Sou a lágrima que une o carinho ao amor, a tristeza á solidão, e quando amo! entrego o meu coração...
Não sou um poeta,
sou um sofredor,
que a vida ensinou a escrever,
palavras amargas, cheias de dor,
e se dizem que escrever, é só pós tristes,
ninguém me deve censurar,
hoje é um dia que eu escrevo,
com uma vontade enorme de chorar...
Lista de Poemas
O fado é nosso
Com sardinha e bacalhau assado,
a ouvir o mais saudoso fado que entoa,
desde o Rio Tejo até a Madragoa
este fado é nosso, este fado é de Lisboa...
a ouvir o mais saudoso fado que entoa,
desde o Rio Tejo até a Madragoa
este fado é nosso, este fado é de Lisboa...
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Quadras soltas 8
Quero um beijo doce, terno
Da tua boca, Macia e gulosa
Quero o teu corpo, Quente, faminto
As tuas mãos almejo
Acariciando me o corpo com desejo
Tua boca nos meus beijos
Me despertam mil desejos
Que fazem sentir um imenso prazer
Um fogo, uma paixão de enlouquecer
Cai a chuva miudinha
Vai caindo até mais não
Para lavar a alma minha
Em lágrimas de solidão
Eu dissolvi a amargura
No rio, na água corrente
Esta agonia perdura
Tento fazer de mim gente
Plantando na alma ternura..
Da tua boca, Macia e gulosa
Quero o teu corpo, Quente, faminto
As tuas mãos almejo
Acariciando me o corpo com desejo
Tua boca nos meus beijos
Me despertam mil desejos
Que fazem sentir um imenso prazer
Um fogo, uma paixão de enlouquecer
Cai a chuva miudinha
Vai caindo até mais não
Para lavar a alma minha
Em lágrimas de solidão
Eu dissolvi a amargura
No rio, na água corrente
Esta agonia perdura
Tento fazer de mim gente
Plantando na alma ternura..
24
Nesta mesa de bar
Nesta mesa de bar
Vejo tanta coisa invulgar
E tantas mais que nao quero nem contar
Deve ser do frio desta linda noite de luar...
Vejo tanta coisa invulgar
E tantas mais que nao quero nem contar
Deve ser do frio desta linda noite de luar...
23
Vagueio na noite,
Vagueio na noite,
e me desespero,
por não a ter ninguém ao meu lado.
Profundamente pelas madrugadas,
na procura de sons.
sons de qualquer silêncio,
mesmo em silêncio os desejaria ouvir,
com palavras vazias,
que emudeceram o vento,
e ele com a sua fragrância,
nunca mais soprará com a mesma intensidade.
Porque às vezes encontro-me a morrer,
e outras vejo-me a correr,
ao sabor dum vento que nada me diz...
Luzerna, 06-02-2014, João Neves,
e me desespero,
por não a ter ninguém ao meu lado.
Profundamente pelas madrugadas,
na procura de sons.
sons de qualquer silêncio,
mesmo em silêncio os desejaria ouvir,
com palavras vazias,
que emudeceram o vento,
e ele com a sua fragrância,
nunca mais soprará com a mesma intensidade.
Porque às vezes encontro-me a morrer,
e outras vejo-me a correr,
ao sabor dum vento que nada me diz...
Luzerna, 06-02-2014, João Neves,
20
Dissolvi a minha amargura
Dissolvi a minha amargura
no rio, na água corrente
esta triste agonia que perdura.
Tento fazer de mim gente
plantei na alma a ternura
de um alguém que a sente...
no rio, na água corrente
esta triste agonia que perdura.
Tento fazer de mim gente
plantei na alma a ternura
de um alguém que a sente...
15
Queria tanto
Queria um beijo doce e terno,
da tua boca, macia e gulosa.
Queria o teu corpo, quente, e faminto,
devorando-me ferozmente.
Queria as tuas mãos acariciando-me
o meu corpo, com desejo.
hoje recordo,
as mais de mil vezes que te vi sorrir,
e as poucas que te vi chorar,
este meu coração não deixa de sentir,
que a nossa distância é imensa,
e nos separa um imenso mar.
mar esse nos demonstra que,
o nosso amor e forte como o sol,
e romântico como a luz do luar,
apesar da longitude nunca deixamos de nos amar...
Luzern, 03-02-2019, João Neves.
13
Vazio dentro de mim
Quando estou mal, sinto ódio,
quando estou bem sinto-me vazio,
um ódio que mata,
um vazio que maltrata,
não quero deixar este vazio,
fazer morada dentro de mim,
tudo parece ser sombrio,
tempestuoso e frio.
Hoje não sei o que fazer,
pra esta angústia passar,
angustia que maltrata o coração.
A saudade é o lenço,
que uso pra secar as lágrimas,
deste meu pranto,
ao fim da noite,
deito-me ao lado da solidão,
e adormeço ali,
no meio de uma escuridão sem fim...
Luzern, 24-02-2020, João Neves...
16
Cancro maldito
Cancro doença maldita,
entras nos nossos corpos
com dores infinitas,
mil vezes maldito, maldito...
entras nos nossos corpos
com dores infinitas,
mil vezes maldito, maldito...
28
Saudades
Recordo com muita saudade,
amigos da minha mocidade,
naquele já longínquo tempo,
jogávamos a bola no moinho de vento.
Meus tempos de rapaz,
que saudades tenho de outrora,
dos frutos guardados no cabaz,
coisa que não se vê agora.
Tanta rapaziada brincava e gritava na rua,
hoje uma aldeia sem gritos, parece nua,
Nestes simples manuscritos,
não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos"
Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo,
vivíamos a vida muito intensamente,
havia mutuo respeito,
pois todos tínhamos a ele direito.
Hoje todos perdidos na memória de um celular,
passamos por alguém sem um bom dia desejar.
Luzern, 03-02-2020, João Neves.
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Comentários (6)
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ademir domingos zanotelli zanotelli
Lindo poema... bravo... quero aproveitar esse momento para pedir ajuda , pois no meu portal não esta aparecendo a palavra (CRIAR) não sei o que esta acontecendo, se o sr. poder entrar em contato com sr Luis, porque não estou nem por email onseguindo. falar com ele. obrigado. ademir o popeta.
Muito obrigado pelo teu construtivo comentário abraço aqui das terras Helveticas
https://www.google.com.br/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fbr.pinterest.com%2Fpin%2F590534569866917718%2F&psig=AOvVaw3eVw0iyS5-RD18NwRYbujG&ust=1589913459081000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCID9sKSGvukCFQAAAAAdAAAAABAD
Muito obrigado a todos, abraços
Parabéns pelo versejar poético , De uma grande sentimentalidade! Abraço

Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!