- Israel de olhos
azuis e brancos
- Hamas olhos castanhos
- crianças - lágrimas -
e violência.
- Morte rápida
infinta sem dor.
Olhos verdes
castanhos - vidas
longas histórias em
pura furias - idade
da humanidade .
o Holocausto e o
ódio onde jamais se tem
uma eterna paz.
- Somente rancor.
Ademir o poeta.
Este é um passeio
na pedra da cebola , do alho,
da cenoura , arroz , milho
e do feijão maravilha...
manteigão.
! A carne ... hum.... a carne
um pé de boi - mocotó
um quilo de língua
e olhe lá.... é na pedra das
verduras : que se encontra
os minerais do corpo.
- Onde não há cegueira
desnutrição
e ainda uma cadela chamada
de ( BALEIA )
Sonhando com um osso bem
grande enterrado no chão.
Também está faltando o
nosso alho e o sal - para
completar esta bela refeição.
Ademir o poeta.
Meu doce pássaro
da juventude>>> voou>>>
como um cometa , entre estrelas
que são estradas da vida; tropeçou
em pedras dos céus em imensa
escuridão.
E lá de cima bem ... bem... alto
observo a realidade
crua e nua>>>nua>>>pois a mente
ferve !!!
Cidadãos é preciso resfriar - congelar -
pois o abismo declina : para
uma grande solidão.
Ademir o poeta.
Na beira de um rio de
cor ferro - e bem acima
das terras baixas avermelhadas :
como pintura natural.
Existe uma casa onde vivem
quatro criaturas mulheres
- morenas da cor do rio
que corre com destino ao mar.
A noite elas cantam melodias
lindas ; que encantam os
barqueiros pescadores , vindo
por estas águas a passar.
E ao amanhecer descem o
morro , com seus corpos nus ,
e se lavam , pois ninguém as veem...
elas são as filhas das águas com
cor do ferro a minar.
( Pois elas sempre fazem amor ;
com os homens vindo do além - mar )
Ademir o poeta.
> Disse ao meu cachorro
vou dar-lhes asas ...
e ele partiu para eternidade :
olhou para mim lá bem do alto e disse
da- lhe asas também , pois é meu
amigo a décadas e merece
ser visto por ti meu Deus de
tanto amor.
Nós dois viajamos o mundo inteiro
e lá de cima nos sentimos livres
das más línguas.
O coração de um bate no outro
somos gêmeos : neste plenitude
alada > onde não existem estradas.
Viveremos eternos ... pois somos
almas , não sentimos calor e nem frio - dores -
ou calafrios.
Sentimos sim... o dom da caridade >
que nos levam para esta imensidão
de uma bondade ... além de nossa
inexistente maldade. que corroem
os pobres seres humanos de uma
terra que não perdoa . e sim
massacra os corações.
Ademir o poeta.
O Canto dos
cantares das alegrias
olho os olhares nutridos
de amores nas tuas
sabedorias.
O canto dos
alunos nas escolas
lendo e ouvindo o
professor ; durante
todos os belos dias.
A...escolas amadas
onde os pequeninos
se lançam ao mundo >>>
- para que um dia do
futuro sejam luzes para
eles >>>sem as devidas
covardias.
Ademir o poeta.
A seleção das cores
de um a vida cheia da flores.
vozes no campo
e na cabeça.
Abraço dado fortemente
agarrado no tronco das
árvores com o
som dos ventos.
o cheiro do ar marinho
juntamente com as dores
meu sério ardor ... com
as verdades de minha alma.
Juro por todo amor que tenho
que sempre admirei uma única
flor ( Você) meu amor.
Ademir o poeta.
Oh... lua grande
brilhosa - grandiosa ;
tu és uma tão forte
luminar , onde sempre quis
pousar.
-Mas tua distância é
tão grande que a mim é >
impossível chegar.
- Ah... não seja por isso
(disse a lua )
vou descer até a ti , olhar teu brilho
na noite , e vou te
encontrar e colocar ao meu
lado.
Não tenhas medo , bata tuas asas e fique
perto de mim.
Assim será todo mês de novembro:
estarás ao meu alcance brilhando como
eu, pois tu és brilhante no firmamento do
céu.
Ademir o poeta.
Está um ótimo
dia - sol - alegrias -
pois foi a rompida
noite e veio uma
lembrança via sonho
de conhecer uma bela mulher
asiática de 40.0 -
para entreter meus pensamentos
bizarros -contido por
medicamentos.
Foi uma ótima noite
estrelar - onde me
banhava no mar
-juntamente com esta
beleza da natureza - que
nos amamos perante
- um
tempo de lua
-um tempo de terra.
- Fim das guerras
- e viva os amantes por
sequência o amor.
de Quarenta ponto zero.
Ademir o poeta.
O sol da manhã
me aparece estar
muito vazio
porque esta faltando você.
A rua chuvosa é
mais triste por não
sentir teus passos./
Sua árvore preferida
com as flores todas
adormecidas , estão caindo
secas , pois não mais
as pegam >> para o
teu banho matinal /
A tarde - anoitece rápido
pois sente sua falta em
tomar banho com a claridade
de suas virtudes.
- E teus olhos cinzentos
refletem a cor de um aço
forte emitido pela lua./
Ademir o poeta.
Olá... como vai ... tudo bem !!!
tudo... prazer em te conhecer...
- obrigada - o meu prazer é
em te ver e senti-lo
Sinto as mãos suando - meu coração
acelerando - eu também - o que
sera !!! ah... deve ser amor - será !!!
Sendo assim vamos nos conhecer melhor.
No caminhar um ao lado do
outro > na calçada nos sentimos > as
mãos - os lábios - os nossos corpos -
se tocam ... oh!!! tudo é prazer -
tudo acontece.
Olá... como esta você agora...
estou ótima ... eu também ; respondo...
bem acho que todo o dia é nosso > é
tem razão > - o amor é uma enorme
garrafa de mel . Ele é sempre muito doce
igual nosso namoro e amor.
Ademir o poeta.
Procuro uma casa
chamada alegria - e
onde o sol brilhe
para sempre e que
a noite nunca chegue -
para não se ter solidão.
Por isso procuro
uma casa chamada sorriso
onde não existam agonias -
mas sempre a eterna paz
de um dia em harmonia.
Ademir o poeta.
Vejo-te passar por
aqui a séculos. Sou uma
árvore grande e forte... tenho
300 metros de altura.
minha casca tem uma seiva
muito doce . minha cerne
é musculosa , minhas folhas
são nobres , minhas flores
são lindas , e meus frutos
são manjares para o passantes.
Atinjo as nuvens ... até passo por
elas , e recebo a luz do sol e de
uma imensa lua - das estrelas - e
também guardo o sono das aves nestas grandes alturas.
Vejo-te no caminhar lento
da natureza; eras crianças , me
amavas , pois centenas de
milhares me afagavam.
Agora és adulto - homens com
pátria e sem pátria - passam por mim
e não me veem . O que te fez o tempo!!
O que te fez a vida!!
Vejo-te desde o teu nascer ...
(Pois então a tua eternidade ei de querer)
Ademir o poeta.
Somente eu
meu piano
meus 80 anos
sabemos quando
os dedos envelhecidos
voam sobre as teclas.
Somente eu
sei o segredo dos
pedais , que minhas
pernas comprimem, lançam
ao ar as composições de bach.
Eu, somente eu ... sinto no
coração da nave central , fazendo
da música o meu sono embalar.
Eu, somente como artista
um piano : e um palco vazio
bem iluminado, e esta
humilde solidão ; tocamos
esta canção de bach.
Ademir o poeta.
Era noite, clara enluarada na face
do espelho d'água refletiam nos
olhos - a virtude da moça tão amada-
Que pedia para ser de toda beijada -
pelo calor imenso do sol.
Mas a noite apaixonada pela moça -
não deixava o dia surgir .
Por tamanho desejo , foi crescendo
e se apossou de sua beleza e ao tempo
congelou.
O sol forçava sua entrada - rastreava
toda face da terra - e nada de sua
claridade penetrar.
Ah. isto é uma paixão tão pura
tão bela - que por causa disso - uma
flor de cor negra nasceu.
Vamos entrar em um acordo - falou
o sol para a lua - durante o dia
uma orquídea será minha - e
durante a noite a flor rosa -negra
será tua ... a mais bela moça desejada
da terra que você dona lua amou.
E assim tudo em bem terminou.
Ademir o poeta.
O pano que cobre
meu rosto é negro
- sujo
- Asqueroso
Assim é o tecido deste
meu amor perdido.
Onde o ódio se
consome em prantos.
E as gargantas gritam
a pleno pulmões...
Auuuu. Auuuu.
Êta cachorro louco.
Não tenho rosto
meu pano é escuro
cobriram os dias
alegres de minha face
- de minha vida
Mas com certeza será
remida.
Ademir o poeta.
No Banho de cachoeira
Morena azulada
boca carnuda lábios de
meia lua e pele
cor da terra.
-Corpo quente
de sangue latente -
desnuda no banho
da serra; e descendo
águas de cheiro dos
campos de tantas flores
rosas- vermelhas - e
muito amarelas.
chama-se agora
a eterna Ana Bela.
Ademir o poeta.
O P O E T A
Estás agora nas estrelas -
vejo-a como a maior - a mais
bela do universo.
Como fazem falta tuas noitadas
regadas a branquinha e sambas
de uma nota só .
Ah... amigo quando respiravas
teu peito arfava - teu coração brilhava
tanto - que tua alma saia do corpo
e viajava com Tom Jobim.
Oh...amigo quando cantavas sentado
na cadeira de um palco - com um cigarro -
um chope - e a tua criação em dores
de um parto musical - ORFEU - EURIDICE
és um só. Adeus.
Ademir o poeta
Saiu do calabouço barbudo
esquelético , olhos fundos
descalços , pedras duras dor nos dedos dos pés.
No àtrio olhou para o povo
para os seguidores de cristo
para os soldados , para o
patíbulo de sua forca.
Fixou sua visão ao horizonte
somente o vento o aliviou.
Sentiu a fragância do veneno
de toda uma traição.
Subiu ao patíbulo , com uma
corda no pescoço e o amarrou.
Virou teu olhar ao povo e não os
reconheceu ( a morte ) da medo
e muita orações..
Ouviu a sentença, o barulho e se
abrindo o alçapão.; neste instante uma
luz brilhante fez ver uma grande Nação.
As seis estacas ao sol -
o salgamento do corpo-
estacas de madeiras nóbre ,
-expondo a morte a população.-
- A cabeça a memória -
- O braço direito a espada -
- A perna direita o caminhar -
A exposição de um mártir a
uma bem articulada traição.
Ademir o poeta.
A sempre um homem
para trazer o melhor.
- nas ruas desertas
- nos pensamentos
- do medo e pavor
( a perda de sua sobrevivência )
- Viveu -
A sempre uma mulher
para trazer o melhor .
Nas avenidas que as nuvens
fazem no céu.
- O pavor de resistirmos
-a fome
- a dor
- o amor
( Assim somos nós e continuamos a viver )
Ademir o poeta.
Esta mulher
adormecida com pele
de ninar e teus olhos
agora acordados... sendo
levada a andar.
Com seu puro amor
dedicado ao oriente
e ao ocidente /
É um prazer em
te conhecer aqui no
cais da artes, ó BELA
- tu és o sol da vida
-tu és um amor ardente /
Musa de um mundo
que sem você seria
muito lento.
-Sem aventuras , sem
o devido prazer para
tu ensinares aos inocentes/
- E Viva os amores
nascentes.
Ademir o poeta
Onde ocorre os desejos - corre o sangue
da dignidade - são fortalezas - vidas -
a serem vividas e na normalidade do amor .
Tudo é um mar calmo de tranquilidades.
-Raríssimos os dias descaminhados.
- mais raro ainda - são os dias sem união.
- pois a vida de mãos dadas correm .
-como rios sem lágrimas -
- indo até a velhice de um casal.
Ainda que toda tarde - sintam-se enfraquecidos.
- por serem na mente os que não são queridos.
- Enganados estão os inimigos.
Pois por uma muralha serão protegidos.
-Irmanados , desejo-lhes desta alma errante -
-Pois o porto que lanças ancoras e manso.
-Baia ao qual deixaste ir avante no céu -
- E na terra , sempre bons amantes.
- Serei breve como amigo - serei breve e eterno -
- como pessoa , e no fim desta longa
caminhada - em que aprendi tudo que sei -
vou te brindar - no tempo de todos vocês -
estão como diamantes > brilhantes.
Assim estava escrito.
Ademir o poeta.
O País está tão
violento... onde
até os sonhos das
crianças , são de balas
AR - 15
38 - 45
E não são balas doces.
Se os sonhos são
atingidos, em uma
nação dirigida por grandes
homens - compententes-
AR - 15
38 - 45
Balas nos céus
reluzentes , sonhos
dementes - incandecentes -
Pois morrendo os
os objetivos - falecem as
crianças - adolecentes -
AR - 15
38 - 45
Os adultos colocam
cercas nos terrenos
ardentes -sonhos .
Mera coincidencia
AR - 15
38 - 45
Madre de Deus
aplacai esta ira.
Ademir o poeta
C H A R L E S
Charles dos homens adormecidos
pelo tempo - o desejo - da felicidade
de um espaço perdido - do avanço
da modernidade ao desconhecido.
SEU
O corpo inerte na ternura e do amor
ainda tão simples e tão esquecido - por
aventuras com fantasias ou por força da
realidade violenta do nazismo.
AH
C H A P L I N
Chaplin um mirante dos navios humanos
perdidos - um gozo eterno - o principe do
riso não estremecido.
ÉS
O pequeno principe - o ponto do mundo
fazendo as criaturas esquecerem : a brutal
- ronda escura - cobrindo o mundo.
Este é meu ponto visual
Este é Carlitos.
Ademir o poeta.
Estou aqui nesta
estrada da vida e levo
uma flor amarela
da esperança.
Te procuro e não
te vejo -
Pois a estrada é
longa e desde
pequeno - morro - morrendo
a cada dia .
A cada dia somente
vou onde sinto teu cheiro -
suporto tudo .
O frio - o quente -
a dor - meu amigo -
a esperança e minha flor amarela.
que desflora toda parecendo
no chão uma linda aquarela.
Ademir o poeta.
No dia em que a tarde
ceder a noite - e os lábios
de minha carne pela dor
da solidão - pulverizar as ruas
das cidades do país - do
estado - do município - e da
sua pequenina cidade empoeirada
de cristais iluminados - suavemente
irão de encontro a sua janela e
irão chamar... venham>>>venham...
ver a mais bela flor de cor azul
que vai florar vossos corações.
Ademir o poeta.
Derreteu-se o concreto
no aquecimento do reator -
radioativa águas penetram
no solo.
Fumaça - ar - sente-se a
imensa dor.
Mortes nos campos - dos
animais - dos trabalhadores -
- o lençóis de águas subterrâneas
contaminam os rios .
E por mil anos à frente a vida
se tornará impossível.
Na terra - no ar - nos rios -
tudo pereceu.
a vida- usina nuclear - derreteu-se.
Ademir o poeta.
Nem toda pequenina
cidade se torna grande.
Nem toda rua
se torna grande avenidas de um lado -
flores sem espinhos. E de
outro grandes árvores.
- É O PARAISO -
Mas se a cidade pequena
fica grande:
- Não olhem para traz -
ai então ela se torna
bem quente.
Queimam a pele dos
transeuntes
os corações batem mais
rapidamente.
e teus olhos ficam
ardentes.
Quantas vidas se foram
perguntam !!! não importa
somos mais fortes e
inteligentes.
Toda cultura vem de
- um pequeno vilarejo -
- de pequena cidade -
>>pois suas ruas ainda
ficam nas montanhas
onde o ar ainda é fresco. >>
Temos o que se alimentar
o que plantar nos campos<<
- e Antes de morrer -
digo cumpri com meu dever ...
trabalhei durante 100 anos.
esta é e hora de meu descanso.
e de meu ninar.
Ademir o poeta.
És uma chalupa
navegando os oceanos
>>>Atlântico - Pacífico>>>
Tão enormes como o coração
de um Deus : alegre-se
Durand de lá Mancha ; o
cavaleiro errante das águas
que nunca conheceram ; são como
todas eram d'antes.
Ó maravilhosa barcaça do amore -mio
onde a morte nunca teve existências ,
e a vida é uma eternidade d'onde o sol
jamais escurece.
E as mulheres são claras como
neves e de seus lábios e bocas >>>
>>> saem os beijos mais ardentes.
Pois são virgens amantes.
Ademir o poeta.
Eu não sei para onde vou -
e também para onde ir >>> somente
sei que quero partir para bem
longe daqui.
Meus pensamentos estão
confusos , minhas forças
já diminuem - morro só
quando tenho de sair.
Sou tão fraco e carente
-sou preso e solto . Ao mesmo
tempo corro o risco de
covardia - pois não morro
antes do nascimento. Vou-me
embora daqui para bem longe -
para o infinito - onde a terra
acaba e o ceu tem um finito.
Roseado e amarelo - sem mortes
e com mais vida... vida...
Pois bem - vou largar tudo
e partir , não chorem minhas
lágrimas - porque o dono delas
ainda sou eu , deixe-me sózinho
como um cachorrinho abandonado -
cego - deitado como um mártir
sem onde fugir e ir. Já velho e
cansado - quando deita o sono logo
vem - dando suspiros de alívio -
adormece... sem ver-me partir.
Eu não sei para onde vou , e nem
como ir - de carona - ou a pé -
ou então eu também começar a dormir.
Já estava escrito.
Ademir o poeta.
Pobreza>>> Pobreza>>>
- palavras - palavras
intelectual de nobre
pensamentos.
Diretas já >>>ou
todo o poder da igreja ao povo.
Miséria , analfabetismos -
Ditadura - sofrimento -
por torturas - mortes -
- esta é a voz das criaturas.
( DON EVARISTO ARNS )
Homem persistente : de
coragem ... vida ardente - lutadora -
em prol dos mais póbres .
( HOMEM NOBRE )
Abaixo a escravatura.
Por isso vou pelo
escuro - onde a dor
é sem fala -
o céu obscuro -
e os homens com
suas faces trancadas -
-Saio do palco da vida
se me deres a certeza -
de que não falharás -
nos dois que mais amo -
Sou humano
Sou uma gota d'água
nesta mansidão de oceano e terra.
Assim esta escrito.
Ademir o poeta.
Saio deste palco
da vida - se por sua
vontade der duas >
Saúde e
Alegria . Vou para
o polo sul me
agasalho de cambraia -
e viro uma estátua de gelo.
- porque uma já se foi
Era um alienado e
por isso saio iluminado.
Assim está escrito
Ademir o poeta.
Um ser formado
por água e carne
mais uma evoluente
mente/
Isto é uma gentileza
da evolução na
terra tão enorme e pungente/
Um ser de carne
e água em complemento
com sua evolutiva inteligência.
A terra terá toda sua força
para pelo menos em
paz termos uma livre
vivência.
Ademir o poeta.
Dom quixote de lá mancha
está comigo desde
minha adolescência.
assim como Sancho Pansa.
Rocinante me
traz lembranças , pois
me fazem rir com suas
alegres corridas pelos
campos de batalhas.
Cavaleiros valentes
lá vão eles enfrentar os
infantes.
Para libertar sua amada
eterna Dulcinéia - estão
neste momento sem rumos
pois até um moinho de vento
os trazem em suas visões
dragões enormes - para
enfrentar e libertar
sua amada.
Os livros de cavalarias
agora são fantasmas -
inexistentes - pois depois
das loucuras de seu cavaleiro
a morte o pegou.
deixando órfãos os
habitantes de Andaluzia
e seu criador Miguel de
Cervantes.
Ademir o poeta.
Disse-nos o Senhor -
sois minha imagem e
semelhança -
-Sois um ser santo
-pratiquem meus
ensinamentos
- e não morrereis /
Pois sou Alfa e Ômega
o divino principio e
o divino fim.
Se em uma cidade cheia
de corruptores /
Existir ainda um - que
pratique a bondade
- Não seja corrupto
eu os pouparei de todos
os terrores /
( E VOS DAREI A MINHA PAZ
POIS EU SOU O QUE SOU )
Ademir o poeta.
Que diacho de memória
onde o mundo parece
todo contra - seus pensamentos -
seu corpo - e tu vês rapidamente
em um embalo ... Lâmpadas em
em árvores de natal coloridas -
vermelhas - verdes - amarelas - azuis - laranjas-
e brancas ...símbolos da paz.
Cores do Arco- Íris que meus
olhos pasmados nada entende - do fluxo
das marés e das águas escuras e profundas.
É o que está escrito.
Ademir o poeta.
Isto vai me consumir , vai fazer
arder os céus e todas as lavas
que derretidas parecem um inferno.
e te levam ao abismo bem no
centro da terra - e tu és pó e
ao pó retornarás... não tenhas
medo - tua memória permanecerá -
como uma bomba de efeito retardado -
oh... mente insana - será que minha
vida controlará !!!
Esta foi a história da escuridão
mental.
É o que está escrito.
Ademir o poeta.
O ser humano diz...
estou naufragando em mares
nunca dantes navegados.
Eta mente danada - que como
nuvens vagueiam pelo céus
da história - tristes de meu
passado que vai e volta violenta
como os tubarões - perseguindo
suas presas até um abismo
muito profundo.
Assim está escrito.
ademir o poeta.
É meia noite : e na
penumbra o ar está
em névoas úmidas e
no meio delas andam criaturas
solitárias/
Estão a procura de
diálogos , de afagos , para
esquentarem suas dores
porque!!! tem elas tantas
solidões/
São homens , mulheres que
parecem figuras fantasmagóricas
cruzando as avenidas de
uma cidade/
Elas dizem que estão a
procura de outras
que sentem paixões/
É meia noite os
passos delas são lentos
sonolentos , sentam como
em fila indianas - nos
grandes calçadões /
de muitas
cidades metrópoles do
mundo , para acabarem de
vez com sua ilusões./
Ademir o poeta.
Dogmas de
um ventre a fé
individual :
- O falso
- e o verdadeiro /
A sociedade
o negro ao lado
do medo existem
- a fé /
- Amai - vos
- dai - vos
- ajudai-vos
São dignas das
mães que somente
os ventres os verás./
ademir o poeta.
Ao entardecer os
homens - mulheres -
se vertem em rios
de lágrimas.
São tantos os lamentos
-Não amadas(os)
- reclamam por falta de
um dia de sol /
-Imploram para que
o anoitecer , está demorando
tanto. chegando nas suas casas
abraçam seu travesseiro
e se lastimam >
- dormindo com uns cordeirinhos- /
- Em seus amanheceres pedem
aos céus uma laranjada .
Liquido de doce como
mel - pois não se
misturam com sal.
Ademir o poeta.
Lembra-se Senhores e Senhoras
dos campos de exterminios
da segunda grande guerra mundial.
Cincoenta milhões de mortes.
Lembrem-se dos horrores dos Judeus -
Ciganos - Doentes - negros -
que por sua fé deixaram-se
esmagar.
Lembre-se dos seres humanos-como
cordeiros - levados ao
patibulo -da forca - o cadafalso
das SS nazistas - por uma
raca pura indecente,
Lembrai-vos dos SEIS MILHÕES DE
MORTES nos campos de concentrações-
uma lacuna na humanidade de tanto
horror. Onde o Conde de todos
os condes se achavam uma
raça de supremacia étnica
na base do terror.
Ademir o poeta.
Ao te alcançar
ilha das lágrimas...
por onde andei tantos anos -
A Bandeira do Brasil que
eu saiba é verde e amarela -
e nas ruas choviam lágrimas
das mesmas cores em
um asfalto quente ... que
faziam as crianças pularem
de dar dó.
Que tristeza este futebol
praticado em 2006 na
na Alemanha.
Pois não houve força
suficiente para conter os franceses.
Vocês jogadores - não
honraram a camisa ...como
deveriam > e agora tu
tens que lamentar a derrota
que sangra os nossos
corações ... ( de toda uma Nação ).
Ademir o poeta.
Da universal
mulher...com
seus olhos meigos e
cheios de amores.
Uma fortaleza no
parto de seu cantar /
de uma partitura
toda por ela >dela> particular.
( UM NASCIMENTO )
Ave mãe universal /
Genitora de uma
grandeza mundial...
Dizendo>> Ave...Ave...
Marias mamães... de
todas mulheres
como eternas catedrais.
Ademir o poeta.
São dezessete horas e trinta
minutos de uma tarde escura.
Caminho do meu trabalho
para casa ... As ruas
antes silenciosas >/
agora são tormentos
de carros passando buzinando ,
somente apaziguado pelas ondas
do perto mar./
E sentindo todo o cheiro
forte de uma maré baixando...
e as grandes corridas de caranguejos
para uma lama cheia de árvores/
e se salvando dos pneus do
automóveis /
NOS IMENSOS MANGUEZAIS
Ademir o poeta.
Pois é assim - meu coração
doe - quando de ti sinto
saudades e choro por
dentro - até que meus
olhos ficam a lacrimejar.
Toda minha dor ... vem
de dentro da minha alma
e do meu corpo... que não consigo
nem andar.
Pois é assim... que nunca teve
oportunidade de ser amado
e amar.
Não sei porque Adonai em sua clemência
não me leve daqui desta terra- estando
eu dormindo - para não ter medo
e sentir a falta de ar.
Estava escrito ... nunca terás
uma parceira > nunca amarás.
Abençoado sejam minhas
lágrimas ... pois estou a chorar.
Ademir o poeta.
Desde a muito tempo
vejo os dias - os anos
passarem - como -
nuvens até o além mar.
Verde escuro - verde -
verde ... azul - pérola -
negra - até o dia se
findar.
E como uma bola de fogo -
nosso sol se aprofundar
em abismos estrelares.
Ah... meus sonhos de rimas
com céus nublados - grandes
arranha - céus - atingir as
nuvens tão altas - que
certamente verei o outro
lado deste mundo.
E meus poemas e poesias
sejam meu guia - para com
o fogo lixo - se queimar.
Ademir o poeta.
Se me destes a
vida , é por ter
meu ser um objetivo/
Mas se queres que eu
sofra ou morra!!!
então não
me tenhas muito
carinho./
Somente existo
por causa somente
de muita luta que foi
tão grande e desnuda/
Sei bem o desgosto
de sobreviver em um
mundo sem preparo /
das mil vidas
por mim conseguidas.
Ademir o poeta.
Que flor
- tens no cabelo !
- é amarela cor de ouro
- ou rosa faceira - rosa
de nosso amor.
Moça humilde
- o que teus lábios carnudos
tens !
- tintura ou beijos de flores
como jasmins azul e branco .
- tua saia nas pernas arredondadas
- agora molhadas
-cobrindo seu pudor.
Ah... o suor do teu calor
- o cheiro de
- carambola - como é doce
este mel.
Vem corpo amorenado ; como
um beijando -outro -
beija - flor .
Ah... moça bonita -
- humilde coração
- batendo com o vento
- diminuindo o teu calor.
ah...este seu beijo de
um beija - flor.
Ademir o poeta.
Eu nunca vi uma
verdade de mulher ser
mentira.
Mas a verdade é que
nunca senti dentro de mim
minhas ira.
As mulheres são seres
muitos amados e disputados
como uma goiaba... que vem
de um fruto crescido na terra.
Sinto no corpo um desmaio
de amor e ao mesmo tempo
uma realeza de guerra e gozo.
Ademir o poeta.
Ante aos passos
das moças - senhoritas -
Meus olhos olhavam uma
escultural e bela
mulher.
- É que antes meus
olhares se dirigiam
para o fogo do
corpo.
Minha alma entrou em
aflição.
Ela linda bem a minha
frente ... uma espetacular
visão.
E meu corpo todo desejoso
pediu sua mão...
vamos dançar !!! e
- Ela me disse , como
não!!! e me deu suas
duas belas mãos.
Dançamos durante
toda esta noite... e tendo
a lua como testemunha !
me apaixonei.
Ademir o poeta.
Não... melhor
que não coloque as
tuas mãos em meus seios.
Pois fico sem jeito ao
beijar-me os meus
aveludados e rígidos
peitos.
E me terás o amor como
perfeito; pois ao tocar meus
lábios , tu farás honrar-me
o amor na flor pequenina
desta imensa luz.
Melhor que não ; pois
ainda assim me seduz.
Ademir o poeta.
É como um nascer de sol ;
e ráios ... ráios... na velocidade
máxima E...! formando
uma gigantesca implosão ...
nasce uma nova estrela.
Sua luz é eternamente vista pelo
tempo , pelo espaço
por telescópios , e por
andarilhos em noites
de pura solidão.
A velocidade de sorriso
de seu corpo são como
choques de moléculas
e em pura fusão.
É a mais nova via colorida
do espaço; em velocidade
de luzeiros .
Deixando rastros de cruzeiros
para embelezar todas as
paixões.
Ademir o poeta.
Cada ser humano
- É individual
- Na razão
- No trabalho
- Nas crenças
- e nesta imensidão
do planeta terra.
Todo ele é
único , por força
ou por sua fraqueza...
- Na fartura
- Ou na inanição
Somos todos
- Um cerébro mais
amistoso
- Ou menos agressivo.
Somos por força
- Imposto ao mundo
por frazes ...sobrevivam !!!
- Os mais espertos >
Esta é a arte de um selecionador
- Por Natureza ela já
está morto.
Ademir o poeta.
É de lutarem por seus
direitos de uma paz longa -
do amor vencendo as barreiras
profundas de suas
existências.
É lutarem por
melhores futuros
- onde não se tem agonias -
de fomes - de dores -
E sem lamentos por tantas
guerras inuteis ...
onde somente a morte
é a senhora de todos.
Não havendo sobre elas
nenhuma clemência.
Ademir o poeta.
Com suas ruas
bem velhas e esquecidas
em que por tempo vivi.
Estreitas brincalhonas
escuras e as vezes
todas enluaradas na
meninice de meu
viver.
O alto morro com sua
cruz atingindo o imenso
azul céu. a grama , arvorés ,
fazendo sombra .
E eu deitado de olhos
nas nuvens passarinhos;
rolando meu corpo no
verde deste alvorecer.
E na escadaria de cem degraus
e bem no alto a pequena igreja
que aos domingos os sinos
dobravam para que as vivas
almas ... ao som de AVE PLENA MARIA
do amanhecer > isso na minha
retina ficará gravada até
quando eu morrer.
Ademir o poeta.
E seu cavalo alazão, rápido
veloz, como uma águia.
Na sela o laço retirado com a
velocidade rodeia ...rodeia...nas
sua mãos.
O touro é laçado com toda
força sua... no pescoço frondoso,
o animal ; pula... pula... voa... voa...
o ar cheira a ferocidade mas !
segure-o este alazão.
o Boiadeiro salta rápido do
animal seu , e com laços
pequenos : atrela as patas traseiras -
dianteiras derrubando-o no chão.
E marca o touro a ferro
faiscando um fogo , o indomável
touro sansão.
Ademir o poeta.
Silêncio...Silencio...Silencio...
Escuro breu de um anoitecer. o brilho
da luz da lua à crescer... e tudo é
silencio.
Um homem - uma mulher - uma
criança - um pequeno cachorro >todos
neles adormecidos > e o carrinho de
mão se move - se eleva -
A LUA em sua potência ... baixa a terra em
alados unicórnios e os levam.
-Levam a fome - a miséria - a falta de um
lar - levam teus nomes - viajam ao estrelar -
correm pradarias de mares - onde jamais nenhum perecerá.
Eu sou a LUA da pobreza, sou a cor cinza de
qualquer altar.
Sou unicórnios lendários - desço a terra
de vez em quando - para salvar ... e as marés
sobem - os corações humanos dormem.
(Sou a existência milenar)
Ademir o poeta.
Leio
Leio
Leio
Escrevo
Escrevo
no papel
branco celulóide
é vindo do
humos da terra
em frutos raizes.
Crescendo
crescendo
crescendo .
E já bem
grande uma
bela tora de
uma imensa árvore.
Oxigênio
vida
chuvas
menos calor.
Menos mortes
Mais plantas
mais plantas
mais cortes
cortes
cortes.
Protestos
contra a leitura das mortes.
Plantem
plantem
plantem
pois ai vem
o papel celulóide.
E mais cortes
determinando
toda nossa sorte.
Ademir o poeta.
Padre , ando só na minha
vida amorosa - vou ao encontro
de uma pessoa chamada solidão...
olho para o norte - sul - leste - oeste - sudoeste
e nada encontro > o que faço !!
Padre , diga-me ! este Deus que todos
pregam - pregado com material
forjado em ferro por mãos
humanas , que nasceram de um amor
bom e puro com forte desejo.
Padre , anseias teu corpo ao contato
de uma mulher !! ou vice versa , uma mulher
te deseja e quer te beijar na boca ?!
Meu caro amigo...disse o padre , o sonho
nos permite perder o medo... até esta
sua louca procura de um forte desejo
de querer ser amado e amar.
Ademir o poeta.
Uma existência que é
real... - o corpo - a fala -
o pensamento - nossos átomos.
Uma existencial
da filosofia - materialista -
são explosões da expansão
universal.
Tudo vem da vida dos
macros - cosmos da mãe
natureza - que transforma o
meio em que vivemos.
As partículas micros
das células da humanidade
são átomos expansionistas.
que levam nossa vida para
um eterno amor de Adonai
O Senhor.
Ademir o poeta.
É uma das mais
terriveis
armas , no sentido
de subjugar qualquer
nação ao
drama de lavar as
mãos ou não.
Homens bombas
até crianças bombas -
contendo artefatos como
pólvora - prégos - nitro -
dinamite - e um gatilho
-puchou um cordão
e se ouve uma grande explossão.
Nações com E U A - I S R A E L -
RUSIA - INGLATERRA E FRANÇA.
ou de qualquer parte deste mundo cão
da existência avasaladora - quantas
dores - quantos inocentes -
ainda terão que pagar por ações
de seus Países.
Bem ainda não os sei quantos não !!!
Ademir o poeta.
E... SEMPRE O CORPO
PEDE MAIS
INTELIGÊNCIA - INTEGRIDADE -
BENEVOLÊNCIA E O
BENDITO ETERNO AMOR
INCONDICIONAL./
MAS A NATUREZA È
SABIA E TRAZ AO MUNDO
A BELEZA DO MUNDO
EM UMA MULHER / - E
DE UM HOMEM. MAS
SUCUMBIMOS AO
BELO PRAZER/
CRIADOS POR NATUREZAS
DIVINAS E AOS DESEJOS
QUE PRATIQUEMOS
MAIS...MAIS... LOUVORES/
MAS O DANADO CORPO
PEDE , E A MENTE SENTE
A SOLIDÃO DE NOSSA
ALMA /
QUE VIVEM PEDINDO
O ETERNO PERDÃO.
Ademir o poeta
Deme asas ...
elas nasceram .
Deme a força...
de um touro -
ela veio .
Deme a visão
do mundo...
ele as teve.
Deme o dominio
sobre o sofrimento
ele os teve.
Deme asas mais poderosas ,
elas cresceram .
Ai então ele voou.
Deme a respiração eterna , e meus
pulmões ficaram fortes...Respirou.
-Ai ele disse !?
Onde haver miséria
que desapareça.
Onde haver discordia que
haja a paz.
Onde haver guerras
que elas terminem.
E por último pedido->>>
deme um coração enorme da cor
de uma rosa vermelha! ele
a teve.
Eu agora , não sou mais o
homem voador. minhas asas
se foram ... o milagre cessou !
os grandes feitos se tornaram
reais >>> ele se foi e parou.
Ademir o poeta.
Hoje... especialmente neste
dia de hoje.
Dentro de minha mente
ardente - há um deserto
tão quente me
calcinando.
Me queimando
como folhas de árvores
já tão sêcas escaldantes.
Onde uma figura humana
não tem preço e nem água
fria - somente ela quente.
Hoje... especialmente
dentro de minha ignorância
humana - de nada saber
e tudo a perder.
Me faz lembrar dos erros
e acertos e nada desejar.
Hoje , especialmente
-somente desejo andar nú
nas areias escaldantes-
- no deserto de minha
mente - e morrer - bem
devagar nesta loucura -
- Eterna de um céu azul e tão
escaldante.
Estava já escrito
Ademir o poeta.
O amor
jovem cabe no corpo
velho.
Os olhos velhos
ficam novos.
E o corpo sem
medo sente o
novo ; nada se perde.
Tudo vence
-Um sangue
latente -
Reverte o
louco desejo de
rejuvenecer ...
abençoado os lábios
do que nascem com
fervor.
Ademir o poeta.
É madrugada >>>
ruas - e mais ruas
andei - sob sereno de
águas coloridas e onduladas.
o cheiro das pedras antigas
e mornas respirei.
E na madrugada >>>
um diamante negro
lapidado por mão divinas
em plena solidão.
E longe>>> bem longe>>>
senti na face o som das lágrimas
que derramei pela primeira vez.
É madrugada >>> e afinal vem
como fogo incendiando tudo
e a todos o sol a nasçer.
Então nas vidraças das
lojas me verás ! como um
angélico diamante negro enfim.
voltei a ser um manequim.
Ademir o poeta.
Este menino ouvindo
o povo sobre a seca... os
homens e as mulheres reclamando
da falta de chuva pois os
alimentos se acabaram.
O menino a noite encontrou
no seu quintal... uma pessoa toda
de coro da cor da terra vestida ; e por
dentro cheia de nuvens negras : e pediu
clemência que lhe desse asas >>>
<<
para dar chuva ao povo seu.<<<
O menino as asas que pediu
e voou para o sol ... moveu esta esfera
quente e a terra esfriou.
Quando acordou de manhã
viu o seu povo sorrindo e cantando
pois choveu muito a noite
e continua a cair esta chuvarada
O povoado todo foram para os campos
com sementes para o plantio.
e com muita fé em Adonai : fizeram
orações de cantos , pois o período
da seca terminou.
Ademir o poeta.
Voam nas pedras
brancas...
nas casinhas todas
branquinhas
e brilhantes.
A nuvens e o nevoeiro
do céu descem : e neste
momento começam a cantar.
Passam nas varandinhas das
casinhas ... todas em
cores brilhantes de
muitos diamantes..
Descem junto do céu as estrelas
e a lua em seu belo clarear.
E nesta madrugada ; acompanhada
por serenatas , estão
novamente a cantarem.
Chove neste instante pétalas
de flores amarelas , seguindo
este sonhador ... rumo ao universo
estrelar.
Ademir o poeta.
Ave maria
gratia plena...
uma voz do firmamento
braniu.
Deus onipotente
gratia pela
vida agora vinda
ao mundo em
nascimento.
Céus e terras
honrem teu santo
nome paz in terra -
e aos homens que
tem clemência...
tres vozes eclodiram
Ave Maria Gratia Plena.
Ademir o poeta.
Bate todos os
corações os suores
- suores da canções
-das letras de poetas
- dos dedos doloridos
nos violões.
- das cenas em palcos
de atores já bem elevados
perante multidões/
Bate todo tipo
de arte no palco
- dos anônimos
- dos favoritos
-dos famosos
- agora uns eternos
beberrões. /
Valei-me pois
senhoras e senhores
- não me deixes
ocorrer a morte
- Nos palcos de
tantas multidões. /
Ademir o poeta.
Sexta feira santa
minha dor é sua
dor - o suor e sangue
correndo no meu corpo
e na madeira da cruz
de cedro do libano- veio
da terra que é imensa
- onde lágrimas escorrem
do homem - e da humanidade
- O fel do pano rasgado sujo -
o cóbre envenenado , cortando
minha carne e meu coração.
Estas mãos abertas - o pó em gotas
vão ao chão , estas pernas adormecidas
e os pregos desta terra em que o homem
foi moldado - fez minha cruzificação.
Esta coroa de espinhos cortando
minha testa - face - e ardendo pelo
queimante sol. Tudo escorre em
sangue e mais suor.
O que será de mim e de todos vocês
- se o consumado estava escrito - e
por vontade de meu pai . O ETERNO É
UM - se transformou.
- A tentação é latente no espírito da carne
tudo será vigilia - nosso amor jamais
morrerá - e nada por mais perigoso
nos destruirá - pois o manto azul do céu
celeste brilhará - com toda boa vontade
da humanidade a igualdade na mesa farta
dos lares humildes não faltará.
Pois os corações e mentes bondosos irá
frutificar e o futuro será maravilhoso -
e esta humanidade vindoura nada sofrerá.
Já estava escrito.
Ademir o poeta.
O canto
do cantador -
olhos
do olhador.
Versos do orador
lágrimas do homem
em dores.
O canto
do pássaro nos
laranjais - no doce
liquido - acabando-se
esta sede terminando
o calor.
O Canto do coro em vozes
O celeste nos agrestes.
A lua no sertão fornece
seu frescores.
- O canto dos anjos ;
na capela de pedra...
- No alto de uma pedreira
a porta aberta está.
Descendo água cristalina -
para o sertão molhar.
Esta terra dura e seca em amargor.
E - este é o canto do
cantador do sertão.
O sertanejo homem temente
a Deus - vendo a chuva de pedreiras
molhar teu natal torrão.
Ademir o poeta.
No dia em que a tarde vier -
arremessada por um raio de luz -
e meu coração bater tão violentamente
em minha pele - e meu corpo todo
pulsar nos seios de minha amada.
O mundo tremerá - perante este acontecimento
sublime - pois somente teu sorriso
arrasará os quarteirões da cidade -
onde nasceu.
Assim se deu tal fato na mente
de um escritor com amor.
Ademir o poeta.
Se o dia amanhece claro
é porque está vivo - latente -
em um corpo escondido de uma
pessoa sofrida.
Ou uma pessoa de boa saúde
com alma leve - voando -
nos sonhos de sua esperança.
Se a noite vem bem
lenta , é porque está morrendo
mais um tempo da natureza.
Estamos envelhecendo e
renascendo ... à cada milésimo
de um tempo atômico.
Ademir o poeta.
Se o trem
apita... eu o
ouço e imediatamente
fico parado.
Mas o pior de tudo
é que ele também
nesta subida para...
pois colocaram
fogo nos trilhos
misturando madeiras
e cascalhos.
Sou um soldado sem
armas... meu maior
prazer é viajar
sobre os trilhos.
Pois não sei matar -
mas sei ir a mais alta
montanha de meu
estado - para ver um
céu azulado > encostando
neste mar tão grande e
ainda mais... salgado..
Ademir o poeta.
A esquerda de meus
corpo observo vênus
brilhar imensamente nesta
madrugada .
Olho sem medo a dimensão
do nosso universo: é tão grande
e ao mesmo tempo tão pequeno.
E tu sentes a presença de
DEUS.
(como dizem por ai ele morreu)
Não está na terra nos mares ou nos mundos !!
ele transcende ; e está fora de tudo...
É maior que o maior de todos seres
viventes >>>ou vice versa<<<
O verbo da carne se fez presente
de um barro se transformou
os homens agora presentes.
Ademir o poeta.
De um lado da
estrada ( esquerdo)
flores amarelas
orquideas das
mais variadas cores.
Árvores centenárias
(alcarias)
terra com cheiro de
caramelo.
Do outro da
estrada (direito)
lápides das
catacumbas
com o cheiro do ventre
de uma mãe.
O tempo nasce na
terra ; e todos os dias
de sol quente - somos
um melaço derretido.
(CARAMELO)
e no cheiro somos
uma pequena flor.
O Vale visto por
inteiro de uma
colina roseada -esmeralda -
de ambos os lados...
- A estrada que a corta -
atravessada por rios
de águas tão cristalinas : e
no seu final um pássaro canta -
A LUZ DO VALE
ENCANTADO
( VI - TE - BEM )
Não o temas na velhice
pois seremos descansados.
Ademir o poeta.
Maravilhoso são as palavras ditas
e saindo do corpo como se fossem
barras de pratas azuladas.
Maravilhoso são os sons abrindo no
espaço - nas paredes - nos ventos -
nas montanhas - como se fossem um gigante ...
encantado.
Maravilhoso são os caminhantes da terras
abrindo espaço nas estradas -
ouvindo o ruido dos rios dos mares -
e os serenos de uma madrugada.
Maravilhoso são todas a criaturas
andantes - rastejantes - voadoras - nadadoras-
negras - brancas - coloridas -
todas embelezadas.
Maravilhoso são os caprichos da
natureza - beleza - dos homens - das - mulheres -
onde tudo é frescor , morno e apaixonante.
Maravilhoso são as nuvens - a lua - as
estrelas - os raios - os trovões -
as chuvaradas - o dia - o sol -
nas vidas encantadas.
Maravilhoso são os nascimentos constantes
das criaturas em movimentos incansáveis
da natureza que gera mais... e mais...
encantamentos.
Ademir o poeta.
Procurado em plutão
sem vidas.
Procurado em Júpiter
sem águas.
Procurado em marte
sem florestas.
Procurado em urano
sem boiadas.
Procurado em saturno
sem poeira.
Procurado em vênus
sem mulheres.
Procurado em netuno
sem homens.
Procurado em mercúrio
lá não existem igrejas.
Procurado na terra; encontramos
ele na cadeia ... amarrado e
despojado de sua brilhante armadura
de seu cavalo e de sua espada.
E por fim onde mora o novo Rei!!!
no Alvorada.
Ademir o poeta
As terras são livres
pela cor do pó.
- são de ouro
puro , pelo canto das
aves , são diamantes.
São milhões de
de corações pulsando
ao mesmo tempo.
Pulsando - pulsando -
os avanços dos novos
tempos.
As grandes vastidões
nos olhos de nossas almas ;
faz nosso corpo - no - trabalho
suarento.
Nos grandes sertões enluarados -
onde não se vê fronteiras e nem
os estados.
Ademir o poeta.
Todo meu calor
é colocado junto
a raiz de uma
pequena árvore.
Nela deposito meus
sonhos - minhas
orações - e peço
humildemente perdão.
Por um passado não
muito generoso -
muito glorioso -
somente sentia
o meu sabor.
Todo meu calor
é sustentado por
esta raiz de tão
singela árvore.
Agora nas épocas
quentes me deito
em baixo de suas
grandes folhas -
E me sinto orgulhoso
por ter sido redimido
por uma grande e
bela flor.
Depositada por ela
em minha forte
dor de amor- que perdi
a muitos anos -
choro de felicidade e
sem mais dores.
Ademir o poeta.
Corpo humano na poesia
e na noturna caverna de meu
coração.
Doente de Amor.
- Encontrei a flor de várias
cores - de uma dor.
Esta flor com o passar dos
anos - foram caindo pelo
forte tempo do calor.
Elas foram secando - secando - e
doendo como uma paixão.
E por fim morreu minha amada - no
lençol branco de uma cama.
Eu dormindo > ela partindo para
em silencio eu não sentir
o seu forte calor.
ADEUS.
Ademir o poeta.
-Quis amar e ser amado
- Sonhar e ser sonhado
Inteligente e não entender
o mundo que me circunda..
- Onde a violência é real e os
sonhos terminam no espaço
de um trimestre de verão.
Sou fraco e forte ...
mas minhas pernas tremem
quando percorro o desconhecido.
- E este andarilho que me
invade o espírito - e se perde
ouvindo as crianças cantarem >
uma canção vindas de seus pequeninos
corações.
- Assim estava escrito -
Ademir o poeta.
Viu no clarão dos céus
O SOFRIMENTO DOS
IMIGRANTES.
Dos seus avós
e olhou nos
corpos das crianças
os laços da natureza
de um povo vindo
de tua infância.
Pintou - apaziguou nas
as cores dos retirantes.
A miséria andante de
humanoides já insanos:
observando a fome e a morte.
Percorreu todos os caminhos
da alma Brasileira.
E as colocou na estrada da
cultura:
da virtude
e da sabedoria ; pedindo
para eles clemência.
Teve em seu olhar o amor
a humanidade e a eterna
procura pela ciência.
Surgiram as cores
a pintura e o
eterno pintor.
Ademir o poeta.
-Dormem ! corpos
juvenis - menino(a) dos
seus doze anos - dorme eu ela !
Ao amanhecer vou ao
encontro - nos galhos
que de tão flexíveis - não
se dobram(goiabeira)
- meu coração bate rápido e
o dela se acelera.
Fico a balançar em um galho...
e ela ri - sorria - com seus
negros cabelos > cobrindo tua face
amorenada... tudo respira felicidades
tanto na terra como no céu -
desta pequena cidade.
Amor sem volta>> o inocente
vindo de uma inocência.
E o tempo para << pedindo
que o grande fogo do espaço
não se ponha... antes que o amor
entre eles aconteçam.
Ademir o poeta.
Temos que ser um
ponto de firmeza ; não
um amontoado
apocalipitico .
- A formação universal
é para o bem vencer o mal >
e todas as adversidades.
( E CONTINUAREMOS ATÉ
NOSSA ETERNIDADE )
Tudo sobreviverá nada
desaparecerá : a não ser
os que estão a falecerem.
Pois a terra fica e ficará ... e
por isso > sempre o bem vencerá
o mal< nada de ruim no futuro
perecerá.
É o que minha mente pensa...
Aleluia...Aleluia...
Adonai vencedor será.
Ademir o poeta.
O rio redentor da terra
navega por vales encantados -
e secos - medonhos e tristes
da mente humana.
- onde todos os pensamentos
correm para nossas retinas.
Meus sonhos de ser uma água
doce ou salgada - onde peixes de
multiplas cores fazem um arco íris -
Do alto de uma montanha vi os
céus e as terras - os ares balançando
as flores se soltando das pedras - e
pintando a terra de várias cores.
O rio redentor da terra da força
para o mar e para todas as marés -
onde grande vagas acolhem teu corpo
e me faz sonhar e te amar.
Ah... mulher encantadora me faça
sempre te amar.
Estava já escrito.
Ademir o poeta.
( DEDICADO AO MEU IRMÃO RENATO )
Um homem abatido
segurando um
porta soro -
cambaleante no
corredor.
- o frio do esforço
-ombros dobrados
- imensa dor.
Ai... disse eu ! vamos !
eu sou você e teu corpo
sou eu - pois estou em
ti e tu em mim...sou tua
fortaleza - o ferro batido
dos canhões soltando fogos
coloridos.
Pois temos agora um armistício
do pleno amor de Deus.
- Estais vivo -
Ademir o poeta
...Meus pés estariam no ar
- pois o solado era de
borracha e me faz plainar.
- voando para o infinito , onde
está o azul estrelar.
Se todos tivessem estas botas -
venceriamos o espaço -
- veriamos as estrelas e muitos
anjos a nos velarem.
-Hoje a planta que origem faz -
não é de borracha , que nos lançam
ao ar > mas sim de couro de
animais que a natureza...
Mãe de todas as mães , está a beira
de nos faltar.
Um dia quando o céu não for mais azul-
a borracha nos fará falta para voar...voar...
-nossos pés estarão cansados de tanto
andar - provavelmente de tanto corroidos
de jornadas nas estradas calcinadas - Pois
a sêca esta de matar. Ai diremos - oh... meu reino por uma
gota d'água , para que o fruto desta borracha
volte a germinar.
- Mas esta gota de água não vem >
e o deserto já é real - e tomou
conta , de um esqueleto
no chão , com os braços e pernas para
o ar. Clamando com sorriso caveiresco...
- agora sou cálcio podem se alimentar.
Se tivesse um reino - não seria
deste mundo - onde minha presença não
existiria... e tudo seria água...água... e
um eterno águar... águar...
Estava já escrito.
Ademir o poeta.
Somos a eternidade
de uma existência.
Desaparecemos como
a água em forte
calor solar.
Viramos vapor e
ao nada retornamos...
Adubamos o solo desta
terra do qual
As árvores que nascem ; aqui no
sul atlântico e no pacífico mar.
E completamos o ciclo
viajando em nuvens sobre
este mundo;
- somos a tempestade -
- somos os trovões -
E todas os tipo de plantas
que brotam nas profundezas
de nossos mares.
Ademir o poeta.
Somos três
arqueiros da vida...
Ela nos levam , desde
quando nascemos
/
E
os arcos estão novos
em nossa juventude
- e na meia idade.
/
Somos ainda os três
na terceira idade...
com as flexas em
eterno fogo.
/
E voando ainda no ar
estão as flexas de
amores verdadeiros.
Desde quando nascemos.
/
Ademir o poeta.
Derrepente - derrepente...
somos iguais !
a todas especies de plantas
a de todos os tipos de animais
racionais e irracionais.
No amor também
talves !
sejamos o maior de todos.
ou não ... pois o corpo a
corpo ; o prazer que
nos faz sentir pequenas
dores.
Derrepente - Derrepente...
o maior de todos ; nos
conduza a humildade de
nascermos humanos .
e cheios de
ternuras.!
Com virtudes e defeitos
masculino e feminino
também nos animais ;
tão violentos e ardentes :
É um amor grandioso
nervante - amoroso
somos irracionais.!!!
Ademir o poeta.
-Poesias = versos menores - uma página -
-Poemas = composição de versos maiores em
extenção -
-Odês = simétricas para serem cantandas
-estrofe ( versos)
-Sonetos = composição poética formada por
14 versos - em dois quartetos e dois tercetos
TEXTOS TIRADOS DA ENCICLOPÉDIA BARSA
DE 1978
Amigos de um
passado bem...bem...
distante - juventude
- ternura e muita
- candura/
Te lembro
minhas lembranças
doces sem quaisquer
amarguras/
Quantas e quantas coisas
boas aconteceram
sem conhecimento meu/
Olho para o céu e da
escuridão vem o sol , pois
o dia amanheceu./
Agora eu sei que a
vida passa ... dos amigos
agora não mais meus./
Ademir o poeta
( Dedicado a Minha Mãe )
-O toque do amor
nos é dito -
-Nos olhos
da esperança
-Na dor de uma
doença infame
-Onde corre o
Deus Onipotente
-pois tudo se
torna cinzento
e nada é belo
-Os dias e noites
são de agonias
-A esperança é
uma carta sorteada
-Somente o amor
vence a barreira
da morte.
Ademir o poeta.
É como uma natureza morrendo
no balanço de teu imenso
corpo , teus olhos tristonhos
cheios de lágrimas secas e mortas.
Em jaula é como uma
enorme montanha arrasada -
desmoronada , sem água - sem
plantas - sem as vidas aladas.
Este lindo animal , seguro nas
patas por grosas correntes -
balançando pra -lá - pra - cá ,
fora de seu habitat natural ...
não está suportando mais o teu própio peso
e teus olhos lacrimosos faz
aparecer a realidade - bondade - e a
mansidão de seu grande coração.
Ademir o poeta
Este é meu chamado aos
amigos agora tão distantes -
sem pena - sem medo - digo a quem
quiser ouvir ... estou infeliz - mas
certamente vencerei.
Porque sou forte e o medo não
me tirará o enfrentamento
da morte... que espero somente acontecer quando
estiver bem velhinho.
( AI SIM ELA ME PEGARÁ )
Isto se eu me permitir o descontrole
de minha vida... que será eterna
enquanto as quatro estações do ano
em meu corpo estacionar.
( AI SIM VOS OFEREÇO UM VINHO DO PORTO )
Que certamente algum de vocês pagará.
Ademir o poeta.
As planícies abaixo os
rios a navegarem a rolarem -
correm >> correm>> sempre
para o mar.
No ar os ventos o levam
para voos (do corpo) nos
olhos observam as altas
montanhas como
um enorme altar.
Voar > Voar > sobre as
pequenas cidades - as
estradas em curvas e retas
não param >> são infinitas
as trilhas em cores marrons
tão profundas em teu olhar.
No ar os ventos levam
eternamente meu corpo
a voar >> a voar>>
em direção sempre
a uma liberdade que
a deixe se libertar.
Ademir o poeta
❦
A Casa Azul . · Ademir D.Zanotelli *Poeta* · 2024
Livros