Nasceu em Sobral, no Ceará. É professor, poeta, escritor, memorialista, historiador e cordelista. Em 2017, participou da 1ª Feira de Livros Domingos Olímpio no Centro de Convenções de Sobral com Literatura de Cordel, dentre eles - O Cordel "Barão de Sobral" e "LUZIA-HOMEM - A Mulher que traiu o Coração de Crapiúna. e com o cordel "A vila Distinta e Januária de Sobral" Publicou em 2020 a Literatura Popular em Cordel - A Chegado do Cantor Belchior no Céu. e o Cordel - Patativa do Assaré - Poeta Nordestino.
Autor do livro "Tempo de Sol". - Livro poético que conta sobre sua infância e a Cidade de Sobral. No dia 20 de Dezembro de 2018, na Casa da Cultura de Sobral publicou o Livro "Os Estados Unidos de Sobral.
No ano seguinte, em 2019, publicou o Livro " Sonhos do Amanhã - "O Zé dos Sonhos" na FLINAU - 1ª Feira do Livro do Náutico em Fortaleza - Ceará.
Em poesias publicou " A Poesia é um Saco", "Bela Loucura" e Diário de um Professor"
Colaborador de inúmeros artigos na web. Em Janeiro de 2020, publicou o Projeto de Resgate Histórico e Cultural da Residência de Domingos Olímpio e do Projeto - Largo dos Poetas em Sobral.
Lista de Poemas
Decifrando o Amor de Mãe
Decifrando o amor de Mãe!
Amor sem medida
Alegria que nos contagia
Em seu poder a eficácia da magia
A ela Maria foi concedida.
E seu filho Cristo foi antecedida
No coração de filho me prendeis
Tua valentia nunca tereis
Dedicas na labuta com amor
Encontra a efervescência do fervor
Nos ensinamentos teus amei.
Wilamy Carneiro
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Alentos
Alentos!
Em meios de tantos alentos,
Minha oblação inspira-me em Deus.
Pois não é tão fácil seguir,
E, quando eu perder a Fé.
E não prevê um futuro,
O que vou encontrar...
De mais natural
São os meus erros.
47
Apendizagem
Amo as coisas simples.
Deveras, ignorei as mais complicadas.
Estas serviram-me de contratempo
para minha aprendizagem.
para minha aprendizagem.
Wilamy Carneiro
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LITERATUTA POPULAR- DIZ QUE CONHECE SOBRAL
Diz que é de Sobral
Não conhece nenhum filho escritor
Muitos são padres, outros advogados
Francisco Sadoc: O Reitor
Domingos Olímpio com Luzia-Homem
Padre Lira de batina: O historiador
Diz que é de Sobral
Nem brincou o carnaval
No Derby Clube Sobralense
Na AABB de Sobral
BR SOM no Torre de Melo
E o mela-mela em plena Catedral
Diz que é de Sobral
Não conheceu o louro do Pau
O estimado homem é homem
João de Apollo com seu jornal
O zangado Chico Papa-Lagarta
E o primo na calçada do Menescal
Diz que é de Sobral
Mal conhece o time de casa
O famoso Guará- Guarany
Teco-Teco como técino é boa praça
Toim Barrote na frente emplacando o gool
E o goleiro Manés defendendo a zaga
Diz que é de Sobral
Nem provou o bolo de batata do seu João
A puxa vendida nas calçadas
E o famoso Teatro São João
O caldo no Tonico Lanche
E a cerveja gelada do Tibão
Diz que é de Sobral
Não comprou leite de rosas no Bigodão
Um caixa de Gilette no Mercadinho Jóia
E no Mundico Alves, arroz e feijão
As havaianas do Mauro Ponte
E morou nas quitinetes do Esperidião
Diz que é de Sobral
Não correu nas areias do Rio Acaraú
Pulava de ponta na ponte grande
E no Palmeiras Coutry Clube tirava caju
Pisava nas roupas das lavandeiras
E brincava de amarelinha com Maria Juju
Diz que é de Sobral
Esqueceu do Grupo Escolar
A palmatória de Dona Odete
Os picolés de didim com Ki-suco de maracujá
Chamando o “Zé da Macaca”
No dia Sete para machar.
Diz que é e Sobral
Nunca comprou fumo no Zé ó Zé
O pão quentinho do Seu Onofre
E o dropes no Chico Caburé
Cimento e acal na Dona Zélia
E da Dona Úrsula, um jigolé.
Dia que ama Sobral
Deixou a saudade do sertão
Nas férias viaja pra Portugal
Esquece do seu torrão
No fogareiro a galinha caipira
capote, avoante com leitão.
Diz que é de Sobral
Não sabe o que é festa dançante
As tertúlias no Panela Clube
Dos Vintes era mais interessante
Á luz negra do Curtição e 14 BIS
No Uruguai bem mais distante
Diz que ama Sobral
Não conheceu o Cine Rangel
Bruce Lee no Cine Alvorada
Na Beth Lanche Chopp a granel
Coelhinho tirou sua foto três por quatro
A serigrafia da INGRAPEL
Diz que já foi em Sobral
Não andou de Roda Gigante
Dançou com o bumba meu boi
Presenteou na Camisaria Elegante
Comprou chuteira do Sr. Camocim
Na mercearia do Sr. Enoque: DELRIO Refrigerante
Diz que é de Sobral
Não contracenou no Teatro São João
O Som da Rádio Imperator
Marcos da Cruz na Locução
As obras do Museu Dom José
Relíquia de nossa região.
Diz que é de Sobral
Não sabe a história de nossa gente
Quem foi Pintor Lemos
Maestro Acácio o regente
Cabo Lira, na Expectativa
Chico Frutuoso feitor inteligente
Dia que ama Sobral
Mas não pulou o carnaval
O desfile do Bloco dos Sujos
Tradição nas ruas de Sobral
Provetas, Lero-Lero, TropiKanas no Derby Clube
Hary - Hary, Corsários, Realce com entrada triunfal.
Diz que vem pra Sobral
Mas de ônibus não andou
No famoso Expresso de Luxo
Na Ipu-Brasília nunca no prego ficou
Os apitos da Empresa Brasileiro
De Fortaleza/Ibiapaba e Piauí já pisou.
Se tu conheces Sobral
A saudade bateu no coração
A Famosa Princesa do Norte
Acolhe cada cidadão
De outrora: Fazenda Caiçara
Na reminiscência: Vila Januária e Distinta
Antônio Rodrigues Magalhães: Fundador e Capitão.
79
POEMA - JANELA ABERTA
JANELA ABERTA
O sono não vem
Entra a luz,
O Nada me conduz
Um poema em mente
O cheiro do luar amargo.
Bate a esperança
Sonhos improvisados
As horas faltam
P’ra matar minha saudade,
Entra a mariposa
Ofusca a luz do quarto,
Gratidão!
O que me resta
O lençol na cama
O cheiro dela
Apagam-se as luzes.
A manhã debruça em seu leito.
Wilamy Carneiro - poeta e escritor sobralense
87
A POESIA DO SERTÃO
A POESIA DO SERTÃO
E nesse imensurável dia
Ano de muito louvor,
Lembro-me “O Sertão da POESIA”
No coração! O meu AMOR!
Sentimento de lealdade
Primará em nossa região,
Quer sertão ou na cidade...
Bate forte meu coração.
A nossa mocidade
Transformo Poesia em versos,
E o por do sol no reverso!
No calendário se comemora...
Poesia toda hora!
A alegria se vai...(idade).
Wilamy Carneiro - Poeta sobralense
82
A LUA - POEMA
Lua fada, Lua de outrora...
Seu gesto me encandeia,
Não se vá embora...
Pois meu corpo: Incendeia!
Na lua esplêndida vou...
A saudade de um olhar fixante!
Do amor, levo seu labor...
Em véu exuberante.
A noite cai e se debruça
Na mais longínqua colina,
Chora, permeia como Urca.
A despir, lua mimada menina.
Nela as gaivotas fazem voos rasantes.
Pegando-as em alta estação...
A lua chorosa exuberante,
Descobrindo enorme coração.
Ela emerge num salto a bailar...
Mergulhado na brisa com brado,
Seguindo seu astral a saldar
O saudoso viajante apaixonado.
Saltita com uma bailarina
A lua, chora, dança, num alto astral...
Em Paris, numa noite de purpurina.
Lua de mel! Lua dourada! Lua sensual!
Wilamy Carneiro - Poeta e cordelista sobralense
Seu gesto me encandeia,
Não se vá embora...
Pois meu corpo: Incendeia!
Na lua esplêndida vou...
A saudade de um olhar fixante!
Do amor, levo seu labor...
Em véu exuberante.
A noite cai e se debruça
Na mais longínqua colina,
Chora, permeia como Urca.
A despir, lua mimada menina.
Nela as gaivotas fazem voos rasantes.
Pegando-as em alta estação...
A lua chorosa exuberante,
Descobrindo enorme coração.
Ela emerge num salto a bailar...
Mergulhado na brisa com brado,
Seguindo seu astral a saldar
O saudoso viajante apaixonado.
Saltita com uma bailarina
A lua, chora, dança, num alto astral...
Em Paris, numa noite de purpurina.
Lua de mel! Lua dourada! Lua sensual!
Wilamy Carneiro - Poeta e cordelista sobralense
104
MINHA POESIA
QUIS FAZER MINHA POESIA
Quis fazer minha poesia!
Na história do Homem,
Em seus altos e rebaixo da malvada vida,
Pelas estradas e caminhos tortos
Sem filtrar o inesperado pranto.
Quis fazer minha poesia!
Da natureza em versos e quinhões,
Em muros de lamentos dos algozes
Pisando em lagos, rios e oceanos embaraçados,
Na aurora; humilde matéria do sobrenatural.
Quis fazer minha poesia!
Àqueles que nada sentem,
Ao sentimento vil, da justiça aos injustiçados.
Pela fascinação de uma nuvem empoeirada,
Na melodia de Tom Jobim e Caetano.
Quis fazer minha poesia
Nas entrelinhas do bonde no bairro Botafogo,
Como João Romão e a escrava Bertoleza de Aluísio de Azevedo,
No cortiço, os operários, as donzelas e meretrizes.
Entre ricos e pobres, as beatas da cidade maravilhosa.
wilamy carneiro - poeta e memorialista
Quis fazer minha poesia!
Na história do Homem,
Em seus altos e rebaixo da malvada vida,
Pelas estradas e caminhos tortos
Sem filtrar o inesperado pranto.
Quis fazer minha poesia!
Da natureza em versos e quinhões,
Em muros de lamentos dos algozes
Pisando em lagos, rios e oceanos embaraçados,
Na aurora; humilde matéria do sobrenatural.
Quis fazer minha poesia!
Àqueles que nada sentem,
Ao sentimento vil, da justiça aos injustiçados.
Pela fascinação de uma nuvem empoeirada,
Na melodia de Tom Jobim e Caetano.
Quis fazer minha poesia
Nas entrelinhas do bonde no bairro Botafogo,
Como João Romão e a escrava Bertoleza de Aluísio de Azevedo,
No cortiço, os operários, as donzelas e meretrizes.
Entre ricos e pobres, as beatas da cidade maravilhosa.
wilamy carneiro - poeta e memorialista
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FASCINAÇÃO - POEMA
FASCINAÇÃO!
O barulho da chuva no telhado
A criança no peito da mãe
A flor do mandacaru cai
No chão como plumas de algodão
O inverno bate à porta
O canto do sabiá na palmeira
O vôo do beija-flor em direção na flor do maracujá.
Um galo cantando de manhã cedo
O alvorecer, num dia de outrora
A borboleta no ziguezague
O som do carro de boi
Um felino a brincar.
Sedução de um amor perfeito
O beijo do filho (a)
O sorriso de uma criança carente
O olhar do pedinte sincero
A Mãe Natureza com seu mistério.
Wilamy Carneiro - Poeta e Cronista
85
Comentários (1)
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Will Vasoncelos
Belo poema e verdadeiro