Marcelo Zacarelli

Marcelo Zacarelli

n. 1969 BR BR

n. 1969-08-28, Arujá

Perfil
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Utopia





Nua eu te decorei

No quadro da minha concupiscência

Assim inconseqüente sem conseqüência

Eu te furtei na vaidade da minha alma;



Tua imagem tão selvagem

Na pintura insaciada

Explorada na estupidez dos meus dedos

Que estiveram perdidas na insensatez do
desejo;



Eu te pintei

Como quem pinta arrogante

Na irresponsabilidade dos amantes

O delírio de uma imaginação coadjuvante;



Eu te decorei

Como profissional apaixonado

Eu te desejei

Como um carnal assim tão fraco;



Nua eu te possui

Na utopia ignorante da pintura

Sobre o olhar atento da

Hipocrisia dos meus olhos;

Que não tardaram em julgar

A displicência do teu corpo.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Setembro de 2002 no dia 06

Itaquaquecetuba (SP)
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Biografia
Marcelo
Henrique Zacarelli nasceu na cidade de São Paulo em 28 de Agosto de 1969. De
Origem Italiana por parte dos pais e Portuguesa por parte de Mãe. Começou a
escrever versos e poemas aos 14 anos no Bairro da Penha cidade de São Paulo,
onde passou sua infância. Seus avôs Paternos migraram da Calábria sul da Itália
no final do século IX para a lavoura do café na região sudeste do Brasil. Dona
Amélia Zacarelli desembarcou de Navio grávida de Aldo Zacarelli, considerado o
patriarca da família Zacarelli. Um de seus filhos Aldo Rodolfo Zacarelli foi
pai de Marcelo H. Zacarelli. O Poeta Zacarelli hoje é casado com Fernanda
Villarim e têm três filhos: Paloma C. Zacarelli, Pedro H. A. Zacarelli e
Henrique Morrison Zacarelli. Corintiano apaixonado ama o futebol e descreve sua
paixão no Blog WWW.footzaca.blogspot.com.  Marcelo considera-se também um
Cinéfilo, assíduo expectador de filmes, “gosto do gênero Drama e Romance além
de Baseados em fatos reais, indica alguns de muitos: “Um Violinista no Telhado”
“Oliver” “Doutor Jivago” Casablanca” “Amadeus” entre outros... Seu Blog para
Filmes: WWW.cinezaca.blogspot.com. Marcelo Zacarelli é protestante embora
respeite todas as denominações que levem à pessoa a fé, e ratifica “O importante é olhar para o seu próximo e
ver você, alguém que certamente não o prejudicaria” O amor consiste
livremente em ser justo para com todas as coisas. Na Música gosta do Gênero “Rock,
Blues, R&B, Jazz”, porém considera-se um eclético no geral e cita alguns de
seus gostos: “The Doors, Queen, Janis Joplin, Beatles, U2, Legião Urbana entre
outros”. Na Política, Marcelo prefere enaltecer sua opinião de acordo com a
situação, “Na Política as coisas mudam muito rápido, opiniões, filosofias,
ideologias e concepções são características de um perfil crítico do cidadão e
suas personalidades oscilam de acordo com os interesses pessoais do momento. A
Profissão por ocasião da necessidade tem se diversificada, portanto por vontade
gostaria de se formar em Jornalismo ou Psicanálise, por Hobby Escritor ou
Romancista. Um Sonho “Jogador de Futebol Profissional” Realizar “Tornar-se um
Poeta Reconhecido” Auto Crítica, falta conhecimento da língua portuguesa e
aprofundamento na mesma para se elaborar um trabalho com perfeição, somente a
inspiração e alma te levam á metade do caminho. Marcelo escreve Poemas e
Poesias épicas e líricas além de ideologias, pensamentos, tautogramas,
composições, versos, sonetos, em suas características principais o pessimismo e
surrealismo: WWW.almanirvana.blogspot.com. Admiram trabalhos como os de Augusto dos
Anjos, Arthur Rimbaud, Karl Marx e Jim Morrison. Marcelo H. Zacarelli é de
personalidade forte e opinião própria, acredita que tem perfil de líder e odeia
a injustiça embora admita que errar está na natureza do ser – humano, “Persistir no mesmo erro é premeditação de
ignorância”. Religião e Política são fundamentais para o caráter filosófico
da pessoa, educação e cultura são de caráter fundamental para a vida social do
indivíduo. Um Pensamento: “Você pode ser
o que você quer ser, isto só depende de você” e “A maior riqueza que um
homem pode carregar é o seu conhecimento”. “Ninguém pode acreditar em uma coisa
e fazer outra e nem fazer uma coisa acreditando em outra” e “O maior inimigo
que se pode ter é acreditar que não se pode fazer”. Marcelo Henrique Zacarelli
escreve sempre que pode, quando a inspiração assalta o pensamento, a madrugada
é tinta no seio da alma e o desejo é papel, branco e nu, aberto aos anseios dos
sentimentos. O Poeta diz: “Se uma só
pessoa gostar de um trabalho meu, todo o meu esforço valeu apena”. Marcelo
ainda não publicou livros, mas tem seus Poemas em sites como (Recanto das
Letras, Luso Poemas, Latino Poemas, Poesias Online entre outros. Marcelo
Zacarelli também tem um Pseudônimo “Christine Aldo” na qual carrega em seu
avatar a esposa Fernanda Zacarelli e seu Blog é: WWW.christinealdo.blogspot.com. O Poeta Marcelo também tem seu Blog
pessoal WWW.marcelozacarelli.blogspot.com. Um forte abraço a todos, e que Deus nos
abençoe em todas as pelejas de nossas vidas.

 

Marcelo Henrique Zacarelli.  

Poemas

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Utopia





Nua eu te decorei

No quadro da minha concupiscência

Assim inconseqüente sem conseqüência

Eu te furtei na vaidade da minha alma;



Tua imagem tão selvagem

Na pintura insaciada

Explorada na estupidez dos meus dedos

Que estiveram perdidas na insensatez do
desejo;



Eu te pintei

Como quem pinta arrogante

Na irresponsabilidade dos amantes

O delírio de uma imaginação coadjuvante;



Eu te decorei

Como profissional apaixonado

Eu te desejei

Como um carnal assim tão fraco;



Nua eu te possui

Na utopia ignorante da pintura

Sobre o olhar atento da

Hipocrisia dos meus olhos;

Que não tardaram em julgar

A displicência do teu corpo.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Setembro de 2002 no dia 06

Itaquaquecetuba (SP)
566

Unha do Pé

É José, assim não vai dar pé...

Nem sabes que vergonha é

Comer a unha do pé;



Famia de pouca crença

É a tar famia de barnabé

De entre os santos desconhecem

O pai de Jesus, José;



É José, preto veio da umbanda

Do terreiro do mane

Lá dos cantos de aruanda

Troca à meia de chulé;



Bem sei José, brasileiro humilde é...

Que bem cedo ta de pé

Pois a roça te espera

Na colheita de café;



Tenha boas manias, José...

No largo da praça da sé

Nem sabes que vergonha é

Comer a unha do pé.




Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Maio de 2002 no dia 21 / Itaquaquecetuba (SP)
576

MADEIRO EM VÃO



Ao pé da cruz lamúria e ostentação

Hipócritas curvados ao nazismo

A irônica coragem do iconoclatismo

Diante do madeiro obedecendo ao alcorão.



Ao pé da cruz a valentia do pecador

A ordem e progresso constitucional

Não esclarecidas da bandeira nacional

Da corja dos políticos em estupor.



Ao pé da cruz a lembrança do calvário

Antihipocráticos da impunidade

Que fazem estéticas da humanidade

E mancha o sagrado manto sudário.



Ao pé da cruz o olhar do cristo incrédulo

Do mentor da justiça à esquerda crucificado

Do que rouba o pão à direita mutilado

Das feridas sobre o pulso do fincado prego.



Ao pé da cruz as lágrimas de Maria

A sociedade alternativa de Pilatos

Seguidores envergonhados de seus atos

Do ignorado cristo crucificado todos os dias.



Ao pé da cruz tristeza e lamentação

O desperdício de sangue no madeiro em vão

Servirão de aviso pelo cristo sofrido

Aos predestinados filhos da condenação.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli / Abril
de 2002 no dia 15

Itaquaquecetuba (SP)
512

ALMA DAS FLORES


As flores estão de luto

Pois o inverno está chegando

Há um clamor absoluto

Dentre as pétalas reclamando;



As flores estão de luto

Vem o vento assoviando

Num soprar longo e bruto

A beleza carregando;



As flores estão de luto

De partida a tua alma

Primavera foi tão curto

Golpe duro que se acalma;



As flores estão de luto

De rosto caído dormidas ao chão

No mais singelo dos absurdos

Vazando perfume do seu coração;



As flores estão em festa

Pois o inverno está passando

Um corpo de vida

À semente lhe empresta

No mês de setembro

Do próximo ano.





Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Maio de 2002 no dia 21 Itaquaquecetuba (SP)
561

Liberdade

Liberdade; pra viver...

Pra se conhecer mais vezes

Até as praças que são mais verdes

Nos olhos destes japoneses.



Túneis e metrô...

Pessoas aos milhões

Parecem correr pela contra mão

Semáforos não o impedem

O dia a dia da liberdade de expressão.



Nem Paris parece tão bela

Desse nosso Japão brasileiro

Das meninas corriqueiras

De furtado (conselheiro)

Dos amantes da Rua Galvão Bueno.



Minúsculo órgão

Desta grande metrópole

Teu sangue corre

Nas veias desta tua mãe;

Que te alimenta o sonho

De cresceres em liberdade.


Homenagem a São Paulo 450 anos.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Março de 2004 no dia 26.
641

Crepúsculo





Sobre a mesa da áspera madeira

A vela que lhe faz companhia

Empresta seu corpo de luz por inteira

De resina e pavio apagado

Morre debruçada no colo do dia.



Sobre o papel amarelo envelhecido

Descansa a condoída poesia

Quando cai a noite fria de improviso

A pena que com pena do autor

Empresta a tinta

E morre esturricada de vazia.



O velho homem bem que tentou

Tomar inspiração na tal tristeza

A saudade da mulher que amava

É o que restou

Quando o sono pesava-lhe

O rosto sobre a mesa.



Ao dormir no crepúsculo da noite fatídica

A vela se apagou junto à poesia

Talvez em sonho a realidade verídica

Daquele velho homem

Extraia toda a dor

Como da pena que vazou a tinta.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Abril de 2008 no dia 30

Arujá (SP).
575

Favela Tão Bela





Dizes querida donzela

Se tu moras na favela

Tão quieta e tão bela

De ruas tão nuas

De noites escuras

De humildes alparcas

De mesas tão fartas

Dizes-me donzela

Se tu vens da favela.



Dizes amante donzela

Quando vens da favela

Tão bela e tão discriminada

De beleza assaltada

Jóia feia na vitrine da cidade

Rara escola de futebol

De meninos sem vaidade

Como presos de uma cela

Realidade bruta da favela.



Dizes hó linda donzela

Se tu moras na favela

Dos tímidos quintais

Das notícias nos jornais

Não te envergonhe menina

Das moradas da tua sina

Ainda tens uma janela

Em tua favela que é tão bela.



Dizes o porquê donzela

Que tu vens da favela

De um bairro da periferia

Tão pacata e tão fria

Da vizinhança corriqueira

Do feijão queimado

Na casa da fofoqueira

Não te quero donzela

Longe da beleza da favela.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Maio de 2002, no dia 09 /Itaquaquecetuba (SP).
573

O Pé Feio de Gesimara





Gesimara;

Meio que na marra

Contou-me segredo

Que anda descalça

Meia que com medo

Meia que sem graça

Por que tem pé feio.



Gesimara;

Virgem Maria dos céus!

Este que são pés teus

Não há quem veja

E que não perceba

E que não duvide

Ser obra de Deus.



Gesimara,

Meio que na farra

Quase me escondeu

Chinelo de dedo

De rosa vermelho

Que se escafedeu,

A que mal te pergunte

A alguém que curte

Estes pés teus.



Homenagem a Gesimara Félix da Silva.



Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Novembro de 2002 no dia 11

Itaquaquecetuba (SP)
703

RUFIÃO



Cansada da labuta

Tu vens prostituta

De mais um dia de luta

Perigosa e astuta, de pouca conduta;

Diminuto ao juízo lacônico

Transparente ao sorriso irônico;

Tu vens prostituta

Descansar nos braços deste louco.



Do quilombo tu retornas

Da ferida nos teus seios

Explorada, insaciada, escrava do desejo;

Como um querubim expulsa do céu

O rosto de vergonha coberto com o véu

Desesperada á procura de um beijo

Tu vens prostituta

Em busca de abrigo.



Fantoche dos caprichos da vida

Da hipocrisia nos teus sentimentos

Manipulada pelo efeito da bebida

Tu encontras prostituta

Derrotada em teu próprio fingimento



Na fealdade dos teus atos

Nas histórias e relatos

Continuas teu sustento.

Crucificada no madeiro social

Quando pra ti mesmo, prostituta...


Somente tens feito o mal

Sem álibi e sem direito

Tu caminhas descalça

Pela estrada do preconceito

De pouca moral e razoável dinheiro

Tu vens prostituta

Aos meus braços sedentos.



Em meu leito embriagado e sóbrio

A nudez do meu corpo te espera

Mesmo vestida de impureza e lamento

Tu vens prostituta, tu vens prometendo...

Mulher de poucas palavras, de muitos segredos!

À noite é testemunha dos teus pecados

O dia dos teus sofrimentos

Não chores mais prostituta

Cuido-te da grana e dos teus sentimentos.




Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Março de 2002, no dia 31.
641

JORNALEIRO AMIGO


Jornaleiro sim

Que vende notícia

Da ilustre revista

Se bem ou se mal

Que vende jornal

Que conta mentiras



Jornaleiro por opção

De bom coração

Não tão bom de pulmão

Um fumante confesso

De opinião e brasileiro

Com sua banca situada

Na avenida amador Bueno;



Nascido de minas

Mais preciso de guaxupé

Companheiro de Ondina

Que tomou por tua mulher

Jornaleiro honesto

Que Deus o tenha



Seu Aldo de todos

Do alto da penha;

Jornaleiro amigo

Saudoso avô

Á que mal lhe pergunte

Por que à morte te chamou.


Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

21/maio/2002 Itaquaquecetuba (SP)











[U1]

Esta Poesia fora inteiramente Inspirada em Aldo Zacarelli / avô do Poeta Marcelo H. Zacarelli / Cuja Banca de
jornal situava na Av. Amador Bueno da Veiga Bairro da Penha cidade de São Paulo
/ considerado Patriarca da Família
Zacarelli / faleceu em 25/07/1989 aos 67 anos.



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