Vamos a deixar uma porta aberta
Vamos a deixar uma porta aberta,
pra o sonho poder entrar,
e a estratégia mais certa,
para nos podermos voltar a amar...
Vem comigo bailar,
aqui junto às dunas,
ou là juntinho ao mar,
lá te mostrarei a única forma de amar...
Não sou louco, por te amar,
sou louco por esse amor saber a pouco,
pode ser tudo um engano,
mas este amor é sim, é lindo e soberano...
Dissolvi a minha amargura
Dissolvi a minha amargura
no rio, na água corrente
esta triste agonia que perdura.
Tento fazer de mim gente
plantei na alma a ternura
de um alguém que a sente...
Vazio dentro de mim
Quando estou mal, sinto ódio,
quando estou bem sinto-me vazio,
um ódio que mata,
um vazio que maltrata,
não quero deixar este vazio,
fazer morada dentro de mim,
tudo parece ser sombrio,
tempestuoso e frio.
Hoje não sei o que fazer,
pra esta angústia passar,
angustia que maltrata o coração.
A saudade é o lenço,
que uso pra secar as lágrimas,
deste meu pranto,
ao fim da noite,
deito-me ao lado da solidão,
e adormeço ali,
no meio de uma escuridão sem fim...
Luzern, 24-02-2020, João Neves...
Queria tanto
Queria um beijo doce e terno,
da tua boca, macia e gulosa.
Queria o teu corpo, quente, e faminto,
devorando-me ferozmente.
Queria as tuas mãos acariciando-me
o meu corpo, com desejo.
hoje recordo,
as mais de mil vezes que te vi sorrir,
e as poucas que te vi chorar,
este meu coração não deixa de sentir,
que a nossa distância é imensa,
e nos separa um imenso mar.
mar esse nos demonstra que,
o nosso amor e forte como o sol,
e romântico como a luz do luar,
apesar da longitude nunca deixamos de nos amar...
Luzern, 03-02-2019, João Neves.
Vagueio na noite,
Vagueio na noite,
e me desespero,
por não a ter ninguém ao meu lado.
Profundamente pelas madrugadas,
na procura de sons.
sons de qualquer silêncio,
mesmo em silêncio os desejaria ouvir,
com palavras vazias,
que emudeceram o vento,
e ele com a sua fragrância,
nunca mais soprará com a mesma intensidade.
Porque às vezes encontro-me a morrer,
e outras vejo-me a correr,
ao sabor dum vento que nada me diz...
Luzerna, 06-02-2014, João Neves,
Cancro maldito
Cancro doença maldita,
entras nos nossos corpos
com dores infinitas,
mil vezes maldito, maldito...
Saudades
Recordo com muita saudade,
amigos da minha mocidade,
naquele já longínquo tempo,
jogávamos a bola no moinho de vento.
Meus tempos de rapaz,
que saudades tenho de outrora,
dos frutos guardados no cabaz,
coisa que não se vê agora.
Tanta rapaziada brincava e gritava na rua,
hoje uma aldeia sem gritos, parece nua,
Nestes simples manuscritos,
não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos"
Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo,
vivíamos a vida muito intensamente,
havia mutuo respeito,
pois todos tínhamos a ele direito.
Hoje todos perdidos na memória de um celular,
passamos por alguém sem um bom dia desejar.
Luzern, 03-02-2020, João Neves.
na terra ou no céu
Seja com amor ou ódio,
seja na terra ou no céu,
Ui meu deus que episódio,
é de se lhe tirar o chapéu...
Te vi sorrir
Vi-te mais de mil vezes sorrir,
e te vi algumas vezes chorar,
Sei que a nossa distancia é imensa,
e que nos separa um longo e imenso mar...
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!