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Lutar e vencer - Por Vida Erin Zurich

É muito fácil quando lutamos por falta de opção, quando colocam uma agulha no seu corpo e injetam medicamentos, quando as drogas que administram no seu corpo paralisam e você perde a capacidade de reagir. Quando colocam um tubo na sua boca e te obrigam a respirar. Difícil mesmo é quando a gente tem opções de lutar ou desistir, e ainda assim, permanece aqui. Se não por nós mesmos, por quem está por perto e insiste em não abrir mão de nossas vidas. Estou aqui hoje, porque decidi continuar. De livre e espontânea vontade, com todos os meus fardos e com o peso que me sinto, decidi permanecer aqui.
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Poemas

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Desnuda - Por Vida Erin Zurich

Eu sou melhor nua.

Decidi me despir
tirar a roupa
esvaziar a mente
arrancar a coroa
e lavar o rosto.
Descobri em mim algo que nem mesmo eu sabia
Eu sou melhor nua.
Ante toda essa tecnologia, moda de filtros e edição de fotos, não sabemos mais quem são as pessoas.
Vemos uma foto e muitas vezes não condiz com a realidade.
Eu sei!
Muitas vezes eu também não me reconheço no espelho ao ver uma foto trabalhadinha.
Por isso, me despi, estou nua.
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Sobre desistir - Por Vida Erin Zurich

Eu pensei que tinha desistido de lutar e de viver.
Eu pensei que tinha entregado meus sonhos e ambições.
Acreditei falsamente que a tristeza ia permanecer eternamente, que meus lábios já não poderiam sorrir e cheguei ao ponto de sentir dor física, tamanha minha dor emocional.
Eu pensei que já não havia mais jeito de continuar.
Eu pensei que a dor tinha me destruído.
Eu achei que não tinha mais forças.
Me sentia devastada, acabada e completamente fragilizada.
Pensei que tinha ido embora meu vigor.
Mas, assombrosamente, Ele me resgatou.
Ah! Ele devolveu aos meus olhos o brilho que outrora estava apagado, ele renovou minhas forças arrancou minhas angústias.
Hoje posso entender que tudo que eu tinha pensado ter perdido foi porque eu precisava entender que eu não precisava de mais nada, além dEle.
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O voo da águia e as quedas da vida - Por Vida Erin Zurich

Hoje uma das pessoas que mais amo nesse mundo me lembrou de como é difícil crescer, de como é difícil evoluir, mas que há grande valor nesse progresso.
Ela me lembrou de como um filhote de águia aprende a voar, me lembrou de como é valiosa essa experiência, vou elucidar:
Quando uma águia mãe quer percebe que seus filhotes já estão em tempo de aprender a voar, ela os leva para um lugar mais alto que encontrar, tão alto que abaixo desse lugar existe apenas o abismo. Ela faz isso com o propósito de protege-los de predadores. E então, usando de um incentivo natural, ela os empurra abismo abaixo, para que eles aprendam a bater suas asas.
Parafraseando a Lisa, ainda cito: “Eles aprendem a voar e também aprendem a cair.”
Há valor na queda, assim como há valor no voo.
Eu acredito que Deus se inspirou no comportamento dos anjos, da natureza e dos animais para a criação do homem, podemos trazer essa lição para o amor de Deus conosco, durante o tempo em que estamos pequenos, Ele nos protege e nos preserva de todo o perigo, entretanto, conforme vamos crescendo, existe a necessidade de que aprendamos a voar, e nem sempre esse aprendizado vem de maneira fácil, afinal, somos seres individuais e cada um de nós desenvolve seu próprio tempo de crescimento.
O Senhor nos leva ao mais alto monte, geralmente é isolado de todos, onde ninguém te alcança, onde só estamos nós e Ele.
Esse monte costuma ser silencioso e solitário, por alguns de nós, pode ser confundido com uma depressão, mas não. Isso acontece porque qualquer interferência que haja em meio ao nosso crescimento pode gerar dificuldades, ou até a presença de pessoas que irão atrasar ou impedir esse nosso momento, essa nossa evolução.
Até que o Senhor nos “joga” ao solo de modo que possamos aprender a bater nossas asas. Não há ninguém para atrapalhar, ninguém para influenciar.
Quando estamos caindo, as vezes esquecemos que Ele está ali para nos segurar caso não consigamos voar. Ele não nos deixa, ele não nos abandona, ele não vira as costas. Ele acredita em nosso potencial, sabe que somos capazes de levantar o voo mais lindo do mundo, acontece que em meio a essa queda ficamos assustados, atordoados e não conseguimos confiar que a presença dEle está ali.
A queda não serve apenas para que possamos confiar nEle, mas também serve para nos mostrar que Ele confia em nós.
O voo não serve apenas para nossa evolução, mas serve também para que possamos ajudar os outros a voarem, a evoluírem, como Lisa fez comigo.
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Sobre Michelle. E sobre nascer do coração

Ela é linda e jovem, com uma sensatez que eu nunca vi igual. Muitos filhos nascem do útero, eu nasci do coração dessa mulher, que me aceitou, me acolheu e me abençoou.

Quando cheguei na vida dela, estava cheia de traumas e dores, mágoas e solidão, mas, ela me curou, arrancou de mim a dor com seu toque e apagou meus traumas com amor, ela desfez minhas mágoas e trocou minha solidão por barulho. Sim, ela adora fazer barulho, e eu, que detesto, tive que me acostumar com isso e eu juro, não foi fácil.

Me ensinou a economizar, me ensinou sobre tolerância, me ensinou sobre amar e também sobre ser amada.

Em minhas crônicas, ou resenhas e até em meu livro, certamente vocês muito verão eu falar sobre ela, pois cada uma fala daquilo que vive, e eu, com orgulho, vivo Michelle.

Antes que e fale, ela já sabe o que preciso, antes que eu peça, ela já me presenteia e antes que eu pense, ela já deduziu.

Ela é o melhor sorriso dos meus lábios, o melhor olhar que tenho é para ela, e ela não merece menos do que todo meu amor.

Todas as lágrimas que já derramei, ela estava lá para enxugar, todos os meus prantos, ela me abraçou e nas minhas crises, ela foi amorosa.

Ela não é perfeita, é esquecida e um pouco louca. Já me esqueceu em alguns lugares, já brigou comigo por coisas absurdas e odeia ser criticada. Ela é bem crítica e exigente, e talvez por isso, eu também seja.

Eu a amo, e não há nada no mundo que eu queira mais do que, ela ser eternamente minha, porque eu serei eternamente dela.
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Sentidos - Por Vida Erin Zurich

O sorriso
A sensibilidade
O grito
O choro
As mãos
O olhar
O tato
A visão
O paladar
O meu corpo fala
aquilo que as palavras não podem dizer.
Eu posso falar
eu posso falar.
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Não é o fim!

Não sou dessas que fala em suicídio ou sobre questões pessoais, mas estamos caminhando para o final do mês de setembro, lembrado na cor amarelo como simbolismo a prevenção do suicídio, então falando um pouquinho de mim. Serei breve...
A pouco tempo atrás, algo muito ruim aconteceu em minha vida, um fato que transcende ao entendimento de qualquer ser humano.
Cometi um erro e esse erro tomou proporções descabidas e desmedidas.

Ao que percebi minha vida, que não já estava sendo fácil, tornou - se impossível, ao ponto de nem mesmo eu querer aguentar o dia seguinte.
Todos se foram, não havia mais amigos e a muito já não havia mais parentes...
Incrível como o cenário pode mudar de uma forma tão brusca, não?

Quem já passou por isso sabe de que estou falando.
Quanto mais eu tentava subir do poço onde haviam me jogado, mais jogavam pedras para que eu não subisse. Chorar já não adiantava mais...
Existe um momento da dor em que lágrimas não regam mais nada, nem a empatia do próximo por ti.
Sabe aqueles amigos próximos e chegados? Na verdade, nem eram tão próximos, e se quer chegaram a mim.
Sabe aqueles parentes que lutam por você, mesmo quando você está errado, afinal ninguém pode falar mal de você, só você mesmo.... Então, eles reapareceram para prejudicar.
Sabe aquelas pessoas da igreja, que você pode contar para qualquer coisa? Aqueles irmãos amados que te dão um abraço, sem julgamento e esperam pelo seu tempo de falar sobre o ocorrido?
Isso nem existe mais. A moda é jogar pedra no seu poço.
As pessoas não têm noção da crueldade de seus atos até que elas passam pelo seu mesmo caminho e esse dia sempre chega. Chegou para mim.
Depois de chorar, de secar minhas lagrimas, de cair, de rastejar.... Lembrei:
Eu posso sobreviver ao hoje.
Em uma noite de muita tristeza, olhei para o lado e enxerguei a única pessoa que estava ao meu lado.
E adivinha o que eu vi?
Alguém que estava sofrendo mais que eu.
Alguém cujo coração estava mais triste,
mais dolorido e magoado que o meu.
Caí em mim e pensei: " - É por ela que vou viver. Minha mãe."
E o mais engraçado?
Ela nem é minha mãe biológica, infelizmente. Mas é por ela o meu respirar.
Posso te afirmar hoje, que se eu consegui, você também consegue. Não desista, vamos tentar de novo...

E se por um acaso, você precisar conversar com alguém que não vá te julgar, ligue para o cvv - centro de valorização a vida, o custo é de uma ligação local e na maioria das vezes sua própria franquia cobre.
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Pré-Conceito - Por Vida Erin Zurich

⁠Hoje mostrei a minha mãe um perfil no Instagram. São diversas fotos de um jovem que aparece com frequência mostrando seu corpo nú, claro, imagens censuradas. O comentário de minha mãe foi o mesmo que provavelmente muitas e muitas pessoas de sua época fariam e fazem: “- é para se aparecer?” Imediatamente respondi que não e que a pessoa é artista.
Entendo minha mãe pensar dessa maneira, afinal, ela foi criada em outro tempo e acabou de dar partida em sua vida digital, ou seja, acabou de mergulhar em um mar onde as pessoas diferentes podem ser elas mesmas por através de todos os muros de preconceitos, ainda lhe custará um par de anos até que entenda que o mundo evoluiu. Por isso, não julguem a ela nem aos que ainda não entendem nosso progresso. É uma questão de tempo.
No momento que falei a ela que a pessoa das fotos é artista, também lhe disse: quando é uma modelo na playboy, não tem problema? E se fosse o ensaio sensual de uma bela mulher? Essas seriam aceitáveis?
Minha mãe parou para pensar, não me respondeu, mas percebi que se pôs a mudar de opinião.
Nem tudo é preconceito, às vezes é só desinformação e desatualização.
Somos cristãs e isso não anula o respeito que tenho por qualquer ser humano, independente de sua profissão, cor, sexualidade, religião ou estilo de vida. Aliás, não deveríamos ter que militar em favor das pessoas por elas serem diferentes de nós, a evolução mental deveria ser natural, já que não é, vamos mostrar EM AMOR a quem ainda não entendeu que ser diferente é bom.
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Iguais - Por Vida Erin Zurich

Você negro, eu branca
E ainda tem o pardo, amarelo, índio
Você homem e eu mulher
E ainda tem o trans, o gay e a lésbica
Você doméstica e eu escritora
E ainda tem os médicos, professores e dona de casa
Você com depressão e eu com ansiedade
E ainda tem os bipolares e esquizofrênicos
Você mãe e eu filha
E ainda tem os irmãos, primos e pais
Você de aparelho e eu de óculos
E ainda tem os cegos, surdos e paralíticos
Independente de quem somos, todos fazemos parte de uma mesma sociedade.
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Negros, imigrantes e pobres - Por Vida Erin Zurich

Eles são negros, estrangeiros e pobres. Vindos de países de extrema miséria, chegaram ao Brasil com seus sonhos e força de vontade para realizá-los. Mesmo com as diversas dificuldades que eles enfrentaram em suas nações e enfrentam aqui no Brasil, eles não esmorecem.
Vieram trabalhar e conquistar um novo futuro. As barreiras em seus caminhos são tantas que é quase impossível de se elencar se não convivemos diariamente com eles. O idioma deve ser um de seus maiores desafios visto que em sua maioria o idioma nativo é o francês e aqui no Brasil temos o português como língua e vale salientar que é um dos idiomas mais difíceis de aprender.
A falta de qualificação profissional também é um adendo as dificuldades enfrentadas pelos estrangeiros por aqui nas terras tupiniquins.
Agora, o que me fez escrever esse texto é que outro dia estava dirigindo por uma avenida muito importante daqui e enquanto a sinaleira estava vermelha vieram ao menos quatro pedintes na tentativa de ganhar alguns trocados. Pessoas jovens e que pareciam saudáveis. Ao abrir o semáforo avistei ao longe alguns haitianos trabalhando com venda de seus produtos, repito: TRABALHANDO!
Ou seja: enquanto um Brasileiro nativo está aqui pedindo, o imigrante está aqui trabalhando!
Eles viram em seu país a impossibilidade de sobreviver diante da miséria e vieram tentar a sorte aqui. Eles não vieram pedir esmolas, eles não vieram se vitimizar com uma autocomiseração e muito menos trabalhar a piedade com o drama que só os latinos fazem (e o fazem muito bem).
Eles acordam bem cedinho todos os dias e partem em busca do pão de cada dia. E muitas vezes ainda buscam poder alimentar seus familiares que ainda estão em seu país natal.
Aprendi com eles algo muito importante: - Se você for cair, caia de pé! Não se curve às dificuldades e não tenha pena de si, enfrente, em frente!
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Carta para Buenos Aires - Por Vida Erin Zurich

Querida Buenos Aires, te conheci muitos anos atrás, quando nem mesmo ideais eu tinha formado dentro de mim ainda, quando minhas mãos não conseguiam segurar uma xícara de café direito e quando eu ainda andava de mãos dadas com a dor.
Andei pelas tuas ruas com medo, afinal, tu és uma cidade enorme, com ruas tão largas que minhas pernas curtas não davam conta de atravessar uma avenida sem que teus sinais de semáforo já sinalizassem o fim do percurso.
Ao partir, tu deixaste em mim o desejo te retornar. Retornar para o tuas ruas cobertas de folhas de outono, e para tuas árvores repletas de jacarandás na primavera.
Ao partir, doeu meu coração e senti minha alma me atrair para ti, eu sabia que retornaria, seguramente, voltaria para teus braços.
Passados alguns anos, conforme esperei ansiosamente, voltei.
Tu não mudaste muito, não mudaste nada, aliás.
Ainda me recebeste com alegres sorrisos, com as folha secas presas ao chão, com o clima adorável de outono e com o céu inconfundível que me abraça cada vez que o enxergo.
Por outro lado, voltei para ti muito diferente da menina daqui partiu, cheguei ao teu coração cheia de traumas, com muitas dores e medos que eu sabia que só cabia a ti cura-los.
Hoje, já consigo atravessar tuas largas avenidas sem necessitar correr, já sei pegar um trem e abraço tuas árvores com aquele sentimento de estar sendo privilegiada por estar aqui.
Hoje minha querida, meus sonhos não são mais conhecer a Disney, tampouco montar uma cidade de lego ou ganhar a barbie do ano, meus planos mudaram um pouco, meu sorriso já não é mais tão espontâneo e minhas palavras são mais comedidas, mas algo não mudou: meu amor por ti.
Sei que aqui ainda tenho muito chão a percorrer, mas também sei que a primavera me aguarda, com suas lindas flores e seu clima maravilhoso.
Não tenho medo, fecho os olhos e confio em ti, ainda que chegue o inverno, me sinto acolhida. Me sinto forte, já me sinto curada, por ti.
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