Marcelo Zacarelli

Marcelo Zacarelli

n. 1969 BR BR

n. 1969-08-28, Arujá

Perfil
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Unha do Pé

É José, assim não vai dar pé...

Nem sabes que vergonha é

Comer a unha do pé;



Famia de pouca crença

É a tar famia de barnabé

De entre os santos desconhecem

O pai de Jesus, José;



É José, preto veio da umbanda

Do terreiro do mane

Lá dos cantos de aruanda

Troca à meia de chulé;



Bem sei José, brasileiro humilde é...

Que bem cedo ta de pé

Pois a roça te espera

Na colheita de café;



Tenha boas manias, José...

No largo da praça da sé

Nem sabes que vergonha é

Comer a unha do pé.




Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Maio de 2002 no dia 21 / Itaquaquecetuba (SP)
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Biografia
Marcelo
Henrique Zacarelli nasceu na cidade de São Paulo em 28 de Agosto de 1969. De
Origem Italiana por parte dos pais e Portuguesa por parte de Mãe. Começou a
escrever versos e poemas aos 14 anos no Bairro da Penha cidade de São Paulo,
onde passou sua infância. Seus avôs Paternos migraram da Calábria sul da Itália
no final do século IX para a lavoura do café na região sudeste do Brasil. Dona
Amélia Zacarelli desembarcou de Navio grávida de Aldo Zacarelli, considerado o
patriarca da família Zacarelli. Um de seus filhos Aldo Rodolfo Zacarelli foi
pai de Marcelo H. Zacarelli. O Poeta Zacarelli hoje é casado com Fernanda
Villarim e têm três filhos: Paloma C. Zacarelli, Pedro H. A. Zacarelli e
Henrique Morrison Zacarelli. Corintiano apaixonado ama o futebol e descreve sua
paixão no Blog WWW.footzaca.blogspot.com.  Marcelo considera-se também um
Cinéfilo, assíduo expectador de filmes, “gosto do gênero Drama e Romance além
de Baseados em fatos reais, indica alguns de muitos: “Um Violinista no Telhado”
“Oliver” “Doutor Jivago” Casablanca” “Amadeus” entre outros... Seu Blog para
Filmes: WWW.cinezaca.blogspot.com. Marcelo Zacarelli é protestante embora
respeite todas as denominações que levem à pessoa a fé, e ratifica “O importante é olhar para o seu próximo e
ver você, alguém que certamente não o prejudicaria” O amor consiste
livremente em ser justo para com todas as coisas. Na Música gosta do Gênero “Rock,
Blues, R&B, Jazz”, porém considera-se um eclético no geral e cita alguns de
seus gostos: “The Doors, Queen, Janis Joplin, Beatles, U2, Legião Urbana entre
outros”. Na Política, Marcelo prefere enaltecer sua opinião de acordo com a
situação, “Na Política as coisas mudam muito rápido, opiniões, filosofias,
ideologias e concepções são características de um perfil crítico do cidadão e
suas personalidades oscilam de acordo com os interesses pessoais do momento. A
Profissão por ocasião da necessidade tem se diversificada, portanto por vontade
gostaria de se formar em Jornalismo ou Psicanálise, por Hobby Escritor ou
Romancista. Um Sonho “Jogador de Futebol Profissional” Realizar “Tornar-se um
Poeta Reconhecido” Auto Crítica, falta conhecimento da língua portuguesa e
aprofundamento na mesma para se elaborar um trabalho com perfeição, somente a
inspiração e alma te levam á metade do caminho. Marcelo escreve Poemas e
Poesias épicas e líricas além de ideologias, pensamentos, tautogramas,
composições, versos, sonetos, em suas características principais o pessimismo e
surrealismo: WWW.almanirvana.blogspot.com. Admiram trabalhos como os de Augusto dos
Anjos, Arthur Rimbaud, Karl Marx e Jim Morrison. Marcelo H. Zacarelli é de
personalidade forte e opinião própria, acredita que tem perfil de líder e odeia
a injustiça embora admita que errar está na natureza do ser – humano, “Persistir no mesmo erro é premeditação de
ignorância”. Religião e Política são fundamentais para o caráter filosófico
da pessoa, educação e cultura são de caráter fundamental para a vida social do
indivíduo. Um Pensamento: “Você pode ser
o que você quer ser, isto só depende de você” e “A maior riqueza que um
homem pode carregar é o seu conhecimento”. “Ninguém pode acreditar em uma coisa
e fazer outra e nem fazer uma coisa acreditando em outra” e “O maior inimigo
que se pode ter é acreditar que não se pode fazer”. Marcelo Henrique Zacarelli
escreve sempre que pode, quando a inspiração assalta o pensamento, a madrugada
é tinta no seio da alma e o desejo é papel, branco e nu, aberto aos anseios dos
sentimentos. O Poeta diz: “Se uma só
pessoa gostar de um trabalho meu, todo o meu esforço valeu apena”. Marcelo
ainda não publicou livros, mas tem seus Poemas em sites como (Recanto das
Letras, Luso Poemas, Latino Poemas, Poesias Online entre outros. Marcelo
Zacarelli também tem um Pseudônimo “Christine Aldo” na qual carrega em seu
avatar a esposa Fernanda Zacarelli e seu Blog é: WWW.christinealdo.blogspot.com. O Poeta Marcelo também tem seu Blog
pessoal WWW.marcelozacarelli.blogspot.com. Um forte abraço a todos, e que Deus nos
abençoe em todas as pelejas de nossas vidas.

 

Marcelo Henrique Zacarelli.  

Poemas

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Unha do Pé

É José, assim não vai dar pé...

Nem sabes que vergonha é

Comer a unha do pé;



Famia de pouca crença

É a tar famia de barnabé

De entre os santos desconhecem

O pai de Jesus, José;



É José, preto veio da umbanda

Do terreiro do mane

Lá dos cantos de aruanda

Troca à meia de chulé;



Bem sei José, brasileiro humilde é...

Que bem cedo ta de pé

Pois a roça te espera

Na colheita de café;



Tenha boas manias, José...

No largo da praça da sé

Nem sabes que vergonha é

Comer a unha do pé.




Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Maio de 2002 no dia 21 / Itaquaquecetuba (SP)
574

Utopia





Nua eu te decorei

No quadro da minha concupiscência

Assim inconseqüente sem conseqüência

Eu te furtei na vaidade da minha alma;



Tua imagem tão selvagem

Na pintura insaciada

Explorada na estupidez dos meus dedos

Que estiveram perdidas na insensatez do
desejo;



Eu te pintei

Como quem pinta arrogante

Na irresponsabilidade dos amantes

O delírio de uma imaginação coadjuvante;



Eu te decorei

Como profissional apaixonado

Eu te desejei

Como um carnal assim tão fraco;



Nua eu te possui

Na utopia ignorante da pintura

Sobre o olhar atento da

Hipocrisia dos meus olhos;

Que não tardaram em julgar

A displicência do teu corpo.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Setembro de 2002 no dia 06

Itaquaquecetuba (SP)
564

MADEIRO EM VÃO



Ao pé da cruz lamúria e ostentação

Hipócritas curvados ao nazismo

A irônica coragem do iconoclatismo

Diante do madeiro obedecendo ao alcorão.



Ao pé da cruz a valentia do pecador

A ordem e progresso constitucional

Não esclarecidas da bandeira nacional

Da corja dos políticos em estupor.



Ao pé da cruz a lembrança do calvário

Antihipocráticos da impunidade

Que fazem estéticas da humanidade

E mancha o sagrado manto sudário.



Ao pé da cruz o olhar do cristo incrédulo

Do mentor da justiça à esquerda crucificado

Do que rouba o pão à direita mutilado

Das feridas sobre o pulso do fincado prego.



Ao pé da cruz as lágrimas de Maria

A sociedade alternativa de Pilatos

Seguidores envergonhados de seus atos

Do ignorado cristo crucificado todos os dias.



Ao pé da cruz tristeza e lamentação

O desperdício de sangue no madeiro em vão

Servirão de aviso pelo cristo sofrido

Aos predestinados filhos da condenação.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli / Abril
de 2002 no dia 15

Itaquaquecetuba (SP)
511

ALMA DAS FLORES


As flores estão de luto

Pois o inverno está chegando

Há um clamor absoluto

Dentre as pétalas reclamando;



As flores estão de luto

Vem o vento assoviando

Num soprar longo e bruto

A beleza carregando;



As flores estão de luto

De partida a tua alma

Primavera foi tão curto

Golpe duro que se acalma;



As flores estão de luto

De rosto caído dormidas ao chão

No mais singelo dos absurdos

Vazando perfume do seu coração;



As flores estão em festa

Pois o inverno está passando

Um corpo de vida

À semente lhe empresta

No mês de setembro

Do próximo ano.





Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Maio de 2002 no dia 21 Itaquaquecetuba (SP)
561

Crepúsculo





Sobre a mesa da áspera madeira

A vela que lhe faz companhia

Empresta seu corpo de luz por inteira

De resina e pavio apagado

Morre debruçada no colo do dia.



Sobre o papel amarelo envelhecido

Descansa a condoída poesia

Quando cai a noite fria de improviso

A pena que com pena do autor

Empresta a tinta

E morre esturricada de vazia.



O velho homem bem que tentou

Tomar inspiração na tal tristeza

A saudade da mulher que amava

É o que restou

Quando o sono pesava-lhe

O rosto sobre a mesa.



Ao dormir no crepúsculo da noite fatídica

A vela se apagou junto à poesia

Talvez em sonho a realidade verídica

Daquele velho homem

Extraia toda a dor

Como da pena que vazou a tinta.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Abril de 2008 no dia 30

Arujá (SP).
574

Liberdade

Liberdade; pra viver...

Pra se conhecer mais vezes

Até as praças que são mais verdes

Nos olhos destes japoneses.



Túneis e metrô...

Pessoas aos milhões

Parecem correr pela contra mão

Semáforos não o impedem

O dia a dia da liberdade de expressão.



Nem Paris parece tão bela

Desse nosso Japão brasileiro

Das meninas corriqueiras

De furtado (conselheiro)

Dos amantes da Rua Galvão Bueno.



Minúsculo órgão

Desta grande metrópole

Teu sangue corre

Nas veias desta tua mãe;

Que te alimenta o sonho

De cresceres em liberdade.


Homenagem a São Paulo 450 anos.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Março de 2004 no dia 26.
641

MINUTA



Da imagem imortal e traços imperceptíveis,

Desenho sem medo a plenitude do semblante,

Pois encontrei na silhueta do teu rosto,

Inspiração total para descrevê-la;

E ao perfilar a linha imaginária dos teus lábios,

Minha boca teve sede,

De tão incólume e intocável

Um enigma a ser decifrado pelos amantes da ilusão,

E ao reclinar-te para uma pintura,

Empresta-lhe à beleza a um quadro

Minhas mãos quase trêmulas

Disfarçam tamanha apreensão,

A fragrância do teu corpo nu

Incorporou sobre a tinta a desvairar-se

Dentre aos mortais pincéis da imaginação;

Até mesmo Picasso ignoraria tamanha imperfeição,

Quanto mais um humilde poeta,

Ao descrevê-la em minha folha de papel,

E tentar esculpi-la na magnitude

Do teu ser seria loucura;

Alguém em sã consciência não exitaria,

Talvez se contentasse com pequeno preencher

Que me veio de presente da face oculta,

Chego a sonhar com tua imagem

Que me toma por assalto em meu leito;

Mas na pretensão deste momento

Era real o testemunho dos meus olhos;

Apenas um rascunho desdenhado

Da beleza do teu rosto,

Beleza sem igual imortalizada e sortida

No quadro de um poeta ambicioso.




Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

24/abril/2002 Itaquaquecetuba (SP)
509

EMULAÇÃO



Esplendida dama, suntuosa no vestir;

Deslumbrante no falar, astuta no agir,

Com este seu comportamento de posse

Mulher exacerbada de caráter pérfido

De carinho precioso, sentimento doloroso!

De bagagens esplendidas, estranhas e feridas...

A lealdade e a má índole da vida,

Caminho irreal, estrada verídica...

Contrariando a mística feminina,

És você menina doida varrida;

Importuna nos teus conceitos

Tu pleiteias sem direito,

Manipulada por qualquer incentivo

Subornada aos desejos de qualquer estímulo

Teu semblante de bruxa pouco assusta

Teu corpo franzino de pouco juízo

Menina hilária descompromissada da vida

De aspecto lúgubre e notável histeria

Diante do espelho de reflexo obsessivo

Continuas hesitante no teu juízo possessivo

Incitas o mal em tua bola de cristal

Entre a mais perfeita bruxa, infernal!

Esplendida dama de feitiço maleável

Acorrenta o coração

De um homem indesejável;

Até quando mulher será despretensiosa

Só não te aturo calada

Prefiro a ti fogosa.



Pelo autor Marcelo
Henrique Zacarelli

Abril de 2002 no dia 24 Itaquaquecetuba
(SP)
536

Peito Traidor





Tuas mãos me acolhem

No teu peito que é traidor

Tuas palavras impuras

Contaminam meus sentimentos;



Como um pombo ferido

Lanço-me em teus braços

Em busca da cura

Em busca de abrigo;



Acalentas-me do inverno que é duro

Tomas-me em falsos desejos

Quando renasço em amor e sussurros

Quando me matas

No veneno dos teus beijos;



Venho a dormir

De uma noite cansada

Uma noite fria

Sem vida e sem cor

Sonhando acordar

Nos seios da amada

Que me acolhes em teu peito

Que é traidor.





Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Junho de 2000 no dia 04

Itaquaquecetuba (SP)
515

Sua Garota



Viva o quê é o amor, viva uma fotografia...

Não brigue com sua garota

Nem de noite nem de dia.



O tempo passa tão depressa

Logo no deserto haverá flores

Mostre a ela à terra do seu coração

O tempo não espera por arrependimentos.



Viva o agora, viva o presente...

A garota é sua meu amigo

Como é hoje, como será sempre.



Não procure atalho em outras bocas

Outro sorriso pode não ser o bastante

Mostre a ela à terra do seu coração

O tempo não espera por arrependimentos.



Viva o quê é bom, leve a no cinema...

Não brigue com a sua garota

Não vale a pena.



O tempo passa tão depressa

Logo no deserto haverá flores

Mostre a ela à terra do seu coração

O tempo não espera por arrependimentos.





Produzido por Marcelo Henrique Zacarelli

Mauá fevereiro de 2006 no dia 26.
515

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