chorarei até que o mar me venha abraçar.
Luzerna, 10.09.2015, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!