Vasco Leal

Vasco Leal

n. 2008 PT PT

Olá! O meu nome é Vasco e esta é a página onde coloco os meus poemas. Para eventuais parcerias, por favor envie um e-mail para [email protected]

n. 2008-02-13, Lisboa

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Coragem

A coragem não é imprudência,

É ter força para lutar,

É ter força pela decência,

Para as tiranias derrotar!

 

Ter coragem,

É olhar de frente o oponente,

É nunca ceder a uma chantagem,

É ser forte e olhar em frente!

 

A coragem é uma virtude,

Vital para prosperar,

É marcar pontos pela atitude,

É ficar mais próximo de ganhar!
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Poemas

11

República

A cada dia cresces mais,

porque o tempo passa a correr,

orgulhosos de ti estariam os teus pais,

exceto quando em tirania tiveste de viver.



Começaste reservada,

com muitas restrições,

mas desde o 25 de abril,

abriste a tua mentalidade,

passaste a ter para todos, vários corações.

 

Eras há pouco uma criança,

como outra qualquer,

e os ventos da mudança,

tornaram-te uma mulher.

 

O tempo passa a correr,

mas isso eu já sei,

vou ver-te crescer,

e o resto logo verei.

63

Quanto já foi perdido

Quanto já foi perdido?

Neste mundo de incertezas,

Nada foi adquirido,

Nem as mais simples certezas.

 

Quantas pessoas já morreram?

E ficaram por lembrar,

Quantas pessoas já adoeceram?

Sem ninguém se preocupar?

 

Quantas pessoas já sofreram?

E lutaram no passado,

Mas as pessoas não aprenderam,

E tudo continua no mesmo estado.
195

Ganhar

Ganhar é vencer,

Da vitória ser senhor,

É conseguir aprender,

Sem tristeza e dor.

 

Ganhar é ao topo chegar,

Olhando o mundo que em baixo se encontra,

É poder enxergar,

E observar gente boa e gente tonta.

 

Ganhar é voar,

Cruzar os céus brancos e cinzentos,

Ganhar é experimentar,

Por um tempo, esquecer os tormentos
64

O amor e nós

Quando penso no amor,

O meu cotovelo arde,

Fico longe do esplendor,

Isso toda a gente sabe.

 

O problema de se ser poeta,

É amar sem nunca ser amado,

É ter de correr seca e Meca,

Até cair no chão, acabado.

 

O amor, desde sempre,

Fora a minha fraqueza,

É uma grande verdade,

Dotada de pureza!

 

Este fardo que carrego,

Sem nunca me abandonar,

Leva-me a soltar um berro,

Por tanto desesperar.

 

É assim este sofrimento,

É assim este sentimento,

É assim a vida,

É assim o amor e nós.

100

A libertação

Qual será a libertação?

Que nos salvará da escuridão?

Será tudo em vão?

Ou, se calhar, não?

 

Desconheço o verdadeiro motivo,

Dos tempos de trevas que atravessamos,

Apenas um fogo em nós vivo,

Será aquilo que nos salva e que salvamos.

 

O fogo ardente da esperança,

Precisa de alguém para sobreviver,

Precisamos dele para chegar à bonança,

E poder assim aprender a viver.
188

Quando baixamos os braços

Quando baixamos os braços,

Paramos de acreditar,

Quando recusamos abraços,

Deixamos de amar.

 

Quando é preciso resistir,

E nos esquecemos da coragem,

Acabamos por desistir,

Colocamos uma roupagem,

Sobre a cobardia de trair.

 

Assim, o mundo continua,

Em ciclos viciosos,

A nossa esperança mingua,

Nestes tempos dolorosos.
192

Poética Lamentação

Há uma lágrima a escorrer,

Num canto do meu olho,

Que acabo por esconder,

Quando a cabeça encolho.

 

É tristeza,

É amor,

É fraqueza,

É sangue derramado,

É sofrimento expressado.

 

A lágrima, embora pequena,

Dá para encher mil e um oceanos,

É uma depressão, nunca serena,

Que se mostra onde quer que vamos.

 

Esta lágrima sangrenta,

É uma poética lamentação,

Que sempre rebenta,

Até o mais forte coração.
63

A fonte do amor

Um viajante,

Uma vez dissera,

Que havia uma fonte gritante,

Mas todos perguntaram: “Como pudera?”.

 

Ninguém acreditou,

Naquela pura verdade,

Todo mundo o gozou,

Com uma tremenda vaidade.

 

A fonte,

Fora por todos descoberta,

Longe da linha do horizonte,

E todos souberam,

Que aquela fonte existia.

 

Era a fonte do amor,

Que estava para ficar,

Seja como for,

Viva vai continuar.
193

O relógio corre

Aquelas árvores,

Cheias de vida,

Que eu agora contemplo,

São uma memória perdida,

Absorvida pelo tempo.

 

O relógio corre rapidamente,

Sem ninguém o conseguir parar,

A vida é assim para toda a gente,

Até ela nos deixar.

 

Mais cedo ou mais tarde,

A nossa vida arde,

E desaparece para sempre!

 

A vida logo chega ao seu final,

Mas isso tudo é normal!
94

A pandemia do amor

A única pandemia que quero espalhar,

É a pandemia do amor,

Que nos vai libertar,

E trazer o esplendor.

 

A pandemia do amor,

Vai de sorriso em sorriso,

Extingue sempre a dor,

E traz-nos o doce e belo riso.

 

É tão bom poder amar,

Ter mares e oceanos de alegria,

Mas sem nada ter para dar,

Sem ser um sorriso de magia.
90

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